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Fundador do Instagram: “Não queremos vender suas fotos”

Executivo assume erro na redação dos termos de serviço

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1 ano e meio atrás

Há poucos instantes o cofundador do Instagram, Kevin Systrom, publicou uma nota na qual fala sobre diversos dos aspectos criticados nos termos de serviço que entram em vigor no próximo mês. Systrom foi categórico ao dizer que o serviço de fotos não venderá as fotos do usuário, nem as utilizará para promover campanhas publicitárias de outras empresas.

“Nós não temos planos de nada como isso [publicidade com fotos de usuários] e por isso nós vamos remover o trecho que levantou tais questionamentos.” De acordo com o executivo, a principal intenção do Instagram é evitar os banners com os quais a internet acabou se acostumando. Ele quer criar modos efetivos de descobrir conteúdo novo e bom.

Política de privacidade do Instagram

Política de privacidade do Instagram

Para explicar melhor o ponto mais questionado dos termos de serviço, Systrom explica que o Instagram prevê um futuro em que marcas e pessoas poderão promover (comercialmente, pelo que entendo) contas no serviço para ampliar o engajamento e o número de seguidores.

No exemplo pensado pelo executivo, amigos em comum que seguem uma marca poderiam aparecer com algum destaque para tentar convencer aquele internauta a também segui-la. A foto de perfil e ações como o ato de seguir a tal marca ajudam nesse trabalho de convencimento por motivos óbvios. Nós confiamos mais numa propaganda quando ela é de alguma forma embasada por alguém que nos é próximo. Diferentemente do que a Mass Media defende – comunicação igual para todos e em volume. Está no espírito da internet atuar no sentido oposto.

“Não é verdade e é nosso erro que a linguagem esteja confusa. Para sermos claros: não é nossa intenção vender suas fotos”. Systrom promete que o Instagram já trabalha na atualização dos termos de serviço para que fique mais palatável e compreensível para os usuários.

O Instagram se tornou uma propriedade do Facebook depois que Mark Zuckerberg anunciou o negócio avaliado em US$ 1 bilhão. Talvez a ligação com a rede social mais usada no mundo tenha servido de estopim para toda a confusão envolvendo os termos de serviço atualizados. Muita gente desconfia do bom moço Zuck.

Assunto encerrado? Aposto que não. Falta ver como ficará a redação dos documentos depois que as mudanças prometidas forem feitas. Sem falar que, embora algumas pessoas tentem minimizar a questão, estamos tratando de privacidade na rede e a transformação de dados de usuários em mercadoria. Ou seja, algo muito maior do que gostar ou desgostar do Facebook.

  • André Menegatti

    Na minha opinião, eles pularam pra trás depois que milhares de usuários se revoltaram com a decisão. Se tinha algo nos termos do serviço dizendo que eles poderiam fazê-lo, é porque tinham a intenção de fazê-lo. Não venham agora dizer que foram mal interpretados! Instagram não é uma barraca de cachorro quente. é uma empresa de 1 bilhão de dólares. Não poderia jamais dar margem para um ‘texto mal interpretado’.

    • Douglas Chagas

      Penso a mesma coisa, isso é a ação que eles escolheram tomar depois de reação dos usuários a mudança, agora quero ver se a nova atualização prometida vai realmente acalmar os usuários, ou é apenas uma tentativa que não surtirá efeito?

      • Adriano

        Concordo com vocês. Teve mais um tom de diplomacia.
        Eles perceberam a má receptividade da mudança.

    • http://artetemporaria.wordpress.com/ Daniel Pita

      O que, de certa forma, é até uma coisa boa, né? Eles são escrotos, mas nem tanto! Levaram em consideração a opinião pública. Se é que não foi mesmo um erro. :p

    • Fábio de Jesus

      Cara, concordo plenamente com vc, o que aconteceu foi bem isso, o que eles pensaram foi que é melhor falar que foi um mal entendido do que perder usuários, eu já estava pensando seriamente em apagar a minha conta, vamos ver o que se suceder agora, mas se eu não gostar, vou apagar sem dó com certeza!

  • Leandro Marques

    Baixa MP3 de graça e quer direito autoral em foto do Instagram? Estamos de olho!

    • http://artetemporaria.wordpress.com/ Daniel Pita

      Baixa mp3 de graça pra ouvir em casa, não pra campanha publicitária. Conheço muita gente que utiliza imagem na internet para uso pessoal (papel de parede no smartphone/computador, capa de Facebook…) e nem por isso prejudica o autor.

