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Início » Banda Larga e Telecomunicações » Quando o seu provedor vigia você – e seus Torrents

De Berlim, Alemanha – O Thássius falou brevemente de mim no início da semana. Como sou educada, me apresento: sou a Ana e eu escrevo. Escrevo sobre celulares e computadores, redes sociais e milionários do setor tecnológico, sobre viagens, satélites, caminhões, cervejas, maquiagem. É tudo sério: essas são todas coisas sobre as quais já escrevi a respeito. E ainda faltam algumas nessa lista. Você pode ler essas viagens no meu blog, o Olhômetro.

No entanto, tecnologia é uma das minhas áreas preferidas. Desde que me lembro, eu gosto de observar como o desenvolvimento tecnológico influencia e muda a maneira como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo. E é com esse olhar que eu pretendo escrever pra vocês como as coisas funcionam aqui na Europa.

Falando em Europa, já é difícil o suficiente mudar de país, como vocês devem imaginar. Não é só fisicamente extenuante; cidade, emprego, idioma, cultura e casa novos consomem tanta energia mental que qualquer extra nessa equação tem um peso tremendo.

É por isso que eu achei um saco quando precisei, também, me privar de baixar filmes, séries e música. Quer dizer, poucas coisas são tão eficientes pra curar um dia ruim ou uma tristeza ocasional (comum quando você se muda sozinha pra um novo país) do que assistir alguma coisa que te distraia, entretenha. É fuga pura da realidade, verdade, e eu sou completamente a favor.

Mas sem TV em casa e com a rígida legislação alemã pra pirataria, eu me vi sem muita opção no início. Foi uma interrupção muito brusca num hábito quase automático. Até então, na minha vida, a lógica era bem simples (como deve ser pra você, também):

Tão simples…

  1. Quero ver um filme/série (ou escutar um disco);
  2. Entro no isoHunt;
  3. Baixo o arquivo de Torrent em questão e o executo;
  4. Espero ~20 minutos;
  5. Assisto (ou escuto).

É bem simples e, no Brasil, vem completamente dissociado de qualquer julgamento moral, ético ou sanção legal. Eu gostava dessa vida, e honestamente, ter que parar com ela é como quando alguém te fala que você pode controlar sua respiração e, por alguns momentos, os movimentos do seu pulmão se tornam voluntários. É tomar controle manual de algo que antes era automatizado. E é chato.

E o que de tão horrível pode acontecer se você baixar arquivos ilegalmente?

A legislação da Alemanha prevê penas que variam entre multas salgadas (a partir de 1.000 euros por um disco só) e prisão inafiançável que pode ir até 5 anos. Tudo depende do tipo de usuário que você é: se faz upload ou não, quanto baixou e se lucrou de alguma maneira com o compartilhamento ilegal.

“Ah, mas nos EUA eles também têm penas duras pra download ilegal e ninguém deixa de baixar”, você pode pensar. Verdade. O problema é que a fiscalização aqui funciona. Todo mundo conhece alguém que já recebeu uma cartinha em casa com a desagradável surpresa – é comum. E se não pagar a multa, o próximo destino é o xilindró.

As leis de copyright são seguidas tão à risca por aqui que até o YouTube é um tédio. Cerca de 50% do que eu tento assistir lá está bloqueado porque a GEMA, uma espécie de ECAD daqui, “não liberou os direitos para essa reprodução”. Isso significa que esse orgão controla tudo que é reproduzido na Alemanha. Se não pagou pra eles, não toca.

Parece justo? Espere até ouvir que, obviamente, os provedores de internet monitoram todo o tráfego e identificam situações consideradas suspeitas – upload constante, por exemplo, pode caracterizar o uso de Torrent. Torrent, aliás, é provavelmente o método mais perigoso e mais passível de multa. Download direto raramente é punido. O que pega é compartilhar com os outros. Além disso, versões de séries que acabaram de ir ao ar, ripadas da TV, gravações ao vivo e livros são menos perigosos, também.

Mas eu não arriscaria.

Há alternativas?

Felizmente, há algumas. Você pode simplesmente começar a pagar pelo seu conteúdo. Go legal. Não tem Netflix aqui na Alemanha, mas existem serviços similares. A iTunes Stores tá sempre aí, sem contar o Spotify, uma invenção que é libertadora e sobre a qual eu vou falar nas próximas colunas. E as locadoras de filmes em Berlim e possivelmente no resto do país não morreram justamente por conta da rigidez das leis por aqui, ou seja, você pode alugar seus filmes do jeito old school. CDs e DVDs usados também são fáceis de encontrar em mercados de pulgas, por preços ridículos, às vezes mais de um por 1 euro.

