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Início » Web e Redes Sociais » Google flagrado usurpando banco de dados alheio na África

Quando publicamos a história do levante jurídico do grupo BuscaPé contra o Google Brasil  nos tribunais houve uma repercussão bastante interessante sobre a origem da contenda da empresa e seus possíveis impactos.

Eu mesmo me enfileirei junto aos que entendiam que o BuscaPé poderia estar reclamando demais. Por outro lado, sempre argumentei que a estratégia do BuscaPé se baseia nos algorítimos de busca e indexação do Google, o que fatalmente em algum momento a tornaria refém de qualquer mudança não muito bem-vinda.

Bem, digamos que agora eu tenha um pouco mais de razões para entender o que exatamente pode provocar a tal indigestão no Buscapé. O Google está sendo acusado por uma empresa do Quênia, na África, de práticas anticompetitivas da pior espécie.

Em um post especialmente detalhado que foi publicado hoje em seu blog, a startup Mocality, que fornece um diretório de páginas amarelas, escancara os pormenores de uma auditoria que parece revelar práticas nem um pouco éticas para tomada no recorte de diferentes mercados. O alvo de suas denúncias: o gigante das buscas.

Para entender a denúncia, é preciso observar que, como não existem páginas amarelas ou outros grandes diretórios no Quênia, a startup Mocality se organizou como projeto para preencher esta lacuna. Com os últimos anos, ela conseguiu agregar um banco de dados de mais de 400 mil empresas em território queniano, baseando-se principalmente no crowdsourcing e no pagamento oferecido para que os cidadãos validem os dados presentes no diretório.


Mocality, startup Queniana

Segundo o post, a Mocality começou a perceber uma mudança drástica em alguns dos fluxos de SEO em seu projeto e, desconfiada, decidiu dar uma de Sherlock Holmes e empreender uma auditoria na imensa quantidade de chamadas em seu website e bases de dados online.

Em uma medida extremamente inteligente, e reconhecendo que o scrapping (varredura) das chamadas em seus bancos de dados não estava sendo feito por nenhuma programação, mas obviamente por uma equipe de pessoas, a Mocality decidiu direcionar 10% dos visitantes com alguns IPs específicos para um tipo “diferente” de conteúdo.

Em vez das páginas originais que ofereciam os dados para contato com comerciantes e empresas locais, a Mocality decidiu dar seu próprio número de telefone e esperar para ver o que acontecia. Agora, pergunte-me a quem pertenciam os tais IPs e quem fez inúmeras ligações aos telefones oferecidos? Sim, equipes de trabalho do Google em Nairóbi e até na Índia. Mas calma, fica pior ainda.

A descrição detalhada da investigação pode ser vista no  post publicado pela Mocality. O pessoal do Google telefonava para as empresas listadas no diretório da Mocality e oferecia que viessem participar do diretório do Google, o concorrente entrando naquele mercado. Nas chamadas a pessoa do outro lado se dizia funcionário do Google, afirmava que a Mocality está entre seus parceiros locais e que estariam oferecendo sites gratuitos e outros privilégios para as tais empresas assediadas.

A estratégia era composta por alegações falsas, incentivos e até dizer que a Mocality (que não cobra nada das empresas locais para aparecerem em seu site) planejava iniciar cobranças de seus afiliados.

O resultado deste encontro inusitado com o Google foi o seguinte: utilizando suas próprias ferramentas em benefício próprio, o Google acabou “pinçando” de graça essa base de dados que foi construída e paga por meio de crowdsourcing ao longo dos anos pela Mocality. Na cara de pau.

No post, Stefan Magdalinski (da Mocality) diz que “não esperava uma tentativa empreitada por humanos (não robots) de, por meses a fio, sistemática e fraudulentamente (alegando falsamente estar colaborando conosco) procurar minar o nosso negócio, perpetrando chamadas de seus call-centers em dois diferentes continentes”.

Mas há uma explicação — julgue por você mesmo o que acha dela.