      Pensar um pouco mais antes de falar merda faz bem. (Y)

      • Douglas Chagas

        Good answer

      • gutto.motoca

        Boa!

      • Leandro Marques

        Sério mesmo que uma empresa vai pegar a foto do seu prato de comida ou sua cara feia pra usar em campanha publicitária?

        Muito legal dizer que vai baixar mp3 pra ouvir em casa, como se isso não continuasse sendo violação de direito autoral. Não existe situação pior ou melhor, é violação de direitos autorais da mesma forma! Você não pode simplesmente pegar uma lei e modificá-la ao seu benefício próprio.

        Pensar um pouco antes de sair xingando os outros e falar merda sem pensar que está sendo hipócrita e ignorante, não faz mal também não!

        • gustavoalvesribeiro

          Pra começar, na lei brasileira, baixar música ou qualquer outro arquivo para uso próprio sem obter lucro com isso não configura violação de direito autoral, configuraria se eu vendesse as músicas que eu baixei, como os pirateiros de camelô fazem.

          No caso que já foi desmentido, a empresa VENDERIA as fotos, se for pra comparar, faz mais sentido comparar com os pirateiros que VENDEM filmes e música pirata, não com quem baixa pra uso pessoal, logo, não havia hipocrisia em criticar a medida.

          Pensar um pouco antes de falar merda faz bem².

        • http://artetemporaria.wordpress.com/ Daniel Pita

          Sério que os downloads de mp3 vai deixar o artista pobre? Sério mesmo? Você deve ser funcionário de alguma gravadora.

          Pensar além do “sou totalmente ovelinha do sistema” faz bem à mente!

          • Douglas Chagas

            Esse deve ser um exercício mental muito difícil para ele concretizar, ele fala como se uma pessoa fosse conseguir falir toda a indústria da música com o download de alguns arquivos por meios “alternativos”, na verdade ele deveria saber que não é a população que deve seguir a indústria, mas justamente o contrário, é a indústria fonográfica que deve descobrir novos modos de conseguir lucrar e não mandar prender ou multar crianças de 6-9 anos por ter baixado 1 ou 2 músicas, como já aconteceu nos Estados Unidos…

            • Leandro Marques

              Se você considerar somente uma pessoa, realmente ela não irá falir uma indústria inteira, mas são centenas de milhões de pessoas, então com certeza não só consegue falir, como já faliu uma infinidade de empresas. Porém o assunto não é esse, concordo que a indústria deva se adequar aos novos tempos. Não é isso que estou discutindo.

              O que eu tenho discutido é: você concorda em baixar mp3 de forma ilegal de um artista e fica de mimimi por causa de fotos de merda numa rede social? Como vocês mesmos disseram, você ficará mais pobre com isso? (como se isso fosse o que eu estava discutindo). Conseguiu perceber a hipocrisia? Se não, desisto. Como você disse, talvez seja um exercício mental muito difícil pra você concretizar.

          • Gabriel Lucas Ribeiro

            É o trabalho do artista e ele tem todo o direito de receber esse dinheiro e cobrar o quanto quiser quando seu trabalho é “consumido”. Se você não concorda com o valor, simplesmente não “consuma”. Mesmo que você não fosse ficar pobre, você não gostaria que “consumissem” seu trabalho de graça.

          • http://www.segundachuvosa.blogspot.com Gabriel

            Se for mensurar causa e efeito, a RIAA e os usuários do Instagram estão se comportando de forma similar.

            O Instagram é um serviço bastante dispensável, gratuito e com boas alternativas, se isso incomoda-lo é bem possível cancela-lo e seguir a vida. Além disso, duvido que realmente lucrariam muito com as fotos de um usuário comum entre milhões.

            Acredito que algumas empresa também lucram indevidamente com músicas e filmes piratedados, mas nem por isso as atitudes ditatoriais das gravadoras procedem.

            Na prática, ambos os lados estão aumentando um problema, tanto os usuários do Instagram quanto as gravadoras.

          • Leandro Marques

            Olha, ou você é muito burro ou não quer fazer entender. Deixar o artista pobre? Que papo imbecil é esse? Direitos autorais não tem a ver com deixar pobre ou não, mas sim em ter direito sobre algo. Não é porque o artista vai continuar ganhando grana que o direito autoral deva ser infringido!

            Quanto a ser “ovelhinha do sistema”, eu só tenho a rir da sua ingenuidade e/ou ignorância, Sr. Revolucionário.

