Às vezes acho que não deve haver um adjetivo melhor para a Sony do que “teimosa”. Estamos a apenas alguns meses do lançamento do PS Vita, e a gigante japonesa de entretenimento aparentemente decidiu espremer o idoso PSP até a última gotinha. Mesmo após o mercado em geral ter decidido que não liga tanto assim para o portátil.
No mês passado, a Sony apresentou na Gamescom um novo modelo de PSP, com um preço mais acessível e lançamento exclusivo no mercado europeu. Pra reduzir a etiqueta de preço, a fabricante removeu do console a placa wifi — uma função que o portátil tinha desde o primeiro modelo — e um dos altofalantes.
Como consequência, o novo PSP é um pouco mais barato, mas incapaz de jogatina multiplayer ou online e não serve como aparelho de navegação na internet (não que ele servisse muito pra isso antes, mas ao menos a opção estava presente).
Aliás, estou curioso: algum dono de PSP, a essa altura do campeonato, ainda utilizava o console como instrumento de acesso à internet? Sei que nem todos temos smartphones ou tablets, mas ainda assim usar o PSP pra acessar a web me parece extremamente retrógrado. Pra mim, é quase como acessar a internet num Palm Pilot.
As atualizações do sistema operacional serão feitas através dos UMDs de jogos mais recentes, que carregarão os updates; games adquiridos na PlayStation Store poderão ser transferidos para o portátil através do programa Media Go (que é uma espécie de iTunes para o PSP).
O som mono resultado da presença de um único altofalante também não é o ideal, mas o problema é facilmente contornável com um simples par de fones de ouvido.
Ironicamente, esse PSP com menos hardware é um pouquinho maior — ou talvez não tão ironicamente assim, já que miniaturização é um componente caro do processo de manufatura. Enquanto o PSP-3000 mede 169,4 × 18,6 × 71,4 milímetros, o novo modelo (cujo nome é PSP E1000; imagino que o E seja a inicial de “Europe”) tem como dimensões 172,4 × 21,6 × 73,4 milímetros. Não é exatamente um aumento absurdo, mas considerando que o PSP já forçava um pouco a definição de “portátil“, qualquer aumento importa.
O PSP-3000 custa 130 euros (R$ 302) atualmente; o PSP E1000 custará apenas 100 euros (R$ 232). Economizar trinta euros (o equivalente a quase R$70) pra perder wifi, a capacidade de jogar com amigos e o som estéreo não parece uma troca valiosa.
Outro mistério é a decisão de lançar o console apenas no território europeu. A meu ver, uma estratégia mais válida seria lançar o novo portátil nos chamados “mercados emergentes”, onde há um interesse cada vez maior por eletrônicos do gênero e o preço reduzido certamente atrairia consumidores. Compreendo não lançarem na América do Norte (aqui por essas bandas, após o fracasso do PSP Go e o iminente lançamento do PS Vita, a marca “PSP” já está saturada), mas acho estranho a Sony perder a oportunidade de injetar o console na América Latina, por exemplo.
Por outro lado, combina com a tradição da indústria de games de esquecer da turma do Hemifério Sul.
Mais estranho ainda é a mera existência do PSP E1000. Eu acreditava que o próprio nome do PS Vita era a prova da falta de fé que a Sony tem na marca PSP. O nome do novo console parece dizer nas entrelinhas “isso aqui não é apenas mais um PSP, é um conceito completamente novo”. Aí ela vai e retorna ao mesmo poço vazio de outrora, pra mais um relançamento antes da inevitável morte do console.
E dessa vez, com funções a menos.

PSP E1000
Não dá sequer pra profetizar “fracasso” do PSP E1000 porque, a meu ver, o conceito inteiro é fracassado desde a prancheta de desenho. Reduzir preço às vezes ajuda a alavancar um console moribundo (vide o 3DS, cujas vendas dispararam após aquele corte de 80 dólares), mas o console da Nintendo tem a vantagem de ser novidade. O PSP completa neste ano seu sétimo aniversário; no vernáculo popular, “já deu o que tinha que dar”.
Seria um pouco mais interessante ver um PSP de custo reduzido em locais como América Latina ou Índia. Afinal, aumento de base instalada costuma fazer maravilhas com a popularidade de uma plataforma entre desenvolvedores. Mas a essa altura do campeonato, um corte insignificante, a perda de funções importantes e um mercado tão limitado me fazem ter poucas esperanças pelo PSP E1000. Parece ainda mais sem fundamento que o PSP Go, que eu já achava ser o último fôlego do PSP antes do inevitável sucessor.
Vejo o PSP E1000 como uma tentativa insignificante de emplacar um console quase morto no que parece ser o último mercado onde ele ainda não foi completamente rejeitado, de acordo com pesquisas demográficas da Sony. Tal qual o PSP Go ou o Game Boy Micro, morrerão silenciosamente, e a única memória deles será “O que diabos eles estavam pensando? Qual era o propósito daquilo?”.
