Um time de engenheiros descobriu propriedades até então desconhecidas na boa e velha matéria-prima atual de memória e pode ter aberto a porta para uma nova geração de equipamentos. A descoberta tornará cartões, discos rígidos, mídias compactas e sistemas computacionais bem mais capazes de reter e manter dados, muito mais rápida e permanentemente que as memórias que conhecemos.
E o melhor: não custará nada além daquilo que já gastamos hoje.
A equipe do Departamento de Engenharia e Ciência de Materiais do Instituto Johns Hopkins focou sua pesquisa mais recente no material mais padrão da indústria para armazenamento: a memória comum, cuja matéria-prima é feita a partir de uma liga de germânio, antimônio e telúrio, também conhecida simplesmente pela sigla GST.

Ilustração: GST entre-diamantes em estado amorfo | crédito Ming Xu/JHU
O GST é usado atualmente em mídias ópticas como o CD-RW e o DVD-RW e ao se experimentar a utilização de diferentes pontos de pressão com a ajuda de diamantes (em vez de laser), os engenheiros descobriram novos níveis de resistividade elétrica e chegaram a uma formatação ainda mais eficiente para o próprio GST.
“Essa formatação de memória de comutação fásica é bem mais estável que o material utilizado para os discos rígidos de hoje. Ela é 100 vezes mais rápida e pode ser sobrescrita por mais de 100 mil vezes”, diz Ming Xu, doutorando entre os membros da equipe. “Em aproximadamente cinco anos ela poderá substituir os discos rígidos e dar mais memória aos computadores” – conclui.
O GST é conhecido como um material de memória de comutação fásica (PCRAM/PRAM/PCME) pois quando exposto ao calor, alterna-se de um estado amorfo (onde os átomos não estão organizados) para um estado cristalino (onde os átomos ficam extensamente ordenados de maneira linear). Quando neste estado amorfo, o GST é mais resistente à corrente elétrica. Já no estado cristalino, o oposto. Essas duas fases diferenciam-se muito sutilmente e são dispostas atualmente uma linguagem binária de computação correspondente a apenas 1 e 0, permitindo que um laser simples possa lê-las à altas velocidades na superfície de um DVD por exemplo.
Para descobrir como essas nano-variações de estado ocorriam no GST os cientistas utilizaram duas pontas de diamantes para comprimir o material, observando então como ele reagiria. O processo empregado é conhecido como Difração de Raio-X (ou Cristalografia) e teve o adendo de uma simulação de computador para que fossem documentas todas as mudanças que ocorriam no material em nível atômico.
O resultado não deixou de ser surpreendentemente simples e também curioso. Os cientistas descobriram que podiam “sintonizar” a conductividade elétrica do material (GST) durante os até então misteriosos intervalos em que ele mudava de forma amorfa para cristalina, algo que sempre foi uma charada para os engenheiros.
“É como descobrir diversas camadas de cinza entre o preto e o branco” – explica En Ma, professor de engenharia e ciência de materiais da instituição. “Se você tem um amplo escopo de resistência, você pode ter muito mais controle. Se você obtem múltiplos estados, você pode então armazenar muito mais dados”.
Mais memória, dentro da própria memória.
Links: Website do Prof. En Ma | DMSE Johns Hopkins.







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Velocidade é sempre bem-vindo!
Talvez com essa descoberta o Google ofereça mais do que 5GB grátis no Google Drive.
Tanta coisa para pensar e você vem falar do Google Drive? Véi, na boa…
Com um HD 100 vezes mais potente eu nem pensaria em usar serviços de armazenamento na nuvem
Então pra você a única vantagem dos serviços de armazenamento nas nuvens é a capacidade e a velocidade? Pois fique sabendo que desde sempre os HDs “normalmente” são muito mais rápido que a internet e que oferecem mais espaço que os serviços de Cloud Computing. A questão é a comodidade de não precisa sair com um HD externo embaixo do braço pra todo lugar caso você não veja problema nisso, tudo bem.
P.S.: Quando eu disse Google Drive eu quis me referir a todos os serviços de armazenamento nas nuvens.
Acho que a minha resposta abaixo já serve pra você
Hello… e quanto ao backup? Eu sempre espalho cópias de arquivos importantes entre Dropbox e UbuntuOne… depois da palhaçada do FBI contra o Megaupload nunca mais confio em um serviço só… até hj tenho dados (backup de minhas fotos de viagem) presos lá. ¬¬
A questão do backup é teóricamente simplificada pelo fato de isso possibilitar o barateamento de HD’s e afins.
Ora, se eu posso ter HD’s com TB’s de espaço…e posso mantê-los em segurança juntos de mim..pra que diabos vou querer algo que está à KM de distância, que são mais lentos e que podem estar vulneráveis à visualizações de arquivos, hackers e etc?
PS: Sim, eu uso Dropbox e SugarSync por precaução…ambos sincronizados junto ao meu Pendrive e HD externo para caso o fim do mundo aconteça nos EUA
Isso até alguem roubar seus HD’s. Like Laerte.
