A Telefônica | Vivo inaugurou ontem um novo datacenter na cidade de Santana do Parnaíba, em São Paulo. O novo centro de dados é enorme: são 33,6 mil metros quadrados de área construída com o investimento de 400 milhões de reais. Ele começou a ser construído no começo de 2010 e tem um diferencial, o modelo sustentável de operações – ele tem uma eficiência da energia maior do que o padrão internacional, recicla a água que usa e por esses (e outros) motivos deverá receber o “Selo Verde” ainda esse ano.
Esse datacenter começou a operar originalmente em maio e é responsável pelos por diversos sistemas da Vivo, tanto na área móvel quanto fixo. Desde abril desse ano ele está recebendo dados e sistemas (incluindo servidores completos) de outros quatro datacenters da operadora, mas nele já funcionam os sistemas responsáveis por realizar a recarga de celulares pré-pagos e de vendas nas lojas.
A migração final de todos os dados está prevista para terminar no primeiro semestre de 2014, sendo que haverá outro exclusivo para operações dos serviços para empresas e um terceiro datacenter usado como backup na capital paulista – se esse novo falhar em algum momento, as operações são transferidas para o reserva.
Falando em falhas, no caso de falha de energia, o datacenter pode funcionar por até 72 horas por meio de geradores que são ativados em até 45 segundos de detectada a falta de energia. Mas dificilmente isso poderá ocorrer – o local escolhido para o centro de dados conta com duas linhas de transmissão com 138 kilovolts, segundo Antonio Valente, presidente da Vivo.
Ao todo são seis andares de datacenter, sendo dois específicos para os equipamentos de TI onde é possível instalar até 1760 racks diferentes. A capacidade atual é de 80 mil servidores, mas atualmente ele tem 5 mil servidores funcionando, todos conectados para o mundo exterior por meio de dois links de 10 Gigabits por segundo. Visitei esses espaços e e angariei alguns dados interessantes do que eles têm, junto com algumas fotos que você confere logo abaixo.
A sala de monitoramento que você vê acima mostra o estado de todos os servidores no local. Ela funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana para garantir que nada saia do ar. Quando uma loja, por exemplo, está com o famoso “sistema fora do ar”, eles sabem onde está o problema – que pode ser tanto nos servidores próprios quanto o link de internet que liga a loja ao datacenter.
Acima está o primeiro conjunto de servidores do datacenter, com vários equipamentos comprados de fora. Um deles é o Symmetrix Vmax (foto logo abaixo), servidores otimizados para virtualização. Antes de serem instalados no local, os técnicos da Vivo testam o equipamento por 24 horas para garantir que ele não veio com algum defeito de fábrica.
Cada um desses servidores acima possui 4 baias e cada baia tem 16 “lâminas”. Cada lâmina tem um processador quad-core ou octa-core (dependendo do modelo) que tem poder para criar até 10 servidores virtuais cada. Abaixo você vê um desses servidores por trás com três das quatro baias ocupadas.
Dentro do datacenter a comunicação acontece por meio da rede interna com 40 Gigabits por segundo de velocidade. Os cabos que ligam os equipamentos são de fibra óptica, algo que reduz bastante a produção de calor em relação a cabos de cobre. E como qualquer datacenter, há um sistema de resfriamento responsável por tirar o calor gerado pelos equipamentos.
Para que o local não pare de funcionar no caso de perda de energia, 6 geradores podem ser ligados em no máximo 45 segundos (tempo em que os nobreaks se responsabilizam por manter os servidores rodando) e têm capacidade para manter as operações durante pelo menos 72 horas ininterruptas.
Cada um desses geradores, mostrado na foto acima, consome cerca de 800 litros de diesel por hora, por isso há um tanque do lado de fora do datacenter em que o combustível é armazenado. O gerador, por sinal, tem um motor de navio, segundo um dos técnicos da Vivo, e faz um barulho ensurdecedor quando é ligado – felizmente há isolamento acústico dentro da sala.
Valente afirmou que esse está entre os três maiores datacenters da América Latina e disse ainda que a ideia é de que esse centro de dados suporte o crescimento da empresa pelo menos até 2019.
Sobre o 4G, Valente foi vago. Ele disse que a Vivo está em processo de seleção de fornecedores para os equipamentos mas que não pode falar quais são. Ele não divulga quando os testes começam, mas confirmou que pelo menos até abril de 2013 já terão uma rede em funcionamento. Esse mês é o mesmo que a Anatel determina que pelo menos as cidades da Copa das Confederações tenham cobertura 4G das operadoras.














