Como a internet brasileira em geral está em pleno clima de #LingerieDay (uma tradicional brincadeira no Twitter que convida as garotas a usar fotos de si mesmas usando lingerie como imagem de exibição), talvez nada seria mais apropriado que uma breve examinação da temática adulta nos videogames.
Nos últimos anos fala-se muito sobre o papel dos videogames como mídia narrativa, assim como o cinema. Tal como a sétima arte, os jogos eletrônicos frequentemente desfiam histórias, personagens e cenários soberbos, que não ficam devendo a nenhum bom roteiro (Shadow of the Colossus é um dos que logo me vem à mente quando penso no videogame-arte, no videogame cinematográfico).
Com os gráficos fotorrealistas, uso de atores conhecidos para dublar vozes e orçamentos multimilionários, a linha que separa videogames do cinema fica cada vez mais borrada. Veja o thriller Alan Wake, por exemplo, para Xbox 360 – o jogo é completamente apresentado como se fosse um seriado de TV, com capítulos, cenas dos “últimos episódios” e tudo mais.
Assista | Trailer de Alan Wake
E, assim como o cinema, o videogame também traz às massas inspiração para diversão solitária. E não estou me referindo ao superficial fanservice (aquelas personagens femininas com modelitos microscópicos, ou com calcinha exposta durante uma voadora no Guile). Estamos falando de jogos que não fazem rodeios, e em que sexo é a premissa principal.
Um dos primeiros jogos com teor adulto foi o infame Custer’s Revenge, no paleozóico Atari 2600. A ideia de um jogo pornográfico num console em que os modelos de personagem mal chegavam a uma contagem de pixels de dois dígitos é estranha, mas esse tipo de jogo tinha mais valor de curiosidade do que erótico.
O jogo era muito simples: de um lado, o General Custer, um comandante do exército americano célebre por uma desastrosa investida contra os índios norte-americanos, e do outro, uma índia pelada e amarrada a um cacto. O objetivo do jogo é desviar das flechas que caem do topo da tela e estuprar – sim, estuprar – a indiazinha do outro lado. Daí a tal “vingança do Custer”.
Outra série que merece destaque é a Leisure Suit Larry, da icônica Sierra, que surgiu no finzinho dos anos 80 nos PCs. Como boa parte do catálogo da empresa, Leisure Suit Larry era um point and click adventure, mas com um objetivo menos nobre: pegar a mulherada. A graça era ver o titular Larry, um estereotipo do perdedor norte-americano (imagine um George Constanza pixelizado), tentando (e geralmente falhando) se aproximar do mulheril.

Sim, essa é uma cena de Larry
As primeiras iterações do jogo não mostravam muito mais detalhes do que aquela indiazinha pixelizada do Custer’s Revenge. Entretanto a série perdura até hoje e, como se pode imaginar, nenhum gênero de games se beneficiou tanto dos saltos gráficos como os jogos adultos. Eis o trailer do mais recente jogo da série, com direito até de paródia daquele famoso comercial de Gears of War.
Há também jogos de marcas poderosas no ramo do entretenimento adulto, como o Playboy: The Mansion, para PS2, Xbox e PC. O jogo é uma espécie de The Sims em que você assume o papel de Hugh Hefner, o fundador da revista. Vendo o vídeo por cima – nunca joguei -, eu arriscaria dizer que os jogos usam até a mesma engine.
O motivo pelo qual você provavelmente nunca ouviu falar de nenhum desses jogos é porque há uma histórica rejeição do mundo videogâmico mainstream à ideia de contexto sexual em jogos. Mesmo em títulos claramente adultos, conteúdo sexual acabou gerando confusão que atingiu os mais altos escalões políticos nos Estados Unidos. Sim, estou me referindo à polêmica do Hot Coffee Mod, um minigame secreto de GTA: San Andreas em que seu personagem executa atos sexuais com a namorada.
E não apenas isso, mas o Walmart – que é o maior distribuidor de games nos Estados Unidos - se recusa a carregar em suas prateleiras jogos com o selo Adult Only. Tendo isso em consideração, dá para entender por que não há interesse em produzir jogos com essa classificação: não venderia.
É um testamento curioso a respeito da sociedade contemporânea, que tolera violência simulada ultrarrealista, mas rejeita de forma não negociável qualquer conteúdo sexual virtual.









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O titulo do post… me fez dar dor de lado.. KKK
Infelizmente essa situaçao é influencia direta dos costumes puriatanos e pró-violencia dos norte-americanos… :/
Foi mencionado no artigo que a produção de XXX-Games é muito baixa, mas o mercado oriental produz uma quantidade massiva destes jogos!
Quaisquer dúvidas, aconselho procurarem pelo site/fórum HongFire – é um dos maiores repositórios sobre o assunto (e não só de jogos orientais, mas também ocidentais) que já vi…
Passar a mão na bunda não pode mas esmagar a cabeça dos outros com requintes de crueldade e realismo tá liberado.
;s
É o cúmulo da hipocrisia.
Ah gente, a humanidade é hipocrita, nao tem segredo nisso. Como o comentado por @amsalau, arrancar a espinha do inimigo e beber o seu sangue pode, mas “lustrar” o capo do fusca nao…
Vide Heavy Rain e GOW 3.
ATENÇÃO:SPOILER
Os jogos te dão os controles para o ato propriamente dito e
ainda te dão um trophy se você fizer tudo certinho.
(Nada é explícito, claro.)
God of War (PS2 e 3) tem uma sequencia de sexo a ser feita no controle, mas a câmera desenquadra a cena. Só se ouvem os gemidos.
no PSP também, dai você ganha, “sangue” e fuck yeah!
uhaushauhsuahs
Acho que falta uma história mais bem desenvolvida para que um jogo de conteúdo adulto seja bem aceito
Acho difícil alguém desenvolver uma boa história para jogos/filmes ou qualquer coisa que tenha como objetivo sexo explícito,
até porque quando algum cara procura algum estímulo ele de forma alguma vai querer pensar com a cabeça de cima.
Mas exatamente esse é o desafio, por exemplo se o cara quer um jogo com sexo explicito, hoje, não interessa se é um puta jogo com gráficos HD ou simples joguinho flash, agora, o dia que alguém conseguir atrair a atenção do gamer tanto para a história como para a diversão de ter sexo explícito em certas cenas, ai sim esse jogo irá fazer enorme sucesso
Lembrei do filme “Pirates II: Stagnetti’s Revenge” que foi pouco conhecido, mas foi o único pornô com história e efeitos, e encaixa perfeitamente no que você diz esse é o trailer http://www.youtube.com/watch?v=7FOP5k5MVHM (não à pornografia no trailer, mas acreditem ele É pornô sim).
Exato, assisti os 2 filmes do pirates, e pow a produção do filme é sensacional, algumas vezes você até esquece que é xxx
Com o knect deve ser maneiro jogar um jogo desses caso seja fabricado ^^