O Google se diz chocado ao tomar conhecimento do assunto, comprometeu-se a apurar o caso e acabou desculpando-se publicamente com a Mocality. Okay. Mas a base utilizada e tudo o que foi feito? Por ora, só as desculpas mesmo. Abaixo a resposta do Google por meio da declaração pública de Nelson Mattos, VP de Produto e Engenharia para Europa e Mercados Emergentes:

“Ficamos atormentados ao descobrirmos que um time de pessoas trabalhando em um projeto do Google fez uso impróprio de dados da Mocality e representou de maneira incorreta nossa relação com a Mocality encorajando seus clientes a criarem novos websites. Já nos desculpamos publicamente com a Mocality. Ainda estamos investigando como isso ocorreu e tão logo tenhamos todos os fatos, tomaremos medidas cabíveis com os envolvidos.”

E então, como duvidar do argumento do BuscaPé agora, hein?

Tsk tsk tsk. Bad Google!

Com informações: Boing Boing e TechCrunch. Atualizado às 20h00.

89 Comentários (Deixe o seu!)

  • E agora José?

  • Google não presta, besta quem não vê isso, até já admitiram que vasculham os emails para oferecer propaganda.

    • Um dos comentários mais inteligentes que eu já vi nesse blog!

      • osteictes

        não. serio. voces estão me confundino. eu achei essa opniao imbecil. e achei seu comentário sobre essa opnião sarcasmos. mas ela tem 10 likes. eu entendi tudo errado? ou todo mundo tá sendo sarcástico?

        • Sim, é sarcasmo.

    • Ryo

      A sua opinião e nada, são a mesma coisa.

    • Victor

      Eles admitiram e colocaram nos termos de uso.

      Pode achar isto imoral, mas a google não é nem um pouco diferente da M$, ñintendo, CrApple, etc, etc, etc; vivemos numa sociedade capitalista(que eu acho o menos pior dos modelos) e é natural tais atitudes em nome de intere$$e$.

    • rafaeltr
      102c

      Gmail Man – by Microsoft

    • Fernando Pereira

      Isso tá nos termos de uso do Gmail desde que ele foi lançado. Ou você pensava que o Gmail é gratuito porque o Google gosta de fazer trabalho de caridade?

  • E tem gente que diz que só tem santo no Google…
    Eu pessoalmente ainda quero saber o porquê da insistencia do Google em querer meu telefone celular ¬¬

    • Pois é, nada se faz naquela empresa sem preencher o tal do numero do celular!! Eu tenho uma teoria de que o Google só tem um produto digno de respeito, o Google Chrome. O resto pode ir pra lixeira que não vai fazer falta!

      • E a busca? Ou você ainda usa “Cadê” ?

    • raul

      A mesma do facebook.

      • não. O google tem excelentes produtos. Não podemos dizer o mesmo do facebug. Eu também não acho que o google seja santo. Ele vasculha não só os emails e seus anexos, mas também as conversas no gtalk e até mesmo os voicechats e vídeochats do gtalk e hangout.

  • fabiano ☺
    189c

    O Tecnoblog resolveu atacar o Google nos últimos dias, tah louco. Cuidado para não serem banidos dos resultados da busca e publicidade.. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • O TB é um dos poucos blogs que eu conheço que não hipnotiza as pessoas, ele só retrata a verdade seja ela a favor ou contra QUALQUER empresa ;)

    • raul

      O que sera que estao ganhando? Eu tambem quero.

  • Claudio H.
    541c

    O texto deu tanta volta e deixou tudo tão implicito que eu juro que ainda não entendi realmente o que que a Google fez.

    200 linhas de texto e não entendi porre nenhum.

    Apenas um desabafo de uma mente cansada no fim do último dia de uma semana estressante.

    • Bruno Conti

      Concordo… realmente não entendi muita coisa não..

    • Pode me xingar, mas não a minha mãe

      É amigo, vai descansar. Afinal, o texto não tá tão difícil assim.

