Os leitores do TB já devem ter percebido que ultimamente o nosso lindo e maravilhoso planeta tem recebido na sua superfície uma quantidade maior de lixo espacial do que está acostumada. Satélites como o UARS e o ROSAT lançados em décadas passadas perdem força e vão caindo na Terra, com um pouco de sorte sem acertar ninguém. E para diminuir a quantidade deles, cientistas querem atirar nos satélites com lasers para forçá-los a cair mais rápido. Soa perigoso, mas não é tanto assim.

Esse laser, refletido na Lua, é inofensivo.
O grupo, composto basicamente de 13 cientistas do setor privado e do governo americano, publicou um artigo na semana passada intitulado “Removendo detritos orbitais com lasers” que propõe o uso de lasers para a limpeza da órbita espacial da Terra. O motivo para isso é bem nobre: como existem dezenas de satélites desativados, foguetes de ônibus espaciais usados e outros itens perigosos rondando a Terra, seria mais fácil tirá-las de lá de uma maneira controlada ao invés de esperar que eles caiam e corram o risco de atingir alguém.
A maneira de fazer isso também é simples, também proposto pelo grupo no artigo. Eles querem usar pulsos de laser para diminuir a velocidade desse lixo, caindo para a Terra de maneira mais controlada e precisa. Mas eles encontram um problema: um laser do tamanho proposto poderia também ser usado como arma, o que poderia causar problemas políticos dos EUA com os demais países. A solução deles para esse problema seria uma cooperação internacional, mas nem sempre ela funciona como deveria.
Enquanto a política é debatida, ficamos aqui a mercê do lixo espacial caindo vez ou outra. O ROSAT, falando nisso, caiu na Terra ontem, felizmente sem atingir uma área populada.
Com informações: BoingBoing. Imagem sob licença CC do usuário woodleywonderworks no Flickr.








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Ou pode ser um jeito de defender os céus da Skynet…
Desde que a Skynet também não o controle. Difícil.
Ainda temos uma esperança de defender a humanidade.
Tinha um desses na estação espacial da Liga da Justiça e o governo americano ficou irritado mesmo
Né???
Esses cientistas não aprendem nada com os quadrinhos… ¬¬
É só não espalhar na mídia. como foi feito em Gundam 00 para destruir alguns países árabes.
Pelo menos desa vez vai dar tempo de desenvolver um app para iPhone que proteja seus donos. Afinal irá ser um laser e não uma arma de controle gravitacional do Gary’s Mod.
Só para corrigir um pouco o artigo, foguetes de ônibus espaciais usados não ficam em órbita. Eles levavam as naves até 45.000 metros de altura, e caiam de paraquedas. Depois disso, elas continuavam com os próprios propulsores. O tanque de combustível auxiliar ainda acompanhava a nave um pouco acima dos 100 km de altura, se desprendia e caia, desintegrando-se na atmosfera. Este vídeo bacana mostra o processo: http://www.nasa.gov/multimedia/videogallery/index.html?media_id=68551231
Quanto à construir um laser com capacidade destrutiva, isso nunca foi empecilho para os EUA ou a OTAN. A “cooperação internacional” serão os aliados de sempre, que não negarão apoio para desenvolver tecnologia para uma causa tão nobre…
Nunca foi empecilho?
Não é o que a gente vê por ai…
Lembra muito o raio feito em 007 – Die Another Day, só que ao invés de um raio no espaço para destruir coisas na terra, é um raio na terra pra destruir coisas no espaço.
É, e vamos a mais um daqueles: “criamos para proteger a terra, mas até que é pensável usá-lo para “intimidar” outras nações”.
tudo que sobe, tem que descer…
Um novo nível para armas de destruição em massa.
Só ficarei feliz quando conseguirem fazer um Lightsaber!
Estrela da morte Fellings!
aqui:
“com um pouco de sorte sem acertar ninguém”
o correto seria:
“com um pouco de sorte sem acertar alguém”
quer dizer, dependendo do sentido que você queria dar…