Você ainda vai ficar carente dos vídeos do YouTube, mas bem, não dá pra ter tudo.

E também dá pra contratar um serviço de VPN. É barato – uns 6 euros por mês – e ele criptografa todo o seu tráfego. Seu provedor de internet ainda será capaz de ver que você transferiu uma quantidade inacreditável de dados, mas não será capaz de ver exatamente como você consumiu esse tráfego. O VPN te permite simular IPs de vários países diferentes, o que também ajuda no probleminha do YouTube.

Eu optei por combinar as duas soluções. Assino um VPN e o Netflix dos EUA. Pra acessar o Netflix de lá, que tem mais opções que o brasileiro, simulo via IP no VPN que estou nos EUA. Daí vem minha solução de streaming, que não é ilegal em si (é apenas uma gambiarra).

Se o que eu quero assistir não está disponível no Netflix, eu baixo, ainda que meio apreensiva. Confiro umas quatro vezes se o VPN está de fato conectado e mando ver. Mas é curioso observar que mesmo undercover eu sinto um medinho. Prova que a estratégia deles, que invade a privacidade do usuário de maneira absurda e te mantém sob controle pelo medo, funciona.

Quem já leu “1984″ vai reconhecer a sensação.

TB Respostas
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69 Comentários (Deixe o seu!)

  • Como eu digo: “O legal é ser ilegal!”

  • Flavio Amorim

    Crendeuspai…..que horror..nem quero me imaginar nessa situação rsrsrsrs

    e bem vinda ao blog :)

  • UgOw
    30c

    Um salve para o Brasil!!! \o/

  • othon
    146c

    No aguardo dos posts sobre cerveja. E bem tranquilo quanto os sobre maquiagens.

  • Rubens

    muito bom saber disso agora que estou em Stuttgart, soh sabia do youtube,, hehe

  • Guilherme

    TOR não funciona aí?

    • Mauricio

      TOR é lento demais, dependendo da VPN você nem sente diferença entre a velocidade da sua net, com ou sem VPN, e está seguro.

      É lamentável essa atitude, mas cada país tem suas leis.
      Brasil ainda está liberal – sorte.

  • Na pegada da Gestapo. hehehehehe

  • Felipe

    Vergonha alheia depois de ler isso…. Quer dizer que o normal é baixar conteúdo ilegal e o errado é pagar por ele? Ana Freitas começou mal aqui no TB… falou um monte de asneira sem sentido, ao invés de usar o espaço para falar os benefícios de ir para a legalidade, falou exatamente o contrario….

    • Eu já achei totalmente o contrário. Ela como COLUNISTA falou exatamente o que deveria:A verdade. Ela não defendeu a pirataria no seu texto. Ela combateu a falta de liberdade. Gostei muito do texto. Bem vinda ao Tecnoblog.

    • Diego

      Cadê opção de negativar comentário, TB? ):

      • Na verdade tem, mas eles ainda não liberaram, é basicamente um javascript que adiciona e remove, no caso da opção de thumb up, a função recebe ‘add’ como um dos parametros, para negativar é só mudar o add pelo subtract…

        http://tecnoblog.net/wp-content/plugins/comment-rating/ck-processkarma.php?id=1398508&action=subtract&path=tecnoblog.net/wp-content/plugins/comment-rating/&imgIndex=1_14_

        Isso vai negativar, o id corresponde ao id do comentário, o resto é padrão do tecnoblog

      • Na verdade já tem a opção

    • Não confunda legislação com ética.

    • arthurhr

      Ela não disse que é certo ou errado, apenas comentou sobre a situação em que ela vive. Aprenda a ler os textos! E pare você de falar asneiras!

    • Claudio H.
      506c

      Ambos os lados tem seus benefícios e suas peculiaridades.

      O(a) colunista escreve sobre o seu ponto de vista sobre determinado assunto, no caso da Ana Freitas, ela quis mostrar como é complicado quando você se acostuma a vida inteira com alguns hábitos internéticos e depois é barrado de continuar com eles. Ela não fez nada de errado, está mostrando o seu ponto de vista. Não vou nem entrar naquele velho debate e te perguntar se você nunca baixou arquivos ilegais, etc. Não quero perder meu tempo, mas vale lembrar que apesar de tudo, isto aqui é um blog, e um blog, diferente de um jornal ou site de notícias, é usado para expressar a opinião do autor.

