Um mito a menos para o Windows 8. Nessa semana a Microsoft confirma a chegada de um novo sistema de arquivos para o futuro sistema operacional, cuja data de lançamento até agora não foi confirmada. O ReFS (Resilient File System) tira proveito do que o NTFS, tão comum hoje em dia, tem de melhor, ainda acrescendo novos recursos que farão a alegria de quem usa o sistema em servidores.
Por que servidores? Nesse primeiro momento o ReFS estará disponível somente no Windows Server 8. Nada para nós, meros mortais, que provavelmente usaremos o Windows 8 (com outro nome, imagino) em nossas máquinas de trabalho ou computadores pessoais — alguns leitores não vão usar, mas você entendeu.

Estrutura de arquivos no ReFS
Entre os atributos do ReFS está a capacidade de recuperar arquivos corrompidos com mais facilidade. O sistema também apresenta alguns bons números: cada diretório poderá ter até 2^64 arquivos; e cada volume vai comportar o máximo de 2^64 diretórios. O caminho máximo será de 32K e o tamanho máximo de cada nome de arquivo será também de 32K em caracteres seguindo o padrão unicode.
Não sou especialista em armazenamento de dados, muito menos em discos rígidos. Para os interessados em se aprofundar no assunto recomendo dar uma lida no extenso artigo escrito por Surendra Verma, da equipe de armazenamento e sistema de arquivos do Windows (em inglês). Ali dá para entender melhor cada aspecto do ReFS, além de ter explicações para algumas das decisões tomadas pela Microsoft.
Para os usuários finais há dois pontos importantes. Primeiro, o ReFS não vai funcionar como disco de boot do sistema. Segundo a MSFT ele foi feito especificamente para armazenar arquivos, não para servir de maneira funcional e prática ao sistema operacional. Segundo, também não vai funcionar em mídias removíveis — como pendrives.
O ReFS chega primeiro ao Windows Server 8. Na sequência, em outra geração do Windows, podemos imaginar que o sistema de arquivos apareça também na versão mais usual do sistema operacional.








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Tomei um baita susto! Windows com ReiserFS??? Hahaha!
Nuss devia ter sido assustador mesmo..
hahahaa Também tomei o mesmo susto!!!!! Vamos esperar pra ver isso ae!
E o desempenho? Alguém já viu algum benchmark?
Seria legal comparar o tempo de acesso do NTFS e o ReFS com o UFS(Unix file system usado no BSD) e o EXT3(sistema de arquivos do Linux)….
EXT4.
brtfs
*btrfs
LOLWTFBBQ
Me pareceu, teoricamente, menos performático do que o esperado.
Desculpa, mas onde você viu no post original sobre performance?
Não se precisa ver em um post, é algo de fácil dedução, afinal, é uma evolução, obviamente se espera melhor performance!
Pois é, mas ele disse “menos performático” do que o esperado… Como não manjo, tb queria saber de onde ele pode inferir a informação…
Qual parte da “teoria” diz isso? E o que era esperado? Ficou muito vago seu comentário =/
NTFS é uma coisa ultrapassada, infelizmente é FATO
Sim, a M$ até tem alguns softwares bons, mas empaca em ficar colocando mais funcionalidades em coisas que deveriam ser reescritas do zero. Resultado : Ela fica com algumas coisas boas como o Office e outras que precisam ser reescritas do zero, como o NTFS, internet explorer, etc; e que ficam sempre ruins.
Não suporta boot, drivers removíveis, ou conversão NTFS > ReFS. Tem que ver isso aí :/
Hmmmm….e a fragmentação? Resolveram? Ver o tempo que leva pra rodar um ScanDisk no NTFS e no EXT4 mostra que a Microsoft parou no tempo em se tratando de Filesystem. Esse ReFs tem algumas coisas parecidas com o BrFS do Linux e o ZFS do Sun, como índices B-tree, mas não tem coisas que o BrFS e o ZFS tem como encriptação a nível de arquivo, snapshots na gravação Copy-on-Write, e compressão (GZip, LZO e Snappy). Fora que ninguém garante que vá haver preocupação com portabilidade, e um HD externo formatado em ReFS não ser lido em um computador com Windows mais antigo.
BrFS? Não seria BtrFS? E que eu saiba tanto o Btrfs quanto o ZFS são da Oracle (tudo bem que é uma contribuição dela mas, Oracle é Oracle), sendo que o primeiro é praticamente uma sucessão do segundo.