    • https://twitter.com/#!/atchlnd Claudio H.

      O dia que uma foto aleatória com cara de triste sua estrelhar uma campanha publicitária com o tema:

      Disfunção Erétil, não seja como ele. Nos procure.

      Um pouco apelativo não? Mas quem garante que não vai acontecer? Uma empresa da Rússia pode comprar a sua imagem e usá-la e você nem ficaria sabendo que seu rosto está sendo utilizado para retratar uma pessoa com tal problema. Entende?

      Outra coisa, vou até grifar isso aqui pro pessoal ler: não é porque as suas fotinhos do Instagram tem 500x500px que este é o tamanho da imagem que seria comercializada. Quando você manda sua imagem do smartphone ela geralmente tem uns 8MP, ou seja, é de tamanho suficiente para impressão em banners, outdoors, etc. Quem garante que não é salva uma cópia com este tamanho original e uma com o tamanhozinho que a gente vê nos perfis?

      • Anderson S. Lima

        A partir do momento em que levam poucos segundos pra fazer upload de uma foto pra lá, mesmo usando EDGE, posso te garantir que eles não tem nenhuma imagem de 8MP minha salva lá ;).

  • gutto.motoca

    Eles viram que muita gente estava deletando suas contas ou ameaçaram deletar e…deram pra trás, hehe

  • Matheus Ferreira

    Todo mundo sabe que redes sociais são abusivas nos Termos de Uso. É que dessa vez como o termo não era algo já estava lá, as pessoas viram a notificação e na “falta do que fazer” foram bisbilhotar o que mudou.
    Fiquei surpreso com a repercussão do assunto e torci para que a empresa acabasse tomando este posicionamento. Espero que sirva de lição para outras redes e espero também que os usuários comecem a ler os termos antes de entrarem em um serviço, ao invés de somente ler quando recebe uma notificação de mudança.

  • viniciusghietti

    Tarde de mais! Ja desativei e agora so uso os efeitos do Twitter :)

  • Flávio de Souza

    Na verdade o Instagram não passa de uma cópia do PicPlz que foi o primeiro a surgir e é bem mais completo. O Instagram surgiu com a intenção de maquiar as fotos com péssima qualidade tiradas com o iPhone e então virou um “Aplicativo Modinha” onde todo mundo que usa “se acha” fotógrafo. Nada mais deprimente que várias fotos de crianças, bolos e vestidos de noiva simulando algo digamos assim “Vintage”. Sempre existiram vários outros aplicativos e sites de compartilhamento de fotos e colocação de filtros e efeitos. O Instashit não foi o primeiro, não é o único, nem é o melhor. Acordem suas ovelhas!!!

    • Claudio Silva

      A discussão aqui não é o que deve ser postado ou não.. Cada um posta aquilo que quer, seja lá o que for, e isso não é da sua conta.

      • Flávio de Souza

        Acho que você fugiu das aulas de interpretação de texto quando estudava, se é que estudava Claudio Silva. Se você leu o meu Post viu que o tema principal dele foi a qualidade e o fato dele não ser o primeiro aplicativo deste tipo e que a maioria das pessoas o usa por modismo. E isso tem tudo haver com a matéria em questão visto que “as ovelhinhas seguidoras da moda” nunca se deram ao trabalho de ler a política de privacidade dessa porcaria de aplicativo. Agora se você ficou nervosinho e se sentiu ofendido com o que leu, problema seu. Não entre nem leia mais fóruns que permitam postagens e opiniões de seus leitores. Continue a ser a “ovelhinha seguidora e comandada” que você é. LOL!!!

  • http://murdock-brasil.blogspot.com Murdock

    Conheço excelentes fotógrafos com fotos fantásticas no Instagram, nada de filtros toscos ou pratos de comida. Esses sim corriam risco de terem suas fotos usadas.

  • Almy Fróes

    Pois é, muitos fotografos que conheço postavam fotos estilo “making off” de um ensaio ou para mostrar fotos que por um motivo ou outro nao foram publicadas em seus trabalhos.Porem ninguem obriga a usar o instagram, seria so sair fora.

    Mas concordo, nego da chilique mas na hora de baixar mp3 e série e filme que nem saiu em dvd nao ta nem ae. Esquece a RIIAA , esquece as gravadoras. Por mais independente que seja um artista, ele gasta nada nada uns 7mil reais pra gravar e prensar um cd, paga um cara de um estudio,q tem funcionarios e gera empregos.Se ele nao consegue nem pagar o custo de produzir o cd, ele nao consegue gravar o segundo….todo mundo ouve a musica dele, curte, se diverte e o cara so leva preju.Joia ne?