    • Fernanda

      Eike luxo gente! Temos um milionário aqui no Tecnoblog, que chic. Querido olhe para a realidade do Brasil, que possui preços absurdos para tudo que é vendido! Ela relata justamente a dificuldade de se adaptar a um local onde os costumes são tão diferentes dos nossos.
      Não se iluda! Mas, pensamentos assim são normais, vindos de pessoas que como você compram computadores por status.

    • Legal, aqui é um espaço para opiniões, mas discordo com você!!!!!

  • Adriano
    29c

    Ótimo texto! Seja bem-vinda! :)
    Realmente, é tudo questão de cultura. A adaptação deve ter sido mesmo muito difícil. A vantagem é que aí parece ter mais serviços disponíveis para streaming de música, deixando a mudança menos dolorida. rs

    • Adriano
      29c

      Obs.: Me refiro à mudança de download ilegal de músicas para o uso de serviços como Spotify.

      • Ana Freitas
        10c

        Adriano, sim, serviços de streaming de música tem um monte. O próprio Soundcloud, aliás, é uma empresa baseada em Berlim. :)

  • Fábio Garcia
    26c

    Meus planos de ir morar na Alemanha acabam de ser rasgados e queimados. Mesmo sofrendo com a banda larga no Brasil, pelo menos ainda consigo usar meu torresmo sem maiores preocupações.

    Ah sim, quase esqueço de dar as boas vindas para a nova colunista do TB. Bem vinda ;)

    • Felipe

      Não é a limitação com downloads ilegais que vai acabar com tua experiência na Alemanha, fique tranquilo. Aqui no Brasil temos limitações muito maiores com outras coisas, apenas não nos damos conta porque já estamos acostumados. Dentre os males, eles têm os menores, pode apostar.

  • Marcoscs
    874c

    Bem vinda, Ana.
    E os provedores daí, praticam Traffic Shaping também como forma de inibir quem consome muita banda?

    • Ana Freitas
      10c

      Cara, eu não saberia dizer. Tenho uma conexão de 100MB e só consigo atingir a máxima velocidade sem VPN, ou seja, nunca vou saber quanto é o download e o upload real (só com teste de velocidade, mas poxa, nunca confiei muito neles).

      Eu imagino que não, contudo.

      • http://www.speedtest.net/
        Aqui esse site sempre mostrou a velocidade correta.
        O foda é que quando acesso o YouTube entra em ação o Traffic Shaping filho da puta da NET.

        • Ana Freitas
          10c

          Boa. De acordo com o Speedtest, minha velocidade de download é 20mb (20% da conexão contratada, bem razoável) e a de upload é 5mb.

          • Sem querer ser chato, mas é importante pois corrigir pois a maioria ainda escreve errado.

            Velocidade de dados é em megabit (MBit) não megabyte (MB).

            Bem vinda, ótima texto.

      • Marx

        100MB…Fala sério, é como ter uma Ferrari e não poder dar uma aceleradinha fora do limite…
        Willkommen !!

      • Garota, você tem a conexão dos sonhos dos internautas brasileiros, hehe

      • Marcoscs
        874c

        entendi. É que com essa marcação cerrada seria razoável supor que há prática de TS, por mais imoral que seja essa técnica.

  • Diego Macan Gomes
    14c

    Nem só de coisas ruins vivemos no Brasil :-D

    Bem vinda Ana, ótimo texto.

  • Bem Vinda Ana ! e sobre o post bom se for para Alemanha, trabalhe em um provedor ! assim vai ser mais fácil baixar coisas ilegais !

  • Lucas

    Excelente texto Ana. Parabéns!

  • Edmilson
    270c

    E criar métodos mais “seguros” de fazer estes downloads aumentaria os custos e deixaria de ser viável.

  • @LBKatan
    1514c

    Seja bem vinda, Ana. “Só porque tá fora do BR se acha melhor do que a gente!” (IzzyNobreHatersStyle just for the lulz)

    O bagulho é doido por aí, hein. Mas sei lá. Acho que com uma condição financeira melhor eu usaria menos da “pirataria”. Só manteria o hábito por causa da filosofia, não tanto por causa dos preços que rolam. Mas o risco aqui é praticamente nulo hehe

    • Ana Freitas
      10c

      Ah, mas é a ideia. Eu gostaria MUITO que tudo o que eu quisesse ver estivesse no Netflix. Acho iTunes Store cara demais,

      • Aqui na Suíça tem um site chamado Zattoo (totalmente dentro da lei) que tem streaming the canais de televisão inclusive de outros países. A lei aqui, que vem da época pré-internet, diz que se for possível captar o sinal no ar gratuitamente, ele é seu (mesmo que não venha da Suiça). Assim começaram esse esquema de retransmitir pela internet, dentro da lei.

