Tudo ia muito bem na vida Octavia Nasr. Editora sênior de assuntos relacionados ao Oriente Médio na rede americana CNN, ela podia se orgulhar de ter um emprego cobiçado com salário interessante. Até que utilizou o próprio perfil no Twitter para fazer um comentário. Em seguida, chegou a ordem da direção da emissora: Octavia teria que se desligar da CNN.
“Triste em saber da morte de Sayyed Mohammad Hussein Fadlallah.. Um dos gigantes do Hezbollah que eu respeito bastante”. Essas foram as palavras que ocasionaram a demissão da jornalista. Sayyed é um líder do Hezbollah, o movimento armado fundamentalista presente no Islã. Ao referir a ele, a jornalista instigou respostas dos mais variados tipos, principalmente porque a participação de Sayyed no Hezbollah é questionável.
A jornalista ainda publicou um post na CNN.com no qual explicava que havia cometido um erro ao publicar uma mensagem tão simplista sobre um assunto considerado controverso. Mas não teve jeito: em uma decisão conjunta, a CNN anunciou que Octavia não trabalharia mais lá. Um dos motivos alegados para a demissão foi a perda de credibilidade da jornalista ao se posicionar do jeito que fez.
Atualização às 21h07 | No Brasil já aconteceu algo similar: um jornalista contratado pela Editora Abril envolvido na revista National Geographic foi dispensado depois de publicar ataques à revista Veja – também da Abril – em sua conta particular no Twitter.
Com informações: Mashable.









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Pra que permitir a liberdade de expressão, não é? É um perigo, as pessoas podem até começar a entender umas às outras
A questao eh q ela tava associando o nome dela e da CNN num assunto muito polemico. O melhor que ela deveria ter feito seria ficar calada a respeito.
Como se não bastasse uma opinião política questionável, tem a questão da burrice, também, né? Fez bem a CNN!
O problema foi que a CNN acha que seus jornalistas devem ser imparciais o tempo todo e esquecem que as pessoas tem suas opiniões e o direito de expressá-las, seja lá em que meio de comunicação.
Claro, que ela podia ter jogado uma ironia mais sútil, mas enfim…
As pessoas não aprendem mesmo!
“No Brasil já aconteceu algo similar, um jornalista contratado pela Editora Abril…”
Concordo, exceto que não é similar.
Não?
Não. No caso brasileiro, o editor da National Geografic não emitiu uma opinião qualquer sobre algum assunto. Ele chamou o principal produto da empresa na qual trabalha de “racista” e “escroto”. Foi uma demissão normal, em qualquer lugar seria assim. Demissão por comentário que foge da linha editorial do veículo é bem mais polêmico. A jornalista tinha, sim, esse direito de expressão.
Tem o caso do tonto lá da LocaWeb que falou mau do São Paulo e se lascou tbm… Realmente as pessoas não aprendem =T
Censura à vista… AH, e não tem nada a ver com o caso da LocaWeb. Nele o cara foi completamente estúpido, xingando os torcedores e tal. Nesse caso, a jornalista apenas publicizou um pensamento SEU. Mas acho que ela perde um pouco do direito por usar o nome da CNN em seu nick. Em última instância, a culpa é da CNN que não modera sua marca no twitter, não da jornalista.
É a liberdade de expressão ocidental. Ainda bem que este “poder” está ruindo nos bastidores.
Pensei que isso ferisse a livre liberdade e expressão…
e fere! masmo assim a muie não tinha que falar essas coisas por ae
É o twitter pessoal dela, porem tbm leva o nome da CNN, creio que a CNN fez certo
Normalmente e eticamente jornalista na pode emitir opiniao pessoal, tem que ser imparcial. Ainda, a jornalista foi falar bem, dum dito inimigo de sua nacao. Viajou, tinha que ser demitida mesmo.
É complicado, quando você trabalha em empresas desse porte, colocar preferências religiosas sempre leva a um desconforto, e bom nesse caso até demissão
Aproveitaram a oportunidade para fazer o que já tinham em mente. Do contrário, teriam apenas a advertido.