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Início » Web e Redes Sociais » Combate à pirataria pode beneficiar o próprio Google (e a Apple)

Na sexta-feira (10) este Tecnoblog noticiou sobre a mais recente tentativa do Google no combate à pirataria. O buscador disse com todas as letras que o algoritmo de pesquisa e indexação foi modificado para posicionar páginas com conteúdo pirata abaixo daquelas que são fornecidas por empresas responsáveis, reconhecidas e que tratam de propriedade intelectual alheia conforme manda o figurino. Faltou-nos destacar que o Google pode se beneficiar (ele próprio) da modificação. Explico.

O Google detém uma loja própria com conteúdo diverso. É bem verdade que a Google Play funciona melhor para quem está nos Estados Unidos, uma vez que somente a partir de lá (e talvez de outros países cujo mercado é importante) é possível desfrutar ao máximo da Play – com aplicativos, músicas, filmes e mais. Estes são os conteúdos que podem aparecer numa posição superior a partir dessa semana, quando a modificação do algoritmo entra em ação.

Além disso, outra provável beneficiária é a Apple. Afinal, a loja iTunes traz há muitos anos últimos lançamentos musicais, filmes e séries. Trata-se de um player bem estabelecido que não teria grande problema em atrair a atenção dos robôs que vasculham a internet em busca de conteúdo. E todo mundo sabe que a Apple é séria nos contratos que firma com empresas de distribuição e conteúdo.


(Vídeo do YouTube)

O Google citou nominalmente os serviços Spotify (de música), Hulu (para assistir séries) e o site da agência de notícias NPR como páginas confiáveis que ganhariam visibilidade com as modificações do algoritmo. Nada com relação à Google Play e à iTunes.

Pode ser que o Google esteja pagando de bom moço nessa história de combater a pirataria, mas na verdade pensa em fortalecer o próprio negócio por meio da Google Play. O que você pensa sobre este assunto? Os comentários estão abertos. O lema “Don’t be evil” (Não seja malvado) da companhia continua valendo.

TB Respostas
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46 Comentários (Deixe o seu!)

  • Turdin
    3330c

    Google nunca deu a minima pra pirataria, sempre tentando “defender a liberdade de expressão” ( ou na verdade, se valendo da lei do menor esforço e tentando agradar usuários para ganhar mais )”. Mas agora que é conveniente a história muda, claro…

    Fato é, Google é uma empresa, e só liga para o dinheiro, não está nem ai para ser boa ou má moça.

    • Ela tem mesmo é que soltar a pirataria, desestimulando desenvolvedores indepentendes e artitas sem gravadora. Devia ter um modo de pesquisa só para a pirataria.

    • Fabio

      Em partes eu concordo com você, é tão simples impedir a pirataria no Android por exemplo, basta restringir a instalação de apps apenas através da Play Store.

      • Turdin
        3330c

        De apps tudo bem, mas e musicas, videos e imagens?
        Como eles também ganham em cima disso, é muito mais vantajoso se eles colocarem o produto deles com mais visibilidade =)

      • Ramon Melo
        2410c

        E aí as ferramentas de backup parariam de funcionar e eu teria que agradecer à Google por ter gastado centenas de reais em aplicativos que não vão mais funcionar.

        JENIAL.

        • Bitstorm
          153c

          Exato. iTunes de novo não, né…

      • YanGM
        5337c

        Não é não, o Android é ~livre~.

      • Thiago Sousa

        Tá maluco? Aí eu com um iPhone…

  • Se eles indexam pirataria, fazem apologia… Se penalizam a pirataria, viram “evil guys”… Qual a solução? Fechar as portas pra acabar com o #mimimi?

    • Kessler
      1632c

      Não fazem sentido essas reclamações mesmo.
      O Google indexa o que bem entender. Reclamar porque não indexam material ilegal? Sério?

  • Sou contra a pirataria. Ela não traz NENHUM benefício.

    • Fabio

      Sou a favor apenas quando não acho um conteúdo específico, ou quando acho, ele custa os olhos da cara, ou precisa de cartão de crédito internacional para adquiri-lo wtf :ddddd

      • YanGM
        5337c

        Seguindo essa lógica é impossível adquirir conteúdo original no Brasil.

        • Americo
          47c

          huashuashuas… O melhor comentário… Seguindo a lógica dos preços custando os olhos da cara, só iremos comprar produtos piratas… kkkkkkkkkkkkk

    • Duvido que os serviços de streaming e compra de músicas/vídeos estaria tão desenvolvida sem a pirataria.

      Steve Jobs só conseguiu criar o modelo do iTunes (que utilizo) graças a pirataria.

      Consumo apenas algumas séries pirata devido aos problemas de horário e comercial das TV a cabo, mas já penso no Netflix.

      Enfim, a pirataria chacoalhou as grandes detentoras de conteúdo.

    • Ramon Melo
      2410c

      E é assim que descobrimos que uma pessoa é desocupada. Se ela fizesse faculdade e soubesse quanto custa a licença de um Visual Studio, de um Circuit Maker, de um Photoshop, um AutoCAD ou um AfterEffects, não diria uma sandice dessas.

