Semana passada discutimos aqui no Tecnoblog como alguns veículos de mídia deixaram de abordar a carga tributária brasileira em suas páginas em matérias sobre o iPad. Deram a impressão que queriam apenas vender o tablet, e consequentemente, vender exemplares de suas respectivas revistas ou jornais digitais.
Gostaria de voltar ao assunto explicando por que tal discussão é importante. Costumamos colocar a culpa nos impostos pelo alto custo dos produtos industrializados, mas a questão dos impostos é bastante complexa, estratificada.
Tudo aqui custa muito mais caro por causa do chamado “custo Brasil”, termo que os economistas usam ao falar não apenas do quanto o consumidor paga por algum produto, mas também para explicar por que é tão complicado para empresas investirem em nosso país. Aliás, para muitos gringos, investir no Brasil não é fomentar a indústria, mas especular, já que os altos juros trazem ótimas perspectivas de lucro fácil e rápido para quem dispõe de capital para tanto. Mas isso é outra história…
A questão é: o que impede, por exemplo, a Apple de colocar uma fábrica aqui no país, a ponto do megaempresário Eike Batista conquistar a simpatia de milhares de nerds apenas visando essa possibilidade?
1. Impostos
Sim, cerca de 40% do valor final de um produto industrializado vai para o governo, enquanto nos Estados Unidos e China a bocada é de 20%. Até nossos vizinhos Argentinos pagam bem menos, cerca de 24%.
Entender a sopa de letrinhas tributária é um desafio! IPI, ICMS, Cofins, ISS, IOF, Cide e, talvez em breve outra vez, a CPMF (bate na madeira…). Em nenhum lugar do mundo as empresas quebram tanto a cabeça para se manterem dentro da legalidade fiscal, contratando profissionais de contabilidade que suam muito para encarar os percalços burocráticos e se manterem atualizados. Até eles não conseguem explicar aos clientes para onde vai o dinheiro de algo tão vago quanto o nome “contribuição social” sugere.
Não bastassem tantos impostos, ainda encaramos o efeito cascata. Por exemplo, ICMS incide sobre Cofins e PIS.

Mas o que nos deixa mais furiosos é não enxergarmos o retorno desse dinheiro em serviços públicos e infraestrutura, enquanto a corrupção corre solta. Não, nossa carga tributária não é justa. Não somos um país tão rico a ponto de justificar tamanha mordida. Nos EUA, um cidadão trabalha 9 horas para comprar um iPod Nano. Para comprar o mesmo produto no Brasil, o trabalhador precisa batalhar 7 dias.
2. Funcionário custa caro
Não precisamos chegar ao ponto de aderir à semi-escravidão, como a China, mas o que acontece no Brasil é um exagero. Manter um funcionário registrado em carteira custa outro salário para o empregador. Perguntem a qualquer empreendedor qual o maior desafio ao iniciar qualquer tipo de negócio. Isso dá margem para empresas espertonas que contratam estagiários para fazer serviço de office-boy, copeira, telefonista…
3. Infraestrutura precária
Energia aqui custa caro e ainda não chegou a todos os lugares. É por este motivo também que as montadoras já descartaram a possibilidade de produzir carros elétricos no país. Nossas usinas mal suportam a atual demanda.
O transporte é um caso à parte. Trata-se de contrassenso um país de dimensões continentais depender tanto do transporte rodoviário, o mais caro e instável de todos. As estradas em más condições tornam a profissão de caminhoneiro de altíssimo risco. O frete também encarece por causa do alto custo dos combustíveis e da manutenção dos caminhões, que sofrem com os buracos.
Quando não é buraco, é pedágio. A malha ferroviária está abandonada. E a aérea, bem… Se os aeroportos não estão dando conta nem de transportar gente, que dirá mercadorias…
4. Status
Mercado de luxo existe em todos os lugares do mundo, desde o tempo dos fenícios. Contudo, no Brasil de hoje, graças à brutal desigualdade social, o alto preço de um produto muitas vezes é a única razão para se adquiri-lo! Isso explica o fato do iPhone aqui não ser uma ferramenta de comunicação e produtividade, e sim, “celular de rico”. Há quem compre um iPhone só para fazer ligações. Por que não comprar um celular mais apropriado só para falar? Porque, para o dito cujo, é preciso mostrar que ele pode ter um iPhone.
O preço não é alto. É irreal. Afinal de contas, por mais caro que seja, sempre haverá gente se estapeando para comprar certos produtos. Pode-se cobrar o quanto quiser e até se inventar “taxas” absurdas para ganhar um dinheiro limpo de impostos e comissões. Por exemplo, R$ 100 extras a título de “taxa de conveniência” pelo ingresso de um show.
5. Pirataria
Não é um fenômeno exclusivamente tupiniquim. Porém, mais uma vez, aqui ela ganha características únicas. Por exemplo, a profissão de sacoleiro, muambeiro, ou seja que termo for. Há quem viva só disso: os sites de leilão estão aí para provar. Nunca faltarão pessoas dispostas a ter um produto que custe três vezes menos que nas lojas locais.
Há consequências graves. A cultura da pirataria se enraizou tanto na gente que há quem prefira até piratear softwares de R$ 10. Pra que pagar, seja o quanto for, se tem de graça, não é mesmo?
Como mudar esse cenário e ver o país crescer?
Vocês se lembram quando o mercado de PCs no Brasil era dominado pelo mercado cinza? Profissionais de fonteira traziam peças de computador do Paraguai e montavam aqui as máquinas para revendê-las… Foi uma política de renúncia fiscal que incentivou diversas empresas a fabricar computadores aqui, tornando possível para muita gente comprar PCs de marca com direito a nota e garantia nacional.
Sinceramente, acredito que a desejada inclusão digital se dará quando o mesmo for feito com os serviços de telecomunicações. A banda larga começará a chegar para todos de maneira instantânea, no dia seguinte à canetada. Sem a necessidade de conchavos políticos e cabidões de emprego.







Assine pelo iTunes
Assine pelo Feed
Instagram
YouTube
genial esse post.
A presidente Dilma Rousseff acaba de assumir o governo. Ela já falou que tem interesse em realizar a Reforma Tributária, que em tese diminuirias as siglas e rubricas relacionadas a impostas. Será que isso acontece mesmo? Desde os tempos de Fernando Henrique que se fala nisso, sem qualquer resultado concreto. O presidente Lula também visava à essa reforma, que acabou não acontecendo. Ou seja, pelo menos 16 anos de economia estável, sem qualquer progresso na área de tributação. Assim realmente fica difícil ter uma empresa por aqui.
Nada mais a declarar…o amigo ai falou tudo…
Oremos!
Reforma tributária de fato significa maior controle sobre o que é arrecadado, diminuindo a “sopa de impostos”. Em contrapartida, torna mais difícil para quem se beneficia das coisas do jeito que estão continuarem “faturando” (aka corruptos).
E também o combate à sonegação!
Olha. O principal motivo da sonegação são os impostos altos. Só você perguntar para empresários por aí… Se todos pagassem tudo que “deveriam”, muitas empresas ficariam no vermelho e fechariam. Esses impostos impedem a contratação de mais funcionários e o crescimento da empresa.
Bota no papel que você verá.
Pois é, mas pode acabar acontecendo e ser acontecer pode esperar que eles terão mais lucro, venderão mais pelos preços menos elevados. É uma vergonha morar nesse país e pagar tão caro por algo que não custa aquilo. Eles tem que pensar que é se venderem mais vão ganhar mais também.
Eu torço para que aconteça.
Tomara que a “Reforma Tributária” não signifique aumentar mais ainda a quantidade de impostos! hehe
Mas a gente deveria fazer alguma coisa! greve… alguma coisa do tipo! a gente “rala” direto e quem lucra com isso é eles!!! é por isso que o Brasil não vai pra frente! até avião novo a presidente vai ter!
Não to defendendo a Dilma, mas o “avião novo” é emprestado, sem custo a mais algum ao governo. Quando o avião oficial sair do “check-up”, aí ela volta a usar o avião oficial.
Teve avanço na área de tributação sim. O imposto simples é um exemplo. Mas há ainda muita redução para se fazer..
Interessante, vou ler.
