A gigante japonesa de eletrônicos Sharp, em conjunto com o Instituto Nacional de Informática do Japão, desenvolveu uma tecnologia que tem potencial para diminuir e até mesmo extinguir a pirataria de filmes recém-lançados, conhecidos nas comunidades de BitTorrent como arquivos “CAM”. O prejuízo causado por esse tipo específico de pirataria é estimada em 3 bilhões de dólares por ano pelo American Film Institute.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.
A tecnologia criada pelo grupo consiste em colocar lâmpadas emitindo pulsos de luz infravermelha em velocidades constantes por trás das telas de cinema. Essa luz é imperceptível ao olho humano, entretanto, ela é capturada pelos sensores de câmeras de vídeo. O arquivo gravado pelo ‘pirata’ dentro do cinema apareceria com barras brancas luminosas e editá-lo para embaçar essas barras tornaria o vídeo impossível de ser assistido.
A equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia explica que os pulsos de luz infravermelha passam através de pequenos buracos na tela, também usados para o som do filme, e que os melhores resultados foram atingidos usando 10 pulsos de luz por segundo.
Ainda não há informações sobre qual o plano de ação o grupo planeja elaborar para combater a pirataria de arquivos de vídeo do tipo DVDRip, BDRip, DVDSCR, Xvid, DivX, SCR, Telesync, Workprint, HDRiP e R5. [Fareastgizmos / Gizmodo]







Assine pelo iTunes
Assine pelo Feed
Instagram
YouTube
Isso se não surgir um #mimimi que isso vá fazer mal ao olhos…
Neh, os grandes estúdios estão pouco se lixando pra nós, seres humanos. Eles só querem é conservar seu rico dinheirinho.
Não vejo os arquivos “CAM” como um inimigo da pirataria. São filmagens com péssima qualidade (escuras), som monofônico e, eventualmente, cabeças passando em frente à câmera. Quem baixa esse tipo de filme? O fã neurótico que já assistiu no cinema e não aguenta esperar o lançamento em DVD. Então, ele não rouba a venda do ingresso e nem a do dvd.
Claro, aí entra a questão do preço. O Cinemark hoje chega a cobrar absurdos 18 reais por uma sessão. Enquanto filmes, depois do lançamento, são vendidos entre 10 e 20 reais nas grandes lojas, algumas distribuidoras abusam e cobram mais de 50 reais o lançamento. Isso quando os filmes simplesmente não são lançados no Brasil.
Aí o pessoal vai para os torrents, atrás dos desejados dvdrips. Só para efeito de comparação, o ótimo seriado de ficção Farscape, transmitido aqui pela HBO, nunca foi lançado no Brasil. Só é possível encontrar o box importado, por não menos de 600 reais! Lá fora, custa 50 dólares, mas a Amazon não manda pra cá. Então, o caminho é óbvio…
Em vez de investir em caras tecnologias anti-pirataria, que tal oferecer os títulos a preço acessível? É o mesmo dilema da Microsoft. Preferem ganhar muito em cima de poucos. E o PirateBay continua vivo e navegando enquanto isso…
Rodrigo,
no caso do preço do cinema e entretenimento em geral o que ocorre é que 85% dos frequentadores paga meia-entrada, utilizando umas das muitas formas de desconto (menores de 18, maiores de 65, policiais, professores, estudantes, etc) com isso o custo precisa ficar mais alto para compensar os descontos, ou seja, quem não tem esse direito acaba pagando bem mais caro mesmo.
Você falou ali embaixo, mas acho que os telesyncs serão afetados por isso sim…
Telesync é normalmente ripado de TV, então provavelmente não.
“A TS is a video copy of the movie which was shot in a movie theater”
http://en.wikipedia.org/wiki/Telesync
Granted. Happy now? =p
Yeah. Ele e eu, que viria te encher o saco também oauhaouhaou