Fabricantes de celulares só fazem um sucessor de um certo modelo de aparelho caso ele tenha sido bem recebido no mercado. O Galaxy S certamente entra nessa categoria, já que a Samsung resolveu lançar o Galaxy S II. Ele foi lançado aqui no Brasil há pouco tempo e com o mesmo design fino e especificações de hardware potentes lá de fora, para contrariar o seu modelo anterior.
Ainda assim, com a quantidade de modelos de rodando o Android 2.3 Gingerbread aumentando cada vez mais, o Galaxy S II precisa se destacar de alguma forma para sua escolha valer a pena. Eu passei uma semana com ele para descobrir o que o aparelho oferece para se sobressair na multidão. Veja abaixo minhas conclusões.
Tela e design
Logo de cara você nota que a tela do Galaxy S II é maior do que a de qualquer smartphone que você está acostumado. De fato, é até um pouco exagerado. Mas não deixa de ser bem aproveitada. A Samsung usou a tecnologia de Super AMOLED Plus, que consegue ser mais brilhante do que seus antecessores enquanto que ao mesmo tempo, consegue ser mais eficiente em termos de energia.
Essa regulação de energia, aliás, funciona bem graças ao sensor de luz ambiente do aparelho e às customizações de economia de energia da Samsung. Esse segundo item é tão eficiente que quando a bateria está nas últimas, a tela fica tão escura que é quase impossível de enxergar algo nela. Ela também perde um pouco de visibilidade quando há reflexo da luz solar, mas nada que não te deixe enxergar a tela.
Deixando a tela de lado, o outro item de design que se destaca nele é a espessura. Com 8.5 mm, o Galaxy S II é muito fino. Fino o suficiente para ser jogado dentro de um bolso qualquer e prontamente esquecido. Suas bordas arredondadas garantem uma boa empunhadura, mas o botão de sleep/wake na lateral pode fazer a tela ser desligada por acidente mais do que o normal.
Na outra lateral estão os botões de volume e acima da tela ficam o plug para fones de ouvido ao lado de um microfone para cancelamento de ruído, que está ligado por padrão em todas as ligações. O alto-falante fica na parte inferior traseira do celular e na parte de baixo o cabo para conexão USB e de energia.
Desnecessário dizer que a traseira do aparelho, especificamente a tampa da bateria, não me agradou muito, né?
Interface e navegação
Mostrada nessa tela nada espetacular está a versão 3.0 4.0 da interface TouchWiz da Samsung, que foi consideravelmente melhorada com o feedback dos clientes da empresa. A organização de widgets ficou mais fácil e o gerenciamento de telas iniciais também, que é possível acessar fazendo o toque de pinça.
Além de mostrar por padrão os atalhos para economia de energia, a Samsung também colocou cinco deles na área de notificações, para rápido acesso. Mas a inovação de interface está mesmo no uso do sensor de acelerômetro. É possível passar de uma tela para outra com uma leve jogada do telefone para a esquerda ou para a direita ou, com dois dedos na tela, dar zoom em uma imagem qualquer inclinando o telefone para frente ou para trás.
A navegação no browser padrão do Android ocorre sem muitas falhas. O Adobe flash vem instalado, então você pode interagir com conteúdos desse tipo se quiser. Só tem que lembrar de ativar plugins no navegador antes de mais nada. E não só animações e joguinhos, o navegador também rodou vídeos em Flash do YouTube sem nenhuma lentidão perceptível. Mas já abra um site em flash esperando uma queda perceptível na vida de bateria.
O método de entrada de texto padrão é o já conhecido Swype, que ficou um pouco mais fácil de usar por causa do tamanho maior da tela. Ah, e um bônus para quem gosta de compartilhar capturas de tela no Android: esse modelo também vem com screenshot nativo. Basta segurar o botão de home e sleep ao mesmo tempo para capturar uma imagem, que fica salva na galeria.
Multimídia
Para tirar proveito de todas as 4.27 polegadas de tela, nada como um bom player de mídia. Embora a Samsung entregue isso no Galaxy S II, não há nada de espetacular nele. É o mesmo player padrão do Android, com suporte a vários formatos de vídeo como DivX, MP4 e MKV. Esse último, formato mais usado em vídeos de alta definição, tocou também sem falhas, tirando todo o proveito do processador dual-core.