Realmente, ninguém gosta de pagar imposto mas pior ainda é pagar imposto e não ver pra onde vai sua contribuição. O CPMF por exemplo deveria ser revertido para custeio da saúde, mas a saúde no país não evoluiu em nada, e quem pode continua tendo que pagar convênio.
Mas a culpa não é toda do governo não, como dito a pirataria corre solta, quantas vezes já não vi gente com apps de iPhone de 99c pirateados, ou pessoas comprando CDs piratas de 5 reais quando o original ta 15, 20… Sou a favor da liberdade de download de música/seriados/filmes mas ficar fomentando gente que sobrevive de pirataria? Aí já é demais!
Não foi comentado que o percentual de lucro do comércio brasileiro está entre as 5 maiores do mundo, o que também torna o produto bem mais caro.
Dado interessante…. pode citar alguma fonte?
Saiu na SuperInteressante de Dezembro, onde ela comenta sobre o preço dos produtos da Apple e cita este dado sobre a margem de lucro do comércio, principalmente de eletrônicos.
Acho que depende do setor né? Donos de postos de combustível tem uma margem de lucro bem pequena.
Na verdade, donos de postos de combustível têm uma margem de lucro pequeníssima na venda de combustíveis, mas faturam muito bem nos serviços de conveniência.
Parabéns pelo texto!
Nosso país tem muitos problemas, que vão além do já conhecido “problema de impostos”; sem uma solução que corrija (pelo menos um pouco) de todos os entraves, não teremos um poder de compra decente neste país.
você sabe que algo está errado quando é mais facil ser preso por não pagar impostos do que por coloca-los em seu bolso…
Afirmação muito errada. Na verdade ninguém no Brasil vai preso por não pagar impostos, é nos Estados Unidos que isso ocorre, onde o IRS tem poder de polícia. No Brasil a Receita Federal não tem esse poder. Por mais raro que seja, é mais fácil sim ver alguém preso por corrupção do que por sonegação.
por causa do altissimo nivel de complexidade(não do modo bom) da nossa legislação,quando você comente alguma infração(ou um crime) você não comete 1 só,por exemplo: eu sou traficante e ganho muito,se for preso por trafico(e provavelmente por homicidio) você terá bens confiscados pelo imposto de renda por não declara-los.
eu não falei exatamente em sonegação,só que na maiorias dos casos de sonegação tem corrupção inclusa,logo foi uma infração que tem como complemento um crime,podendo ser preso,não por sonegação,mas porque sonegou(e praticou corrupção para concluir a sonegação)
Bem, é o que eu sempre falo. Tem alguns produtos que tem sim que colocar impostos, para proteger o Mercado Nacional. Mas colocar impostos em produtos que não são fabricados aqui no brasil é Burrice. Ai entra num looping, as empresas não criam fabricas aqui por causa dos altos custos de impostos sobre o empreendedor quanto aos seus funcionários, e colocam impostos sobre produtos Importados, mas os impostos são cobrados (parte para o governo), mas boa parte pra proteger o Produto Nacional. Isso acontece com jogos.
Eu costumo dizer que nós somos um país muito RICO sim. Viver com um sálario que a gente ganha e comprar os produtos que a gente compra aqui são para Poucos.
Culpa de um filho da **** chamado Lula, que preferiu dar esmolas para o povo do que investir na infra-estrutura do pais, o que realmente tras riqueza para o povo!!
E ainda tem um bando de outros Filhos da **** que votaram na Dilma, serão os próximos 4 piores anos para nos brasileiros, pode apostar!
Cara esqueci de uma coisa!
Temos o Tiririca para lutar pelo nossos direitos! Fuck Yeah!!!
#FAIL!
Ah, porque antes do Lula a infrastrutura era maravilhosa né?
O marcelo disse que Lula não investiu na infra-estrutura e não que ele tenha piorado a mesma.
Vou ter q discordar da maneira como o marcelo colocou o “dar esmolas ao povo” . Eu já passei pelos interiores do nordeste e os bolsas da vida ajudam mta gente.
Agora o Lulinha realmente nao foi pra frente na reforma tributaria, investimento pesado em educação etc….
Pra um presidente que diz que ‘mudou’ o país e fez o melhor governo da história, ele deixou mta coisa importante passar. E é isso que me incomoda no ser de 9 dedos. Fala muito mais do que fez
O MAIOR culpado ainda é o cidadão. Verdade. O político é eleito e um político corrupto quando é reeleito (e temos visto isto frequentemente) mostra como a população é, de fato.
Tenho uma tese em que diz que o brasileiro é vagabundo por natureza. Não fosse isto, nas últimas eleições vemos o que? “Alckmin/Serra vai acabar com o bolsa família” ou então “Alckmin/Serra vai privatizar tudo”. Ou seja, o brasileiro acha que o Estado é o ente que existe para sustentar as pessoas.
E enquanto a mentalidade estatista viver no brasileiro, bem, quem trabalha irá, de fato, bancar quem não trabalha. Seja por alguma dificuldade ou, o que me parece ser, por opção.
Mas quanto a eleição não é bem assim. Ainda que tentamos não votar nos corruptos, existe aquele cálculo brabo das eleições (provavelmente criado por políticos com medo de perder a boca) onde diz que um deputado que ganhou X votos, pode distribuir seus votos para outros deputados, assim, voltando com aqueles deputados corruptos que não votamos. Nesse caso, comofas?!
No mais eu concordo =]
Não importa. A eleição é feita segundo a quantidade de votos. E não segundo a vontade do partido.
Se o partido do Tiririca tivesse o Tiririca e os outros 5 MAIS votados do partido fossem pessoas corretas, seria eleito o Tiririca e os 5 candidatos corretos. O que não dá é votar no Tiririca e TAMBÉM em outros candidatos corruptos do mesmo partido e usar o argumento que você usou.
O que diabos a última frase tem a ver com o restante do post? Parece que foi copiada e colada ali para fechar o texto de alguma maneira.
Quanto ao resto do post, é de se concordar que uma reforma tributária precisa ser feita com urgência.
No entanto… esperem sentados, povo brasileiro.
Em 16 anos de governo Lula (dezesseis anos, isso é o tempo de uma criança nascer e poder votar), foi feito algo? E se houver diminuição da tributação, como é que os pobres deputados/senadores/políticos em geral vão poder receber os R$ 26.000,00 (vinte e seis MIL reais) de salário (por mês! sim, por mês!!!) e ainda conseguirem receber, os coitados, a ajuda de custo que deve representar mais um acréscimo de o quê, 30%, 40%? São 26 mil reais mais uns 15 mil de ajuda de custo. E são vááááários deputados e senadores para pagar!
Às vezes fico pensando que só uma revolta armada pode endireitar este país. Daqui a pouco viraremos uma grande Venezuela/Colômbia da vida…
Certos estão vários amigos meus que se mudaram para fora do país.
Leandro, apenas uma correção: o Governo Lula durou 8 anos (2003 a 2010), e não os 16 anos que você cita no seu comentário.
Oooops!!! Realmente, esta foi de matar. Não sei por que fiquei com a idéia de 16 anos na cabeça. Então, infelizmente (ou felizmente), aquela criança citada ainda não pode votar! Obrigado pela correção, Thássius.
Na verdade foram 16 anos de governo Lula+FHC.
Ambos tentaram passar reformas tributárias, e não conseguiram levar pra frente por guerrinhas de interesses entre os estados.
No geral concordo com o texto. Não entendi muito bem o “custo com funcionários”. Refere-se a quais custos, exatamente? Baratear a mão de obra poderia reduzir os preços dos produtos, mas não vejo como uma boa ideia retirar recursos dos trabalhadores.
Um ponto que eu acho interessante são os impostos de importação. De certa forma esses (não os sobre produção, etc.) estão corretos em serem elevados, pois incentivam a produção nacional. Como no exemplo da fábrica da Apple, o correto seria fazer a Apple produzir iPhones aqui no Brasil, não diminuir os impostos para que eles sejam comprados pela internet e afins.
Para manter um funcionário você tem que contribuir com o INSS, vale-transporte, alimentação entre outros.
Esse é o custo! Qual é o preço da condução? Quanto custa uma refeição?
A soma de tudo isso da um salário, pode apostar!
Tudo no brasil é muito caro! Aquilo que deveria ser barato para incentivar a economia é caríssimo!
