E se roubassem o seu salário com um clique?
Caso do Megaupload evidencia problemas históricos de uma indústria que não aprendeu a usar a internet.
Todo mundo sabia. Quem nunca foi ao Megaupload para baixar conteúdo pelo qual não pagou pode atirar a primeira pedra nos comentários. Sei que algumas boas almas nunca entraram no site, mas também posso apostar que pelo menos entre os leitores do Tecnoblog essa era uma atividade recorrente. Enfim, não vai mais acontecer.
Como tem todo tipo de opinião na rede, há de se considerar algumas delas e descartar as menos inteligentes. Dentre os argumentos plausíveis, o menos interessante deles defende que a ação do FBI foi contra a liberdade de expressão.
Pode ser, mas não totalmente. Com certeza havia pessoas que usavam o Megaupload para armazenar seus arquivos próprios. Documentos de trabalho, monografias de faculdade, fotos diversas. Tudo isso foi para o limbo e é uma pena avistar no horizonte a perspectiva de que tais arquivos nunca mais serão recuperados. Aqui mesmo a gente bate na tecla de que backup é importante e a computação na nuvem está aí para isso. Quem seguiu a cartilha do backup online mas apostou nos serviços do Megaupload se deu mal.
Há quem diga que o FBI decidiu mostrar ao mundo como vai ser caso o projeto de lei SOPA entre em vigor. É o contrário. A operação da polícia federal americana com a colaboração de oficiais neozelandeses prova que não há necessidade de SOPA nem PIPA para ir atrás de pessoas que possibilitam a pirataria. Embora em outra jurisdição, o processo contra o Pirate Bay corre por anos e a possibilidade de os responsáveis pelo site irem para a cadeia permanece latente.
“Querem proibir o compartilhamento livre de informação.” Agora sim começamos um diálogo mais acirrado. A internet foi pensada essencialmente para que pessoas do mundo inteiro colaborem entre si, troquem ideias, construam conhecimento. Não há limites para o tráfego dos bits e bytes. Como diz o ditado, “caiu na rede é peixe”. O problema é que as empresas que produzem conteúdo, muitas vezes custando bem caro, ainda não aprenderam a lidar com isso. Se o grupo Warner gasta US$ 100 milhões para colocar um filme nos cinemas, é natural que eles esperem o retorno desse investimento. Quando compartilhamos um filme deles, a boa verdade é que estamos roubando o conteúdo pelo qual não pagamos. Está na lei.
A indústria de conteúdo não soube se reinventar para combater a pirataria. Tudo bem, a Apple veio com seu iTunes para se tornar a maior loja de música do mundo. Muita gente compra música por lá, de modo que passaram o Wal-Mart (maior varejista do mundo) em venda de canções. Não basta.
Ainda faltam meios de distribuir conteúdo de maneira legal que esteja em consonância com o que as empresas querem e os consumidores também. Não sou tolo de dizer que os conglomerados de mídia são os heróis da história. Muito pelo contrário, por décadas exploraram os artistas. E agora parcela do público os explora economicamente ao não pagar pelo conteúdo que escuta, assiste, lê, joga etc. Há de se chegar numa relação equilibrada nessa história, sem extremismo para nenhum dos lados. Há de se pagar pelo conteúdo.
Estudiosos do mundo inteiro buscam uma solução para esse impasse. Já vi quem recomende micropagamentos; já vi quem apoie que as operadoras de banda larga repassem parte de sua receita para as empresas de conteúdo — como o ECAD repassa os direitos autorais para execuções de música no Brasil. Tem de tudo.
Duas coisas são certas.
O trabalho do artista ou produtor de conteúdo deve ser remunerado. Não é justo que a pessoa se envolva na gravação de um álbum ou o que quer que seja para, no fim das contas, descobrir que seu trabalho não foi comercializado e, devido a isso, ele não vai receber um tostão furado pela obra.
E os sites que se dedicam basicamente a isso, ao compartilhamento de conteúdo sem fazer o menor esforço para manter nos servidores somente o que é do próprio do usuário, tendem a desaparecer com o tempo. Novos vão surgir. É natural que aconteça dessa forma, está no DNA da internet. Mas eu torço mesmo para que as pessoas envolvidas na questão dediquem seus esforços a pensar em novas maneiras de comercializar o conteúdo. Isso faz falta nessa economia globalizada, conectada e imaterial na qual nos encontramos atualmente.
Quanto ao Megaupload, já vai tarde. Como eu disse, todo mundo sabia o que se passava naqueles servidores. Qual será o próximo alvo do FBI?








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Eu só gostaria que alguém desse algum exemplo de empresas/artistas que faliram pelo compartilhamento de suas músicas na internet. A Warner, como cita o texto, investe 100 milhões e os filmes BONS SEMPRE conseguem o retorno.
Não lembro de nenhum lançamento que deixou de ter movimento grande porque alguns já haviam feito o download na internet do filme. Vi numa reportagem da Exame que estavam acusando a pirataria de causar um “prejuízo” de 500 milhões. Quem lê isso deve pensar “nossa, estão operando no limite… talvez até no vermelho”.
Deveriam dizer que a indústria DEIXOU DE ARRECADAR 500 milhões a mais de tantos os milhões que já arrecadou. Por que não dizem quanto a indústria arrecada e quanto tem de lucro? Em outros períodos da história a indústria cinematográfica passou por sérias dificuldades e não foi por causa da pirataria.