O suporte a músicas permanece o mesmo, nada de inovador aqui. É possível passar músicas com um arrastar de dedo da direita para a esquerda e vice-versa para voltar músicas. Um problema que essa versão do Android resolveu, no entanto, é a mistura de capas de álbum e a inabilidade do Android de detectar ID3 tags em arquivos m4a.

Os fones de ouvido que vem com o aparelho deixaram um pouco a desejar em termos de qualidade de áudio, função principal desse acessório. Eles podem até ter um bom design e vir com três opções de tamanho para as borrachas intra-auriculares, mas o som que sai deles é abafado e baixo, mesmo com o volume no alto.
Um alto-falante na traseira do Galaxy S II cumpre o papel de tocar os sons da mídia exibida na tela, mas não faz isso de nenhuma maneira excepcional. É um bom alto-falante e nada mais que isso.
Câmera
Assim como seu antecessor, a câmera ainda peca no que diz respeito a fotos com pouca luz. Mesmo com a opção de foto noturna ativada, a imagem ainda apresentou bastante granulação. Efeito que se repetiu no modo de captura vídeo. O flash de LED do aparelho até ajuda, mas não é o bastante.
Mas quando a luz é suficiente, a câmera excede as expectativas, algo que é difícil fazer em termos de sensores CMOS usados nos celulares. A qualidade de imagem é o que você espera de uma câmera de 8 megapixels, mas não de uma câmera de 8 megapixels em um celular. Veja abaixo alguns exemplos de fotos.
Outro destaque é para a câmera frontal, usada em aplicativos de videoconferência. Ela tem 2 MP de qualidade, então serve também para os eventuais auto-retratos que você talvez queira tirar quando encontra uma celebridade.
O modo de vídeo é outro fator que impressiona. A qualidade da câmera permite gravar em até 1080p, que gera vídeos com 1920 x 1080 pixels, algo que não estamos acostumados a ver em celulares hoje em dia.
Conectividade e acessórios
Incluído no Galaxy S II estão o suporte à redes 3G e WiFi nos padrões b,g e n. Já padrão no Android 2.3 é a funcionalidade de roteador, que distribui a conexão 3G para outros dispositivos por meio do WiFi. A configuração é simples, mas falha em um ponto: não há onde ver uma lista de dispositivos conectados.
Sobre o GPS, há quem diga que ele tem a mesma falha do seu antecessor, sendo impreciso e lento para buscar sinais de satélite. Eu tive uma experiência que variou bastante. Alguns momentos, os aplicativos que usam GPS demoraram para me encontrar, enquanto que outros já abriam com o meu ponto piscando no mapa. E isso tanto com a rede de dados ligada quanto desligada.
Para a conexão com o computador e transferência de dados, existem três alternativas. A padrão é por meio do Samsung Kies. Ele tem sido atualizado com o passar dos meses e é possível dizer que a cada nova versão parece ficar mais parecido com o iTunes, da Apple. Mas ao invés de copiar as coisas boas, a Samsung copiou as ruins também.

Tanto em termos de design quanto em termos de lentidão, o Samsung Kies é um monstro. Por vezes o programa travou ou me deixou esperando mais do que o normal para reconhecer o celular, mesmo com os drivers já instalados. Mas é um mal necessário se você quiser assistir filmes ou ouvir música no aparelho.
Felizmente, existe uma alternativa à ele, que é oferecida até pela própria Samsung. Trata-se do Kies Air, um aplicativo que vem no Galaxy S II e que permite a transferência de arquivos direto via WiFi. Não é tão rápida quanto a conexão à cabo e ainda exige a instalação de um aplicativo java, mas ao menos é alguma coisa.

Além dos dois, existe a possibilidade de conectar o aparelho como modo de armazenamento USB, o que é o ideal para quem curte organizar suas próprias pastas dentro do próprio aparelho. Basta alterar uma configuração no menu de configurações e ativar o modo sempre que plugar o aparelho.
Dentro da caixa do Galaxy S II estão incluídos um cabo USB para conexão com o computador e fones de ouvido, que já disse aí em cima que não são exatamente os ideais. Mas a Samsung também vai vender um dock para conexão com TVs, um cabo adaptador para HDMI e até capas de couro para o aparelho.