Esse pais não tem solução! Estamos ao caminho do colapso!
E tem gente que vota no Tiririca e tem um monte de gente indignada, só que não fazem nada! Apenas reclamão!
Como um pais desse vai mudar?
Nunca…
A questão é outra. Para cara Real pago em salário, o empregador paga MAIS um Real em taxas, tributos e etc. Ou seja, um funcionário que ganha R$ 1.000,00 na carteira custa para o empregador R$ 2.000,00.
Li uma tese, concordo, que a existencia do salário mínimo cria uma barreira para a contratação. Ou seja, se houvesse a retirada do salário mínimo haveria, de imediato, uma redução dos salários, principalmente para os assalariados. E haveria também um aumento de empregos, afinal, você poderia contratar uma pessoa ganhando R$ 100,00. Depois de um tempo vai haver uma redução de mão de obra disponível então quem precisar de um empregado terá de tirar de outra empresa. E quem ganha R$ 100,00 só irá sair se for para ganhar mais.
Isto faria a melhoria do salário E um aumento da circulação de dinheiro SEM a interferencia de Bolsismos. Ou seja, dinheiro de verdade.
A pergunta é: Quantos brasileiros topariam isto? Praticamente nenhum. Infelizmente. Até quando ficar desempregado. E o que ficou empregado não ira mudar sua posição até ficar desempregado.
Na teoria poderia funcionar, mas na prática, quanto tempo levaria até a melhora dos salários? Poderia levar anos, e viver com R$100,00 por mês não dá.
Além disso a diminuição do poder aquisitivo da população interferiria diretamente na economia, reduzindo o consumo e consequentemente as vagas de emprego. Ou seja, demissões. E daí começa um círculo vicioso.
É difícil viver com R$ 100,00? Claro que sim. Mas com R$ 0,00 creio ser pior, concorda? Além disto, viver de bolsa família é, obrigatóriamente, acomodar uma população que já é acomodada E sobrecarregar quem trabalha.
Não haveria redução de poder aquisitivo. Haveria aumento, pois ao invés de ter um funcionário quase escravizado por um salário mínimo, você teria meia dúzia ganhando menos. Ainda que ganhando a metade. E isto é dinheiro de produção. Dinheiro de bolsa família não melhora a economia. Ou então alguém me explique porque milhões são injetados pelo bolsa família e nem por isto temos um aumento tão substancial da produção.
De produção talvez não seja tão explícito ainda, mas o aumento do consumo já é visível, e logo ele ocasionará o aumento da produção.
Sobre o bolsa família, o problema é achar que quem o recebe teria condições de se “evoluir economicamente” por conta própria. Essas pessoas (até concordo que existam algumas exceções, mas não chegam a alterar a “conta”) estavam marginalizadas, o Estado precisa sim resgatá-las através de programas sociais.
Opa… em nenhum momento defendo empresas que sonegam INSS, FGTS etc. No post, cito o exemplo da “contribuição social” que nem meu contador sabe explicar pra onde vai!
Tem ainda as contribuições sindiciais. Há sindicatos atuantes, mas há os que são apenas de fachada. Eu não vejo ação de alguns deles o ano inteiro, exceto na hora de mandar a fatura.
Gostaria de saber para onde vai tanto dinheiro das Contribuições Sindicais e o porque os sindicalistas lutaram tanto até conseguir derrubar no senado e no congresso a lei que iria permitir o TCU fiscalizar suas contas.
Não é a Lei e sim o Projeto de Lei. Desculpe a falha.
Tem um grande problema nisso aí tudo, como alguém já falou.
A ganância exagerada dos empresários brasileiros.
Errado, totalmente errado. O que falta é concorrencia. Se tiver 10 empresas concorrendo haverá redução de preço. Se só tiver uma produzindo ela vai ditar o preço.
Se só você faz o seu trabalho e resolver cobrar R$ 10.000 o empresário vai dizer “nossa que ganancioso”? Até pode dizer. Mas não terá escolhas a não ser te chamar. Agora se tem um milhão fazendo o que você faz, você até pode cobrar R$ 10.000 mas terá de achar quem pague.
Façam uma tag-cloud desse texto e dos comentários e as palavras “corrupto” e “corrupção” serão as grandes vencedoras. Nivelar o problema por baixo é mais fácil né?
Não é só a corrupção que é o problema, ele é muito mais complexo que isso.
Tudo é tão caro no Brasil por que as pessoas querem se aposentar com 50 anos e/ou arrumar um emprego público. O Estado gasta bilhões para sustentar a máquina pública, com o seu cabide de empregos e pessoas que acumulam aposentadorias e benefícios, ganhando acima do teto.
Contratar um funcionário é tão caro pois você tem que pagar imposto para tudo, até para sustentar o INCRA (de novo: olha o cabide de emprego aí).
Falar “Olha! Um político corrupto! Pega ele!” é fácil, mas trabalhar menos para ter tempo de estudar para concurso público pode né?
As gerações Y e Z estão vindo com força total para mudar isso, @rabc. Entre o pessoal da casa dos vinte anos – faço parte desse grupo –, praticamente ninguém diz que tem interesse em ser funcionário público. Tem estabilidade, mas as possibilidades de crescimento são bem poucas, além de normalmente lidar com burocracia. Pelo menos nesse aspecto eu tenho a convicção de que as coisas vão mudar.
O que falta nesse país é oportunidade para que os empreendedores possam transformar a realidade brasileira. Nos Estados Unidos é possível abrir uma start-up com poucos dias, com tudo facilitado. Enquanto isso, por aqui o que temos é uma burocracia válida para uma lan house com dois funcionários e para uma empresa de milhares de funcionários, como o Grupo Pão de Açúcar. Os grandões sobrevivem, mas o pequenos acabam fechando as portas por não suportar o peso do Estado.
Na verdade acho que a geração Y, Z, omega etc só piora a situação…
O que vejo é um monte de gente mais preocupado em discutir Apple x Google ou falar mal de Restart e Crepúsculo que com os problemas políticos do país.
Falou tudo Clarion, tenho exemplo entre familia e amigos proximos, tenho 10 amigos que estudam a finco para funcionario publico, e na familia, dois individuos se engraçaram com deputados e foram contratados ilegalmente para cargos ótimos dentro da assembleia legislativa que trabalham 4 horas por dia e ganhar quase 3.8 vezes mais do que eu.
O engraçado é que entre eles (Dentro da assembleia) todos se perguntam “e ai, foi indicada por quem?” porque é algo normal, é ridiculo mas que q eu vou fazer? espancar membros da familia e obriga-los a mudar para um emprego ganhando beeeee menos e trabalhando 9 horas por dia?
Sem contar que eles tem 8 folgas por mes…
É o que eu realmente espero, Thássius. Também faço parte dessa geração e espero ver muito do que falei nesse texto aqui: http://rabc.posterous.com/chile-incentivando-a-criacao-de-startups-de-t
O que mais falta no brasileiro é o conhecimento. Não importa qualquer área, política, economia, enfim, o que realmente importa para termos uma vida melhor. E é por isso que somos explorados e dominados por essa carga tributária ridícula e por esses queridos “representantes do povo” na Câmara. Precisamos primeiro ter uma visão empreendedora, mas de que adianta isso se o povo quer discutir sobre BBB, Ronaldinho Gaúcho e similares…
Essa visão de que empresas não investem em carros elétricos por falta de acessibilidade de energia é bastante errônea, na verdade nunca escutei asneira pior, é so pensar bem óbvio, onde não tem energia não tem como puxar combustível dos tanques, logo onde não tem energia não tem gasolina tb, bem óbvio e outra, a maioria dos carros elétricos hoje em dia são “híbridos” um motor propulsor carrega sua própria bateria, então não vai ter esse aumento todo de consumo energético. Empresas Como Honda, Toyota, Nissan, só não investem nesse ramo pq o Brasil ainda não vai abaixar as cargas tributárias e nem insentivar de uma vez, o que é bem lógico; imagina vc mudar toda a estrutura energética de autos, vc simplesmente da um tombo gigantesco na economia, isso tem que ser aos poucos, nenhum economista maluco faz isso, é dar um tiro no pé, por exemplo a fiat tem carro elétrico, mas custa 120mil e só tem autonomia de 80km, além das baterias ocuparem grande parte do veículo.
