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Início » Nacional » Por que tudo no Brasil é tão caro?

Semana passada discutimos aqui no Tecnoblog como alguns veículos de mídia deixaram de abordar a carga tributária brasileira em suas páginas em matérias sobre o iPad. Deram a impressão que queriam apenas vender o tablet, e consequentemente, vender exemplares de suas respectivas revistas ou jornais digitais.

Gostaria de voltar ao assunto explicando por que tal discussão é importante. Costumamos colocar a culpa nos impostos pelo alto custo dos produtos industrializados, mas a questão dos impostos é bastante complexa, estratificada.

Tudo aqui custa muito mais caro por causa do chamado “custo Brasil”, termo que os economistas usam ao falar não apenas do quanto o consumidor paga por algum produto, mas também para explicar por que é tão complicado para empresas investirem em nosso país. Aliás, para muitos gringos, investir no Brasil não é fomentar a indústria, mas especular, já que os altos juros trazem ótimas perspectivas de lucro fácil e rápido para quem dispõe de capital para tanto. Mas isso é outra história…

A questão é: o que impede, por exemplo, a Apple de colocar uma fábrica aqui no país, a ponto do megaempresário Eike Batista conquistar a simpatia de milhares de nerds apenas visando essa possibilidade?

1. Impostos

Sim, cerca de 40% do valor final de um produto industrializado vai para o governo, enquanto nos Estados Unidos e China a bocada é de 20%. Até nossos vizinhos Argentinos pagam bem menos, cerca de 24%.

Entender a sopa de letrinhas tributária é um desafio! IPI, ICMS, Cofins, ISS, IOF, Cide e, talvez em breve outra vez, a CPMF (bate na madeira…). Em nenhum lugar do mundo as empresas quebram tanto a cabeça para se manterem dentro da legalidade fiscal, contratando profissionais de contabilidade que suam muito para encarar os percalços burocráticos e se manterem atualizados. Até eles não conseguem explicar aos clientes para onde vai o dinheiro de algo tão vago quanto o nome “contribuição social” sugere.

Não bastassem tantos impostos, ainda encaramos o efeito cascata. Por exemplo, ICMS incide sobre Cofins e PIS.

Mas o que nos deixa mais furiosos é não enxergarmos o retorno desse dinheiro em serviços públicos e infraestrutura, enquanto a corrupção corre solta. Não, nossa carga tributária não é justa. Não somos um país tão rico a ponto de justificar tamanha mordida. Nos EUA, um cidadão trabalha 9 horas para comprar um iPod Nano. Para comprar o mesmo produto no Brasil, o trabalhador precisa batalhar 7 dias.

2. Funcionário custa caro

Não precisamos chegar ao ponto de aderir à semi-escravidão, como a China, mas o que acontece no Brasil é um exagero. Manter um funcionário registrado em carteira custa outro salário para o empregador. Perguntem a qualquer empreendedor qual o maior desafio ao iniciar qualquer tipo de negócio. Isso dá margem para empresas espertonas que contratam estagiários para fazer serviço de office-boy, copeira, telefonista…

3. Infraestrutura precária

Energia aqui custa caro e ainda não chegou a todos os lugares. É por este motivo também que as montadoras já descartaram a possibilidade de produzir carros elétricos no país. Nossas usinas mal suportam a atual demanda.

O transporte é um caso à parte. Trata-se de contrassenso um país de dimensões continentais depender tanto do transporte rodoviário, o mais caro e instável de todos. As estradas em más condições tornam a profissão de caminhoneiro de altíssimo risco. O frete também encarece por causa do alto custo dos combustíveis e da manutenção dos caminhões, que sofrem com os buracos.

Quando não é buraco, é pedágio. A malha ferroviária está abandonada. E a aérea, bem… Se os aeroportos não estão dando conta nem de transportar gente, que dirá mercadorias…

4. Status

Mercado de luxo existe em todos os lugares do mundo, desde o tempo dos fenícios. Contudo, no Brasil de hoje, graças à brutal desigualdade social, o alto preço de um produto muitas vezes é a única razão para se adquiri-lo! Isso explica o fato do iPhone aqui não ser uma ferramenta de comunicação e produtividade, e sim, “celular de rico”. Há quem compre um iPhone só para fazer ligações. Por que não comprar um celular mais apropriado só para falar? Porque, para o dito cujo, é preciso mostrar que ele pode ter um iPhone.