        A iTunes store é realmente caríssima, 6 episódios de Sherlock por £20 (R$60) Falta um equivalente ao Spotify (tenho premium) em outros mercados, costumam só ter nos EUA, as vezes no UK (Hulu, Netflix, Lovefilm, etc).

        • Sorry
          We’re sorry, Zattoo isn’t available in your area just yet. Find out more about Zattoo.

          If you think you really should have access, try logging in.

          * * *

          que pena ;(

          • Pois é, infelizmente o Zattoo só existe dentro desse sistema peculiar suíço. Na Inglaterra tem o BBC iPlayer e o conteúdo da iTV também disponível integralmente online. Durante as Olimpiadas a cobertura online da BBC foi fantástica e agora nas Paralimpiadas rola o canal Paralimpico no YouTube (http://www.youtube.com/user/ParalympicSportTV).

            Infelizmente muitos das inovações legais (dentro da lei) no Brasil ainda demoram um pouco, mas em compensação rolam todas as artimanhas.

            Mesmo assim, há que lembrar que canais abertos oferecem conteúdo online tb (Globo na Globo.com e Band no YouTube, por exemplo)

  • Big Brother is watching you… surfing the web.

  • Carol Mancini

    Parabéns pela primeira coluna, Ana!
    Não imagino como seria ficar sem baixar séries… E é bem a comparação com 1984, você não está necessariamente fazendo algo errado, mas acha que está e tem medo – é como eles mexem com a nossa cabeça =/

  • Eu acho que a pirataria tem ficado cada vez menos prática. Não lembro a última vez que baixei uma música de algum site qualquer, ou mesmo um álbum por torrent: serviços como o Spotify vieram para ficar, e eu pago a mensalidade do Spotify Premium com muito gosto por saber que tenho uma coletânea gigantesca de músicas ao meu dispor. E, cá entre nós, eu odiava ficar arrumando a ID3 Tag e capa de arquivo por arquivo.

    OK que para viciados em séries o uso de torrent é inevitável, mas os serviços web estão no caminho certo: o Netflix, apesar de ter seu catálogo pouco recente, traz um entretenimento muito amplo. O que falta é atualizações constantes, para não perder o cliente para a pirataria.

    • Ana Freitas
      10c

      Também acho, Lucas. Adoro streaming e sou super a favor de pagar flatrates por esse tipo de serviço. Acho bem mais prático do que baixar, procurar legenda, se preocupar com qualidade, com release etc.

      • Concordo. É meu sonho poder ligar uma smartv ou mesmo um pc num Netflix da vida num Sabado de manhã e ver um episódio de Fringe ou Doctor Who (No caso à tarde) e ver minhas séries legendadas. Pagaria com um enorme gosto. Nem que fosse uns 50,60 reais por mês. Não custa sonhar…

  • Otimo texto, ajudou a entender como é as leis de pirataria na Alemanha :D
    bem vinda

  • Acho que o que me incomodaria mais seria a falta de opção legal. Assino Netflix, alugo filmes no iTunes de vez em quando, baixar mesmo, muito pouca coisa.

    Mas tem aquelas pessoas que “precisam” ter tudo de uma vez no seu HD, como se o mundo fosse acabar amanhã. Pra essas pessoas a pirataria ainda é a única solução.

    • Não conheço muito sobre leis, mas se não me engano, se você tem o produto, você ter guardado cópias dele, então você poderia baixar um filme pirata, se você tiver comprado o original, contanto que não distribua, o que seria meio díficil baixando por torrent

  • Mateus Alves

    Muito bom texto, bem legal conhecer as leis anti-pirataria (e como relas REALMENTE funcionam) em outros países.

    Atualmente compro vários jogos na steam e na origin, mas confesso que em relação
    a músicas, filmes e seriados eu praticamente só recorro a pirataria.

  • Alguém mais precisou ficar controlando a respiração até se distrair e tê-la involuntária de novo? =D

    • (Pagando de Capitão Óbvio … Pq, vai que nem todo mundo acha tão óbvio …) Digo, durante a leitura do texto …

  • A pergunta é: Será que vai ser SOPA o governo brasileiro quer fazer o mesmo por aqui, já que é essa a tendência nos EUA?

  • Felipe

    Ana Freitas,

    Qual o serviço VPN que vc esta usando no momento? É confiável?

    Abrç e boa sorte !!!

    • Ana Freitas
      10c

      Felipe, eu espero que seja! hahahaha
      Eles são baseados no UK, então meu provedor teria que mandar uma ordem legal pro UK pra eles abrirem meu tráfego… acho que daria trabalho demais, eles devem ter coisa mais importante pra se preocupar.