Não é errônea. São palavras de Jaime Ardillas, presidente da General Motors para a América Latina.
Pode ter certeza que esse é o menor problema!
Empresários contratam pessoa e fazem a economia rodar…
O problema é o povo acomodado no bolsa familia!
A política e a ignorância do povo fode o Brasil!
Dicordo, é fundamental que a população consuma para “girar a roda” do capitalismo, e esses programas sociais são uma forma de “forçar” isso.
Visão simplista, preconceituosa e facista…
Discordo da parte dos “altos” salários. Com imposto e tudo, os salários aqui continuam sendo muito mais baratos que no primeiro mundo. Pelo mesmo motivo a comparação de “horas trabalhadas” x ipod não é justa.
Concordo com cada palavra do texto.
Enquanto impostos forem absurdamente altos e ainda somados com a malandragem coletiva, a maioria dos itens será exclusiva de classes mais altas.
Agora, vale citar também a ganância de certas empresas ao vender seus produtos em terras brasileiras. A Sony foi um exemplo recente disso, ao vender PS Move, que custa $99 nos EUA, por R$ 799 no Brasil. Não tem imposto ou pirataria que justifique um preço desses.
Sem contar que o PS3 chegou “oficialmente” no Brasil, com a Sony, custando R$1000,00 a mais do que o preço comum que estava sendo cobrado.
Excelente artigo!
tinha que prender o presidente que não cumprisse pelo menos metade de suas propostas/promessas/projetos.
Pois é. O Lula não seria preso.
Fome Zero não foi promessa de campanha, foi a saída para ele poder cumprir algo no governo dele. Ele é cheio de saídas, vivia falando do biodiesel e depois do pre-sal o assunto morreu… Como ele já bem o disse, “agradar ao pobre é tão fácil, você o agrada com tão pouco” pense nessas palavras…
Infelizmente não tem muito jeito de resolver o problema brasileiro enquanto a maior parte da população não for consciente desses absurdos, mas por enquanto só uma cervejinha no bar da esquina, carnaval e futebol já faz com que o povo esqueça de todas as picuínhas do país.
Tecnicamente não se tem pelo que lutar quando só se reclama em uma mesa com uma gelada no centro.
ter uma empresa no Brasil realmente não é fácil, fico encabulado com o número de promessas de mudanças e o quanto se faz de verdade, na outra eleição a mesma coisa, votos a quem promete e nada de mudança. E ainda continuam votando, o modelo de governo devia mudar, a reeleição deveria ser proibida para começo de conversa.
Os impostos são barreiras protecionistas necessárias e a pirataria uma boa saída para o monopólio do copirraite
O Brasil perde no jogo da economia enquanto outros países ganham, pra entender por que, é necessário primeiro entender o jogo e aprender a jogá-lo, ou estaremos apenas jogando sinuca de rumo
Muito bom o post, parabéns!
Adorei o texto, concordo que o Brasil precisa urgente de uma reforma tributária.
Ótimo texto, mostra bem a realidade do Brasil e o porque de pagarmos tão caro em nossos gadgets.
Acho que o pior não é só pagar os impostos, mas sim não ve-los sendo usados onde deveriam ser.
Reforma tributária é algo que se fala a muito tempo e até hoje nada foi feito. Acredito que dificilmente a Dilma fará algo a respeito do assunto.
Se o problema fossem mesmos os impostos!!
O problema mesmo nao sao em si os impostos, mas o que é feito com eles, imagina se arrecadando tudo isso fossem feitos melhores investimentos, em ciencia, tecnologia, saude, transporte, seriamos a maior potencia mundial ou uma das maiores, o grande problema mesmo é a gestao, isso sim tem que mudar.
Não acredito que a presidenta eleita promova a reforma tributária que o povo brasileiro tanto almeja pelo seguinte: O presidente Lula, que tinha maioria nas duas casas legislativas não conseguiu realizá-la, imagine se Dilma Roussef conseguirá?
Não haverá reforma tributária por que os próprios deputados e senadores não querem que haja uma reforma que diminua a carga tributária, pois assim, diminuiria com certeza, as benesses dos senhores deputados e senadores.
Caso haja realmenteuma reforma tributária, isso diminuirá o saque, a pilhagem, a corrupção, a roubalhiera e a pilantragem dos senhores deputados e senadores! De onde eles tirariam dinheiro para pagar seus exorbitantes salários e verbas indenizatórias para bancar a vida boa que eles levam?
Falta muita vontade por parte dos senhores deputados e senadores para realizar uma reforma tributária decente que pese menos no bolso do povo brasileiro! Falar em reforma tributária no Brasil, é uma coisa, realizá-la, é uma Utopia!
“Sem a necessidade de conchavos políticos e cabidões de emprego.” Sonha neném.
“Nossas usinas mal suportam a atual demanda.”
????
Acho que isso não é verdade.
Os investimentos nas usinas de Jirau e Santo Antônio são justamente para dar mais folga à produção nacional de energia. Do jeito que está o Brasil não vai ter mais como crescer 7 ou 8% ao ano.
Então, elas suportam a atual demanda com folga mas futuramente é outra história.
Já ouviu falar em apagão?
O apagão não teve nada a ver com insuficiência energética.
aham….
Reforma Tributária? Sou petista, mas confesso que não tenho a mínima esperança que isso ocorra, nem no governo PT, nem em qualquer outro. Os alto tributos beneficiam quem desvia nosso dinheiro para o próprio bolso. Impossível.
Perdi totalmente a fé no Brasil e, sob protestos de alguns eu sei, estou me preparando para sair do país e talvez até me naturalizar americano, italiano, sei lá o que.
Vlw, post muito bom. Parabéns.
Bia, tudo bem?
O texto está bem bacana. Só acho que você esqueceu um item essencial nessa pauta: a ganância do empresário brasileiro. Sim, isso é muito mais comum do que imaginamos e ele usa exatamente todos esses “recursos” levantados por você para cobrar o quanto quer, trabalhar com margem e não com volume. Porque, por mais que o custo Brasil seja alto, nada justifica um tênis que custa US$ 30 nos EUA chegar aqui a R$ 600 reais. Mesmo que você tribute em cascata e some os custos trabalhistas, a cadeia, nada justifica esse preço.
Em duas semanas encontrei com duas amigas que moram no exterior há muitos anos. Ambas estão indignadas com os preços no Brasil. Sinal de que estamos no fundo do poço.
Acho que empresário ganancioso tem em todo o lugar. Talvez alguns aqui se destaquem porque se sentem acima do bem e do mal para sonegar — vide a dona daquela butique de luxo. Enquanto isso, nos EUA, o Wesley Snipes foi pro xilindró!
Tem ainda essas empresas de shows, que conforme abordei no tópico 4, aproveitam para cobrar o quanto bem entendem por um show, porque sabem que a demanda é infinitamente maior… afinal, tem fã que vende um rim para ver seu ídolo.
Bia, a margem de lucro pequena é relativa. Sim, ganham no volume, mas seguem as regras da indústria de etanol e dos usineiros que, sabemos, flutua mais que isopor na água.
O problema do Brasil, não são os impostos, pirataria e nada e sim os brasileiros de forma geral.
Tanto do grande que desvia dinheiro, sonega e tal quando ao pequeno que compra produto piratas, rouba e etc.
Imposto vai existir em todo lugar, e não importa onde o imposto de produtos importados tem que ser maior que os nacionais é uma logica razoavel e aceitavel, como foi dito em alguns post isso incentiva a empresas a produzirem no país em questão.
A maior questão é se cobram altos impostos deviamos ter qualidade de vida alta. cabe a nós cobrarmos isso dos nosso politicos.
Fora isso post excelente.
falou tudo! O PROBLEMA DO BRASIL SAO OS BRASILEIROS! FATO!
Não é tudo tão simples assim Bia, não é bom para o país importar tecnologia e exportar grãos, gado e minério. O bom é que se invista em ciência e tecnologia para que criemos aqui tecnologia tão boa quanto a feita lá fora.
É claro, o imposto no Brasil é exorbitante, e não vemos ainda o tanto quanto gostaríamos de retorno. Mas as coisas estão mudando, houve tempos em que não podíamos se quer importar tecnologia como agora.