Você usando o Windows está mais vulnerável do que uma estrutura de arquivos nas nuvens de enorme redundância. Confio mais nos servidores do Google e Microsoft do que em meu próprio computador. O Windows pessoal tem mais chances de panes, já perdi arquivos importantes por um disco de 80GB queimar depois de um forte raio. Vai nessa meu caro. A tendência nos próximos anos é os HDs/SSDs desaparecem, O PC/note/ultra terá only memória RAM, uma placamae e CPU… seus arquivos virão da nuvem em tempo real…. isso é fato… já está acontecendo. Basta um forte avanço na velocidade de internet, o que creio eu que entre 50MBps e 100MBps seriam mais do que suficientes.
Discordo, acho que as duas coisas ainda vão co-existir por muito tempo, ou eternamente.
Nisso você tem razão. Todos os dias eu caminho 2300Km até o servidor do Google pra poder ver minhas fotos anexadas no Google Drive.
Isso aí garotão! Confia bastante no seu HD com petabytes de espaço… Redundância pra que né? Pra que confiar numa estrutura global e redundante de armazenamento de dados, salas anti-catástrofes, espelhamentos… Se você tem um HD externo!!!
Num primeiro momento parece estranho mesmo, hehe… mais memória dentro da memória… mas é fantástico…
NÃO MAS PÉRA.
Dá para colocar essa descoberta junto à essa? http://tecnoblog.net/79733/cientistas-sal-densidade-hd/
Se der, cara, meu atual HD, no futuro, vai superar 300 TB fácil fácil (atualmente ele tem 500 GB..e só)
Lei de Moore não está mais tão precisa não (de 0.5 TB para 300 TB é muito mais do que uma simplesmente duplicação..ainda mais neste curto período de tempo) :O
E…outra coisa: SSD’s, será que vão ficar ainda mais rápidos? :O
Difícil, mas não impossível. O investimento seria muito alto de início, provavelmente serão utilizados em laboratórios de pesquisas onde a coleta e leitura de dados é absurda.
Além disso, serão duas mudanças no modelo de manufaturação dos HD’s (no leitor e na camada de disco), teria que verificar se a solução salina não sofreria reações/danos com as cabeças de diamante.
Só uma hipótese, claro.
É bom logo, pois meu HD de 40gb já está acabando…
“nãu custará mais nada” é ótimo. É lógico q um ganho de performance, mesmo com os mesmos moldes de produção, gera uma ganho tb em todas as escalas, inclusive naprodutividade de quem compra o produto, por isso, vai chegra mais caro pro consumidor final sim! com certeza. será mais lucro para a empresa q fabrica.
genio… é como qualquer nova tecnologia.
chega caríssimo para quem compra no inicio..
assim foi com o VHS, o DVD, o Blueray e mais recentemente as impressoras 3D..
Mas uma impressora 3D a 3 anos a traz custava 50000,00 agora tão vendendo por 5000,00 ou menos..
blueray? é BLURAY amigo!! kk
“Yaaay corrigi um erro ortográfico em seu post”.
Só para avisar, sempre se começa uma frase em letra maiúscula!! Kkk
Só para avisar:
- sinais de pontuação devem ser usados apenas uma vez;
- o certo seria “e, mais recentemente, as impressoras”;
- o certo seria “atrás”, e não “a traz”;
- o certo seria “Uma impressora 3D, há 3 anos, (…)” ou “Uma impressora 3D, 3 anos atrás, (…) “.
Incrivel isso vai ser muito util e agradavel..! =)
“E o melhor: não custará nada além daquilo que já gastamos hoje.”
Talvez fora do Brasil. Aqui, simplesmente por ser “novo” ou “diferente” pode ter o mesmo custo base, pagar os mesmos impostos, mas no mínimo custa 30% a mais.
E nem fora do Brasil. Será vendido como “nova tecnologia de armazenamento de dados” e, obviamente, será muito caro no início. Mesmo custo + aumento de capacidade = maior lucro.
duvida: as cabeças de leitura desses hds vao ser de diamante? ou o diamante eh usado no processo de manufatura dos “discos”?
Pelo o que eu entendi, apenas as cabeças serão de diamante. A manufaturação dos discos será a mesma.
Adeus SSD!
Adeus nada, vai ser uma disputa boa! Agora a gelara dos SSDs serão obrigados a investir mais em P&D para que o preço se equipare aos dos HDDs e não percam vendas..
Agora, ja tava passando da hora dos discos rígidos receberem um “upgrade”, hein! Bacana isso!
“E o melhor: não custará nada além daquilo que já gastamos hoje.”
Você quer dizer para os fabricantes né ?
Que legal… espero que não demore p/ estar no mercado consumidor
.
Tecnologia Protoss talvez?
Soluções para minimizar gargalos são sempre bem vindas.
Essas diferentes tecnologias de armazenamento estão ficando cada vez melhores!
Espero no futuro poder comprar HDs de 100TBs ao invés de ter de ficar comprando HDs minúsculos de 2TBs e assim lotando meu gabinete…