O preço não é alto. É irreal. Afinal de contas, por mais caro que seja, sempre haverá gente se estapeando para comprar certos produtos. Pode-se cobrar o quanto quiser e até se inventar “taxas” absurdas para ganhar um dinheiro limpo de impostos e comissões. Por exemplo, R$ 100 extras a título de “taxa de conveniência” pelo ingresso de um show.

5. Pirataria

Não é um fenômeno exclusivamente tupiniquim. Porém, mais uma vez, aqui ela ganha características únicas. Por exemplo, a profissão de sacoleiro, muambeiro, ou seja que termo for. Há quem viva só disso: os sites de leilão estão aí para provar. Nunca faltarão pessoas dispostas a ter um produto que custe três vezes menos que nas lojas locais.

Há consequências graves. A cultura da pirataria se enraizou tanto na gente que há quem prefira até piratear softwares de R$ 10. Pra que pagar, seja o quanto for, se tem de graça, não é mesmo?

Como mudar esse cenário e ver o país crescer?

Vocês se lembram quando o mercado de PCs no Brasil era dominado pelo mercado cinza? Profissionais de fonteira traziam peças de computador do Paraguai e montavam aqui as máquinas para revendê-las… Foi uma política de renúncia fiscal que incentivou diversas empresas a fabricar computadores aqui, tornando possível para muita gente comprar PCs de marca com direito a nota e garantia nacional.

Sinceramente, acredito que a desejada inclusão digital se dará quando o mesmo for feito com os serviços de telecomunicações. A banda larga começará a chegar para todos de maneira instantânea, no dia seguinte à canetada. Sem a necessidade de conchavos políticos e cabidões de emprego.

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135 Comentários (Deixe o seu!)

Mais comentários: 1 2
  • Eduardo

    A questão é: o que impede, por exemplo, a Apple de colocar uma fábrica aqui no país, a ponto do megaempresário Eike Batista conquistar a simpatia de milhares de nerds apenas visando essa possibilidade?

    N— Quantas fábricas a Apple tem mundo a fora? Acho que nenhuma, em todo caso muito poucas. Mas boa parte dos componentes da Apple vêm de diferentes países, sobretudo do Japão e Sudeste asiático. Na verdade, cabe mesmo perguntar se a Apple fabrica alguma coisa, ou se apenas projeta, contratando os fabricantes nos Estados Unidos e fora deles. Desconheço o processo produtivo da Apple, mas conheço alguma coisa de indústria transnacional. Quem escreveu isso, ao contrário, não sabe nada. A Apple só investirá diretamente no Brasil se descobrir aqui “capital humano” altamente qualificado para participar de seus projetos. Mão de obra barata ela encontra, felizmente, no Vietnã ou na China, no Brasil ainda bem que não! Imposto não impediu multinacional nenhuma de investir no Brasil, como pode ser facilmente constatado se andarmos nas ruas ou olharmos as bugigangas que temos em casa.

  • Eduardo

    Sim, cerca de 40% do valor final de um produto industrializado vai para o governo, enquanto nos Estados Unidos e China a bocada é de 20%. Até nossos vizinhos Argentinos pagam bem menos, cerca de 24%..

    —- Preciso saber as fontes. Chutar número qualquer um pode. Além do mais, se formos falar da Alemanha, da Suécia, da França, do Japão, acho que os percentuais são outros. Manipular a ignorância alheia é fácil, ainda mais quando se encontra ouvidos crédulos…

  • Eduardo

    Entender a sopa de letrinhas tributária é um desafio! IPI, ICMS, Cofins, ISS, IOF, Cide e, talvez em breve outra vez, a CPMF (bate na madeira…). Em nenhum lugar do mundo as empresas quebram tanto a cabeça para se manterem dentro da legalidade fiscal, contratando profissionais de contabilidade que suam muito para encarar os percalços burocráticos e se manterem atualizados. Até eles não conseguem explicar aos clientes para onde vai o dinheiro de algo tão vago quanto o nome “contribuição social” sugere.
    Não bastassem tantos impostos, ainda encaramos o efeito cascata. Por exemplo, ICMS incide sobre Cofins e PIS.