Essa Sony é teimosa mesmo.









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E os caras ganhando uma nota pra fazer isso. Como será que eles ainda não perceberam os mesmos erros que eles sempre cometem?
“Mesmo após o mercado em geral ter decidido que não liga tanto assim para o portátil”
“a marca “PSP” já está saturada”
quanta bobagem!
Para mim é apenas uma alternativa desesperada pra acabar com peças de estoque paradas ao relento… e como comentou, eu basicamente uso meu PSP para ir ao banheiro e ligar o wireless para responder facebook. Serve também para testar conexão wireless, já que não possuo um tablet para tal função.
Agora com lançamento do Vita se aproximando e a retrocompatibilidade confirmada para com os games criados exclusivamente para os primeiros modelos do PSP; o único ponto de adquirir um PSP e usá-lo de maneira politicamente correta seria para jogar apenas Kingdom Hearts: Birth by Sleep (que não há nem haverá disponibilidade na PlayStation Network). Não vejo ponto em comprar um portátil desses, melhor economizar uma grana e pegar o novo portátil que não será tão caro em relação ao anterior.
Pois é, poderiam ter lançado este modelo nos mercado da America do Sul, India, China e África.
Este vai ter também suporte a cartão de memória?
Se caso negativo, então nestes mercados que eu citei, seria um retumbante fracasso.
Tem sim, mas com o formato proprietário da Sony, o Memory Stick Duo, que é muito mais caro que um SD ou MicroSD.
Essa é a minha maior reclamação desde sempre em relação à Sony: formatos proprietários. Nem o Vita escapou, ele usará um modelo de MS exclusivo. E não é de hoje, mesmo as câmeras semi-profissionais pra cima da Sony só aceitam lentes da própria empresa, o que é uma m$#%@.
Nada que um adaptadorzinho não resolva…
Cara, digo pra vocês que o PSP foi a melhor coisa que adquiri durante a faculdade. Joguei muito.
E porque eles não lançam na América Latina (principalmente o Brasil)? Porque aqui tudo sai mais caro. Vai comprar um PSP na loja oficialmente… você cai pra trás com o preço. Porque a PSN demorou tanto pra chegar aqui oficialmente? Não tem mercado. A maioria das pessoas que eu conheço que tem PS3 e PSP foi “importado”.
Esse país é uma piada pra quem gosta de tecnologia.
Queria conhecer esses caboclos importantes sentados em cadeiras de $15.000 que tomam decisões tão…. #censurado!
Como eles chegaram lá? Tomando decisões assim?!
o problema de qqr corporação é que um Diretor protege o outro e suas estupidas idéias, onde eu trabalhava tbm era assim. chama adm por incompetência, um incompetente nunca contrata alguém bom, pra não perder a boquinha. era assim com a Motoenrola, mas não era assim na apple, veremos agora com o cook como CEO
Pois eu acho que até o Vita será um fracasso. Eles deveriam é lançar um portátil em que todos os jogos fossem comprados via wi-fi, ou por um portal no PC, como no Steam. E cada jogo não deveria custar mais que uns 50 reais. Daí a gente ia armazenar tudo num mini hd de uns 200 GB que viria no aparelho e todo mundo seria feliz. Mas a Sony já não é mais uma empresa inovadora.
ja tem, e se chama PSPGo + MediaGo.
Acesso a internet do PSP quando estou na faculdade sim. Não tenho um smartphone e é muito mais simples que tirar toda a tranqueira do laptop da mala. Pra acessar o facebook e ler as noticias rapidinho serve bem
O meu PSP foi o melhor que tive e ainda tenho até hoje. Muita gente tem e achei essa reportagem metade boa e metade um lixo. No Brasil ainda há mercado pra todo tipo de console.
Pois pra mim ele vai ser perfeito, tenho um afilhado de 6 anos que vai ganhar o E-1000 enquanto fico no VITA, pra ele vai valer a pena com toda certeza.
O Vita parece um bom produto, mas por ser Sony não comprarei, principalmente no Brasil já deram inúmeras demonstrações que estão pouco ligando para os consumidores, do preço a assistência é uma total falta de respeito.
Sony? tô fora.
Media GO não é um itunes pro PSP é um sincronizador genérico da sony, ou seja. É tipo um itune pra Sony e não pro PSP XD
Mas eu tb to fora da Sony.
Só pra constar, duvido que o E seja a inicial de “Europe”, mas sim para “Economic”… Faz muito mais sentido
O Xperia Play já não é suficiente? Caramba, façam tudo num coisa só e com todas funções possíveis porque ninguém deixa de comprar um produto por 10% de desconto, pra isso tem as ‘promoções relâmpagos’ que duram meses.
Teimosia não, burrice isso sim.
os dois…
Rapaz se o PSP não é tão portátil assim o que seria o trambolho da Apple?
Eles vão acabar se dando muito mal, pior do que na falha da PSN.