Além disso, acredito que o ReFS também possua encriptação a nível de arquivo e a compressão (melhorada, espero), visto que o NTFS também possui (seria um baita tiro no pé não atualizar essas tecnologias).
Por mais incrível que pareça, apesar do ReFS ser ‘filho’ do NTFS ele não possui, a princípio, encriptação e compressão a nível de arquivo…
As partes que parecem mais interessantes são o USN Journal e a opção dos famosos ‘symbolic links’, tão comuns no mundo *nix..
De qualquer forma, é uma tentativa da MS de evoluir o NTFS, que é um ótimo sistema de arquivos mas ficou parado no tempo….
Em relação a servidores, nada supera um bom GPFS….
Só uma forma de matar o Windows 7, pro pessoal usa esse ridiculo 8.
Não vou nem mencionar o ridículo Windows XP! -sarcasm
EXT4 é excelente em performance… mas só acho que o ReFS vai ser algo considerável se suportar links simbólicos, como faz a familia UNIX.
NTFS já suporta, só não está exposto através de uma interface gráfica.
http://msdn.microsoft.com/en-us/library/windows/desktop/aa365680(v=vs.85).aspx
“Microsoft has implemented its symbolic links to function just like UNIX links.
Symbolic links are available in NTFS starting with Windows Vista.”
Ainda assim é muito mais vantajoso utilizar o Ext3, por ser mais seguro e tolerante a falhas. Já perdi muitos arquivos com edição e renomeação dos mesmos por conta da alocação tardia do Ext4. Como contra medida coloquei a /home como Ext3, já que é a que eu utilizo para os meus arquivos e o resto em Ext4 para desempenho.
Façam comentários mais construtivos.
Muitos Microsoft haters dando opnião contra o NTFS sem mesmo saber como ele funciona.
O desempenho é relativo a sua necessidade
- FAT32: Melhor para quem não depende de tanta segurança no sistema e usa constantemente transferencia de dados
Bom emum sistema de clustering que requer alto desempenho mas com filtros de segurança e recuperação via software. Gamers que guardam os jogos no hd.
- EX3/EX4: São menos tolerantes a falhas de queda e sistema porém seguem várias diretizes de segurança para que não aconteça de você ligar o computador após uma queda de energia ou boot forçado e encontrar um arquivo corrompido. Mais lento.
- NTFS: Foi desenvolvido para suprir necessidades corporativas, ter mais segurança na leitura e gravação, gerenciamento de segurança, suporte a fat32, maior tamanho de volume para nome e um bom desempnho. Apesar disso, é mais lento que FAT32.
- ReFS: Seria bem promissor se não fosse o fato de consumir 99% de CPU nos momentos de pico.
Qual o meu preferido? No mundo perfeito, seria um FAT32 com maior volume de bloco para gravação, infelizmente hoje em dia não da para usar FAT32 no dia dia, então eu me contento com o EX3 que nunca me decepcionou até hoje. Em sistemas Windows, o NTFS faz bonito, mas os tempos mudam, a Microsoft não quer arriscar muito pelo jeito, vai pegar o NTFS e melhorar os pontos fracos.
Ela fará o que é de especialidade dela, recauchutar o que deveria substituir. Pena que isso não mudou Windows “8″…
Na verdade isso nem é tão ruim assim.
Para a linha de sistemas operacionais para servidores é interessante, pois esse tipo de sistema depende muito de um bom desempenho do hd, pois eles tem um algoritimo diferenciado para priorizar execução de tarefas. E claro, no novo sistema de arquivos proposto, ele é um nivel mais alto em questão de segurança de informação. Talvez nem chegue as versões futuras domésticas do windows, seria melhor eles focarem em algo menos robusto e mais agil para consumidores domésticos.
Belo comentario, colaborou e muito para o perfeito entendimento da materia.
“ReFS: Seria bem promissor se não fosse o fato de consumir 99% de CPU nos momentos de pico.”
Fonte?
http://lmgtfy.com/?q=ReFS+file+system
Hahaha, mas não tem nenhum artigo falando sobre esse “suposto” alto uso de cpu. Fonte?
http://weknowmemes.com/wp-content/uploads/2011/11/watch-out-we-got-a-badass-over-here-meme.png
O FAT32 como maior volume de bloco para gravação seria o exFAT (aka FAT64), não?
Seria uma boa opção, mas é como você disse, ele é somente um FAT com maior volume de bloco, não possui nenhuma funcionalidade a mais (como journal). Dispositivos móveis e cartões de memória seriam mais indicados para ele.
Exatamente!