    —- É uma crítica correta, por isso se fala tanto em reforma tributária. De fato, hoje em dia, existe irracionalidade fiscal, imposto em cascata, muita confusão. É preciso mudar isso, não para diminuir os impostos mas para racionalizá-los, tornar mais transparente o recolhimento e a destinação. Mas a pergunta é: por que tanto se fala mas ninguém faz a reforma tributária?

  • Eduardo

    Mas o que nos deixa mais furiosos é não enxergarmos o retorno desse dinheiro em serviços públicos e infraestrutura, enquanto a corrupção corre solta. Não, nossa carga tributária não é justa. Não somos um país tão rico a ponto de justificar tamanha mordida. Nos EUA, um cidadão trabalha 9 horas para comprar um iPod Nano. Para comprar o mesmo produto no Brasil, o trabalhador precisa batalhar 7 dias.

    —- Comparação completamente descabida. Por volta de 1915, Henry Ford criou um sistema industrial que permitia montar um automóvel em 8 minutos (se não me falha a memória). Essa alta produtividade, extenuava os trabalhadores, provocava absenteísmo, turn over etc. Então Ford passou os salários de 2 para 5 dólares a hora, uma fortuna na época. Os carros eram baratos, os salários altos, o operário comprava carro, Ford ganhou muito dinheiro. Ou seja, o que permite que um iPod custe 9 horas de trabalho nos EUA é uma combinação de produtividade e salários. No Brasil, ele é importado. Logo tem custos de importação. Além disso, não tem concorrente. Logo tem preço de monopólio. Inclusive, cabe não esquecer que, nos EUA, uma firma americana investe nos próprios EUA todo o seu lucro. Aqui não: os executivos começam o ano informados de quanto devem remeter para as sedes no exterior e, a partir daí, fazem os seus preços. Obviamente, quanto menor o salário, mais fácil atender as metas… Em suma, tudo isso é mero trololó…

  • Eduardo

    Não precisamos chegar ao ponto de aderir à semi-escravidão, como a China, mas o que acontece no Brasil é um exagero. Manter um funcionário registrado em carteira custa outro salário para o empregador. Perguntem a qualquer empreendedor qual o maior desafio ao iniciar qualquer tipo de negócio. Isso dá margem para empresas espertonas que contratam estagiários para fazer serviço de office-boy, copeira, telefonista…

    —- Bobagem! Você é empregada. É esse “outro salário” que lhe permite ter um FGTS quando é demitido, e alguma aposentadoria quando chega ao fim da vida útil. A obra que acabei de fazer aqui em casa, devo a esse “outro salário”. Não é outro salário, é o mesmo salário, só que pago na forma de uma poupança, ao invés de na forma de dinheiro para ser gasto imediatamente. Ou seja, se o seu salário é 500, na verdade é 800 e é muito bom que assim seja. Significa apenas que, no Brasil, a mais-valia é menos escorchante que na China ou Vietnã. Em todo país capitalista avançado, o empresário paga caros salários diretos e indiretos. Existem expertos, sim existem. Existem também em todo o mundo. A exploração de mão de obra imigrante nos EUA, na Inglaterra, na Alemanha é absolutamente vergonhosa. Mas isso também é da natureza dessa merda de sistema chamado capitalismo, no qual as pessoas são movidas pela vontade de acumular dinheiro e bens materiais, não justiça, inteligência, conhecimento, cultura, ética…

  • Eduardo

    Energia aqui custa caro e ainda não chegou a todos os lugares. É por este motivo também que as montadoras já descartaram a possibilidade de produzir carros elétricos no país. Nossas usinas mal suportam a atual demanda.

    —– Correto em parte. Energia passou a custar caro depois das privatizações e do esforço imbecil que está sendo feito para aumentar a oferta de termeletricidade (investimento mais barato para o investidor privado). Não chegou em todos os lugares por razões políticas, não pelo custo. Aliás, no governo Lula praticamente todos os lares passaram a ter luz elétrica, não importa onde no Brasil. O que torna cara a energia é o contrato que o governo FHC firmou com as concessionárias privatizadas reajustando as tarifas pelo dólar e o fato de que, hoje, controladas por capital estrangeiro, elas precisam assegurar a remessa de lucros. Mas há outros fatores: a tendência é a energia se tornar cada vez mais cara pois as novas hidrelétricas estão na distante Amazônia, o petróleo para as térmicas está cada vez mais caro, as chamadas fontes alternativas são caras. Ou seja, quem escreveu esse texto é desses que divulga coisas aparentemente fáceis de serem aceitas por outros que não se dão ao trabalho de estudar e pensar.