      Meu VPN se chama HMA!, Hide My Ass!

      • Você sabe que o HMA! é contra o uso ilegal dos seus serviços e pode colaborar com o Governo, certo?

  • Ana, seja bem vinda ao Tecnoblog! Começou muito bem, excelente texto.

    Bom, eu morei um ano aí na Alemanha, em 2009, e baixei torrent até dizer chega. Concordo em número, gênero e grau a respeito das dificuldades de estar num país estrangeiro, especialmente se tratando de Alemanha, porém, acho que dei sorte :P

    Beijos!

  • Ramon Melo
    2410c

    Seja bem vinda ao TB, Ana!

    E obrigado pela informação, a Alemanha acabou de ser riscada da minha lista.

    • Ana Freitas
      10c

      Valeu, Ramon!

      Tô vendo as pessoas riscando a Alemanha de países da lista a se visitar/morar, e assim, eu acho isso um pouco demais. hahahahaha

      Digo, não é porque você não pode baixar coisas do jeito que fazia antes que vai deixar de conhecer um lugar incrível.

      E bem, como eu disse no texto, tem um monte de jeitos de contornar o problema, legais e ilegais :)

      • Ramon Melo
        2410c

        Desistir de visitar a Alemanha? Nunca, é um país belíssimo!

        Mas eu certamente não conseguiria passar mais do que um mês num país como esse. Seria abrir mão dos meus seriados, quadrinhos e desenhos favoritos, são muitos hobbies deixados de lado ao mesmo tempo.

  • Matias

    Bom Ana, eu pensaria seriamente em trocar HMA… eles entregaram um cara do LulzSec para o governo dos Estados Unidos! ;)

  • “Ainda bem” que estou no Brasil… hahahahaha. Aqui nem quem bebe e atropela alguém vai preso. Quem faz download de filmes e etc… nem sonha com isso.

    • Raph4
      758c

      Isso me lembra uma “piada” que saiu na época do atirador no cinema do Colorado: o cara compra 10 armas e munição pra abrir fogo num estádio, nada acontece. Se tivesse baixado umas duas músicas, estaria preso.

  • Raph4
    758c

    Bem vinda, Ana, ótimo artigo ;)

    Aos que falam que o Brasil é um país liberal neste aspecto, eu digo: nós não somos (e por “nós”, eu digo, nossos legisladores) liberais, somos incompetentes e/ou preguiçosos. Se os caras podem arrancar um trocado a mais, seja com multas, seja no lobby com gravadoras e estúdios, eles arrancam! Prova clara disso é a Netflix começar a ser taxada, não começou antes, porque o serviço não estava por aqui.

    Esse tipo de pressão e cobrança tarda, mas infelizmente não falha.

    • Ana Freitas
      10c

      Concordo contigo, Raph4.

      Mas além disso, acho também que a gente tem um aspecto cultural diferente. Muitos artistas, especialmente no nordeste e norte, se beneficiam da pirataria e constroem carreiras em cima disso. Então é mais complicado.

  • Alex

    E a estabilidade? O streaming do Netflix EUA para a Alemanha por VPN não sofre interrupções?
    Dá pra assistir continuamente, sem pausas?

    • Ana Freitas
      10c

      Dá sim, Alex. A conexão fica bem mais lenta mas não chega a provocar interrupção do streaming, não. As vezes, durante alguns segundos, a qualidade da imagem cai drasticamente, mas logo volta ao normal.

  • Bem-vinda Ana e espero que os alemães não leiam este post… ;)

  • rodrigo8
    48c

    Impossível não fazer uma infeliz comparação com o passado Nazista, liberdade em ultimo lugar! Controle da força maior! (sei q a frase pode ser interpretada de mil maneiras). Mas só de imaginar que minha navegação é monitorada ! putz

    Não tenho nada contra um pais organizado, mas o nível de controle que existe para chegar a esse nível de organização tem limites.

    Compartilhar arquivos não é ilegal ! Ilegal é monitorar a minha conexão!

    As informações que recebo de conhecidos que foram e alguns moraram, realmente nos faz riscar esse pais de uma possível visita.

  • brbeatrizriso
    1c

    Olá Ana… sou um pouco leiga nesse assunto, mas gostei da matéria.
    Moro em Hamburgo há 5 meses e confesso que me sinto frustrada ao ir num cinema e não entender nada. Gostaria de saber se existe aqui algum serviço tipo “netflix” onde eu possa assistir um filme/série com legenda em português? Muito obrigada

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