Pros artistas, ter seu trabalho divulgado é a MELHOR coisa! Eles ganham mesmo é com shows e turnês, e isso só acontece se muita gente conhece seu trabalho. Alguém aí sabe dar algum exemplo de artistas COMPETENTES (vamos pegar os profissionais que seriam o maior alvo da “pirataria”, pq os novos o que mais fazem é distribuir de graça seu trabalho pra divulgar) que deixaram de vender muito e de faturar prêmios e discos de ouro/platina e por aí vai?
Tem um TED talk onde o palestrante mostra a sequência dos anos de “luta” da categoria de querer barrar qualquer compartilhamento (desde antes da internet como temos hoje). É uma indústria estagnada! Não fazem NADA novo… nada diferente… falando dos músicos então, a cada ano que passam os CDs não trazem NADA atrativo além da música. Os LPs, alguns, eram quase obras de arte, encartes, desenhos, posters… hoje o CD fica cada vez mais caro e é só uma caixa de plástico que as vezes nem a letra das músicas vem no encarte. Pra que comprar?
Ah, pra ajudar o artista? O artista já tá ganhando muito de qualquer maneira. Faz turnês e enche o bolso de dinheiro. Continua vendendo CDs… porque tem muita gente no planeta comprando CDs… ah, alguns deixaram? Sim, mas outros tantos continuam! Seja por “fetiche de colecionar”, seja por serem fãs (eu só compro CD de banda que eu gosto muito).
Nem vou entrar na discussão dos usuários de alguns softwares pq se o Windows é o que todos sabem mexer e as palavras Word/Excel/Power Point é sinônimo de “Texto/Planilha/Apresentação” (indiferente do programa sendo usado) é porque a pirataria difundiu! Sim, a PIRATARIA!
A indústria ao invés de se reinventar prefere bancar a coitadinha vítima que está sem dinheiro… convenhamos.
Pra não falar o que os artistas ainda lucram com publicidade e leis de incentivo à cultura.
Mas fora isso, perfeito…tirou as palavras dos meus dedos.
Um filme que deixou de lucrar por motivo de pirataria foi o Tropa de Elite, Tropa de Elite 2 foi visto por 6,2 milhões de espectadores, já o Tropa de Elite 1 foi visto por 1,5 milhão. Pra mim é uma diferença enorme. Se o filme tivesse sido pirateado antes do lançamento o 2 poderia ter tido mais espectadores ainda, porque o filme é bom.
E em questão de CD’s e tal, se você olhar nesse lista (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_recordistas_de_vendas_de_discos_no_Brasil) você não verá nada a partir de 2000 porque não surgiu pessoas talentosas a partir de 2000? Não, porque a partir de 2000 todo mundo aprendeu a baixar seus cd’s colocar nos seus mp3 players e saírem escutando.
Acho que existe bastante gente que se tivesse surgido em épocas passadas poderiam estar ali nesse ranking. Acho muito bom download pela internet porque já revelou muita gente que não teve prestigio pra ser contratado por uma gravadora e ter um álbum gravado em estúdio.
Não acho que eles estão certos, nem estou apoiando, mas nós também não estamos 100% certos, a atitude que eles estão tomados está sendo muito radical, não acho que eles deviam prender ninguém por baixar uma música, mas acho que medidas mais inteligentes e mais práticas deveriam ser tomadas tipo, abaixar preços de dvd’s e bluray’s, promoções, vender online, diminuir o tempo que o filme sai em dvd. A decisão que eles estão tomaram foi em nome do dinheiro e na ambição de lucrar cada centavo que eles conseguirem e não em nome da arte.
E você acha que se o Tropa de Elite 1 não tivesse sido pirateado da forma que foi, o 2 teria tido essa quantidade absurda de espectadores (e lucro)?
O problema é que querem aplicar o modelo de negócio de décadas atrás atualmente, quando novas tecnologias estão – querendo ou não – mudando a forma de se ganhar dinheiro. E empresas consolidadas não querem mexer no que é hoje em dia, pois sabem que podem sair perdendo.
A história do próprio Windows, pode ser descrita como um caso de sucesso envolvendo pirataria. O MacOS sempre foi o S.O, só que preços caros e a impossibilidade de pirataria,
fizeram do MacOS o derrotado e do Windows, o vencedor.
E temos aí o exemplo da Kodak! que tá indo pro brejo por ter apostado no lucro dos filmes kodachrome e monopólio na venda deles. A tecnologia avança, e dita novas regras no mercado. Quem não acompanha o ritmo…
Concordo Plenamente
Lembro da história da dupla Bruno e Marrone, que estourou graças à venda de CDs piratas nas avenidas de Goiânia…
Eu li o artigo inteiro e desci para escrever um comentário sobre o assunto. Felizmente, não precisei, pois o Felipe consegui definir perfeitamente o que pretendia escrever.