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Essa sala de monitoramento dos servidores parece com o COR do Rio.
Tudo muito lindo e maravilhoso..mas também..com essas tarifas e planos com preços absurdos, fica fácil e “barato” montar uma estrutura dessa.
Com a carga tributária imposta na importação dos equipamentos (sim, quase todos são importados) somados aos contratos de garantia, suporte e operação assistida dos fornecedores da solução, não, não é nada barato
Vc paga pelo serviço, o que adianta pagar conta e tarifa barata se o serviço nao funciona,(OI)
Mas é aquela coisa, se não tá satisfeito ou se acha que tá caro, a concorrência tá ai pra isso
bem interessante a matéria
Pergunta que não quer calar: roda Crysis?
Será que roda GTA IV no Windows Vista com Framerate superior a 10?
Matéria sensacional. Espero que traga melhoria efetivas para quem importa: o consumidor.
PS1: Telefonica não tem acento, correto? Tem que corrigir no título e no texto.
PS2: Acho que o Tecnoblog deveria fazer mais matérias como essa e a do Centro de Operações do Rio. Sei que não é tão fácil assim e que o TB está mandando bem nesses últimos tempos. É só para deixar o apoio mesmo! =D
Tem acento sim.
Tens razão. Tks, Higa. =D
Só o logo não tem… haha
Se olhar bem, a “voltinha” de cima do T do Telefônica faz tipo um acento… Ou não… KKK
E a da inauguracao do Data Center do uol, nao conta?
Citei apenas exemplos, amigo. Imagina se eu fosse comentar algo sobre patentes aqui.
“Eu gostaria que o TB não publicasse mais sobre briga de patentes, como aquele post da Apple x Samsung, aquele da Apple x Google, aquele da Apple…”.
Não ia dar certo! =D
Prezado Tecnoblog,
Apenas para info, o EMC Vmax, não é servidor como descrito acima, ele é um storage. As lâminas na foto seguinte, pertencem aos Blades, esses sim, com servidores divididos em lâminas.
Grande abraço!
Incrível como mesmo com essa NASA dentro da Vivo a minha internet não passa dos 512kbps.
Aqui pega 6Mb/s fácil em Curitiba, pelo menos até exceder a rídicula franquia de 500MB
*ridícula
isso não quer dizer que com uma estrutura dessas ae você vai ter 10MB ou mais…
Muito show esse datacenter!
Estruturas como essa eh bom para o pais como um todo.
Tudo isto está incluso nas nossas contas, isso aí foi pago com nosso dinheiro. A lógica da telefonica é: fazer o mínimo com o máximo (de lucro). Tava em tempo de o usuário fazerem protestos na Paulista por conta das péssimas condições de internet. Creio que por pouco eles não perderam a concessão, é que no Brasil “passa-se um pano”, mas num país um pouco mais rígido eles teriam rodado pelo péssimo serviço.
Aqui eu sinto a diferença nos horários de pico o Speedy fica na pior que a discada que eu tinha tempos atrás…e pago uma serviço caro!
Eles poderiam ter investido um pouco mais, e colocado o servidor aqui no sul do brasil, aproveitando o clima para ajudar no resfriamento do datacenter. Boa parte do ano temos médias entre 10 e 15ºC. Aposto que assim como outros datacenters, boa parte dos custos de manutenção e da capacidade de nobreaks e geradores é para manter o sistema de refrigeração funcionando.
A questão é que SP é bem mais centralizado, com certeza as percas em latência e gastos com fibra, centro de roteamento de dados não compensaria fazer no Sul
Mas a Apple ja patenteou o design desse Datacenter… vai rolar processo sera?
Parabéns a Telefônica/Vivo ficou lindo o novo Datacenter, não teno reclamações de meus Serviços (Fixo, Móvel, Dados no Celular e no PC) sempre funcionam perfeitamente!
tudo muito lindo, mas melhorar o serviço dos clientes ninguem faz, melhorar planos e preços ningum quer, atendimento ao cliente é um lixo, porem todos felizes com esse predio bonitão, parabens ao grandes q são os unicos beneficiados com isso enquanto todo resto só lamenta esse serviço mediocre
Agora eles podem ver em tempo real o péssimo serviço que fornecem.