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Início » Open Source » Sparrow tem componentes liberados sob licença Open Source

Um dos clientes mais conhecidos de email para Mac, e que ganhou posteriormente uma versão para iPhone, foi recentemente comprado pelo Google. Desde então o destino dele ficou incerto – alguns achavam que ele seria disponibilizado sob uma licença Open Source enquanto outros apostavam na descontinuação do produto, algo comum com empresas compradas pelo Google. Alguns dos componentes do programa tiveram justamente esse destino.

Um aviso de distribuição sob licença Open Source está disponível site oficial do programa que também avisa os termos: os usuários podem baixar os aplicativos e usá-los livremente mas não pode distribuir qualquer programa baseado no código disponível. A licença também permite engenharia reversa desde que sirva apenas para debug – não é permitido tentar conseguir o código-fonte do programa.

No site estão disponíveis tanto o cliente para OS X quanto a sua versão para a plataforma iOS para download gratuito. Ambos eram programas pagos antes da compra pelo Google.

Como a licença não permite redistribuição, dificilmente veremos novidades para o Sparrow aparecendo oficialmente na web. Mas usuários são livres para modificarem o programa para seu uso próprio. Essa atitude confirma a teoria de que o Google comprou a empresa criadora do Sparrow pela equipe de desenvolvimento e isso pode indicar novidades chegando para o Gmail e outros produtos.

Atualização às 17:45 | O artigo dizia originalmente que o cliente Sparrow havia sido publicado com a licença, mas apenas alguns componentes que o programa usa – e que são Open Source – que realmente passaram pelo processo. E como aponta de forma muito educada o leitor Diogo, essa página com a licença já estava no ar desde o dia 20. O texto foi alterado para refletir essas informações.

TB Respostas
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22 Comentários (Deixe o seu!)

  • Se não tem o código-fonte disponível e não pode fazer alterações então não é open source.

    • Bruno Cabral
      386c

      Exatamente, trata-se de uma licensa shared source

    • Essa é uma licença mais leve que a GPL, ela trata apenas de bibliotecas que estão sob LGPL, qualquer biblioteca seguindo essa licença agora é livre pra você modificar a vontade, isso não deixa de ser open source, quanto ao resto do aplicativo, aí vai de acordo com o desenvolvedor, no caso, ele não deixa você mexer legalmente.

  • Certeza que voces sabem o que eh opensource?

    • LGPL é uma licença Open Source, mas ela não abraange o código todo, apenas bibliotecas específicas da FSF, se eu não me engano, então eu tenho certeza que eles sabem o que é open source.

      • abrange*

  • João
    270c

    Não saquei. É tipo “veja, mas não toque”?

    • É tipo, o que é livre, é livre, mas nosso aplicativo não é todo livre

      Mude o que mudamos, mas não mude o que “criamos”

  • Com o Thunderbird sendo enterrado também, será que não sai uma versão do Sparrow para o Win e Ubuntu?
    Acho que eu devia esquecer esse negócio de cliente de e-mail. As opções estão estão acabando e eu não quero voltar para o Outlook. :D

    • Thunderbird não morreu, só mudou o ciclo de desenvolvimento =)

    • Bruno Cabral
      386c

      O Kmail é muito bom. E há um app do Gmail que é ótimo.

    • Leonardo
      39c

      Acho bem possível a Google lançar um cliente de e-mail para desktop para preencher esses vazios.

    • Mas se quiser um bom, caso esteja receoso com a mudança no ciclo de desenvolvimento, o Evolution é excelente e mais completo que o cliente da Mozilla. Apesar de estar no pacote do Gnome, ele tem pra Windows tbm.

  • J3ff
    14c

    Então ambos acertaram !!!
    Os que “apostavam na descontinuação do produto” e “quem apostava na abertura do código do programa”.

  • Fabricio
    47c

    Entendi foi NADA

  • Diogo Mafra

    Vocês leram o que diz a página antes de publicar a notícia?

    Isso não tem nada a ver com liberar o código fonte do programa, só estão disponibilizando os componentes open source utilizados, de acordo com o que exige a LGPL.

    Se olhar o cache do Google, essa página já existia no dia 20/06/2012 e, certamente já existia antes, essa data é a última vez que o Google atualizou seu cache.

    • Exatamente, estão confundindo tudo aqui.

      LGPL é uma licença mais amena em comparação com a GPL, que prevê que qualquer incorporação de código open source sob licença GPL torne o aplicativo todo open source.
      Esse caso é diferente, LGPL trata apenas de bibliotecas específicas, se eu tenho um programa fechado e resolvo utilizar uma biblioteca sob LGPL, apenas essa biblioteca é aberta, o programa não é totalmente open source, apenas as bibliotecas LGPL.

  • Scott
    516c

    Acho que rolou uma grande confusão aqui… O aplicativo em si não teve o código liberado. Esses downloads são apenas para cumprir uma exigência da LGPL.

    Resumidamente, é assim: o Sparrow inclui código licenciado pela LGPL no mesmo executável proprietário deles, em um arquivo só (isso é “static linking”). A LGPL permite static linking, mas somente se alguns requisitos forem atendidos.

    O Sparrow é classificado como um executável derivado da LGPL. E aí entra a seção 6a.

    a) Accompany the work with the complete corresponding machine-readable source code for the Library including whatever changes were used in the work (which must be distributed under Sections 1 and 2 above) [esses são os arquivos .patch do zip]; and, if the work is an executable linked with the Library, with the complete machine-readable “work that uses the Library”, as object code [esses são todos os arquivos .a] and/or source, so that the user can modify the Library and then relink to produce a modified executable containing the modified Library.

    tl;dr: nada de interessante sobre o Sparrow. A notícia está bem confusa.

    • Então, as bibliotecas Open Source são liberadas, mas o programa em si não é Open Source, de uma forma ou de outra LGPL é uma licença open source

    • Kessler
      1576c

      Pela LGPL eles podem restringir o uso do código-fonte como estão fazendo?

      • Scott

        Sim, podem. Ao contrário da GPL, a LGPL não exige que os softwares derivados sejam distribuídos pela mesma licença.

      • A LGPL vale apenas para bibliotecas (dll’s, libs) que você pegou com essa licença, o resto não tem problema

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