Hoje podemos ver claramente dois tipos diferentes de artistas.. Os primeiros são aqueles que apenas se beneficiam do funcionamento do atual sistema: tente no Brasil comprar apenas uma musica de um cd, a unica que realmente te interessa, e que voce consiga ouvir em qualquer dispositivo que voce possui, e que não está sujeita a parar de tocar quando alguem decidir que o serviço não dá mais lucro (vide Rhapsody).. Por favor, me avise se conseguir, pois antes do iTunes há algumas semanas(que ainda assim, demanda um cartão internacional), isso era impossivel. O segundo grupo é aquele dos artistas realmente competentes, realmente talentosos, porém ainda não lançados no mercado. Parafraseando Cory Doctrow, o maior problema para um autor/musico/compositor/escritor (e ultimamente, até /cineasta, vide Pioneer One, na Vodo) é o desconhecimento, o anonimato. Como ter lucro com seu trabalho, se ninguem sabe que voce é bom para comprar a sua musica, o ingresso de seu show?
A 10, 15 anos atrás era impossivel um artista se lançar no mercado sem assinar um grande (e oneroso) contrato com uma gravadora, que detinha as grandes e caras maquinas de produzir gravações, os equipamentos profissionais para executar a gravação e, mais importante, o canal de distribuição. Hoje, esses 3 itens se resumem a, em um caso de luxo, um Mac, o Pro Tools e o youtube. Sem luxo, linux e softwares open-source fazem a mesma tarefa, e o youtube continua imperando. Divulgação é twitter, e ainda é possivel ter lucro com a venda de copias das musicas.
A mudança de paradigma que a internet trouxe é simples.. cortou-se o intermediário, que detinha a bandeija, e como taxa de trabalho pegava uma gorda fatia do bolo.. E quem gosta de ficar sem o bolo?
Caro colega Felipe, sinceramente fiquei muito feliz com seu comentário, ao ler a real matéria deste post quase vomitei e no processo iria excluir o Tecno Blog das minhas redes, por mais que ache em sua maioria o conteúdo espetacular, mas na eminente censura que corre a opinião do autor por mais que se diga não defensora das corporações não leva em conta que:
Ver filme pirateado não tira o público do cinema, eu por exemplo cansei de baixar filmes e mesmo assim pagar meu ingresso para velo na tela grande. Existe uma questão de charme da sala de cinema que meu download não consegue piratear.
No ano passado só a bilheteria dos 10 maiores filmes do ano chegou pelos dados divulgados a US$5.691.770.384,00 isso mesmo mais de 5,6 BILHÕES de dólares ou mais de 11 vezes o prejuízo alegado. dinheiro que não chega no bolso dos técnicos, atores ou simples funcionários dos estúdios pois o mesmo salário já foi pago no investimento da produção.
Ainda acho ótimo comprar um CD para dar de presente, o mesmo faço com cópias originais de DVD e livros. Poderia fazer muito simplesmente uma compilação pirata mas o é original que mostra o apreço que tenho pelo presenteado.
Ainda posso concordar com algumas coisas que o Thássius fala… Mas sinceramente não vale a pena… O certo nesse momento seria justamente quebrar os monopólios, pensar em economia solidária e não achar que o FBI está certo, pra mim isso parece ser mais fruto da lavagem cerebral que as próprias obras que baixamos tentam causar…
É fato que as bilheterias renderam tanto, que a TV até fez notícia dos recordes de vendas. Ué, mas todo mundo não fica só pirateando? Que coisa estranha não?!
Ainda tem um outro detalhe que ninguém conta. Essa conta do “prejuízo” das empresas é feita da seguinte maneira: “vamos considerar que se a pirataria não existisse, todos esses downloads e vendas de DVD pirata seriam convertidos automaticamente em uma compra legalizada”.
Sinceramente, quantos por cento dos seus downloads você teria pago, caso a pirataria não exisitisse? Quantas pessoas que compram CD ou DVD pirata, comprariam uma mídia original se a pirataria não existisse?
Todos nós sabemos a resposta. Inclusive a indústria multimídia. Mas vamos continuar ignorando esse “detalhe”…
Felipe, parabéns. Disse TUDO. Sensacional.
Irmão você falou tudo! Faço minhas as suas palavras!!!!!
Bom o Thassius conseguiu o que queria, gerar polemica, fora isso, nada, e ainda bem que foi de graça, imagina se eu tivesse pago parar ler isso?
O cara disse a opinião dele, que é que quem produz merece receber(ele como escritor, não gostaria que seus textos fossem parar em outros blogs sem ele receber a renumeração. Certo ele) e ele gerou um debate de 100 e tantos comentarios. E isso é maravilhoso, pois gerar polemica e debate é uma ótima maneira de diminuir a alienação.
Discordar do cara ok, não gostar do texto também, mas precisa mesmo desvalorizar a opinião do cara?
Exato. Esse artigo serve para iniciar a discussão. Vários pontos não foram abordados por mim mas apareceram em comentários. Viva a liberdade de expressão na internet!
Enfim, quem pagava para usar serviço como backup de forma lícita se fuzilou. Quem compartilhava conteúdo alternativo, vai continuar compartilhando de outras formas.
Não é como se você não tivesse mais nenhuma opção de backup né genaro.
Não, eu não defendo nem um pouco essas idéias do texto. Defendo a liberdade de compartilhamento cultural, mas essa lógica de “coitado” sua não vai te levar a lugar algum.
Sou uma das pessoas que usava o Megaupload para fins legais e ilegais. Confesso que já baixei muitos filmes pelo UM, mas também tinha vários arquivos salvos para compartilhar com leitores do meu blog. A maioria eu tenho backup em casa, mas se tiver os arquivos que eu não tiver, terei que excluir o post do meu blog.