  • othon

    Pra quem, em pleno 2012 quase-fim-do-mundo, ainda acredita que baixar mp3 prejudica artista, recomendo uma entrevista com Fabio Mozine, criador do selo Laja Records, produtora underground e independente brasileira, que mostra que isso não faz diferença alguma:

    http://revistatrip.uol.com.br/so-no-site/entrevistas/nem-empresario-nem-musico.html

    se uma produtora de dimensões tão limitadas não sente as dores dos downloads, imagina então grandes gravadoras?

    • Leandro Marques

      Baixar mp3 não prejudica o artista, isso em nenhum momento foi discutido aqui. Porém violação de direitos autorais é violação de direitos autorais, prejudicando ou não.

      Se baixar música não prejudica o artista, uma foto de merda no Instagram não prejudica o usuário também.

      O que as pessoas não querem entender é isso!

      • othon

        Não é que as pessoas não querem entender, é que são coisas indiscutivelmente diferentes.

        Uma coisa é eu baixar e ouvir uma música de um artista, onde o uso é pessoal, e outra é alguém usar uma foto minha sem a minha permissão para um anúncio comercial onde ele vai estar lucrando com a minha imagem.

        Se eu baixasse um disco e começasse a vender cópias dele por aí, aí seriam outros quinhentos. Se alguém baixasse uma foto minha pra ficar admirando a minha imagem no conforto do seu lar, por mais estranho que possa ser, é outra coisa também.

        • ricardo

          Outra coisa indiscutivelmente diferente é que o artista vive de sua arte, e você não vive de suas fotos. Para gravar uma música gasta-se muito com gravadora, equipe de sonorização, arte da capa, entre outras coisas, enquanto a sua foto não lhe custou quase nada. Logo, não me venha dizer que distribuir música de graça não é errado somente porque você não lucra com isso, porque na verdade você está fazendo uso de um produto que tem custo sem pagar por ele. Outra coisa indiscutivelmente diferente é que o artista não colocou sua música na internet por vontade própria, ao contrário de você, que postou a foto porque quis e pode removê-la se não está de acordo com a política de privacidade. A única coisa igual é que tanto a sua foto quanto a música foram usadas sem a autorização do proprietário. Então seus argumentos não estão errados, mas incompletos, típico de quem deseja enxergar somente a parte da realidade que lhe convém.

          • Gustavo R.

            Pra começo de conversa: Quem mais lucra com venda de disco são as mercenárias gravadoras, os números provam que a principal fonte de lucro dos artistas são os shows, outra coisa, baixar download de graça e distribuir de graça não pode ser considerado roubo por duas razões simples: ao baixar música pela internet você não subtrai do estoque de discos, afinal de contas, você não roubou um CD da loja, segundo: só porque eu e várias pessoas baixamos um disco pela internet, isso não quer dizer que compraríamos o disco caso o download não existisse, por isso, um download não pode contar como venda perdida, se fosse assim, todas as pessoas do mundo que não compraram o disco (e nem fizeram download dele) teriam que ser penalizadas.

            Enfim, nego fica querendo bancar o advogado da indústria sendo que não vai receber um único centavo dela.

          • othon

            Baixar músicas é ilegal? Para grande parte do mundo, com certeza, nunca neguei isso. Mas baixar para uso pessoal e baixar para uso comercial são coisas distintas, e vistas de formas muito distintas também. Não é porque tive custo nenhum pra tirar uma foto minha que alguém pode vir e começar a usá-la para ganhar dinheiro como bem entender. De fato, se eu não concordar com os termos de uso, é só sair do ambiente onde postei meu conteúdo – ainda bem que nesse caso do Instagram não será necessário, gosto muito dessa rede social.

            Realmente, como bem disse o Gustavo acima, não entendo porque tem gente que quer tanto bancar o advogado da indústria. Se eu quiser mesmo valorizar um artista, na primeira oportunidade que eu tiver eu compareço a um show ou apresentação dele, assim como já fiz inúmeras vezes.

      • ricardo

        Tenho que concordar com você. Todos baixam filmes, jogos, músicas, livros…mas sobem nos tamancos quando alguém diz que pode usar suas fotinhas para ganhar uns trocados. Se uma foto que eu tirei ganhasse projeção internacional, eu ficaria orgulhoso, isso sim.

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