      • Kessler
        1632c

        Porque obviamente quem não sabe para que servem esses aplicativos é um desocupado. Porq

        • Ramon Melo
          2410c

          Você sabe que esses foram só exemplos, né? Você também sabe que, se eu prolongasse a lista de aplicativos indefinidamente até que ela cobrisse todos os campos do conhecimento, ela não caberia no espaço do comentário, né?

          • Kessler
            1632c

            Eu poderia fazer uma lista ainda maior de profissões que não usam nenhum aplicativo ou até mesmo computador necessariamente. Logo, não, não é um desocupado quem não usa ou não é a favor da pirataria.

            • Ramon Melo
              2410c

              Por exemplo? De cabeça, assim, não lembro de nenhuma profissão que independa do computador. Tirando, claro, aqueles cidadãos que insistem no anacronismo e serão limados do mercado de trabalho nas próximas décadas.

              Até empregada doméstica precisa saber usar um computador se quiser emprego hoje em dia. Não está fácil para ninguém.

            • Kessler
              1632c

              Prescindir de computador não é o mesmo que necessitar usar pirataria. um computador de mil reais vem com Windows e Office Starter original instalado.

              E sério que você está afirmando que uma empregada doméstica precisa de um computador? Ou você apenas está indo longe demais para tentar justificar uma afirmação taxativa?

            • Kessler
              1632c

              Substituir “prescindir” por “precisar”, porque o burrão aqui acabou usando ele no sentido oposto ao desejado.

            • Ramon Melo
              2410c

              Meu caro, mil reais pode fugir do orçamento de muita gente. Se nem as escolas públicas americanas podem pagar por isso (http://ifixit.org/3001/how-one-teacher-built-a-computer-lab-for-free/ ), você acha mesmo que está acessível a todos os brasileiros?

              Como a pessoa vai aprender a usar o Word com o PC velho + Windows XP dela? Pagando R$200 numa licença? Baixando a versão gratuita que não roda nos 512MB de RAM dela? Claro que não, a solução é piratear mesmo.

              Não sei onde você mora, mas aqui no Rio de Janeiro já está virando exigência para empregadas domésticas. Dependendo do bairro, não tem nenhuma vaga para quem não saiba o básico de um computador. Tenho uma amiga que coordena uma agência e lá eles estão tendo que investir em treinamento e capacitação para atender a demanda.

            • Turdin
              3330c

              Dúvida: Qual vai ser a utilidade de uma empregada domestica que sabe usar o PC

              ( em relação ao serviço no caso. )

            • Ramon Melo
              2410c

              Receber ordens e/ou fazer pedidos por e-mail ou mensageiros instantâneos, elaborar planilhas de controle (de lista de compras, por exemplo), digitar documentos, repassar informações de forma detalhada (documentos escaneados, por exemplo) e pagar contas pela internet são os mais requisitados, segundo essa amiga minha.

              Dependendo do bairro, essa exigência é um requisito mínimo, menos do que isso a cliente nem aceita marcar entrevista.

  • Tiago Cavalcanti
    11c

    Filmes? Não vi isso no site do gplay não. Nem mesmo no site americano. Mas ficaria feliz demais se isso fosse verdade.

    • Thiago Sousa

      Lógico que é verdade… ¬¬

  • Oligopólio e conflito de interesses

  • Rodrigo Soncin
    423c

    Sinceramente? Se alguém faz uma doação para uma instituição de caridade só para aparecer e ser chamado de bom moço é um motivo errado, mas alguém na instituição que realmente precisa da doação será beneficiado.

    Se o Google quer combater a pirataria só em benefício próprio e daí? Combater a pirataria é um bom combate de qualquer jeito.

  • O Google não está censurando nada, está apenas dando prioridade no algoritmo para as fontes legais, e eu não vejo nada de errado nisso.

    Quem realmente quer achar fontes piratas, acha, e muito facilmente, aliás.

    • Ramon Melo
      2410c

      Digo mais: quem usa o Google para achar conteúdo pirata é n00b. A maioria das pessoas vai direto à fonte.

      • othon
        147c

        Não meu amigo, a maioria das pessoas não vão direto à fonte. E digo mais: a grande maioria das pessoas não fazem a mínima ideia de que se quer existe uma fonte.
        Elas simplesmente sabem que os programas/filmes/músicas que elas procuram estão na internet e que se você procurar os termos “programa/filme/música download” no Google elas vão encontrar os links que querem em algum blog na internet.

        Quer dizer, não mais.

        Nós vamos continuar baixando o que quisermos sem nem passar perto do Google.
        Mas a enorme maioria das pessoas vão ter que começar a se esforçar pra continuarem a piratear.

        • Ramon Melo
          2410c

          Olha, no ambiente que eu vivo, as pessoas têm três fontes primárias de downloads (na ordem):

          1) Repositórios de links (TPB, Filestube, KAT, etc);

          2) Sites dedicados ao compartilhamento de arquivos (incluindo blogs);

          3) Redes sociais (Facebook, fóruns, e até o velho orkut).