Aplicativos e jogos
Uma plataforma móvel só é tão boa quanto os aplicativos que tem disponíveis nela. E para não deixar novos donos do Galaxy S II esperando, a Samsung incluiu alguns programas no aparelho. Dentre eles estão o aplicativo de leitor de livros da livraria cultura, o aplicativo da Folha e um aplicativo da Samsung de notícias e clima.
Outros dois programas, que a meu ver são consideravelmente mais úteis do que os citados acima, são o editor de imagens e o editor de vídeo. Eles são até bem simples de usar, só não espere uma edição profissional de qualquer um dos dois.
Já em termos de jogos, o Galaxy S II poderia estar mais bem-servido. O Game Hub que serviria como centralizador desses jogos ainda oferece poucas opções para o dispositivo, então é melhor recorrer ao Android Market mesmo.

Uma versão demo de Hero of Sparta vem instalado no aparelho e os gráficos são bem decentes, mas a demora para carregar um novo jogo pode deixar alguns usuários impacientes. Como o processador usado no Galaxy S II é um proprietário da Samsung, não espere ver jogos otimizados para o Tegra 2, da Nvidia, rodando nesse aparelho.
Bateria
Se existe um ponto de perfeição em termos de vida de bateria, eu posso dizer que com o Galaxy S II a Samsung chegou o mais perto dele possível. A bateria do aparelho não é nada menos do que excepcional, algo que meio me surpreendeu por causa da sua tela nada gigante e seu processador poderoso.
Com uso moderado de rede WiFi e 3G, poucas ligações e ocasionalmente uma mensagem SMS ou outra, o Galaxy S II conseguiu sobreviver durante dois dias seguidos antes de precisar ser plugado na tomada, com ainda 10% de bateria sobrando.
Com um pouco de pesquisa descobri porque disso: a Samsung otimizou o processador do aparelho para funcionar a toda a potência quando está executando várias tarefas enquanto que em modo standby ele é downclockeado. Além disso, o sensor de luz ambiente dele também regula o brilho da tela com bastante eficiência.
Já no outro lado do espectro, o resultado foi bastante diferente mas não deixou de impressionar. Usando o Galaxy S II com atividades intensas dos chips de 3G, GPS, BlueTooth e ainda tocando música nos fones, a bateria durou quase 6h antes de precisar ser recarregada. Uma performance que o distancia bastante esse modelo dos demais Androids.
Pontos negativos
- Preço alto;
- Câmera ruim para fotos noturnas;
- Fones de ouvido que deixam a desejar.
Pontos positivos
- Câmera boa para fotos e vídeos com luz;
- Tela espetacular;
- Bateria de alta duração.
Conclusão
Custando R$ 1,8 mil em média nas operadoras brasileiras e R$ 2 mil em lojas online, o Galaxy S II ainda está um pouco fora da realidade financeira dos brasileiros, por mais que as opções de financiamento existam. Mas existem opções para quem quer fugir desse alto valor, que envolve vender sua alma assinar um contrato com uma operadora por 12 meses e ter um desconto no preço.
No começo do review eu disse que o Galaxy S II precisa se destacar da multidão de aparelhos com Android. E sua combinação de tela, câmera e vida de bateria faz com que ele consiga exatamente isso. Além do mais, ele prova que a Samsung está aprendendo com os erros e oferecendo aparelhos Android cada vez mais poderosos sem esquecer que eles precisam durar bastante tempo ligados.
O Galaxy S II não é perfeito, tem falhas e um espaço para melhorias. Mas quem optar por pagar o preço nesse Android, está levando sem sombra de dúvida o melhor do mercado brasileiro atualmente.




































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Comprei um esses dias, num plano OI pos de 220 minutos, o desconto foi grande (600,00) e o celular saiu por 1100,00 q em 12X sem juros no cartão deu uma parcela de 100,00 por mes, algo razoavel para pagar, sendo q uso o celular como ferramenta de trabalho.