    • augustoyoh

      Tá mto ruim este texto mesmo.

      A Mocality é uma empresa do Quenia que oferece um serviço X para empresas. O Google lançou um serviço similar, o Getting Kenyan Businesses Online.

      No final de 2011, a Mocality começou a receber ligações de alguns clientes confusos, perguntando sobre criação de websites, entre outras coisas – o problema é que a Mocality não oferece criação de websites.

      As páginas dos clientes da Mocality possuem o número de telefone dessas empresas.

      Assim, eles começaram a investigar seus logs de acessos, e descubraram que um determinado IP havia acessado a página de TODOS os clientes que haviam ligado confusos. Dessa forma, eles mudaram o código do site para a cada 10% dos acessos desse IP misterioso, um telefone diferente fosse exibido que não o dos clientes – no caso, o telefone exibido era do Call Center da Mocality.

      O que aconteceu foi que eles começaram a receber ligações do Getting Kenyan Businesses Online, onde os funcionários se apresentavam como colaboradores do Google e diziam que a Mocality agora trabalha para ou com eles, e ofereciam os serviços do Getting Kenyan Businesses Online, incluindo criação de websites.

      Além disso, algumas vezes eles chegaram a afirmar que a Mocality pretendia cobrar pelo serviço no futuro e que eles estavam ligando para oferecer um serviço que seria grátis para sempre, sendo que a Mocality nunca cobrou e nem pretende cobrar (segundo eles afirmam).

      Depois, isto parou, mas em janeiro começou novamente com um IP diferente. Dessa vez, o IP era da Índia. Pessoas do Google Índia estavam fazendo isto, ligando para os clientes da Mocality e mentindo.

      Basicamente, o pior que se pode fazer no mercado.

      • rafaeltr
        102c

        @augustoyoh Valeu!

      • Rodrigo Fante
        151c

        Tecnoblog for dummies

    • Pois é. Explicitou as piadas, mas implicitou a notícia. O que aconteceu é que o Google tava oferecendo que as empresas fossem listadas no Google e não num sitezinho do Quênia?

    • eu pensei que eu é que estava com a cabeça ruim, mas pelo visto não foi só eu que não entendeu bem. Também achei o texto confuso, não entendi bem qual o problema.

    • Também achei o texto bem confuso.
      De qualquer só de ler a manchete já veio um “eu sempre soube” na minha cabeça.

    • Gabriel

      O problema não é o texto em si, é a ordem como algumas coisas foram colocadas. Se trocarem alguns parágrafos de lugar, e se considerar o final de alguns parágrafos como começo de outros, dá pra entender melhor. As “piadinhas” nem atrapalhariam tanto.

    • Caio
      1c

      fiquei com algumas duvidas tb

    • Sugestões? Dúvidas?

      • @leozacche
        412c

        Eu ACHO que entendi tudo. Talvez o que o bagunçou o pessoal (além de ser Friday, 13th) é informação demais. Sim, em itálico mesmo, porque na verdade, eu acho que se tirasse algo ia deixar alguma ponta aberta.

        Mas o fato é que o texto:
        - Lembrou do caso Buscapé x Google
        - Contou a sua opinião sobre o caso
        - Fez um gancho imenso (de novo) do caso Buscapé com o caso Mocality
        - Contou o novo caso (Mocality)
        - Contou os detalhes maquiavélicos da ações nefastas que o Google empreendeu
        - Contou detalhadamente COMO essas informações foram conseguidas
        - Contou (e ilustrou) quem publicou as informações
        - Costurou de volta o caso Mocality no caso Buscapé para fundamentar bem o seu duvidar do Google, no fechamento.

        Para mim não foi excesso, mas talvez o pessoal se contentaria se vc deixasse de lado a alusão ao outro caso (e consequentes ganchos, costuras e opiniões). Isso ficaria a cargo das opiniões da galera.