          Os sites que dependem do SEO para se manterem certamente serão afetados, mas não será o caso nem dos repositórios, nem das redes sociais. Ninguém vai se “esforçar” além do que já se “esforça”, se é que dá para usar esse verbo nesta situação.

    • Solução: Continuar pesquisando normalmente, mas ao invés de ir a página 1, vá para a página 3 em diante… Bem difícil. Só que não.

      • Thiago Sousa

        Vicê deu uma olhada no algorítimo? É isso mesmo que vai acontecer?

        • @LBKatan
          1514c

          Ok, pula pra última página =P

  • Fabio

    O início desse artigo ficou sinistro

  • O google por mais benéfico que seja fazer o que o artigo sugere não deve estar o fazendo por interesse puramente comercial. Alguma pressão externa deve estar sendo utilizada. Quanto a Apple, eu sou o primeiro a criticar a criadora do iPod mas ela só foi cuidadosa ao negociar com as gravadoras e estúdios na época pré iTunes porque ela queria criar a loja em uma época em que o Napster tinha fudido as gravadoras/estúdios de cinema, e por isso ela teve que ter uma abordagem que tornasse esses traumatizados aliada da maçã de Steve Jobs.
    Em suma, essas empresas dependem da cultura da internet e de quem a compõe( vocês geeks) e não irão mudar essa política de deixar a internet no seu status quo tão cedo pelo menos. Mas tudo é possível né…

  • Com ou sem o Google a pirataria vai continuar. Nem que seja necessário ir para a página 20, as pessoas vão continuar buscando conteúdo pirata de uma forma ou de outra.

    E caso seja raro encontrar para a “população normal”, sempre existirão pessoas com um conhecimento um pouco maior que acharão formas de utilizar isso e sair ganhando um por fora. =)

  • Rennan Alves
    425c

    Não querendo polemizar ainda mais a discussão mas, pra mim, a pirataria é completamente dispensável.

    Eu não vejo motivos para baixar filmes, músicas, softwares, livros, etc. Acho que as pessoas se acostumaram demais a “pegar” coisas de graça sem a menor necessidade.

    Se a questão é preço e valor de mercado a saída é simples: não compre. Não existe nada pior para uma empresa do que pessoas não consumindo seus produtos/serviços. Detalhe, o “não consumir” abrange tanto a maneira legal quanto a ilegal.

    • Thiago Sousa

      É mais ou menos né Renan, tenho amigos que hoje trabalham na área de design gráfico porque quando tinham 15 anos tinham vários programas piratas nos seus computadores. A solução do “não compre” pode até afetar negativamente a empresa no longo prazo.

  • Danbroken

    Inocentes aqueles que achavam que o Google era uma empresa diferente. O Google é uma empresa que tem um único objetivo de gerar lucro. Simples. E sempre que algo for convenientemente satisfatório para aumentar ou beneficiar seus lucros, esta ou qualquer empresa fará, como esta iniciativa de combater a pirataria, de forma meio “tardia” já que há anos é muito fácil achar links “piratas” no Google. Não sei porque o espanto. Don’t be evil, que piada.

  • Leandro de souza

    Nao consegui me conter e tive que comentar tbem

    1 – A pirataria pode servir de um termometro para ver se aquele produto está fazendo sucesso…caso esteja se lança a segunda temporada, volume 2 , segunda ediçao e assim por diante

    2 – As vezes tem gente que pirateia apenas pra ela…tem mta gente que vende mas tem muita gente q usa apenas pra si mesmo…

    3 – Hoje em dia , com grovershark , netflix , palco mp3 e diversos portais de conteúdo por streaming aliado a uma boa banda larga pode diminuir a pirataria, pois é mais barato q comprar midias fisicas..o problema é a nossa banda larga brasileira nao permite isso.

    4 – Com a economia se espandindo e as empresas entrando com fabricas proprias em solo brasileiro, talvez os produtos tendem a diminuir o preço…vide xbox 360

    • @LBKatan
      1514c

      Boa, cara. Tá complicado esse negócio do pessoal ficar “pirataria é do demônio” ou “pirataria é de Deus”. Sendo que muitos caras, escritores, músicos, desenvolvedores, etc, sabem que existe um equilíbrio no universo da “pirataria”.

  • Rafael Guedes

    Com relação à música, as pessoas precisam entender que o mercado mudou. Não é mais como era até meados dos anos 90 hj em dia a informação é livre qualquer um pode baixar músicas. O que tem que acontecer, são as bandas se adequarem à nova situação ou voltarem com o vinil que é impossível falsificar. Hoje em dia o artista tem que ganhar com os shows e ele mesmo financiar a gravação do seu material e distribuir como bem entender. Com a ascensão da internet como meio de compartilhamento de informações essa é a nova realidade, não tem mais como voltar atrás.

    • Edmilson
      273c

      Os artistas não ganham praticamente nada pelos CDs. O problema é que tem o músico, o compositor e etc etc e todos tem de concordar, caso não concordem o músico tem de pagar para os outros criadores. E são as gravadoras que pagam para o cantor aparecer na TV e etc, etc. A industria ainda é assim.

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