É claro que as marcas consagradas como a APPLE vão ser difíceis de se trocar por outras nacionais. Mas se todos os países do mundo investissem nisso, não teríamos essa segregação tecnológica mundial.
A nossa presidenta já disse ao Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações, que quer enfatizar a questão da Banda Larga popular e incentivar as empresas locais a criarem tablets a preços populares.
Olha que ótima notícia. Vamos pensar mais na gente!
http://andrevargas13.blogspot.com/2011/01/dilma-quer-popularizar-internet-e.html
Adianta nada falar que vai fazer, que vai expandir se quando aparece um produto/idéia boa o governo nao faz nada.
Ve o caso o Alfa, um e-reader mto bom, que nao recebeu o apoio do governo (corte de impostos) e ta agora custando o olho da cara.
Brasil, tiro no pé
Allyson, só deixaremos de ser exportadores de commodities e atingiremos um patamar alto em ciência e tecnologia quando nossa educação estiver à altura.
Inibir a importação não é o caminho! Nem cogito voltar aos anos 80/90, com aquela filosofia de reserva de mercado!
Nada adianta querermos criar e manufaturar por aqui quando não há gente com formação técnica suficiente.
Também não adianta querer dar uma formação técnica de qualidade se quando essas pessoas começarem a criar tecnologia o mercado nacional (que é onde começariam) estiver totalmente tomado por marcas estrangeiras.
Bia, além de educação à altura, precisaríamos também incentivar os pesquisadores aqui. Muitos estudos interessantes começam nas universidades e acabam morrendo ou saindo do país porque não tem investimento aqui dentro. Não é nem questão de dizer que o profissional ganha bem ou mal, a maioria continuaria com a pesquisa aqui mesmo ganhando menos que se estivesse la fora, o problema é que o investimento aqui é zero e o pesquisador vê o seu projeto parado… E em raros casos quando o projeto anda (por que conseguiu algum investimento privado), acontece o que o Omar ai em cima falou..
Andrevargas13, falando bem da dilma… ‘que ótima noticia’, bem carinha de PT isso (ops, acho que vou receber milhoes de thumbs down por isso), mas nao da nada, enfim o que eu queria falar com isso é.
Errar é humano, persistir no erro é burrice
Muito Bom o post é tenso voce ter que se matar de trabalhar 7 dias para comprar um ipod Nano ainda… imagina quantos dias eu não vou ter que trabalhar para comprar meu macbook… pelos meus calculos uns 3 meses ou mais…
Acho que um dos principais pontos para o Brasil estar da forma como está é o status que o povo brasileiro gosta de ostentar. Como comentado no texto, tem gente (e olha que tem bastante) que nem tem idéia do que pode fazer com um iphone e vai na loja comprar o bendito “telefone”. Digo telefone pq mais do que telefonar essa pessoa raramente irá fazer.
A situação se agrava quando percebe-se que esse tipo de pessoa é aquela que compra um notebook mas não sabe e também não tem interesse de aprender informática. Da mesma forma, compra uma TV de contraste da casa dos milhores, muitas polegadas e recursos diversos apenas para ver os jogos da copa. Ou troca de geladeira, de microondas ou de carro simplesmente pq tem oferta, pq está barato agora. Tudo isso muitas vezes sem a menor necessidade.
Nada compra fazer compras, eu também gosto, assim como quase a totalidade da população, mas esse tipo de pessoa, que alguns chamam de consumistas, são àquelas que, como dizem, não estão nem ai para nada.
Não estão nem ai para a pirataria, geralmente são funcionários (não sabem como é custoso pagar empresagados) e pagam impostos, pagam juros, pagam financiamentos, estão endividados, com nome sujo e tudo mais.
São o tipo de pessoa que podem até reclamar, fazer uma chuva em copo d’a agua), mas locam ficam caladas e continuam suas vidas medíocres fazendo o que sempre fizeram e reclamando de tudo, até de sí mesmos, por não ousarem nada diferente, por não mudarem, por não lutarem por mudanças. E se alguém muda algo, se alguém resolver iniciar uma revolução essas são as primeiras a criticar.
É por esse tipo de pessoas, que recebem o peixe (bolsas do Lula) e que não estão nem um pouco a fim de aprender a pescar que o Brasil não vai para frente.
Até os argentinos que tanto odiamos lutam mais por seus direitos, indo às ruas, enfim, fazem mais do que nós brasileiros, que dizemos ter raça, não desistir nunca.
Brasileiro é estranho… Se matam, uns aos outros por futebol (novamente por ele, por status), votam em Titirica pq querem fazer piada, para “zuar” e depois reclamam que aqui tudo é caro, que os políticos são corruptos, etc, etc e tal.
O problema do Brasil é que todos querem ter status mas ninguém quer arcar com as responsabilidades. E isso vai desde os governantes até o ambulante alí da esquina.
O Brasil quer ser grande (status?!) mas não investe em infraestrutura para isso. O Brasil quer ter muito dinheiro em caixa (status?!) mas faz um péssimo uso do dinheiro público. O Brasil quer melhorar a qualidade de vida do povo (status?!) e dá bolsas para sustentarem o povo em uma tentativa mascarar a verdade.
E nós queremos um Brasil melhor, onde tudo não seja tão caro, onde nada disso (parágrafo acima) aconteça, mas não lutamos por isso. Por outro lado, brigamos por futebol, compramos mais do que podemos, ostentamos o vícios (status) e nos iludimos imaginando que a Dilma vai resolver todos os nosso problemas.
Não resisti, tinha que incluir a Dilma no meio! rssss
Não acho que funcionário custe caro. O que eu acho é que os empresários querem sempre ganhar muito a custa de seus empregados. Tanto é que se utilizam de subterfúgios para não pagar os direitos trabalhistas e, com isso, lucrarem mais. Além disso, o empregado não pode ser considerado apenas como um fator de produção. Ele é um ser humano e, como tal, merece viver dignamente. O que se deveria dizer aqui é que o trabalhador faz parte da atividade econômica do empresário, ajudando-o no seu empreendimento. Devendo, como contra-prestação, pagar um salário que possa o trabalhador ter uma vida digna nesta nossa sociedade capitalista e não ter como exemplos a China, a Índia ou outro país qualquer que os explore.
“Não acho que funcionário custe caro.”
-> Abra uma empresa e contrate. Depois você diz isto.
“O que eu acho é que os empresários querem sempre ganhar muito a custa de seus empregados.”
-> Como assim as custas dos empregados? Os empregados são pagos segundo a lei da oferta e da procura. TODOS podem ser garis, há muitos desempregados, logo, gari vai ganhar pouco. TODOS querem ser presidente da IBM Brasil, poucos tem o perfil que se exige, logo, o salário vai ser alto.
“Tanto é que se utilizam de subterfúgios para não pagar os direitos trabalhistas e, com isso, lucrarem mais.”
-> Talvez você não saiba, mas o empregado no Brasil não ganha mais por dois motivos básicos: 1) Tem muita gente querendo emprego. Muita oferta, preço baixo. Isto é regra. 2) O que o empregador paga ao funcionário, ele paga TAMBÉM para o governo. É mais ou menos como se você tivesse uma empregada doméstica e pagasse a ela um salário mínimo. Seu gasto, no fim do mês, seria de DOIS salários mínimos E apenas um funcionário. Pois é, aumentar salário é muito mais caro do que você imagina. Além disto, caso você não saiba, um processo trabalhista, mesmo com o empregador certo é capaz dele perder. Logo, o risco de empregar também é alto.
“Além disso, o empregado não pode ser considerado apenas como um fator de produção. Ele é um ser humano e, como tal, merece viver dignamente.”
-> Ué, mas quem disse que ele não é um ser humano? Quem disse que ele não deve viver dignamente? O que não pode é achar que isto é obrigação do empregador. Ou então você que pague a sua empregada uns R$ 5.000 e depois vem aqui para dizer isto. O que não pode é ter uma empregada ganhando salário mínimo e vir aqui dizer uma pérola desta.
“O que se deveria dizer aqui é que o trabalhador faz parte da atividade econômica do empresário, ajudando-o no seu empreendimento.”
-> Sim claro. E ele é pago para isto. Não pode é esperar que o funcionário ganhe como o empregador né.