O problema de você ter um sistema de arquivos mais protegido contra falhas de leitura e gravação por exemplo, é que você perde em desempenho, ou seja, em unidades de gravação externa, é bacana vc ter um sistema de arquivos mais rápido e o interno ser um sistema menos tolerante a falhas.
Para mim, um file sistem com journal isso não faz diferença para um usuário comum, é um custo justo entre desempenho e segurança.
No caso de unidades externas (pendrives, cartões sd, etc.) não levo muito a questão do desempenho mas sim do tempo de vida útil do dispositivo.
Até onde sei, se alguém puder confirmar isso, unidades externas possuem uma quantidade x de escrita/sobrescrita. Um sistema de arquivos com, por exemplo, journal que gera muitas escritas, reduziria drasticamente o tempo de vida útil de um dispositivo comparado a outro em FAT (chuto algo em torno de 70% de redução).
Lembrando que isto não se aplica a HD’s, por ser outra tecnologia, e provavelmente a SSD’s.
Pelo que sei, possuem limite de escrita sim, conforme você disse. Não sei como sei, só sei que sei
Acho que li sobre isso naquela época em que o povo desfragmentava pendrive… E acho também que afeta os SSDs. Mas achei 70% um índice um pouco alto, especulo 50% ou menos…
Bom comentário!
Eu li “Resident Evil System” e pensei “holy shit, Umbrela!”, mas aí vi que era “Resilient File System”. =^.^=
Sei não… prefiro continuar usando uma partição FAT para o swap do windows, exFAT pra a partição de dados, e NTFS para o Windows. Motivo? Performance. Só troco essa turminha por algo mais seguro e mais rápido.
Vish… sério mesmo?!
E você precisa “mesmo” de paginação? Memória RAM é relativamente barato hoje em dia…
Tenho 6Gb de memória RAM para sua informação, e só mantenho o swap pois renderizo imagens e vídeos.
com todas essaa vantagens com certeza vai valer a pena, mas tem que disponibilizado para usuários domésticos tbm
eu acho legal ate o linux, por ser gratuito e otima segurança mas sou contra os xiitas q falam mal do windows com unicos argumentos de virus e tela azul, sao 2 coisas q tem sim, mas nao acontece do nada.., alem disso tem os jogos q so rodam no windows, mas eu pretendo usar os 2 sistemas em dual boot.
Os argumentos não são apenas virus e tela azul….
Vamos pela lista:
- brechas gigantes de segurança;
- obrigação de atualizações ineficiêntes;
- incompatibilidade com sistemas de arquivos não nativos;
- gerenciamento de memória ruim (windows 64bits são melhores nesse ponto);
- telas azuis bizarras;
- magneto-virus….
- preço ridículo, suporte fechado, plataforma fechada….
Coisas boas:
- jogos;
- drivers de hardware bem maduros (apesar de utilizar uma abordagem jurássica);
- jogos e … jogos….
O problema é que o usuário comum (pseudo leigo) acha que é ‘bonito’ baixar windows pirata… e depois, usar tudo que é programa pirata….
E o pior, pensa que a M$ perde com isso….
Na verdade, a MS usa a mesma ‘aproximação’ dos linux atuais… o pc do usuário é um laboratório.. a diferença é que no linux vc têm versões sérias e consegue ver como as atualizações/implementações são feitas….
Isso é que é legal em blog de tecnologia: argumentos.
Rafael > rafael
Contra-argumentos:
- oi xiita
- atualizações ineficientes? e as do Linux são eficientes por quê…?
- sistemas de arquivos não nativos – se só vou usar Windows no PC pra que eu preciso disso? (questão de necessidade do usuário, não superioridade)
- gerenciamento de memória – cara você é um expert né?
- o comentário xiita de novo!!
- está ficando chato xiita
“- preço ridículo, suporte fechado, plataforma fechada….”
preço: o preço é OK, é um SO desenvolvido por um time pago pra isso, talvez valha pelo trabalho.
suporte: o Linux não tem suporte
plataforma fechada: e daí? preciso que ela seja aberta pra fazer programas ou mudar certas configurações? é o necessidade X superioridade de novo.
“Coisas boas:
– jogos;
– drivers de hardware bem maduros (apesar de utilizar uma abordagem jurássica);
– jogos e … jogos…”
As coisas que você citou não fazem parte do sistema.
“a diferença é que no linux vc têm versões sérias e consegue ver como as atualizações/implementações são feitas”
Você está cego, existem claras diferenças ente uma versão e outra do Windows (ex: recursos, performance…).
Att. Advogado do Diabo.