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Início » Software e Apps » Mandriva Linux agora será mantido pela comunidade

Sofrendo com problemas financeiros desde o começo do ano e num impasse sem fim entre os acionistas, a Mandriva SA acabou tomando uma decisão drástica: a partir de agora a distribuição Mandriva Linux ficará nas mãos da comunidade.

O anúncio foi feito no blog da empresa e assinado por Jean-Manuel Croset, CEO da Mandriva SA. No post ele também explica que essa decisão foi tomada depois de analisar diversas sugestões enviadas pelos usuários.

#chatiado

Os problemas financeiros e de gestão da Mandriva já vêm de tempos atrás, e se acentuaram quando vários desenvolvedores decidiram abandonar a distro e fundar o Mageia, um fork mantido pela comunidade. Desde o começo do ano a Mandriva SA já dava sinais de que ia mal das pernas, com diversas reuniões com acionistas e empresas parceiras para tentar chegar a uma solução que pudesse manter a empresa viva e a distro atualizada. Infelizmente (ou felizmente) a melhor solução encontrada foi liberar a distro para a comunidade.

E o que isso significa? Que a partir de agoras as decisões acerca dos rumos da distribuição não serão mais tomados arbitrariamente pela empresa, mas sim por uma entidade independente, formada por membros da comunidade e também pela própria Mandriva SA. Espera-se que essa mudança já comece a valer nos próximos meses.

A Mandriva, uma junção entre as antigas distros Mandrake e Conectiva (essa última, brasileira) já foi considerada uma das maiores distribuições Linux no passado. Espera-se que com essa mudança ela volte a exibir a glória de antigamente.

43 Comentários (Deixe o seu!)

  • Certeza que no ano do Linux a glória volta.

    • Vinicius Kinas
      1099c

      “No ano do Linux” rs.

    • Kessler
      1723c

      O “ano do Linux desktop” é mais ou menos como o Brasil: eternamente o país do futuro.

      • OzzY

        A regra é clara:
        $AnoDoLinux = YEAR(NOW())+1

    • Todo ano é o ano do Linux, que cresce a cada ano e domina vários segmentos

      • Kessler
        1723c

        Exceto o de desktops, que o Linux continua com seu 1%.

        • Ou 2, ou 3 ou 5, dependendo de onde vem os dados.

  • Vinicius Kinas
    1099c

    E O QUE EU FAÇO COM MEU CD DO CONECTIVA 3.0? rs.

    • Marcoscs
      929c

      que tal usar ele pra tiro ao alvo?

      • O problema é ele acertar o alvo. Como vai provar?

        • Marcoscs
          929c

          Good point.

        • Dependendo do material do alvo, vai ficar a marca do cd. =P

  • Kessler
    1723c

    Eu gostava do Mandrake, era uma boa distribuição para a época.
    Depois o Mandriva eu usei um pouco e não gostei, acabei desistindo.

  • Quando se fala de Linux, nenhuma empresa conseguiu o mesmo sucesso da Canonical.
    Esperamos que ela continue assim.

    • @davividal
      165c

      Você não acompanhou o trabalho da Conectiva, né? :)

      • Bitstorm
        155c

        /agree

    • Fala isso pra Red Hat

  • olivan Lima
    1c

    Perdeu espaço dentre tantas opções em distros… Lembro-me que foi a primeira distro que baixei e instalei. Tomara que não seja descontinuada.

  • Rafael
    728c

    a primeira grande distribuição linux sufocada pelo Ubuntu

    • Não acho que o Ubuntu à tenha sufocado.
      O problema é que ela não se popularizou.
      Apesar de ser antiga no mercado, creio que o pessoal não conseguiu torná-la fácil de se usar.

      • Mandriva é uma das distribuições mais fáceis de usar. Considero até mais fácil que o Ubuntu

        • Sim, o Mandriva é mais fácil de usar que o Ubuntu, que é Debian. E é isso que acho interessante na Canonical. Mesmo tendo uma distro mais complexa, consegue fazer o sucesso que faz, pelo menos entre os servidores.

          E tem sim sufocado distros por sua constância de novas versões e o marketing que passa a segurança de uma empresa sólida que você pode investir a longo prazo.

  • EMC

    A questão da usabilidade e acessibilidade do sistema operacional vai acabar tornando inviável manter tantas distros no mundo,sempre tem alguém achando que criar uma nova distro é a melhor solução, ao invés de investir em uma versão para que esta fique realmente boa.

    • Projetos de grupos não são concorrentes de projeto de usuário final com modelo de negócio em conjunto, por isso não afeta em nada a viabilidade econômica e de usabilidade. Debian não concorre com Ubuntu; Arch não concorre com Red Hat; e assim por diante. As várias distribuições tem públicos distintos.

  • 7megas
    271c

    Antes do Ubuntu eu usei o Mandriva, por seis meses, achei bem estável e o KDE achei bem melhor que o kubuntu, espero que a comunidade mantenha o ciclo.