  • Eduardo

    O transporte é um caso à parte. Trata-se de contrassenso um país de dimensões continentais depender tanto do transporte rodoviário, o mais caro e instável de todos. As estradas em más condições tornam a profissão de caminhoneiro de altíssimo risco. O frete também encarece por causa do alto custo dos combustíveis e da manutenção dos caminhões, que sofrem com os buracos. Quando não é buraco, é pedágio. A malha ferroviária está abandonada. E a aérea, bem… Se os aeroportos não estão dando conta nem de transportar gente, que dirá mercadorias…

    —– Isso é correto. A malha viária foi completamente sucateada na década 1980-1990 (Sarney-Collor-FHC) e ainda não foi recuperada. Mas quem escreveu isso, certamente votou em Collor e FHC. O sistema ferroviário foi desmontado desde os tempos de JK. Talvez Lula pudesse ter feito mais aí, talvez não pois o dinheiro não é infinito. Mas retomou as obras da ferrovia Norte-Sul e da Transnordestina. Como a casa está em ordem, dependendo do cenário econômico internacional, talvez Dilma consiga fazer mais. Cabe não esquecer a encheção de saco dos ecochatos que atrapalham bastante o ritmo de obras (no setor elétrico também)

  • Eduardo

    Mercado de luxo existe em todos os lugares do mundo, desde o tempo dos fenícios. Contudo, no Brasil de hoje, graças à brutal desigualdade social, o alto preço de um produto muitas vezes é aúnica razão para se adquiri-lo! Isso explica o fato do iPhone aqui não ser uma ferramenta de comunicação e produtividade, e sim, “celular de rico”. Há quem compre um iPhone só para fazer ligações. Por que não comprar um celular mais apropriado só para falar? Porque, para o dito cujo, é preciso mostrar que ele pode ter um iPhone.

    —Como explicar a correria para comprar iPhone quando foi lançado nos EUA. Os EUA são a meca do consumo, das marcas, do status, da classe média metida a besta… é claro que aqui, neste país que sempre foi colonizado, desde 1500, como você sabe, a nossa classe média, mais ainda, sente necessidade de se fantasiar de “primeiro mundo”. Sempre foi assim. Hoje é iPhone, ontem foi vestido francês, bidê inglês, até tijolos. Você já se perguntou de onde vieram os tijolos da Estação da Luz e da Santa Casa da Misericórdia?

  • Eduardo

    Não é um fenômeno exclusivamente tupiniquim. Porém, mais uma vez, aqui ela ganha características únicas. Por exemplo, a profissão de sacoleiro, muambeiro, ou seja que termo for.. Há quem viva só disso: os sites de leilão estão aí para provar. Nunca faltarão pessoas dispostas a ter um produto que custe três vezes menos que nas lojas locais.

    —— Ainda bem que só temos sacoleiros. Na Somália, no Sudeste Asiático, os piratas são piratas mesmo, desses que assaltam navios no mar, no México, os sacoleiros levam gente sacolejando em vans pelo deserto, na Europa, os muambeiros vendem os próprios rins… Em todas as épocas, desde que o mundo é mundo, as pessoas fazem o que podem para escapar da miséria ou vivem explorando vergonhosamente a miséria alheia. Não teve uma época em que muita gente vendia e comprava escravo?

  • Eduardo

    Vocês se lembram quando o mercado de PCs no Brasil era dominado pelo mercado cinza?Profissionais de fonteira traziam peças de computador do Paraguai e montavam aqui as máquinas para revendê-las… Foi uma política de renúncia fiscal que incentivou diversas empresas a fabricar computadores aqui, tornando possível para muita gente comprar PCs de marca com direito a nota e garantia nacional.

