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Início » Apple » Apple poderia dobrar participação de mercado do iPhone com fim de exclusividade, diz Morgan Stanley

Quando o iPhone foi lançado, lá em 2007, a Apple anunciou que a operadora AT&T ofereceria o smartphone com exclusividade naquele mercado. Essa é a política que a empresa vem adotando em vários países desde então, embora a regra não se aplique ao Brasil.

Mas a empresa poderia estar lucrando muito mais e com uma participação de mercado maior se desistisse da política de exclusividade com algumas operadoras. Kathryn Huberty, analista do banco Morgan Stanley, montou um gráfico com projeções de como seria o market share do iPhone caso fosse oferecido por várias operadoras (em países onde isso não acontece).

Confira o gráfico:

Barras azuis indicam o market share atual, enquanto que barras amareladas indicam projeção de market share com fim da exclusividade. (Reprodução/Gartnet, Morgan Stanley, Business Insider)

Barras azuis indicam o market share atual, enquanto que barras amareladas indicam projeção de market share com fim da exclusividade. (Reprodução/Gartner, Morgan Stanley, Business Insider)

Nos Estados Unidos, a participação de mercado do iPhone poderia pular de 5% para 12%, mais do que duplicando. De acordo com os dados, o Japão seria o país onde o salto seria maior: o market share do aparelho poderia ir a 9%, triplicando o que é atualmente.

A analista ressaltou que, no mercado americano, a oferta de iPhones em várias operadoras poderia ser interessante porque o consumidor daquele país costuma escolher primeiro a operadora, para depois decidir o celular que vai comprar. Nem sempre a AT&T é a mais bem cotada. [Business Insider]

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  • Thiago Mobilon
    1646c

    Acredito que essa projeção é um grande equívoco.

    Primeiramente, não temos como dizer se o lucro da Apple irá aumentar. O iPhone é um celular muito bem equipado, e com componentes (e um sistema) de primeira. O custo dele deve ser alto, ou pelo menos equivalente aos Nokias mais parrudos.

    Acontece que os Nokias mais potentes, são vendidos por valores na casa de 400 dólares, o dobro do valor de um iPhone pela AT&T.

    Das duas uma: Ou a AT&T divide os lucros das contas de iPhones com a Apple, ou banca do próprio bolso o custeamento extra do aparelho, ganhando em troca a exclusividade na comercialização do aparelho, e a promessa de vendê-lo por US$199,00.

    Sendo assim, pode ser mais vantagem para ambas as empresas manterem este modelo. Uma vez que o custeamento do aparelho não seja pago diretamente pelo consumidor final, as vendas são maiores, e os lucros são a agradável consequência.

    Tenho dúvidas se seria viável manter este modelo “saudável” na ausência deste contrato de exclusividade.

    • Para mim a conta do Morgan Stanley, uma das instituições financeiras mais famosas do mundo, faz sentido: se o norte-americano escolhe primeiro a operadora e somente depois o aparelho, quanto mais operadoras estiverem dispostas a vender o iPhone, melhor.

      No Brasil é assim desde sempre: várias operadoras oferecem o mesmo aparelho, sempre subsidiado, e ganham dinheiro com os planos. A própria Apple tem essa política no Brasil, já que o iPhone é vendido por Claro, Vivo e Tim.

      Cabe lembrar que, embora a Nokia seja a maior fabricante de dispositivos móveis do mundo, a participação de mercado dela nos Estados Unidos não é tão expressiva quanto na Europa. De acordo com a revista Wired, um dos motivos para a empresa ser mal vista por lá é a falta de relacionamento com as operadoras e o costume de lançar aparelhos desbloqueados. Justamente o oposto do que o Morgan Stanley defende: relacionamento com várias operadoras.

  • Para enriquecer ainda mais a discussão:

    - A analista Kathryn Huberty, do Morgan Stanley, projetou em junho desse ano que o iPhone poderia custar entre US$ 99 e US$ 149. Atualmente o iPhone 3G custa US$ 99 nos Estados Unidos. No entanto, ela já foi considerada pela revista Forbes (salvo engano) uma das piores analistas em relação às projeções financeiras para a Apple.

    - Toni Sacconaghi, analista do Bernstein Research, também já afirmou que a participação de mercado do iPhone dobraria caso a Verizon começasse a vander o smartphone, terminando com a exclusividade que a AT&T mantém.

    • Thiago Mobilon
      1646c

      O que defendo, é algo que nem a melhor instituição financeira do mundo teria como adivinhar. Não dá para saber como ficaria o preço do iPhone, caso ele fosse vendido por várias operadoras diferentes.

      A Apple não é estúpida, e nem vive de amor. Ela sabe que dando mais opções para seus clientes, venderia mais aparelhos. Mas a lógica envolve um fator imprevisível, que é o contrato acordado entre as duas empresas envolvidas.

      Para que contratos de exclusividade valham a pena, eles precisam oferecer benefícios exclusivos. E não estamos falando de benefícios pequenos, mas sim o tipo de benefício que você não conseguiria obter de nenhuma outra forma.

      O benefício da AT&T nós já sabemos – ela detém os direitos de venda, por assim dizer, do celular mais desejado do momento. Já para a Apple, deve ter alguma cláusula muito boa ali, para impedir que ela coloque o celular a disposição em outras redes.

  • Rafael Silva
    1349c

    A única resposta lógica que vejo aqui foi expressada pela Molly Wood no ep. 1077 do Buzz Out Loud: “Well, D’OH. Se o iPhone estivesse disponível em mais operadoras, é claro que ele venderia mais unidades.”

  • O problema principal do iPhone que eu vejo no Brasil eh o custo. Porque que Apple nao encherga isso?

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