  • Daniel Lobo

    Bom, era o que tinha que acontecer… as milhares de distribuições Linux começarem a morrer, dando espaço para poucas, porém o surgimento do tão sonhado padrão Linux de desenvolvimento. Mas claro que isto não vai acontecer. Parece-me que o grupo de desenvolvedores que se juntam em torno das distribuições tem muitos egos para se tornarem dissidentes e criarem outras distribuições e assim sucessivamente. O ano do Linux no Desktop virou piada, mas com uma certa razão. A falta de interesse dos grandes “players” do mercado de aplicativos como Adobe seja por falta de “market share”, seja por falta de padronização na plataforma foi o principal responsável por nunca acontecer essa virada, tão esperada, por nós Linuxers. E eu acho incompreensível existir alguns Linuxers que odeiam o apogeu do Android nos tempos atuais. Em alguma área do mercado de varejo, o Linux tinha que vingar, não é verdade?

    • Daniel Gomes Pereira

      Também acha que a padronização do linux seria uma boa ideia, mas acho que fica fora dos padrões do sistema. Sendo assim, facilitaria criadores e empresas no padrão gráfico, pacote de arquivos, drivers, etc.
      Resta esperar o que vai acontecer com o linux daqui pra frente. Esperamos que seja mais popular, e que as pessoas parem de acreditar nos mitos do Linux.

      Abs!

    • ricmrusso
      13c

      Sei lá, hein!? A hora que um player como a Adobe escolher uma gigante como a Canonical, a Red Hat, etc. surge uma nova tendência: ou as outras se ajustam ou…

      O que acho é: os players não têm interesse porque a Microsoft e a Apple dão lucro, e muito lucros, a ponto de não interessar avançar para outras plataformas. Será que as “acima citadas” não pagam uns trocados para que isso não aconteça? tsc tsc.

  • Cristiano
    1c

    O que aconteceu com O kurumin depois que foi pras mãos da comunidade? A-C-A-B-O-U. O idealismo do software livre só é legal quando fica apenas nisso, no idealismo. Quando se quer fazer que algo realmente aconteça tem que por a mão no bolso, e quando se fala em dinheiro a comunidade já não existe.

    • bawlaw
      1013c

      mas existem grandes distros mantidas apenas pela comunidade.. o debian está ai, firme e forte..
      o idealismo do software livre é que todos se beneficiam do desenvolvimento de todos. e acho essa variedade gigantesca de distros, players de musicas e leitores de e-mail um desperdicio de tempo e dinheiro.. nao precisa ser apenas uma distro ou um player de musica.. mas nao precisa ter tantos..

    • Kessler
      1723c

      O Kurumin acabou porque era uma porcaria e já existia coisa muito melhor.

      • Pô, não escracha não. Realmente já existia coisa melhor, mas ela não era nenhuma porcaria. Foi o único KDE que eu usei. Sem falar que foi o primeiro Linux que eu usei também.

        • Kessler
          1723c

          Usei por bastante tempo também e digo que era uma porcaria, aquele frankenstein de repositórios que ele usava quebrava muito fácil.

          Os scripts facilitavam na época, e no início era um projeto legal, mas acabou não melhorando muito com o tempo e ofuscado por outras distribuições que também eram bem fáceis de usar, mas muito mais bem acabadas.

    • Kurumin era um projeto pessoal é uma única pessoa. Nunca via projeto de mercado

  • Problema das distros linux é esse: desunião. Ponto.

    A coisa só vai pra frente se tiver uma empresa com capitão para investimento por trás, como no casod o ubuntu

    • Liberdade de desenvolvimento com um padrão (mesmo kernel) aberto com cooperação é uma vantagem sem igual em outros modelos de desenvolvimento

  • gokernel
    372c

    cadê o meu último comentário ???

  • Eu acho que já era mesmo. O Linux tende cada vez mais a seguir 2 direções, Ubuntu no Desktop e RHEL/CentOS no mercado corporativo.

  • Claro que ainda teremos entusiastas no Gentoo, ArchLinux, Slackware (que acho que já foi engolido pelo Arch), entre outros. Mas a participação vai ser cada vez menor…

  • Tiago
    27c

    É Realmente o Ubuntu sufocou o Mandriva mas acho que o marketing sobre o Ubuntu foi maior em relação ao Mandriva e todo mundo sabe propaganda é a alma do negócio.

  • O que eu vejo como problemas no Linux, olhando como usuário padrão:

    - A maioria não é do tipo “instalar sistema – instalar programas – usar”. Sempre tem que instalar repositórios, codecs e toda a sorte de comandos no Terminal para que ele funcione plenamente.
    - A falta de programas de apelo geral, mesmo existindo alternativas tão eficientes quanto na maioria das vezes.
    - A maioria não tem uma aparência agradável ao usuário. Seja no design como um todo, seja nos ícones, seja na disposição das coisas, seja na dificuldade de customização… Tudo isso faz falta para o usuário acostumado com isso.
    - A maioria não é user-friendly.
    - E o principal: o usuário não quer ter uma curva de aprendizagem gigante. Na verdade, grande parte já iria surtar só de não ver o botão Iniciar…

    Aqui fala um usuário de Windows 7, Windows 8, Linux Mint e até a pouco de Ubuntu. E muito satisfeito com todos estes.

    (Estou usando o XP + IE8 no trabalho, então evitem os comentário, ok? =D)

  • Dunga

    Tenho uma empresa e já me convenci que o Linux é uma ótima opção. Falta convencer os caras que desenvolvem aplicativos. Agora, verdade seja dita: distribuição pra car#@&* não leva a lugar algum.

  • Ezpero que funcione querosaber como conseguir um servidor sem instituicao educacionsal e corporação. obrigad

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