      • GustavoUNQ
        1256c

        (…) a startup Mocality (…) escancara os pormenores de uma auditoria que parece revelar práticas nem um pouco éticas para tomada no recorte de diferentes mercados

        crowdsourcing

        SEO

        What the hell is that??

        Acho que é extremamente necessário informar o significado de termos técnicos.

        O texto é completo e informa muito bem, mas acho que poderia ter sido mais simples/objetivo em algumas partes.

        • Para entender o que é crowdsourcing recomendo ler esse artigo especial publicado pelo Rafael Zatti, especialista no assunto, no TB.

          SEO é sigla para Search Engine Optimization. São técnicas para as páginas aparecerem mais bem posicionadas no Google.

          É importante dizer que a internet está aí para esse tipo de consulta. Às vezes tem leitor que não conhece um ou outro termo, mas eu acredito que a maioria saiba o significa desses dois.

          • GustavoUNQ
            1256c

            Não perguntei por preguiça pra que vocês pesquisassem pra mim, hehehe (mesmo assim muito obrigado), só achei que eram termos pouco conhecidos.

            Eu realmente não lembro de já ter ouvido falar nos dois termos. Acho que é algo simples colocar o significado e faz o artigo atingir um número maior de pessoas.

            Mas isso é tudo opinião minha, posso estar errado.

            • Claudio H.
              541c

              SEO é muito conhecida se você trabalha com web, crowdsourcing é uma novidade no Brasil, mas mesmo assim, para quem se interessa pela novidades em termos de internet é uma palavra que já deve ter sido lida em algum lugar.

              Quando eu vejo uma palavra ou termo que não conheço eu não tenho problema nenhum em pesquisar do que se trata, mas quem sabe linkar essas palavras para a wikipédia não seria uma má idéia.

            • GustavoUNQ
              1256c

              Não perguntei por preguiça pra que vocês pesquisassem pra mim, hehehe (mesmo assim muito obrigado), só achei que eram termos pouco conhecidos.

              Eu realmente não lembro de já ter ouvido falar nos dois termos. Acho que é algo simples colocar o significado e faz o artigo atingir um número maior de pessoas.

              Mas isso é tudo opinião minha, posso estar errado.

        • Rodrigo Fante
          151c

          Meu amigo, isso é um termo comum em TI, você pode até não dominar a fundo essas técnicas, mas em um blog de TI imagina-se que você pelo menos saiba o que é, caso contrário deveria continuar lendo UOL e Info.

          • GustavoUNQ
            1256c

            Eu sou desenvolvedor (não-web), mas não sou nerd. Estes termos não tem ligação com a minha área, não tenho obrigação de conhecê-los.

            • Rodrigo Fante
              151c

              Você não tem obrigação de conhecer nem os termos da sua área específica, ninguém disse isso, mas é algo comum na maioria dos que atuam na área.

    • Theus
      273c

      E porque não poderia ser listada nos dois? Entendi nada. Seriam listadas no Google Maps? Mas o Maps não usa banco de dados de listas telefônicas? :s

      • GustavoUNQ
        1256c

        Exemplificando pra facilitar o entendimento:

        Se vc é dono de uma empresa de refrigerantes local e só tem sua empresa que fabrica e vende refrigerantes em sua cidade, e do nada chega a coca-cola e anuncia o inicio da distribuição e venda de seus famosos produtos na cidade, você acha que o publico continuará comprando o seu refrigerante, mesmo que seja de ótima qualidade?

        • Theus
          273c

          Não comprarão. Só que isso é bom, não? Não para a empresa de refrigerantes. Por exemplo, eu acho bom o Google chegar em todos lugares. Não me preocupo com não-sei-o-que local.
          Caso diferente do Buscapé, que é outro segmento e era prejudicado nas buscas. Prejudicado em parte, que eu não acho nada demais o Google dá prioridade aos seus serviços.

