Ele é tradicionalíssimo no meio impresso. Quando decidiu abraçar as mídias digitais deu de cara com um obstáculo de peso: a Apple. Depois de muito negociar, o jornal Financial Times anuncia nessa quarta-feira que desistiu de vez da empresa da maçã e de seus dispositivos. Na verdade, quase isso: o FT está abrindo mão de sua presença na App Store, a loja de aplicativos tão venerada pelos fãs de Steve Jobs.
Até onde se sabe, o FT é o primeiro veículo de peso a abortar sua estratégia para o iOS. O motivo dessa decisão é óbvio para alguns, mas não custa explicitar aqui: a política de partilha de ganhos que a companhia de Steve Jobs, liderada atualmente por Tim Cook, mantém desde que foi criada. O responsável pelo aplicativo fica com 70% de qualquer valor negociado dentro da App Store, enquanto a Apple fica com os outros 30%. Para o FT a situação ficou inviável.

Financial Times no iOS: precisa de 50 MB para base de dados
Jornal de negócios bastante apreciado, o Financial Times possui uma legião de usuários nos mais diversos dispositivos. Seu público-alvo, formado especialmente por executivos, empresários e pessoas que “decidem” as coisas desse mundo, paga um preço mais elevado por informações consideradas premium. Dividir com a Apple parte dessa grana não costuma ser uma opção para veículos do tipo.
E como fica o Financial Times no iOS? O aplicativo já foi removido da App Store. Isso não quer dizer que ele será automaticamente desativado em todos os iDevices que fizeram o download. Mas a recomendação do Financial Times é que os usuários passem a acessar a versão mobile do FT, com direito a todos os recursos que o aplicativo para iOS oferecia.
A equipe de desenvolvimento do Financial Times também embarcou na nova onda de usar HTML5 para fazer web apps. O site mobile do jornal permite salvar notícias para leitura offline, o que por si só já reproduz o que normalmente esperaríamos de um aplicativo de verdade, instalado no smartphone.
O Financial Times não é a primeira empresa a se estranhar com a Apple devido às diretrizes da App Store. Em fevereiro a Apple proibiu que os apps levassem os usuários para sites externos a fim de vender funcionalidades extras (para não dividir a grana com a empresa). O Google Books foi, em julho, removido da App Store por um curto período de tempo até que removesse qualquer link para a sua loja online (e fora do iOS) de publicações. A Amazon passou pelo mesmo problema com o app para Kindle.
No entanto, é bom dizer que, de acordo com o FT, a decisão foi tomada depois de conversas “amigáveis” com a Apple. Sei, sei…
Quer testar a edição especial do FT para iOS? O link é esse aqui. Depois de colocar o atalho para o site na Home Screen ele abre em tela cheia — veja que inovação!







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Começou o declinio pós-Jobs (Troll-face)
O mercado está mudando. Com Android predominando o setor e com o lançamento do Windows Phone Mango, ou a Apple muda sua política ou essas notícias se tornarão cada vez mais frequentes.
Concordo plenamente!
Antes dos ataques, a porcentagem solicitada pelo Google é maior que a da Apple em suas respectivas stores.
Oi?
https://www.google.com/support/androidmarket/developer/bin/answer.py?&&answer=112622
Maior aonde amigão?
São os mesmos 30%
como diria minha mae, quem pode pode, quem nao pode se sacode.A FT pode.
Que eu saiba eh 30% tbm. http://www.google.com/support/androidmarket/developer/bin/answer.py?&&answer=112622
o problema da apple é tbm a chatice com o desenvolvimento dos apps,controle de conteudo, de sistema, etc..
O FT matou a pau com esse web app!!
É um sinal claro que a politica da apple soh agrada a macfags
@rafaelverolla,
Não creio que um dos (muitos) problemas da Apple seja o desenvolvimento de apps, pois é muito mais fácil desenvolver para iOS (3 hardwares) do que para Android (centenas de hardwares diferentes), aliás a grande vantagem de desenvolver para iOS é justamente essa. Algumas empresas de jogos investem mais na App Store porque com tantos dispositivos Androids diferentes, com configurações diversas, fica difícil proporcionar a mesma experiência em todos os dispositivos. Controle de conteúdo é o que faz com que seja muito mais difícil apanhar um malware na app Store que no Android Market.
Dito isso, há absurdos brutais na política da Apple:
1) Por que é permitido a um iPhone partilhar a net através de um hotspot pessoal e a um iPad não?
2) Por que não existe um aplicativo para envio de SMS para o iPad (pelo menos no 3G)?
3) Por que não é possível utilizar uma pen no conector USB do iPad para gerir arquivos normalmente, e não apenas transferir fotos e vídeos?
Por estas 3 razões fiz jailbreak no iPad. E continuarei a faze-lo até que a Apple disponibilize essas funções nativamente ou permita que as aplicações que fazem isso (MyWy, SMSwirly e iFile, respectivamente) sejam permitidas na App Store.
“Não é porque você pagou caro por uma coisa, que você terá o direito de usá-la como quiser.”
Apple sobre o seu comentário.