Nos EUA existem duas agências americanas especializadas em “proteger” (está entre aspas porque elas esticam bastante o sentido da palavra) os direitos autorais de seus membros. A MPAA, que cuida dos filmes, e a RIAA, que cuida de música. Ambas divulgam vez ou outra alguns dados sobre a pirataria, incluindo números exatos em milhões de dólares diretamente ligados à perda de receita devido aos downloads ilegais. Na teoria essas informações teriam sido meticulosamente angariadas e baseadas em dados concretos, obtidos através de pesquisas aprofundadas e cálculos matemáticos.

Pirata em Londres
Mas uma agência do governo americano discorda. Segundo um relatório (PDF) liberado na terça-feira pelo Accountability Office (algo como escritório de responsabilidade, seja lá o que isso quer dizer), “é difícil, senão impossível, quantificar os impactos econômicos” da pirataria. Eles chegaram à essa conclusão de uma maneira mais exata do que as duas agências citadas no primeiro parágrafo: examinaram todos os dados publicados por elas e consultaram diversos experts dentro e fora do governo.
O relatório ainda indica quais são as principais falhas das indústrias ao contabilizar as perdas. A principal delas é assumir que todo e qualquer download não-pago representa uma venda perdida, algo que não pode ser garantido com 100% de certeza.
E o escritório não cita apenas a RIAA e MPAA. Agências relacionadas com a indústria de software e automobilística também são acusadas de criar números absurdos. A Associação de Fabricantes de Motores e Equipamentos liberou no ano passado uma estimativa de perda de 3 bilhões de dólares devido á falsificação de peças automotivas, mas a agência do governo não encontrou nenhuma referência à esse número dentro de relatórios e arquivos da associação. Já a Aliança de Software de Negócios, que reportou uma perda de 9 bilhões de dólares em 2008 devido à pirataria, foi acusada de criar números ao ser notado que os resultados dos estudos em países pesquisados extrapolavam os resultados em países que não foram pesquisados.
O relatório da agência só confirma o que vários especialistas da área tem dito ao longo dos anos: os bilhões e bilhões de dólares que as indústrias dizem perder por conta da falsificação ou pirataria digital são tão verdadeiros quanto uma nota de três reais e tão sólidos quanto gelatina de abacaxi.
[via ArsTechnica, BuzzOutLoud / Imagem sob licença CC de milabrya]








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Deveriam fazer uma pesquisa com as pessoas que piratearam filmes, músicas, softwares, etc. (é só perguntar na rua, todo mundo já fez uma ou várias dessas coisas), pra ter uma noção de quantas comprariam se não tivesse a opção de ‘piratear’.
Mas a resposta é certa, a quantidade de filmes vistos, músicas ouvidas e programas usados desabaria se tivessem que ser comprados.
Lembrando que por piratear inclui-se não apenas baixar da Internet mas comprar em “camelô”, portanto mesmo quem não manja nada de Torrent pode estar nas estatísticas,
eu conhesso gemte que paga caro pra instalar programas e jogos pirata ate cs
Nada me tira da cabeca que a microsoft faz vista grossa com a pirataria de seus produtos justamente para difundir e semea-los, “tampando” a (suposta) concorrencia.
Isso é lenda que o pessoal do Linux invetou para justificar os 0,7% de market share.
Na boa, nenhuma empresa quer que seu produto seja usado sem ter seu lucro.
0,7% não. 1,5%… ó o respeito!
Ser o melhor e o Mais conhecido pela Micro$oft é melhor que o dinheiro.
Ledo engano, meu caro.
Claro que a MS prefere alguém usando Windows original.
Acontece que a grande vantagem do Windows no mercado é simplesmente ser o mais usado. É isso que faz muitas empresas só desenvolverem jogos e drivers pra ele, por exemplo.
E isso alimenta o ciclo, porque em retorno mais pessoas acham que o Windows é melhor que os outros porque tem mais programas/compatibilidade, e força quase 100% dos “compradores” de software a comprar Windows.
Então não tenha dúvida que entre usar Windows pirata e usar Linux (ou qualquer outro SO), é lógico que a MS prefere que vc use o piratão mesmo.
A grande questão é “e dai?”
Essa informação vai chegar a gente que procura, acompanha, trabalha com música ou algo do tipo, mas e o grade público? Que diferença faz saber que os números são falsificados? As pessoas vão passar a comprar mais pirata ou a fazer mais downloads quando souberem disso? Ou o efeito vai ser ao contrario?
Windows 2000 O_o
Sempre entro no blog quando chego no trabalho.
Tem que ter uma máquina rodando windows 2000 para algumas aplicações que ainda não vão ter versões para XP, Vista e 7.
Plantar informações na mídias trás a atenção das pessoas, mas eles esqueceram que essas pessoas não estão nem ai para esse tipo de noticia.
Saiu recentemente uma pesquisa que mostrava que as pessoas que baixam mais músicas são também as que mais compram material original.
Eu, como brasileiro, por exemplo não conheceria 1/100 das bandas e filmes alternativos que ouço/assisti, se não fossem os queridos p2p. Já que a industria nacional nao distribui esse tipo de material e comprar tudo importado é ir à falência.
Muito legal a matéria, realmente os caras da RIAA MPAA, bem como uma parente pobre chamada APCM, falaram muita borracha sobre numeros de perdas e de pirataria.
Também muito legal que o pessoal do governo americano tenham dado a informação correta, em vez de se dobrarem para os interesses comerciais…muito dificil hoje em dia isto.
Por fim, na minha opinião, seria muito legal se estas associações e seus representantes fossem para o inferno, e no lugar fica-se outro paradigma de negocios em relação a informação… porque não um download de graça de musica com uma propaganda veiculada na pagina do download, ou, antes do filme começar, uma propaganda?
o q a industria quer, eh dar soco em ponta de faca.
eles acham que declarando essas quantias absurdas de prejuizo,
a população ficara com dó das grandes industrias da música e do cinema,
e compre mais.
eles ainda acreditam que vão conseguir cobrar, por todo e qualquer download com direito autoral. se um dia isso acontecer, eu serei o primeiro a boicotar a aquisição de filmes e músicas, afinal cultura é para todos.
Ao mesmo tempo temos qe analisar que os altos custos de acesso à produtos de audio e video são coisas mais comuns no Brasil, devido ao alto custo da importação desses produtos