Tá ai a Steam que não deixa mentir.
A Steam vende jogos de uma maneira muito prática e barata. É um modelo que deveria ser seguido para todos tipow de mídia (filmes, musicas, etc).
Comprei os titulos Dead Space e Dead Space 2 por apenas $ 12,00 (R$ 25,00) . No entanto se fosse comprar no Brasil com os impostos saria em média R$ 200,00 pra adquiria os dois titulos.
No Brasil o grande problema da pirataria é o imposto, nos outros paises eu já não sei.
Dá uma olhada na Nuuvem, os preços são praticamente iguais ou até menores que o do Steam. E é tudo brasileiro, pago em real e tal.
Não acredito no que acabei de ler. Sério? Se roubamos o salário de alguém por baixar conteúdo ilegal, então por que não estou rico?
O mundo deve se adaptar as novas tecnologias e seguir em frente. O download ilegal de músicas não prejudica os artistas, e sim as gravadoras. A divulgação feita através da internet, aumenta a popularidade e os ganhos com shows.
Os filmes baixados não irão nunca substituir a emoção de assisti-lo no cinema. Quer lucrar com filmes? Baixe o preço da mídia. Se o blu-ray de um filme bom fosse compatível, compraria com maior prazer. Os trailers do youtube ninguém pensa em por a mão.
“Se roubamos o salário de alguém por baixar conteúdo ilegal, então por que não estou rico?”
O que ele fez foi uma metáfora, não seja ignorante. Você não iria querer ter sua empresa com PREJUÍZOS (perceba que prejuízo é diferente de ir a falência), pelo fato de meio mundo estar baixando gratuitamente, conteúdo que é pago e SEU por direito, queria?
E o @rabuske explicou que a metáfora não é apropriada, pois não se “rouba” nada. Estou roubando da Globo quando coloco meu antigo VCR pra gravar a o Globo Repórter e empresto a fita pro meu vizinho?
Lembrando que há 100 anos atrás não existiam gravadoras, por que não poderiam deixar de existir agora? Voltariam de onde vieram.
Ou você acha que Mozart ou Beethoven se preocupavam com direitos autorais ou prejuízos financeiros quando fizeram umas das maiores músicas da história da humanidade?
Na verdade ele fez uma comparação, não uma metáfora.
Prejuízo? Você realmente acredita nisso? A produção de um álbum, por cd,sai por menos de 5 R$. O mesmo cd é vendido a varejo por 20+R$. 1 cd vendido paga 3 ilegais e você ainda acredita em prejuízo? A mesma coisa pro mercado têxtil, 1 nike vendido (com o preço exorbitante que é praticado atualmente) paga pelo menos mais 2 pares.
Pirataria mesmo só é problema em óculos de grau, remédios, bebidas, cigarros, às vezes tênis (o shox pirata não seguia o projeto original e deformava a coluna vertebral)… itens que, por serem piratas, podem trazer sérios prejuízos à saúde.
O resto é lobby da RIAA, da MPAA…
Cara você tá louco? Não se paga pelo preço do item físico CD, se paga pela música, pela criatividade do artista, pelos instrumentos e equipamentos utilizados, se paga pela inspiração que a música o dá, pelo arrepio que se sente à ouvir aquela partezinha, pela letra que na sua interpretação elas se aplicam a você e te faz sentir coisas, se paga às pessoas que compuseram a letra que passaram por experiências na vida…
Tô inspirado!
Roubo?
Cara, você compra uma Mercedes e mostra pra mim. Eu acho o carro fantástico e decido que quero ter um igual. Eu vou lá e copio a Mercedes. Desta forma, você fica com a sua e eu com a minha. Cadê o roubo?
Essa patetice de “eles investem e esperam retorno” é uma burrice enorme. Eles esperam retorno e CONSEGUEM retorno. Alguém já viu a indústria do entretenimento fechar no vermelho?
O lance é que a internet não encaixa no modelo de negócio deles e eles a querem diferente por isso. A Internet, livre e descentralizada da forma que é, é um patrimônio da coletividade, de todos. Eles que se adaptem a isso e aprendam a gerar – MAIS – riqueza com o serviço que não distingue niniguém e é horizontal para todos.
Eles querem solapar o meu, o seu, o nosso direito a liberdade de compartilhamento de informação simplesmente porque isso não casa com o modelo tacanho de negócio deles. E na boa, defender isso é de uma sonora e acachapante inocência. Se não for má intenção.
Se você copiar uma Mercedes estará infringindo uma série de patentes e propriedades intelectuais da marca.
Hum, então prendam os caras que copiam Harleys, Shelbys, Porsches… tô esperando você conseguir tipificar compartilhamento de informação como roubo. E seria bacana provar que alguém tá sendo menos remunerado por isso.
nesse pensamento, se tivessem patentado a roda, não existiram carros…
Nesse pensamento, se a IBM tivesse patenteado o formato, ninguém teria computador em casa.
É a dureza: seja polêmico, defenda algo em que não acredita e colha os dividendos na forma de polpudos indíces no Analytics.
Como já disseram aqui mesmo: os últimos 10 anos frutificaram em termos de entretenimento e cultura como nenhuma outra época. Salas de cinema se multiplicam, o Brasil começa a entrar no roteiro das grandes produções de cinema, a nova MPB não cança de lançar ótimos nomes. E tudo isso gerando grana e emprego para uma galera.