“Devendo, como contra-prestação, pagar um salário que possa o trabalhador ter uma vida digna nesta nossa sociedade capitalista e não ter como exemplos a China, a Índia ou outro país qualquer que os explore.”
-> Como falei, pague uns R$ 5.000 a sua empregada e depois venha aqui falar isto.
Eu preferia mais que o governo reduzisse ao máximo que puder os juros e impostos sob produtos importados. Se isso acontecesse, teríamos, quem sabe, mais participação dessas empresas no país.
O problema é que dinheiro não se cria. Facilitar a compra de importados significa que mais dinheiro brasileiro é enviado para o exterior, deixando de fazer parte da economia local. Todo país se pudesse preferiria exportar muito e não importar nada.
Fui no Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista) e vi todo o luxo que tem lá dentro.
São muitas coisas de ouro e prata que a gente vê lá dentro.
A gente passa por detectores de metais e tem câmeras em todos os lugares.
Quem banca isso tudo?
Precisa responder?
Olhem os salários dos políticos e a situação do INSS.
Booom, mudando de assunto … imagino que esse superporto que o Eike Batista está construindo poderá colaborar em alguma coisa para trazer empresas de tecnologia para o Brasil.
http://www.youtube.com/watch?v=x6dw246uCVI
essa propagandinha do ipod shuffle cheia de mensagens subliminar
Genial o texto, um exemplo disso é no iPod que eu ganhei, perguntei e me falaram que foi 300 ou 400 e não sei o que, ele veio dos EUA, agora fui de curiosidade na Apple Store, peguei e comparei o preço, quando vi ali o imposto, eu olhei assim, cara, como pode!
Muito bom este post.
Seria muito bom se mudassem esse monte de impostos, pq é um absurdo tanta coisa sendo arrecadada e o o retorno é praticamente zero.
Se fosse q nem em países desenvolvidos como Suiça que cobram impostos altos mas tem o retorno de tudo, seria revoltante pagar tanto imposto mas pelo menos teriamos algo em troca.
é revoltante =/
Mais um excelente post Bia. Disse tudo!
O tópico 4 está d+
Parabéns!
O texto é bastante interessante e acerta em mt coisa. Todavia algumas ressalvas precisam ser feitas. Sem aprofundar muito.
1) A burocracia realmente é um grave entrave ao investimento produtivo e encarece muitos processos. Porém, não podemos esquecer que o grau de, digamos, “confiança social” no Brasil é baixo. Basta ver nossa posição no ranking de percepção de corrupção. A burocracia possui esse lado nefasto de entrave e até mesmo de facilitador de corrupção. Por outro lado, consegue impedir alguns expedientes de corrupção e tentativa de burlar regras. A questão é: nem toda burocracia é ruim – exemplo: aquela que tenta impedir falsificação de diplomas e documentos.
2) Acho inaceitável relativizar direitos trabalhistas. Qq direito trabalhista em qq parte do mundo é um fruto histórico de muitas lutas e conseguidos debaixo de muito sofrimento do trablhador. É falacioso acreditar que diminuição de direitos trabalhistas irá aumentar contratação. Investimento produtivo é o que aumenta contratação. Diminuição de direitos gera precarização e diminuição da dignidade humana. Diminuição de direitos é tão benéfica que temos chineses se suicidando em fábricas e a proliferação de situação de instabilidade e insegurança em contratados em regime de terceirização, contrato temporários e etc. E, de boa, querer consumir com base na precarização do trabalho alheio é sacanagem. Abra mão do seu décimo terceiro, FGTS, 1/3 de férias e troque por um iPod, então.
3) Impostos são altos e desviados para fins que não atendem o bem comum? Sim, muitas vezes. TOdavia, não devemos esquecer que vivemos em um Estado que muitas e muitas vezes não só foi (e é) omisso na diminuição das enormes desigualdades sociais, mas também contribuiu para o aprofundamento dessas mesmas desigualdaes. TOnra-se imperativo esse mesmo Estado suprir ou diminuir as necessidades geradas por essa desigualdade. Daí entra o papel dos impostos. Uma coisa é manter a máquina americana em que há um (relativo) nível de vida da população. Outra coisa é fazer isso no Brasil… O que entendo é que o ponto central não é atacar a carga tributária. A reforma tributária é necessária: sim, muito. Mas mais necessário é o combate a corrupção.
enfim… lei de encentivo ao produto nacional só seviu pra Apple não abrir uma loja aqui.
Incentivo ao produto nacional:
- Vamos aumentar os impostos do Ps3 e do 360 porque temos um console brasileiro
- qual?
- o Zeebo
o que ocorre é isso,temos produtos nacionais da mesma catogoria,mas NÃO são equivalentes… ou você quer comparar um Mac Pro com um Positivo dual core 512 de ran com sunsix?(mais desatualizado que a sexualidade de minha vó)
EU prefiro pagar 3k em um Ps3 do que 300R$ em um nitendinho com chipset de celular…
Cara, o valor do imposto argentino é a cara deles…. 24%, kkkk
1. Todo mundo repete “A carga tributária brasileira é comparada com a de países desenvolvidos enquanto que a qualidade do serviço público é inferior…” como um mantra mas esquece de avaliar a fundo a situação. Se decidirmos assumir um modelo mais americano, certamente ficaria muito mais fácil baixar a carga tributária… mas isso significa acabar com a universidade pública de qualidade (no Brasil as universidades públicas são as melhores do país, enquanto nos EUA esse posto é ocupado por instituições privadas), acabar com o SUS (nos EUA, a pessoa até é atendida em uma emergência, mas assume mesmo sem consentimento uma dívida para toda a vida), acabar com férias remuneradas de 30 dias, acabar com fundo de garantia, acabar com feriadões como carnaval, etc. Mas aposto que as pessoas que pedem a diminuição da carga tributária não estão dispostas a perder esses seus benefícios.
Lembro de ler na revista Exame, há uns 10 anos atrás, reportagem dedicada a desmistificar o problema da pobreza. A conclusão da reportagem era justamente essa: para criar um país mais justo seria necessário que as classes mais favorecidas (ricos e classe média) estivessem dispostos a abrir mão de seus benefícios garantidos por lei. Enquanto isso não ocorrer, o estado brasileiro vai continuar tendo um gasto exorbitante e vai continuar cobrando altos impostos para manter esse gasto ao mesmo tempo que cria altíssimos superávits para pagamento da enorme dívida interna.
Cara, brilhante comentário, li praticamente todos, muitos deles falando besteiras (na verdade a maioria), mas o seu realmente toca no ponto-chave da tributação brasileira. praticamente TODA a pesquisa no brasil é bancada por instituições públicas, o que ocorre em menor escala em países desenvolvidos. as melhores universidades brasileiras são públicas, e aumentaram muito seu custo de funcionamento com as recentes melhorias. o sistema de saúde brasileiro é modelo no mundo inteiro, inclusive grande parte da reforma da saúde proposta pelo obama nos eua foi copiada do sus, que é, sim, um sistema falho, mas é um sistema jovem, com menos de 20 anos. ANTES QUE ALGUÉM FALE DO SUS, PEÇO QUE FAÇA UMA BREVE PESQUISA SOBRE O SISTEMA DE SAUDE BRASILEIRO ANTES DO SUS. voce tem condição de pagar unimed? ótimo pra voce, mas lembre que proovavelmente será num hospital público que você será atendido. se você acha o sus inutil só porque voce paga unimed, experimente extinguir o sistema publico de saude e veja o que lhe resta. albert einstein? sirio libanes? nao mesmo.
eu realmente adoro me prolongar nesse tipo de discussão, mas é meio chato ler comentário grande, principalmente quando se discorda da ideia. mas pra finalizar, gostaria de dizer que é extremamente injusto cobrar do brasil melhorias imediatas para problemas seculares. mudanças drasticas tendem a ser extremamente impopulares, e em parte por este motivo, os politicos optam por mudanças gradativas. eu acredito nas chances de uma reforma tributária no governo dilma, mas nao acredito que isso acarretará na diminuição dos impostos. nao em uma diminuição significativa, pelo menos.
por fim: essa discussão toda começou por causa dos impostos sobre os brinquedinhos de geeks. convenhamos, praticamente todos estes gadgets podem ser categorizados como SUPERFLUOS. a reforma tributaria no brasil, se realmente ocorrer, nao visará a diminuição dos impostos pra esses brinquedos, e nem acho que deva.
temos outras prioridades.