Após mexer e fazer testes nele, posso dizer que concordo com o texto principalmente nos aspectos ruins q me deixaram frustrado:
- O primeiro e pior de todos. Som é MUITO BAIXO. Incrível mas eu tinha um Sony X10 Mini, celular mto inferior, mas que tinha um volume mais alto tanto saindo do alto falante quanto com fone de ouvido!!! A QUALIDADE do som do Galaxy é muito superior claro, tem até efeito 5.1 com fone de ouvido, mas o VOLUME faz voce passar raiva, no maximo além do som continuar baixo ainda por cima sai estourado!!! E dependendo de onde vc tiver o celular vai tocar e vc simplesmente não vai ouvir nada!!!
- O Fone de ouvido, achei terrível a anatomia dele, vc tem q enfiar o msm lá dentro da orelha pra ele não ficar caindo toda hora, muito ruim, e veio com um cabinho inexplicavelmente curto, além do som já citado ser muito baixo, e não adianta colocar outro fone, fiz isso e não sei pq o som sai distorcido e as vezes quase inaudivel.
- Filmagem com “pouca” luz fica uma porcaria, mesmo em Full HD, você fica com filme em Full HD todo granulado com a qualidade daquelas cameras de 10 anos atrás, muito ruim, o problema é q não se trata de pouca luz não, pois fiz o filme de noite dentro do meu quarto com a luz acesa, ou seja deveria filmar decentemente, mas não foi o que ocorreu, o vídeo traz mtos detalhes, mas o granulado msm com a lampada acesa é imperdoável. O certo seria dizer q ele filma bem apenas qdo há uma boa luz NATURAL.
- O som das filmagens podem te desapontar pq o som “estoura” muito facilmente, tive um Nokia N95 antigo, de 2007, que fazia filmagens com um som muito melhor, esse agora se tiver mto perto ou se vc fizer um som mto alto, pronto, vai ficar aquele chiado de estourado horrível no vídeo.
- O GPS, ele veio apontando meu local com uma diferença de uns 3 km de onde eu tava na realidade, coisa q só foi solucionada qdo eu ativei todas as funções de localização q acabam por consumir mais bateria.
- Achei a transferência de dados entre o celular e o computador lenta, deixando um pouco a desejar. Não veio com carregador pra carro e n tem entrada HDMI.
Mas tem coisas boas tb, claro:
- A tela tem uma qualidade de imagem muito boa, eu olhei lado a lado o RAZR, o ARC S e esse, e de fato ele é bem superior, as cores são mais vivas, e a profundidade é maior. Enfim ele é tão bom em imagem qto é ruim de som.
- Achei o processador muito rapido, vc mexe nele e não existem aquelas travadas ou esperas.
- A Internet tb achei rápida, e o acesso e sincronização com minha conta Google foi muito útil, a navegação tb é boa, e a tela grande ajuda muito, embora navegar por internet em celular ainda esteja mto longe de ser pratico como num netbook por exemplo, o acesso ao youtube por exemplo, mto confuso, tenta acessar sua conta do youtube q vc vai entender.
- As opções de personalização da tela principal, incluindo atalhos, ícones, grandes conjuntos, etc, são muito grandes e ajudam mto a deixar o celular com a sua cara, de maneira a ficar bem pratico o acesso a td q vc quer, só ter paciencia pra personalizar.
- Qto ao player de música, assim como visualização e edição de fotos e vídeos, eu gostei, mas não é nada fantastico, apenas satisfatorio, de novo é preciso entender q esta mto longe de substituir programas semelhantes de um computador ou notebook, msm os mais comuns e simples.
Não se trata de expectativas mto grandes, mas sim q esperava q no mínimo ele fosse MELHOR do q meus outros celulares já ultrapassados em teoria, porém é frustrante ver um celular caro desses ainda assim ser inferior em coisas tão óbvias como um fone de ouvido decente. Eu até aceitaria todos esses reveses se não fosse seus 2 grandes defeitos, O SOM e a Filmagem TOSCA.
Penso agora q deveria ter comprado um Xperia Arc S, embora um pouco inferior em processador q não é dual core, e filmagem q é em 720, entre outras coisas, ele é basicamente igual no resto, incluindo a versão de Android e a tela, porém custa 400,00 reais a menos!!! sendo q tem entrada de HDMI, fone de ouvido decente, SOM DECENTE, entre outras coisas q esse não tem.
Agora pra quem não liga pra essas coisas, eu recomendo!!! = /
Tenho um desse mais ai conecto na wi-fi e não abre pagina nenhuma oque faço ?
Reza meu querido!