Mas, claro, coitadinhos, estamos tirando o salário dos CEOs da Warner, da Universal…
Haja.
Caro @felipegambu quando a roda foi inventada ainda não se falava em Propriedade Insdustrial, mas mesmo que existisse PI, a patente já estaria caída em domínio público, porque as patentes bem como outros dtos de PI têm um limite temporal de validade, precisamente para que depois de devidamente remunerado o seu autor, ele possa beneficiar a humanidade e a colectividade.
Claro, não existiriam carros, porque possibilidade de pagamento pelo uso de direitos autorais não existem né?
Além disso essa comparação com carros não tem nada a ver, não se copia/baixa carros, se fabrica parecidos/iguais.
O que é diferente de roubo.
Deixando de lado a questão de patenas, até pq é controversa, passa por cima de fronteiras e existe uma guerra entre empresas sobre elas… esse vídeo explica muita coisa:
http://www.youtube.com/watch?v=IeTybKL1pM4
“Copying Is Not Theft”
Copiar um produto meu não posso??? é meu faço o q bem entendo!!! o megaupload apenas compartilhava arquivos não vendia eles como se faz na pirataria!!!! Fala serio nada ver o fechamento dele
Quero deixar aqui um vídeo do TED que discute questões de copyright no mundo da moda. Sim, na moda, e como isso é ótimo. Muito interessante, e se não me engano, ela diz que carros também não são regulados por copyrights, só as logomarcas, claro. Sério, muito interessante.
e claro que eu esqueci de por o link ¬¬: http://www.ted.com/talks/lang/en/johanna_blakley_lessons_from_fashion_s_free_culture.html
Tente copiar um Mercedes e tem um processo para o resto da tua vida.Todas as peças que compoêm o carro estao protegidas por leis de propriedade industrial, como patentes,marcas,insígnias etc.
Tal como vc não pode copiar um Mercedes mesmo que quisesse, nunca o poderia vender pois seria condenado por crime de contrafação,depois de ser perseguido por violação das referidas leis de PI.Por isso, seus argumentos caem totalmente por terra.
Quanto à liberdade de compartilha, vc tem a liberdade de repassar/revender um artigo que roubou no supermercado,sem pagar por ele??Penso que não, nem mesmo no Brasil isso seria legal.Respeite os autores e os titulares dos dtos. autorais se gosta de cultura e arte.
Copiar uma Mercedes? Estamos falando de um carro ou de um arquivo de computador?
http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=23565:sopa-the-pirate-bay-contra-a-censura-da-internet-pelos-estados-unidos&catid=235:comunicacom&Itemid=156
The Pirate Bay – [Tradução de Diário Liberdade] INTERNET, 18 de janeiro de 2012. Mais de um século atrás, Thomas Edison conseguiu a patente de um dispositivo que poderia “fazer para o olho o que o fonógrafo faz para a orelha”. Chamou-o cinetoscópio [Kinetoscope]. Ele não só foi um dos primeiros a gravar um vídeo, ele também foi a primeira pessoa a possuir os direitos autorais [copyright] de um filme.
Por causa das patentes de Edison para o cinema era quase financeiramente impossível conseguir criar filmes na costa leste dos EUA. Os estúdios de cinema, então, mudaram para a Califórnia, e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. O motivo foi principalmente porque lá não havia nenhuma patente. Também não havia nenhuma lei de proteção de direitos autorais que se tenha conhecimento, por isso os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes baseados nelas – como Fantasia, um dos maiores sucessos da Disney.
Assim, toda a base desta indústria, que hoje está gritando com a perda de controle sobre os direitos imateriais, é que eles contornaram os direitos imateriais. Eles copiaram (ou em sua terminologia: “roubaram”) os trabalhos criativos dos outros, sem pagar por isso. Eles fizeram isso para terem um lucro enorme. Hoje, eles são todos bem sucedidos e a maioria dos estúdios está na lista Fortune 500 das empresas mais ricas do mundo.
A razão pela qual eles estão sempre reclamando sobre “piratas” hoje é simples. Nós fizemos o que eles fizeram….
Leiam o artigo inteiro, vale a pena!
Eu não vou muito nessa conversinha de “a industria deixou de ganhar” a verdade é quem baixa, nunca esteve disposto a pagar, portanto o prejuizo é “virtual”… e ainda eu não entendo, com tanto prejuizo como eles ainda crescem tanto, cada vez mais filmes, mais produtoras… enfim… a pirataria de dvd criou um pais de cinéfilos o brasil em 2010 / 2011 foram inauguradas trocentas salas de cinema… um crescimento nunca visto, eai a pirataria atrapalha ou ajuda?
eu sei o seguinte, eu tinha uma conta premium do megaupload vitalicia, daquelas da época da fundação do site… e agora o sentimento de perda é como se tivesse perdido um parente!
Eu estou no mesmo barco que você @felipegambu, também perdi uma premium vitalícia que já devia beirar um 1TB de armazenamento…
http://www.youtube.com/watch?v=VlwPETn3PxM
Neil Gaiman declarando sobre como a pirataria dos seus livros é benéfica pra ele.
