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Início » Lei e Ordem » Sharp irá combater pirataria com luz infravermelha

A gigante japonesa de eletrônicos Sharp, em conjunto com o Instituto Nacional de Informática do Japão, desenvolveu uma tecnologia que tem potencial para diminuir e até mesmo extinguir a pirataria de filmes recém-lançados, conhecidos nas comunidades de BitTorrent como arquivos “CAM”. O prejuízo causado por esse tipo específico de pirataria é estimada em 3 bilhões de dólares por ano pelo American Film Institute.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

A tecnologia criada pelo grupo consiste em colocar lâmpadas emitindo pulsos de luz infravermelha em velocidades constantes por trás das telas de cinema. Essa luz é imperceptível ao olho humano, entretanto, ela é capturada pelos sensores de câmeras de vídeo. O arquivo gravado pelo ‘pirata’ dentro do cinema apareceria com barras brancas luminosas e editá-lo para embaçar essas barras tornaria o vídeo impossível de ser assistido.

A equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia explica que os pulsos de luz infravermelha passam através de pequenos buracos na tela, também usados para o som do filme, e que os melhores resultados foram atingidos usando 10 pulsos de luz por segundo.

Ainda não há informações sobre qual o plano de ação o grupo planeja elaborar para combater a pirataria de arquivos de vídeo do tipo DVDRip, BDRip, DVDSCR, Xvid, DivX, SCR, Telesync, Workprint, HDRiP e R5. [Fareastgizmos / Gizmodo]

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10 Comentários (Deixe o seu!)

  • Isso se não surgir um #mimimi que isso vá fazer mal ao olhos…

  • Rodrigo
    749c

    Não vejo os arquivos “CAM” como um inimigo da pirataria. São filmagens com péssima qualidade (escuras), som monofônico e, eventualmente, cabeças passando em frente à câmera. Quem baixa esse tipo de filme? O fã neurótico que já assistiu no cinema e não aguenta esperar o lançamento em DVD. Então, ele não rouba a venda do ingresso e nem a do dvd.

    Claro, aí entra a questão do preço. O Cinemark hoje chega a cobrar absurdos 18 reais por uma sessão. Enquanto filmes, depois do lançamento, são vendidos entre 10 e 20 reais nas grandes lojas, algumas distribuidoras abusam e cobram mais de 50 reais o lançamento. Isso quando os filmes simplesmente não são lançados no Brasil.

    Aí o pessoal vai para os torrents, atrás dos desejados dvdrips. Só para efeito de comparação, o ótimo seriado de ficção Farscape, transmitido aqui pela HBO, nunca foi lançado no Brasil. Só é possível encontrar o box importado, por não menos de 600 reais! Lá fora, custa 50 dólares, mas a Amazon não manda pra cá. Então, o caminho é óbvio…

    Em vez de investir em caras tecnologias anti-pirataria, que tal oferecer os títulos a preço acessível? É o mesmo dilema da Microsoft. Preferem ganhar muito em cima de poucos. E o PirateBay continua vivo e navegando enquanto isso…

    • Rodrigo,

      no caso do preço do cinema e entretenimento em geral o que ocorre é que 85% dos frequentadores paga meia-entrada, utilizando umas das muitas formas de desconto (menores de 18, maiores de 65, policiais, professores, estudantes, etc) com isso o custo precisa ficar mais alto para compensar os descontos, ou seja, quem não tem esse direito acaba pagando bem mais caro mesmo.

  • Você falou ali embaixo, mas acho que os telesyncs serão afetados por isso sim…