          • @Cobalto
            480c

            A diferença é que nesse caso é como se a coca-cola ligasse para sua loja que vende o outro e dissesse que esse outro refrigerante iria ficar mais caro e que eles mesmo (a outra fabrica) recomendava que você passasse a cobrar coca-cola de agora em diante.

            • Theus
              273c

              Os métodos é outra história.

            • @Cobalto
              480c

              *comprar

            • Theus
              273c

              *são

  • James

    Picuinhas, picuinhas, picuinhas

  • Daniel

    Tem um texto explicando o don’t be evil do Google, se eu achar eu posto aqui.
    mas basicamente ele esclarece que esse lema só vale pro usuário final, por isso ele funciona.
    com a concorrência não tem nada disso.

  • Barbosa Regis
    11c

    Evil Google. :D Essa de vasculhar os emails eu não sabia, mas era de se imaginar!

  • Pedro

    Bad Google, mas peraí, será só o google que é mal??

    Tsk tsk.

    • GustavoUNQ
      1256c

      o google que é mal”

      onde no texto está essa afirmação?

  • Barbosa Regis
    11c

    Esqueci de parabenizar o autor. Belíssimo artigo! Obrigado por compartilhar as informações.

    • Obrigado Regis.

  • Turdin
    3346c

    Be evil.

  • @leozacche
    412c

    Agora são dois David’s. Se aparecerem mais, Golias poderá ser chamado de Gulliver. Alias, os três gigantes começam com “G”. Aliás, “gigante” também.

    • David eh o que? Ou ele tem alguma coisa? (David is\David has)

      Olha o uso do apostrofo ae!

      (Maldito teclado europeu, nao consigo achar nem os pontos!)

  • Ryo

    De fato o texto está meio confuso, algumas partes parecem português de tradução feita no tradutor do Bad Google tsk tsk.

    Deixa eu ver se entendi: A maquiavélica Google está usando o banco de dados da Mocality para conseguir novas empresas em seu diretório, usando o nome da Mocality indevidamente para convencer essas empresas a participarem do negócio.

    É isso mesmo? Me esforcei pra entender.

    • É exatamente isso que você entendeu.

  • Kaká

    Que feio google!!

  • AJ

    lembre-se Google: DON’T BE EVIL!

  • Só pra constar já que vocês usaram no twitter, o Google explicou e consta no site deles, que o famoso mantra “Don’t be evil” tem o sentido de não ser mau PARA OS USUÁRIOS.

    Ou seja, eles nunca vão vender posicionamento na busca, abrir pop-ups, exibir anúncios sem relevância ou usar truques para receber clicks involuntários. Simples assim.

    O que ela faz como empresa, para a concorrência, não se enquadra no “Don’t be evil”, pelo contrário, veja que para este caso da Mocality, o que ela fez foi justamente para favorecer o usuário com melhores informações, mesmo que por meios… questionáveis.

  • Meninos, vocês estão precisando descansar a mente dessa longa sexta de trabalho, pois não vi qualquer dificuldade de entender o texto.

    Bad Google!

    • Já ouvi dizer que mulheres entendem entrelinhas com muito mais facilidade… Seria esse o caso?

      • Daniel Dias
        57c

        eu também entendi facilmente e sou homem, analise fail =D

  • A estratégia era composta por alegações falsas, incentivos e até dizer que a Mocality (que não cobra nada das empresas locais para aparecerem em seu site) planejava iniciar cobranças de seus afiliados.

    “Shame on you, Google…”

  • E o povo do Google não percebeu que vários telefones que deveriam ser de empresas distintas eram o mesmo número? Ou será que o Mocality possui dezenas de números para atribuir ao acaso (callcenter?)

  • Poxa, o texto está ótimo. Cada caso é um caso né, comparar o caso do Buscapé com este caso chega a ser tão “inocente” que eu desconfio de más intenções. São dois cenários diferentes, duas atitudes diferentes.

  • Yangm
    1c

    Don’t be evil.