Só pra dar uma aquecida na discussão.
voces estao esquecendo não e so site que existe pirataria e as banquinha na esquina nos centros da cidade pirataria começou com 1 dvd ou cd original pega ele poem para gravar em uma torre de gravaçao e prontro desenas de copias não é tirando site do ar que acaba a pirataria lamentavel tirarem o mega do ar….
Concordo em todos os pontos com você.
O que falta é uma conscientizarão das empresas, que as regras do jogo mudou. O que eles não entenderam ainda é que a internet é como uma hidra, ao remover um site, mais dois surgirão para ocupar seu lugar. E que mesmo não disponibilizando um filme, isto não é garantida de mais lucros no cinema/mercado home vídeo.
Mas como Darwin mostrou, ou se adapta ou morre, então é só esperar para ver qual será a escolha das empresas.
sabe qto custa ir no cinema sem carteira de estudante? algo em torno de 20 reais no fim de semana.
quem gsota de filmes e quer estar acompanhando tudo vai gastar qto por mes? 2 filmes por semana e la se vao 160 dilmas so te ingresso. As pessoas querem pagar por conteudo, tenho certeza disso, mas nao da forma como vemos hoje. A pirataria nao vai sumir com isso, vai-se o MU e aparecem outro ate chegar uma hora em que vai ser praticamente impossivel barrar isso. Se a pessoa nao consegui baixar entao ele vai na esquina e compra um dvd pirata po R$ 2,00. Ja disse antes e repito eu entendo perfeitamente que as produtoras de conteudo ganhem com isso, mas nao da forma que esta.
Bom acho o comentário totalmente fora de contexto e explico o porque..
Em primeiro lugar não é a internet que tem que pagar a conta dos produtores.
Cada um que cuide do seu, cuide para nao vazar, cuide para passar no cinema faça sua parte.
A internet é um mundo livre.. Cai na interne pertence ao MUNDO.. aprende.
Em segundo lugar aqui no Brasil o Custo de qualquer coisa é ABUSIVO, o dia que um álbum tiver um valor adequado ai vamos falar desse assunto. Enquanto um Norte Americano paga 20 dólares em um jogo o Brasileiros tem de pagar 200 reais.. eu apoio o Mega e qualquer serviço igual ao deles. EU NÃO PAGO.. tenho cara de otário por acaso?
Você paga 2,80 no litro da gasolina enquanto seu pais exposta para o Paraguay e la eles vender a 0,98 centavos o litro.. OTÁRIO.. isso é o que o Brasileiro se passa de OTÁRIO.
Em terceiro lugar, não é a saída do MegaUpload que vai fazer isso parar.. Todo dia uma nova ferramenta de compartilhamento de arquivos é inventada e vai ser assim sempre.
Era o Napster foi derrubado, veio o Kaaza derrubaram, mas ainda tem Emule tem LimeWere e trocentos softwares que fazem isso e vão continuar fazendo.
Muda os nomes, embaralha o bits e sob tudo na nuvem MESMO ate aprenderem a trabalhar.
E nao vai mudar… RIDÍCULO pensar que essa atitude muda algo.. e mais RIDÍCULO achar q essa atitude realmente é por causa da pirataria…
Meu a internet se tornou um MUNDO e o que esta em jogo e a liberdade. So querem PODER somente isso, controle, querer ditar as regras quem pode quem não pode. Mesmo que coloquem leis e fizerem isso ou aquilo, voce acha que os usuários, programadores e etc vao ficar olhando sem fazer nada.. sem driblar… meu ACORDA.
A lei da sociedade existe desde que o primeiro humano surgiu e ate hoje nao conseguem por regras e nem controlar as pessoas direito, vc acha que vai controlar o VIRTUAL.
Enquanto houver a exploração dos Consumidores e enquanto houver o abuso de poder eu não vejo nenhum contexto nessa matéria.
A questão é parar de encarar conteúdo como produto unitário. A produção de uma informação não é como a produção de um bolo com fatias finitas. Como prosuto inifinito, essa informação pode se basear em modelos como o freemium (milhares jogam, tantos % pagam por extras). Ou uma série que vende boxes colecionáveis.
A questão é que ese modelo depende muito de qualidade e aceitação do público. Um produto “ruim” não terá esse financiamento. E é isso que assusta as produtoras. Elas teriam de assumir bem mais riscos.
Mad aí diriam: é preciso errar muito para acertar um. Mas isso só vale quando há cenário de experimentação, e não a repetição que vemos.
Sei lá, apesar de tudo, para quem é leigo – e a maioria da população é leiga em informática – não é tão simples assistir um filme ou série baixado da internê.
Ter uma boa velocidade de conexão ou muita paciência.
Tem que baixar o video, muitas vezes tem que baixar legenda separada.
As vezes descompactar os arquivos, juntar, usar senhas…
Outras vezes instalar codecs
Depois que conseguiu baixar o video e a legenda certa (sincronizada) tem que ver como assistir.
Está bom assistir na tela do notebook? ok.
Prefere no monitor de 22″? ok
Prefere na super tv lcd de 42″ comprada em 32 parcelas nas Casas Acre? hum… dai vai dar mais trabalho.
Tem o cabo HDMI? Seu computador tem saída hdmi? só tem DVI? ou VGA, mas tem cabo pra tudo isso, é fácil… ou não. O som não “tá saindo”?
Aff..
A galera prefere comprar DVD pirata. Vende 3 DVD por R$ 10,00 aqui na esquina.