    —- Ninguém mais fabrica PC no Brasil!!! Já tivemos cerca de 50 fabricantes, hoje tenhamos talvez 1 ou 2. Para PC, importam-se de Miami as placas, gabinetes, monitores, tudo vendido nas Santa Efigênia da vida e qualquer um pode viver montando PCs para os outros. O PC aqui de casa não tem nota nem marca. O de muitos leitores aqui também não. Neste instante, na TV está falando de uma “lei dos sacoleiros”, he… he… Aos poucos, muita coisa está entrando em ordem, depois da desordem da época Collor-FHC…

  • Gabriel Silva
    626c

    Ótimo post, finalmente compreendi por que nestas terras tupiniquins tudo é tão difícil e caro. :D

  • Eduardo

    Sinceramente, acredito que a desejada inclusão digital se dará quando o mesmo for feito com os serviços de telecomunicações. A banda larga começará a chegar para todos de maneira instantânea, no dia seguinte à canetada. Sem a necessidade de conchavos políticos e cabidões de emprego.

    —- Acreditar, é melhor em Deus, em Papai Noel, em duende… Na vida real, as coisa são ou não são, sem relação com crenças. A inclusão digital terá que alcançar milhões de pessoas que não podem pagar mais do que R$ 15,00 a R$ 30,00 por mês por um serviço. Um sistema de banda larga, para ser implantado e operar com qualidade não custa menos do que R$ 40,00 ou R$ 50,00 por domicílio, podendo ser mais, pois depende de localização, densidade populacional, dimensão real de mercado etc. A inclusão digital vai depender de subsídio aos mais pobres e isto significa transferência de renda, ou seja, quem pode vai ter que pagar mais para permitir acesso a quem não pode. Aliás, foi assim que, nos EUA, a telefonia chegou a 100% dos lares ainda antes da Segunda Grande Guerra…

  • Tatiane

    Vou falar e sem hipocresia…
    Fui ao paraguai pouco antes do Natal e voltei com um Xbox + Kinect = 900 reais
    Aqui no Brasil o mesmo produto esta por 1800.
    Tendo a oportunidade de comprar pela metade do preço e economizar quase 1000 reais quem não vai ali do lado comprar?

  • O dono da empresa em que eu trabalho costuma dizer que o brasileiro é muito rico, porque aqui é tudo muito mais caro e, ainda por cima, o pessoal compra e não reclama de verdade.

  • Pessoal, muito se fala sobre política nesse país, mas pouca gente cita a causa do problema: A reeleição no legislativo.

    Posso explicar:
    O cara entra lá (veio do povo, é um cidadão comum), passados 4 ou 8 anos ele já deixa de ser um cidadão comum, o cara vira um político, da “CLASSE” politica.

    Ele agora não quer mais defender os direitos da classe comum da sociedade (cidadões, trabalhadores), mas sim, defender os direitos da classe dele, a classe politica (Olha o aumento do salário dos caras, se a pessoa fosse ficar só 4 anos lá, não se preocuparia tanto em subir o seu próprio salário pois teria que tentar defender os direitos dos seus comuns).

    A CLASSE POLÍTICA domina e não tá nem aí pro povo, eles defendem os direitos deles mesmos.

    ISSO não é DEMOCRACIA própriamente dita (nem indireta), na democracia direta o povo ia para a praça votar nos próprios interesses, hoje, na NOSSA democracia indireta o povo vota em uma casta fechada que defende os interesses deles mesmos.

    Se dependermos do povo para mudar isso ESTAMOS LASCADOS! Eu queria mesmo era promover uma ação popular para PROIBIR A REELEIÇÃO NESSE PAÍS!. Vamos botar o povo para defender os direitos do povo!

    Quem concorda comigo dá um UP!

  • Muito bem escrito, mas só adicionando mais um imposto da sopa de eltrinhas, o anti-dumping. E, obviamente, esses impostos ainda incidem sobre a taxa de FRETE!!! Enfim, fica mais barato viajar e mudar de vez de país.

  • KNIGHT

    Para que aumentar o salario minimo, eu não quero esmola de gente pobre, basta reduzir os impostos decentemente.

    SOnhar é bom né, mas parei de sonhar a muito tempo, só tem uma forma:

    C4 em brasilia urgente:.

    E se não adiantar c4 de novo…até um dia esses burros entenderem que a festa acabou, ou eles fazem por nós ou morrem.

    Dizem que ser radikal é burrice, concordo, mas nesse caso, acreditar que um dia vão fazer algo pelo BRASIl é ser mais burro.

    C4 em brasilia urgente:.

  • David
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