O que fazer para uma discussão tão séria como essa ser espalhada além das fronteiras da Blogosfera e da Twittosfera? Um texto que explica tão claro os problemas que não deixam nosso país crescer não deveria “morrer” na tela do nosso computador.
Caraca.. depois deste post, sinto que preciso fazer uma faculdade de contabilidade..
Matou a pau! Só acho que por exemplo a Apple poderia cobrar um pouco menos já que o seu iPad está sendo praticamente desovado aqui !
Brinco com meus amigos, com certo tom de verdade, que a Apple deixa alguns defeitinhos de propósito pra poder vender produtos “melhorados”. Ou será que a falta de conexão USB no iPad foi por falta de tecnologia ?
Engana que o brasileiro gosta.
Issamu, percebeu isso agora?! sempre tive esse pensamento como vocÊ! a Apple lança um Gadget pensando no proxímo que virá!! duvido eu se hoje já não há projeto para o sexta edição do iphone!!!
A questão é: o que impede, por exemplo, a Apple de colocar uma fábrica aqui no país, a ponto do megaempresário Eike Batista conquistar a simpatia de milhares de nerds apenas visando essa possibilidade?
N— Quantas fábricas a Apple tem mundo a fora? Acho que nenhuma, em todo caso muito poucas. Mas boa parte dos componentes da Apple vêm de diferentes países, sobretudo do Japão e Sudeste asiático. Na verdade, cabe mesmo perguntar se a Apple fabrica alguma coisa, ou se apenas projeta, contratando os fabricantes nos Estados Unidos e fora deles. Desconheço o processo produtivo da Apple, mas conheço alguma coisa de indústria transnacional. Quem escreveu isso, ao contrário, não sabe nada. A Apple só investirá diretamente no Brasil se descobrir aqui “capital humano” altamente qualificado para participar de seus projetos. Mão de obra barata ela encontra, felizmente, no Vietnã ou na China, no Brasil ainda bem que não! Imposto não impediu multinacional nenhuma de investir no Brasil, como pode ser facilmente constatado se andarmos nas ruas ou olharmos as bugigangas que temos em casa.
A Apple nao foi o ponto do assunto meu amigo “Eduardo”.. Nossa colega ai “Bia kunze” Disse esatamente oque acontece ai no nosso “Brasa”.
Essa realidade cruel, paguei 650 reais por um patins ai no brasil que aqui na inglaterra o mesmo custa 50 libras, uns 140 reais. MInha bicicleta profissional que aqui custa 600 libras (RS 1500) ai nem tem da mesma!!! uma parecida vai custar uns 6000. Isso nao e’ doidura, e’ IRREAL!
Acorda irmao!!!
Sim, cerca de 40% do valor final de um produto industrializado vai para o governo, enquanto nos Estados Unidos e China a bocada é de 20%. Até nossos vizinhos Argentinos pagam bem menos, cerca de 24%..
—- Preciso saber as fontes. Chutar número qualquer um pode. Além do mais, se formos falar da Alemanha, da Suécia, da França, do Japão, acho que os percentuais são outros. Manipular a ignorância alheia é fácil, ainda mais quando se encontra ouvidos crédulos…
Entender a sopa de letrinhas tributária é um desafio! IPI, ICMS, Cofins, ISS, IOF, Cide e, talvez em breve outra vez, a CPMF (bate na madeira…). Em nenhum lugar do mundo as empresas quebram tanto a cabeça para se manterem dentro da legalidade fiscal, contratando profissionais de contabilidade que suam muito para encarar os percalços burocráticos e se manterem atualizados. Até eles não conseguem explicar aos clientes para onde vai o dinheiro de algo tão vago quanto o nome “contribuição social” sugere.
Não bastassem tantos impostos, ainda encaramos o efeito cascata. Por exemplo, ICMS incide sobre Cofins e PIS.
—- É uma crítica correta, por isso se fala tanto em reforma tributária. De fato, hoje em dia, existe irracionalidade fiscal, imposto em cascata, muita confusão. É preciso mudar isso, não para diminuir os impostos mas para racionalizá-los, tornar mais transparente o recolhimento e a destinação. Mas a pergunta é: por que tanto se fala mas ninguém faz a reforma tributária?
Mas o que nos deixa mais furiosos é não enxergarmos o retorno desse dinheiro em serviços públicos e infraestrutura, enquanto a corrupção corre solta. Não, nossa carga tributária não é justa. Não somos um país tão rico a ponto de justificar tamanha mordida. Nos EUA, um cidadão trabalha 9 horas para comprar um iPod Nano. Para comprar o mesmo produto no Brasil, o trabalhador precisa batalhar 7 dias.
—- Comparação completamente descabida. Por volta de 1915, Henry Ford criou um sistema industrial que permitia montar um automóvel em 8 minutos (se não me falha a memória). Essa alta produtividade, extenuava os trabalhadores, provocava absenteísmo, turn over etc. Então Ford passou os salários de 2 para 5 dólares a hora, uma fortuna na época. Os carros eram baratos, os salários altos, o operário comprava carro, Ford ganhou muito dinheiro. Ou seja, o que permite que um iPod custe 9 horas de trabalho nos EUA é uma combinação de produtividade e salários. No Brasil, ele é importado. Logo tem custos de importação. Além disso, não tem concorrente. Logo tem preço de monopólio. Inclusive, cabe não esquecer que, nos EUA, uma firma americana investe nos próprios EUA todo o seu lucro. Aqui não: os executivos começam o ano informados de quanto devem remeter para as sedes no exterior e, a partir daí, fazem os seus preços. Obviamente, quanto menor o salário, mais fácil atender as metas… Em suma, tudo isso é mero trololó…
Não precisamos chegar ao ponto de aderir à semi-escravidão, como a China, mas o que acontece no Brasil é um exagero. Manter um funcionário registrado em carteira custa outro salário para o empregador. Perguntem a qualquer empreendedor qual o maior desafio ao iniciar qualquer tipo de negócio. Isso dá margem para empresas espertonas que contratam estagiários para fazer serviço de office-boy, copeira, telefonista…
—- Bobagem! Você é empregada. É esse “outro salário” que lhe permite ter um FGTS quando é demitido, e alguma aposentadoria quando chega ao fim da vida útil. A obra que acabei de fazer aqui em casa, devo a esse “outro salário”. Não é outro salário, é o mesmo salário, só que pago na forma de uma poupança, ao invés de na forma de dinheiro para ser gasto imediatamente. Ou seja, se o seu salário é 500, na verdade é 800 e é muito bom que assim seja. Significa apenas que, no Brasil, a mais-valia é menos escorchante que na China ou Vietnã. Em todo país capitalista avançado, o empresário paga caros salários diretos e indiretos. Existem expertos, sim existem. Existem também em todo o mundo. A exploração de mão de obra imigrante nos EUA, na Inglaterra, na Alemanha é absolutamente vergonhosa. Mas isso também é da natureza dessa merda de sistema chamado capitalismo, no qual as pessoas são movidas pela vontade de acumular dinheiro e bens materiais, não justiça, inteligência, conhecimento, cultura, ética…
Energia aqui custa caro e ainda não chegou a todos os lugares. É por este motivo também que as montadoras já descartaram a possibilidade de produzir carros elétricos no país. Nossas usinas mal suportam a atual demanda.
—– Correto em parte. Energia passou a custar caro depois das privatizações e do esforço imbecil que está sendo feito para aumentar a oferta de termeletricidade (investimento mais barato para o investidor privado). Não chegou em todos os lugares por razões políticas, não pelo custo. Aliás, no governo Lula praticamente todos os lares passaram a ter luz elétrica, não importa onde no Brasil. O que torna cara a energia é o contrato que o governo FHC firmou com as concessionárias privatizadas reajustando as tarifas pelo dólar e o fato de que, hoje, controladas por capital estrangeiro, elas precisam assegurar a remessa de lucros. Mas há outros fatores: a tendência é a energia se tornar cada vez mais cara pois as novas hidrelétricas estão na distante Amazônia, o petróleo para as térmicas está cada vez mais caro, as chamadas fontes alternativas são caras. Ou seja, quem escreveu esse texto é desses que divulga coisas aparentemente fáceis de serem aceitas por outros que não se dão ao trabalho de estudar e pensar.