É um lixo, mal gravado, releases CAM ou TS lixo, som ruim. Mas o povo não liga não. Compra muito. É a nova locadora, 3 filmes por 10, e mais barato que alugar.
Galera que sabe baixar e conseguir assistir de forma decente é minoria.
Falou tudo meu amigo do Software livre.
Foda… eu tinha uma conta LifeTime no MegaUpload e perdi tudo… paguei caro por isso.
Tenho também uma LifeTime também no FileSonic… até quando será que ela vai durar?
É, amigos… pelo visto, a melhor forma de se fazer backup é ainda com HD externo doméstico.
Amigo, se você não comprou essas LifeTime só para baixar coisas legais(que eu duvido), você já sabia do risco que estava correndo e não tem do que reclamar, afinal o risco de um site sair do ar faz parte do jogo…
Já fui um ferrenho anti-pirataria, do tipo que pegava no pé dos amigos que baixam MP3 dos Blogspot da vida. Passei a relativizar um pouco as coisas depois de, ahn, observá-las com mais atenção.
O título do post é: “E se roubassem o seu salário com um clique?”. Ninguém das gravadoras e estúdios ou artistas deles está passando fome. Pelo contrário. Muito pelo contrário. O artista é (muito) bem remunerado, os executivos, mais ainda; esse argumento é falho. A pirataria não acaba com o rendimento dos detentores, apenas diminui o gigantesco lucros que eles já têm. Fosse o contrário, ninguém investiria mais nisso. A Kodak está falindo porque ninguém mais compra filme analógico. Ela sim está com a corda no pescoço e tem todo o direito de chorar e espernear.
Hoje, é uma minoria que banca o entretenimento (cinema, música, jogos). Essa galera paga o que lhes pedem, paga para eles e para a grossa maioria que pirateia. Se alguém tem que reclamar, é esse povo que paga.
Seria um mundo muito melhor se: 1) as empresas de entretenimento fossem menos ganaciosas; e 2) os consumidores, mais conscientes. Steam, iTunes, alguns empreendimentos diferenciados mostram que dá pra fazer. Um detalhe interessante é que esses são os primeiros a darem o braço a torcer, a enxergar no cliente um parceiro, não um ser detestável a quem se faz o favor de vender. É essa a sensação que tenho ao pagar R$ 20 para assistir a um filme no cinema, ou ver preços de jogos na casa dos R$ 200. Detesto parecer desagradável e é exatamente essa a sensação que tenho em situações do tipo.
Há mais coisa por trás da queda do MegaUpload. Se comprovadas as falcatruas, os crimes que utilizavam o site de fachada, que seja fechado. Mas me parece que há muito lobby e supressão de iniciativas que tiram as gravadoras do caminho que liga artistas a consumidores. Não tomo partido, ainda, pela fumaça que paira sobre a questão que, por sua vez, não é tão simples quanto pode parecer se analisada apenas sob o prisma da pirataria.
[]‘s!
Não há argumentos contra fatos. A maioria que está comentando em oposição ao seu comentário, não está nem aí para o conteúdo alheio, que foi devidamente patenteado. Imagine os prejuízos que estas empresas tem com a pirataria na internet. Garanto que, se vocês desenvolvessem algo e colocassem ele a venda, não gostariam de vê-lo em um camelô ou na internet, de graça.
Meu livro é pirateado em todo o mundo e eu acho isso o máximo. Não tenho prejuízo. Deixei de ganhar com o livro, ganhei com palestras e outras coisas.
E você não convence ninguém com essa de prejuízo das produtoras. Procure elas nas listas da Forbes e leia os relatórios que elas divulgam para os acionistas e morra de dó pelas fortunas amealhadas no último trimestre.
Qual o seu livro? Você colocou ele para vender? Se você tivesse tido um grande gasto na criação dele, com certeza não estaria dizendo isso, pois se a produção e divulgação deles lhe custou uma grande quantia de dinheiro, você NO MÍNIMO esperaria um retorno com as compras de seu livro.
Ah, então o motivo de você baixar as coisas pirateadas é pelo fato da empresa estar lucrando muito? Ou seja, “a empresa já ganha muito mesmo, mais uns milhões de dólares de prejuízo não farão falta à ela…”. Ótima ideologia.
Elói me diz uma coisa… Pela identificação em seus posts você usa Linux não é? Acha que essa plataforma também não tem gastos de produção? Pessoas investem no mínimo tempo para deixarem que você use esse sistema de graça e até onde eu sei eles não estão morrendo de fome por causa disso pelo contrário eles lutam para que outros usem seu produto sem lhe pagar nada… Parece que mais nada faz sentido…
Falou, falou e não disse nada. O que isso tem a ver com o assunto debatido?
Primeiro: “gastos de produção”? Mas o que é isso? Você deve achar que o Linux é uma empresa, onde todos os desenvolvedores são funcionários assalariados. Deixa eu te esclarecer uma coisa: qualquer um pode desenvolver o kernel do Linux, o que você precisa é só de um shell e o EMACS/Vim, e não espere receber dinheiro pela sua contribuição.
Segundo: “Pessoas investem no mínimo tempo”. Como foi dito, tempo é só o que eles investem. O resto é patrocinado por empresas como Google, IBM, Intel, dentre outras.