  • JoseRenan
    1572c

    Poxa não vi nada de complicado no texto, só não sei da parte do BuscaPé, já que ainda não li o artigo.
    Isso realmente é vergonhoso Google! É melhor ficar esperto com o Google! ;)

  • Admitam, não adianta um slogan ou só os chefes a seguirem-a. Pensem na Google como um governo e vão ter a seguinte certeza: sempre vai dar errado porque sempre um vai achar que o resto não ficará sabendo, esse um leva outro e assim um grupinho vai lutar contra o BuscaPé ou outro site qualquer.

  • esan_br

    “Vai arder no fogo do inferno”, diriam os… sei lá quem diria :).

  • Gente, peralá…

    Os anos 80 e 90 acabaram, ninguém mais está no mundo da informática por idealismo. Atualmente o que importa é grana e que se dane conceitos, ideologia, enfim, o lance é faturar. E de uns anos para cá nota-se claramente que as ‘cabeça pensantes’ do universo TI absorveram os conceitos mais sórdidos do ‘business world’ tradicional, a partir do qual esse tipo de atitude do Google não surpreende, pois usar destes artifícios é corriqueiro em outros ramos.

  • Fernando

    O Google é excelente para os usuários comuns, com a política “tudo grátis” cria uma falsa ilusão, tente utilizar esses serviços “gratuitos” de maneira profissional e será bloqueado rapidamente.

    Um exemplo clássico de um serviço “gratuito” é o Gmail que só autoriza o envio de apenas 500 e-mails por dia. Não estou dizendo que não é certo cobrar por isso, mas nem existe uma maneira de pagar por esses serviços. Um caso recente é a API do Google Maps que está ameaçada de tornar-se completamente paga, cortando milhares de sites que a utilizam gratuitamente.

    Quem trabalha com sites e blogs sabem bem do suporte pífio no Google Adwords e Adsense, você se torna refém de suas políticas é banido a qualquer momento, sem poder argumentar.

    Existem milhares de pessoas que foram banidas do Google, suas contas simplesmente são deletadas. E aí, vai reclamar pra quem?

    E o Google Panda? O efeito colateral dele prejudicou muitas pessoas que estavam trabalhando corretamente .

    O Google dominou e nos próximos anos vejo que as coisas podem ficar bem piores para empresas e usuários o caso da Mocality é um grande exemplo.

  • Fernando

    Pra quem não entendeu muito bem a história assista: http://www.youtube.com/watch?v=6hnRfXKmhAU

    Ps: Concordo que a relação com o caso do Buscapé é contraditória.

  • Paulo Zanatta
    40c

    Putz, apelaram.

    @San Picciarelli

    Continua contando essa história pra gente. Pelo visto os funcionários do Google que fizeram isso não vão sair rindo dessa.

    • Pelo que disse o Nelson Mattos (VP de Produto e Engenharia para Europa e Mercados Emergentes), quem fez… vai pagar. Gosto de acreditar que tudo correrá assim, afinal, a ética ainda vale alguma coisa mesmo nos dias de hoje. Esse é o meu anseio e acredito que o de todo mundo ( minimamente decente).

      Entretanto (e isso é MUITO apenas uma opinião minha, beem pessoal), há um demônio descrente na minha cabeça que me diz o seguinte.

      Pergunto-me: se a Google não tivesse sido pega e tivesse de fato descoberto o que os funcionários estavam a fazer, se pronunciariam dizendo “Olha, achamos alguém usurpando o banco de dados alheio dentro da nossa equipe e os estamos punindo” publicamente, do nada? Eu tenho minhas dúvidas. Ainda estamos a falar de uma das empresas que mais tem acesso a QUALQUER banco de dados mundo afora, certo?

      Ou seja, que tipo de fato ou argumento provaria que não é um trabalho interno mesmo, mandado? Afinal de contas, tenho extrema dificuldade em acreditar que uma ação dessas (que levou meses e envolveu dois escritórios, um em Nairobi e outro na Índia) pudesse ter sido empreendida por tanto tempo, na surdina de funcionários “desgarrados” e sem que ninguém visse. Faz sentido?