O transporte é um caso à parte. Trata-se de contrassenso um país de dimensões continentais depender tanto do transporte rodoviário, o mais caro e instável de todos. As estradas em más condições tornam a profissão de caminhoneiro de altíssimo risco. O frete também encarece por causa do alto custo dos combustíveis e da manutenção dos caminhões, que sofrem com os buracos. Quando não é buraco, é pedágio. A malha ferroviária está abandonada. E a aérea, bem… Se os aeroportos não estão dando conta nem de transportar gente, que dirá mercadorias…
—– Isso é correto. A malha viária foi completamente sucateada na década 1980-1990 (Sarney-Collor-FHC) e ainda não foi recuperada. Mas quem escreveu isso, certamente votou em Collor e FHC. O sistema ferroviário foi desmontado desde os tempos de JK. Talvez Lula pudesse ter feito mais aí, talvez não pois o dinheiro não é infinito. Mas retomou as obras da ferrovia Norte-Sul e da Transnordestina. Como a casa está em ordem, dependendo do cenário econômico internacional, talvez Dilma consiga fazer mais. Cabe não esquecer a encheção de saco dos ecochatos que atrapalham bastante o ritmo de obras (no setor elétrico também)
Mercado de luxo existe em todos os lugares do mundo, desde o tempo dos fenícios. Contudo, no Brasil de hoje, graças à brutal desigualdade social, o alto preço de um produto muitas vezes é aúnica razão para se adquiri-lo! Isso explica o fato do iPhone aqui não ser uma ferramenta de comunicação e produtividade, e sim, “celular de rico”. Há quem compre um iPhone só para fazer ligações. Por que não comprar um celular mais apropriado só para falar? Porque, para o dito cujo, é preciso mostrar que ele pode ter um iPhone.
—Como explicar a correria para comprar iPhone quando foi lançado nos EUA. Os EUA são a meca do consumo, das marcas, do status, da classe média metida a besta… é claro que aqui, neste país que sempre foi colonizado, desde 1500, como você sabe, a nossa classe média, mais ainda, sente necessidade de se fantasiar de “primeiro mundo”. Sempre foi assim. Hoje é iPhone, ontem foi vestido francês, bidê inglês, até tijolos. Você já se perguntou de onde vieram os tijolos da Estação da Luz e da Santa Casa da Misericórdia?
Não é um fenômeno exclusivamente tupiniquim. Porém, mais uma vez, aqui ela ganha características únicas. Por exemplo, a profissão de sacoleiro, muambeiro, ou seja que termo for.. Há quem viva só disso: os sites de leilão estão aí para provar. Nunca faltarão pessoas dispostas a ter um produto que custe três vezes menos que nas lojas locais.
—— Ainda bem que só temos sacoleiros. Na Somália, no Sudeste Asiático, os piratas são piratas mesmo, desses que assaltam navios no mar, no México, os sacoleiros levam gente sacolejando em vans pelo deserto, na Europa, os muambeiros vendem os próprios rins… Em todas as épocas, desde que o mundo é mundo, as pessoas fazem o que podem para escapar da miséria ou vivem explorando vergonhosamente a miséria alheia. Não teve uma época em que muita gente vendia e comprava escravo?
Vocês se lembram quando o mercado de PCs no Brasil era dominado pelo mercado cinza?Profissionais de fonteira traziam peças de computador do Paraguai e montavam aqui as máquinas para revendê-las… Foi uma política de renúncia fiscal que incentivou diversas empresas a fabricar computadores aqui, tornando possível para muita gente comprar PCs de marca com direito a nota e garantia nacional.
—- Ninguém mais fabrica PC no Brasil!!! Já tivemos cerca de 50 fabricantes, hoje tenhamos talvez 1 ou 2. Para PC, importam-se de Miami as placas, gabinetes, monitores, tudo vendido nas Santa Efigênia da vida e qualquer um pode viver montando PCs para os outros. O PC aqui de casa não tem nota nem marca. O de muitos leitores aqui também não. Neste instante, na TV está falando de uma “lei dos sacoleiros”, he… he… Aos poucos, muita coisa está entrando em ordem, depois da desordem da época Collor-FHC…
Ótimo post, finalmente compreendi por que nestas terras tupiniquins tudo é tão difícil e caro.
Sinceramente, acredito que a desejada inclusão digital se dará quando o mesmo for feito com os serviços de telecomunicações. A banda larga começará a chegar para todos de maneira instantânea, no dia seguinte à canetada. Sem a necessidade de conchavos políticos e cabidões de emprego.
—- Acreditar, é melhor em Deus, em Papai Noel, em duende… Na vida real, as coisa são ou não são, sem relação com crenças. A inclusão digital terá que alcançar milhões de pessoas que não podem pagar mais do que R$ 15,00 a R$ 30,00 por mês por um serviço. Um sistema de banda larga, para ser implantado e operar com qualidade não custa menos do que R$ 40,00 ou R$ 50,00 por domicílio, podendo ser mais, pois depende de localização, densidade populacional, dimensão real de mercado etc. A inclusão digital vai depender de subsídio aos mais pobres e isto significa transferência de renda, ou seja, quem pode vai ter que pagar mais para permitir acesso a quem não pode. Aliás, foi assim que, nos EUA, a telefonia chegou a 100% dos lares ainda antes da Segunda Grande Guerra…
Vou falar e sem hipocresia…
Fui ao paraguai pouco antes do Natal e voltei com um Xbox + Kinect = 900 reais
Aqui no Brasil o mesmo produto esta por 1800.
Tendo a oportunidade de comprar pela metade do preço e economizar quase 1000 reais quem não vai ali do lado comprar?
O dono da empresa em que eu trabalho costuma dizer que o brasileiro é muito rico, porque aqui é tudo muito mais caro e, ainda por cima, o pessoal compra e não reclama de verdade.
Alguma semelhança com a matéria da Super? http://super.abril.com.br/cotidiano/tudo-custa-mais-caro-brasil-614244.shtml
Totalmente. Deja vu total. Ou melhor, “deja li”, he he
Pessoal, muito se fala sobre política nesse país, mas pouca gente cita a causa do problema: A reeleição no legislativo.
Posso explicar:
O cara entra lá (veio do povo, é um cidadão comum), passados 4 ou 8 anos ele já deixa de ser um cidadão comum, o cara vira um político, da “CLASSE” politica.
Ele agora não quer mais defender os direitos da classe comum da sociedade (cidadões, trabalhadores), mas sim, defender os direitos da classe dele, a classe politica (Olha o aumento do salário dos caras, se a pessoa fosse ficar só 4 anos lá, não se preocuparia tanto em subir o seu próprio salário pois teria que tentar defender os direitos dos seus comuns).
A CLASSE POLÍTICA domina e não tá nem aí pro povo, eles defendem os direitos deles mesmos.
ISSO não é DEMOCRACIA própriamente dita (nem indireta), na democracia direta o povo ia para a praça votar nos próprios interesses, hoje, na NOSSA democracia indireta o povo vota em uma casta fechada que defende os interesses deles mesmos.
Se dependermos do povo para mudar isso ESTAMOS LASCADOS! Eu queria mesmo era promover uma ação popular para PROIBIR A REELEIÇÃO NESSE PAÍS!. Vamos botar o povo para defender os direitos do povo!
Quem concorda comigo dá um UP!
Muito bem escrito, mas só adicionando mais um imposto da sopa de eltrinhas, o anti-dumping. E, obviamente, esses impostos ainda incidem sobre a taxa de FRETE!!! Enfim, fica mais barato viajar e mudar de vez de país.
Para que aumentar o salario minimo, eu não quero esmola de gente pobre, basta reduzir os impostos decentemente.
SOnhar é bom né, mas parei de sonhar a muito tempo, só tem uma forma:
C4 em brasilia urgente:.
E se não adiantar c4 de novo…até um dia esses burros entenderem que a festa acabou, ou eles fazem por nós ou morrem.
Dizem que ser radikal é burrice, concordo, mas nesse caso, acreditar que um dia vão fazer algo pelo BRASIl é ser mais burro.
C4 em brasilia urgente:.
Solução?
Go go go EUA!