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Início » Lei e Ordem » União Europeia rejeita lei que permitia checar as músicas piratas do seu iPod

O Parlamento Europeu rejeitou a Acta, um acordo que vinha sendo costurado desde 2006 entre vários países e que permitiria aos signatários aplicar com mais severidade a vistoria de cidadãos e turistas em busca de itens pirateados. Reza a lenda que os agentes de aeroportos poderiam até mesmo verificar as músicas do seu iPod para determinar quais canções foram baixadas de maneira ilegal. 

Inicialmente a Acta previa a participação de Austrália, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul, Japão, Marrocos, México, Nova Zelândia e Suíça, além dos 27 países membros da União Europeia. Ainda está em negociação em outras nações, mas a ausência da União Europeia depois de manifestações e muitos telefonemas para os parlamentares do bloco europeu mostra que os cidadãos não estão exatamente interessados neste tipo de legislação.

Outro ponto controverso da Acta é a situação de assinantes de internet que utilizam serviços de Torrent e similares para compartilhamento de arquivos. Não há como prever como essas pessoas seriam tratadas caso o acordo passasse pelo parlamento. Ainda estava previsto no acordo da Acta lidar também com bens físicos. O jornal inglês Guardian cita sapatos, bolsas, remédios e qualquer item que possa ser pirateado.

Alguns observadores veem semelhanças entre a tentativa de passar a Acta e a frustrada tentativa americana de aprova a SOPA, outra lei (explicada neste Tecnoblog) que ampliava os poderes da polícia na internet.

Esses projetos de lei controversos que têm aparecido nos últimos tempos mostram que as empresas estão preocupadas com o copyright e pirataria online. Em vez de alguma forma tentarem adaptar seu modelo de negócios ao mundo virtual, tentam usar da lei para evitar alguns comportamentos prejudiciais aos negócios. Não estou dizendo com isso que sou a favor da pirataria, mas que queria saber onde está a inovação (e não a legislação) para resolver o problema).

TB Respostas
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16 Comentários (Deixe o seu!)

  • Gaba
    1848c

    Eu também queria saber. Eles preferem tomar o pior caminho. Não tem visão nenhuma.

  • YanGM
    5255c

    Eu ia perguntar o porque de escrever “neste Tenoblog”, ai eu lembrei dos blogs de fundo de quintal que kibaram o nome.
    Agora veio outra dúvida, por quê o Thiago Mobilon Norris ainda não eliminou esses folgados?

    • Usar “neste Tecnoblog” é questão de estilo. E não estamos preocupados com os sites copiões. Centramos nossos esforços em produzir bom conteúdo.

  • Mais uma batalha pela liberdade na web ganha.

  • RClemente

    Tenho esperança na novas gerações que daqui a alguns anos ocuparão esses altos cargos na indústria e política. Tem muita gente antiga e antiquada no poder. Precisamos de mentalidades jovens para tratar certos tipos de problemas.

    • Gaius Baltar

      Os caras que hoje controlam a indústria fonográfica e cinematográfica são da geração “paz e amor” que lutavam por um mundo livre e justo. Tudo muda quando chegam ao poder. Essa “nova geração” quando chegar lá vai cometer as mesmas burradas. Admiro a obra (não necessariamente as pessoas) de Steve Jobs e Bill Gates, mas como coadunar a luta por liberdade dos usuários que eles encetaram no final dos anos 70 e início dos 80, com a tendência de dominação e cerceamento que as empresas que eles criaram insistem em ter?

  • Felipe Issa

    É só aqui ou o site do TecnoBlog está ‘Bugado’? Algumas noticias (e uma vez a home!) abriram na versão mobile, apesar de eu estar em um desktop…

    • Paulo Higa
      357c

      Tivemos um aumento inesperado na audiência do podcast e o servidor não aguentou. Estamos trabalhando para corrigir o problema. :-)

      • YanGM
        5255c

        Que tal migrar o TB para o Brasil ou deixar um proxy reverso dele aqui?

  • Gabriel
    827c

    Mercado de músicas é o que tenho menos esperança em relação a pirataria, ninguém se sente comovido a pagar as gravadoras e as vantagens para o consumidor final são mínimas de adquirir um produto original. Aliás, é até pior se considerarmos o pessoal que ouve música FLAC.

    O streamming é uma boa alternativa, apesar que alguns artistas dizem que ganham mais com vendas de disco.

    • João B.
      61c

      Eu só não concordei quando você falou que quem ouve FLAC tem certa “perda” se comprar CD original. O FLAC justamente é retirado de lá. :p

      (Só se você estiver falando de comprar música de forma oficial na iTunes Store, por exemplo, já que a qualidade lá é AAC 256kbps.)

      • Gabriel
        827c

        O pessoal diz que não compra CD porque é antiquado, então estou considerando apenas o mercado online de músicas. Os sites nos quais compro música online não tem versão FLAC.

        Para quem prefere lossless, comprar música original pela internet pode ser até pior do que o download pirata.

  • Kessler
    1561c

    Essa parte de verificar músicas no aeroporto tenho quase certeza que li em uma notícia falsa do falecido Cocadaboa. Têm certeza que isso realmente foi cogitado?

    Porque seria bem engraçado.

  • José Neto

    Era só a pessoa utilizar um outro player de música. :P

  • completamente contra com essa lei! onde já se viu a gente baixar músicas pela internet em torrents e depois a polícia chega lá e apaga todas só porq não foi comprada pela app store ou por cds de músicas totalmente uma injustiça!!

  • @LBKatan
    1514c

    E como eles saberiam que eu tenho o cd em casa, que apenas copiei para o pc e passei para meu meu player?! Eu seria considerado “pirata” sem nem ter feito “pirataria” (com esse álbum ou banda hehe)

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