      O enlace com a história do BuscaPé, ao meu ver, também tem certos contornos de semelhança nesse sentido. Que tipo de resistência a Mocality ou qualquer outra empresa enfrenta quando tem de disputar com o Google seu próprio mercado, já dependendo dele para poder fazer seu nicho e operação prosperarem? Não deve ser nada fácil digerir o fato de que, em algum momento, você deve começar a competir com o prestador de serviços do seu backbone.

      Se o Google fosse para cima com produtos de foco mesmo, eu diria “Amigo, pare de chorar e caia dentro. Aceite a concorrência e seja melhor”. Todavia, o Google tem essa “mania” de criar produtos dentro dos nichos de gente que ele próprio atende com a sua infra-estrutura e, assim, vira concorrente obeso. Basta ver a quantidade de projetos que o Google abre e fecha o tempo todo.

      Também estamos falando de uma empresa incrivelmente capaz e criativa, que não ocupa sua posição por acaso e cujos méritos provavelmente vão MUITO além das picuinhas e do mimimi. Mas, como dizia minha avó “poder é benção, também maldição”.

      De novo, pessoalmente, acho que o argumento, as desculpas e a explicação no caso da Mocality são tão úteis quanto um perneta num campeonato de chutar traseiros…

      Há de se reparar o erro, além das desculpas.
      Ao meu ver.

  • A Google sempre agiu assim. Vai dizer que você nunca desconfiou ao acessar um determinado site e ver em destaque o anuncio de um produto que você está querendo comprar? Ou que ao enviar um email com um determinado assunto logo começam a aparecer spans relacionados? A google é a empresa mais anti-ética do mundo.

  • Marcelo
    148c

    Microsoft já acusou o Chrome de vigiar os Usuarios, não diria que é um produto muito respeitável.

    • Rafael
      1977c

      Por isso você usa…

  • Fernando Pereira

    “Segundo o post, a Mocality começou a perceber uma mudança drástica em alguns dos fluxos de SEO em seu projeto e [...]”

    O que significa isso? “Mudança drástica em alguns dos fluxos de SEO”?? Hã?

    • Ryo

      Mudança na otimização nos mecanismos de busca do site.

  • alberto

    Isto seria EVIL até mesmo para os padrões da Oi.

  • cade aquele papo de don’t be evil??

  • HUAhsuaHSUahsau
    Cara, a maioria dos leitores do TB só sabe reclamar.
    Não tem um dia que não tem gente insatisfeita nos comentários.
    Se não é porque não entendeu a matéria, é porque o TB está favorecendo alguma empresa, ou porque fizeram piadas e não apresentaram o assunto como seria feito no jornal nacional, ou ainda porque usou tal termo em vez de outro…

    Eta povo chato, hein? :P

  • Marcelo
    148c

    @Rafael, uso pelo fato de que no momento o Chrome é a melhor opção, diferente do IE9 que me vive travando.

  • isaias

    Que merda, roubo de dados. kk

  • Fer
    537c

    Incrível como a Google sempre faz essas coisas, e quando vaza, pede desculpas, bota a culpa nos funcionários e diz que não tinha conhecimento sobre isso!

  • kkkkkkkk, entrei aqui para ver aquela fotinha do Larry Page e Sergey Brin no estilo “Dr. Evil” !

  • Diones Reis

    Me fez lembrar um episódio recente dos Simpsons, onde a Lisa já adulta, diz :
    “Google, apesar de você dominar metade da humanidade, você é mais ferrada das ferramenta de buscas.”

  • Eu vejo de forma diferente em relação ao caso do Buscapé. O Buscapé necessita ser indexado pelo o Google, logo o Google pode indexar e utilizar em seus outros serviços, inclusive o Google Shopping. Agora, no caso dessa empresa, a Google poderia compra-la, era o minimo. rs rs

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