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Mandriva Linux agora será mantido pela comunidade

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2 anos atrás

Sofrendo com problemas financeiros desde o começo do ano e num impasse sem fim entre os acionistas, a Mandriva SA acabou tomando uma decisão drástica: a partir de agora a distribuição Mandriva Linux ficará nas mãos da comunidade.

O anúncio foi feito no blog da empresa e assinado por Jean-Manuel Croset, CEO da Mandriva SA. No post ele também explica que essa decisão foi tomada depois de analisar diversas sugestões enviadas pelos usuários.

#chatiado

Os problemas financeiros e de gestão da Mandriva já vêm de tempos atrás, e se acentuaram quando vários desenvolvedores decidiram abandonar a distro e fundar o Mageia, um fork mantido pela comunidade. Desde o começo do ano a Mandriva SA já dava sinais de que ia mal das pernas, com diversas reuniões com acionistas e empresas parceiras para tentar chegar a uma solução que pudesse manter a empresa viva e a distro atualizada. Infelizmente (ou felizmente) a melhor solução encontrada foi liberar a distro para a comunidade.

E o que isso significa? Que a partir de agoras as decisões acerca dos rumos da distribuição não serão mais tomados arbitrariamente pela empresa, mas sim por uma entidade independente, formada por membros da comunidade e também pela própria Mandriva SA. Espera-se que essa mudança já comece a valer nos próximos meses.

A Mandriva, uma junção entre as antigas distros Mandrake e Conectiva (essa última, brasileira) já foi considerada uma das maiores distribuições Linux no passado. Espera-se que com essa mudança ela volte a exibir a glória de antigamente.

  • http://twitter.com/mau_mesquita @mau_mesquita

    Certeza que no ano do Linux a glória volta.

    • Vinicius Kinas

      “No ano do Linux” rs.

    • Kessler

      O “ano do Linux desktop” é mais ou menos como o Brasil: eternamente o país do futuro.

      • OzzY

        A regra é clara:
        $AnoDoLinux = YEAR(NOW())+1

    • http://sinapseslivres.com.br Guilherme Macedo C.

      Todo ano é o ano do Linux, que cresce a cada ano e domina vários segmentos

      • Kessler

        Exceto o de desktops, que o Linux continua com seu 1%.

        • http://sinapseslivres.com.br Guilherme Macedo C.

          Ou 2, ou 3 ou 5, dependendo de onde vem os dados.

  • Vinicius Kinas

    E O QUE EU FAÇO COM MEU CD DO CONECTIVA 3.0? rs.

    • Marcoscs

      que tal usar ele pra tiro ao alvo?

      • http://twitter.com/AntonioVeras @AntonioVeras

        O problema é ele acertar o alvo. Como vai provar?

        • Marcoscs

          Good point.

        • http://twitter.com/LBKatan @LBKatan

          Dependendo do material do alvo, vai ficar a marca do cd. =P

  • Kessler

    Eu gostava do Mandrake, era uma boa distribuição para a época.
    Depois o Mandriva eu usei um pouco e não gostei, acabei desistindo.

  • http://twitter.com/AntonioVeras @AntonioVeras

    Quando se fala de Linux, nenhuma empresa conseguiu o mesmo sucesso da Canonical.
    Esperamos que ela continue assim.

    • http://twitter.com/davividal @davividal

      Você não acompanhou o trabalho da Conectiva, né? :)

      • http://www.twitter.com/bitstorm1978 Bitstorm

        /agree

    • http://404forbidden.tumblr.com Forbidden_404

      Fala isso pra Red Hat

  • olivan Lima

    Perdeu espaço dentre tantas opções em distros… Lembro-me que foi a primeira distro que baixei e instalei. Tomara que não seja descontinuada.

  • Rafael

    a primeira grande distribuição linux sufocada pelo Ubuntu

    • http://twitter.com/AntonioVeras @AntonioVeras

      Não acho que o Ubuntu à tenha sufocado.
      O problema é que ela não se popularizou.
      Apesar de ser antiga no mercado, creio que o pessoal não conseguiu torná-la fácil de se usar.

      • http://sinapseslivres.com.br Guilherme Macedo C.

        Mandriva é uma das distribuições mais fáceis de usar. Considero até mais fácil que o Ubuntu

        • http://twitter.com/ricmrusso @ricmrusso

          Sim, o Mandriva é mais fácil de usar que o Ubuntu, que é Debian. E é isso que acho interessante na Canonical. Mesmo tendo uma distro mais complexa, consegue fazer o sucesso que faz, pelo menos entre os servidores.

          E tem sim sufocado distros por sua constância de novas versões e o marketing que passa a segurança de uma empresa sólida que você pode investir a longo prazo.

  • http://www.servidordell.com.br/servidor-blade EMC

    A questão da usabilidade e acessibilidade do sistema operacional vai acabar tornando inviável manter tantas distros no mundo,sempre tem alguém achando que criar uma nova distro é a melhor solução, ao invés de investir em uma versão para que esta fique realmente boa.

    • http://sinapseslivres.com.br Guilherme Macedo C.

      Projetos de grupos não são concorrentes de projeto de usuário final com modelo de negócio em conjunto, por isso não afeta em nada a viabilidade econômica e de usabilidade. Debian não concorre com Ubuntu; Arch não concorre com Red Hat; e assim por diante. As várias distribuições tem públicos distintos.

  • http://7megas.wordpress.com/ 7megas

    Antes do Ubuntu eu usei o Mandriva, por seis meses, achei bem estável e o KDE achei bem melhor que o kubuntu, espero que a comunidade mantenha o ciclo.

  • Daniel Lobo

    Bom, era o que tinha que acontecer… as milhares de distribuições Linux começarem a morrer, dando espaço para poucas, porém o surgimento do tão sonhado padrão Linux de desenvolvimento. Mas claro que isto não vai acontecer. Parece-me que o grupo de desenvolvedores que se juntam em torno das distribuições tem muitos egos para se tornarem dissidentes e criarem outras distribuições e assim sucessivamente. O ano do Linux no Desktop virou piada, mas com uma certa razão. A falta de interesse dos grandes “players” do mercado de aplicativos como Adobe seja por falta de “market share”, seja por falta de padronização na plataforma foi o principal responsável por nunca acontecer essa virada, tão esperada, por nós Linuxers. E eu acho incompreensível existir alguns Linuxers que odeiam o apogeu do Android nos tempos atuais. Em alguma área do mercado de varejo, o Linux tinha que vingar, não é verdade?

    • Daniel Gomes Pereira

      Também acha que a padronização do linux seria uma boa ideia, mas acho que fica fora dos padrões do sistema. Sendo assim, facilitaria criadores e empresas no padrão gráfico, pacote de arquivos, drivers, etc.
      Resta esperar o que vai acontecer com o linux daqui pra frente. Esperamos que seja mais popular, e que as pessoas parem de acreditar nos mitos do Linux.

      Abs!

    • ricmrusso

      Sei lá, hein!? A hora que um player como a Adobe escolher uma gigante como a Canonical, a Red Hat, etc. surge uma nova tendência: ou as outras se ajustam ou…

      O que acho é: os players não têm interesse porque a Microsoft e a Apple dão lucro, e muito lucros, a ponto de não interessar avançar para outras plataformas. Será que as “acima citadas” não pagam uns trocados para que isso não aconteça? tsc tsc.

  • Cristiano

    O que aconteceu com O kurumin depois que foi pras mãos da comunidade? A-C-A-B-O-U. O idealismo do software livre só é legal quando fica apenas nisso, no idealismo. Quando se quer fazer que algo realmente aconteça tem que por a mão no bolso, e quando se fala em dinheiro a comunidade já não existe.

    • bawlaw

      mas existem grandes distros mantidas apenas pela comunidade.. o debian está ai, firme e forte..
      o idealismo do software livre é que todos se beneficiam do desenvolvimento de todos. e acho essa variedade gigantesca de distros, players de musicas e leitores de e-mail um desperdicio de tempo e dinheiro.. nao precisa ser apenas uma distro ou um player de musica.. mas nao precisa ter tantos..

    • Kessler

      O Kurumin acabou porque era uma porcaria e já existia coisa muito melhor.

      • http://twitter.com/AntonioVeras @AntonioVeras

        Pô, não escracha não. Realmente já existia coisa melhor, mas ela não era nenhuma porcaria. Foi o único KDE que eu usei. Sem falar que foi o primeiro Linux que eu usei também.

        • Kessler

          Usei por bastante tempo também e digo que era uma porcaria, aquele frankenstein de repositórios que ele usava quebrava muito fácil.

          Os scripts facilitavam na época, e no início era um projeto legal, mas acabou não melhorando muito com o tempo e ofuscado por outras distribuições que também eram bem fáceis de usar, mas muito mais bem acabadas.

    • http://sinapseslivres.com.br Guilherme Macedo C.

      Kurumin era um projeto pessoal é uma única pessoa. Nunca via projeto de mercado

  • http://www.mobilegamer.com.br Dario

    Problema das distros linux é esse: desunião. Ponto.

    A coisa só vai pra frente se tiver uma empresa com capitão para investimento por trás, como no casod o ubuntu

    • http://sinapseslivres.com.br Guilherme Macedo C.

      Liberdade de desenvolvimento com um padrão (mesmo kernel) aberto com cooperação é uma vantagem sem igual em outros modelos de desenvolvimento

  • http://Site gokernel

    cadê o meu último comentário ???

  • http://twitter.com/burnermanx @burnermanx

    Eu acho que já era mesmo. O Linux tende cada vez mais a seguir 2 direções, Ubuntu no Desktop e RHEL/CentOS no mercado corporativo.

  • http://twitter.com/burnermanx @burnermanx

    Claro que ainda teremos entusiastas no Gentoo, ArchLinux, Slackware (que acho que já foi engolido pelo Arch), entre outros. Mas a participação vai ser cada vez menor…

  • Tiago

    É Realmente o Ubuntu sufocou o Mandriva mas acho que o marketing sobre o Ubuntu foi maior em relação ao Mandriva e todo mundo sabe propaganda é a alma do negócio.

  • http://twitter.com/TatoGomes @TatoGomes

    O que eu vejo como problemas no Linux, olhando como usuário padrão:

    - A maioria não é do tipo “instalar sistema – instalar programas – usar”. Sempre tem que instalar repositórios, codecs e toda a sorte de comandos no Terminal para que ele funcione plenamente.
    - A falta de programas de apelo geral, mesmo existindo alternativas tão eficientes quanto na maioria das vezes.
    - A maioria não tem uma aparência agradável ao usuário. Seja no design como um todo, seja nos ícones, seja na disposição das coisas, seja na dificuldade de customização… Tudo isso faz falta para o usuário acostumado com isso.
    - A maioria não é user-friendly.
    - E o principal: o usuário não quer ter uma curva de aprendizagem gigante. Na verdade, grande parte já iria surtar só de não ver o botão Iniciar…

    Aqui fala um usuário de Windows 7, Windows 8, Linux Mint e até a pouco de Ubuntu. E muito satisfeito com todos estes.

    (Estou usando o XP + IE8 no trabalho, então evitem os comentário, ok? =D)

  • Dunga

    Tenho uma empresa e já me convenci que o Linux é uma ótima opção. Falta convencer os caras que desenvolvem aplicativos. Agora, verdade seja dita: distribuição pra car#@&* não leva a lugar algum.

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