Terceiro: “eles não estão morrendo de fome”. Quem desenvolve para Linux não espera ser recompensado, logo, você só falou coisa sem sentido.
Como assim qualquer um desenvolve o kernel do Linux. Nada disso rapaz. O kernel do linux é muito bem vigiado por uma equipe liderada pelo Torvalds. O que têm-se a liberdade é no desenvolvimento da shell e do gerenciador gráfico.
Sou usuário Linux e Windows (original). São modelos de negócios distintos e, sim, a galera Linux ganha dinheiro também.
Minha relação com a pirataria é um tanto quanto dúbia. Explico-me: se o valor é justo perante a qualidade que oferece, eu pago, caso contrário, não. Um CD por 35 reais acho um absurdo, mas compro muitos em versões mais baratas por 10 a 15 reais em algumas grandes lojas. Não me incomodo em pagar 800 reais num iPod, mas me incomodaria em pagar 200 reais num mp3 player xing ling que sei não valer mais do que 50 reais.
A Samsung copia descaradamente o design da Apple ! Trava-se um briga enorme de patentes que só atrapalha o lançamento e o desenvlvimento de novos produtos. Thassius, deixa o cara copiar a Mercedes. A Mercedes continuará tendo o seu apelo e charme simplesmente por ser uma Mercedes
A Apple não vende menos iPads porque na China vendem trablets com design copiados descaradamente por 70 dólares.
O artista não tem prejuízo algum por suas músicas serem pirateadas, muito pelo contrário – a agenda de shows fica lotada! A indústria da música tenta nos vender um CD por 35 reais com uma caixinha de plástico vagabunda, um encarte sem nenhum atrativo e uma mídia muitíssimo barato. O lucro é infinito.
Quem pode pagar para ir ao cinema, dificilmente vai deixá-lo de fazer. Não conheço ninguém que cogite a possibilidade de não ir ao cinema porque vai baixar uma versão CAM para assistir em casa. Isso não existe.
EU não acredito que desenvolvedores do kernel e de certas distribuições recebam salário, devem ajudar por hobby “por fora” e ter um emprego de verdade na realidade.
A parte do cinema do seu comentário é interessante, eu concordo, aplicaria ela à música e outras áreas também. Se a pirataria não existe iriam sim mais no cinema, pra não ficar por fora das “últimas” você sabe, mas poucos eu acho.
Vamos falar em fatos: diga o nome do seu livro.
Tinha comentado na outra matéria, mas repito aqui: Thássius, pirataria é legalmente diferente de roubo. Comparar as duas é o mesmo que dizer que pirataria é a mesma coisa de estupro. Pirataria e roubo são crimes, mas são coisas distintas. Ninguém responde por roubo ao falsificar.
Além disso, seria burrice culpar o Megaupload pela pirataria no mundo. A coisa já estava feia bem antes de se popularizar a internet banda larga graças aos camelôs e afins. Ou alguém aqui já usava Windows 95, Windows 98 original? Ah, não? E então, era culpa da internet ou era culpa de quem comercializava a preços exorbitantes?
No final, fecharam o Megaupload, um serviço que atendia clientes mediante pagamento. Quem vai devolver os arquivos do usuário? Quem vai devolver o que foi pago de forma legal por um serviço fornecido até então legalmente? Ninguém. Fecharam sem nem dar um prazo de aviso no site para fazer backup dos arquivos pessoais daqueles que pagaram. O direito das empresas de conteúdo não continuam quando acabam o direito de outros consumidores. Fechar o Megaupload acabou com a pirataria? Também não, sites como o Megaupload nascem todos os dias. Da mesma forma que fecharam redes P2P e sites de torrents no passado, fecharam o Megaupload. Alguém acha que essa é a política certa para acabar, ou pelo menos amenizar bastante, a pirataria?
‘Também não, sites como o Megaupload nascem todos os dias.’ Caro internauta, crimes de homicídio e outros são cometidos todos os dias também.Devemos por isso, legalizar o homicídio?
Só sendo alguém muito reacionário para tentar justificar algo com base em outra coisa só porque são considerados dois crimes atualmente.
Na boa, apresente um argumento e não um mimimi de gente alienada.
Indo pela sua linha de raciocínio medíocre, se cometem assassinatos com facas, deveriam proibir a venda de facas para todos os cidadãos.
É tudo uma questão de ponto de vista, eu tenho cerca de 15GB de músicas no meu Notebook, todas elas baixadas, grande maioria pelo falecido Megaupload, porém eu tenho uma duzia de CDs em casa que eu comprei por que eu realmente gostei do Artista/Banda, e pretendo comprar muito mais se o dinheiro me permitir, é a mesma coisa que um jogo, eu baixo todos os lançamentos e não lançamento, vou comprar meu primeiro jogo original semana que vem, BF3, por 100 reais, fiquei 1 mês juntando dinheiro para comprar, é aquela coisa: Só compra CD original quem realmente gosta de uma banda, ou só compra jogo quem realmente gosta do jogo. Eu comprei toda a discografia do System of a Down esses dias, mais eu não escutei as músicas do CD 1 vez se quer, está guardado junto com os outros CDs, o que eu escutei é as músicas do download ilegal que eu fiz. Outra coisa a se pensar é o seguinte: Compre uma DEMO de uma banda de 10 anos atrás original, você jamais vai encontrar novo, só usado e pelo preço de um figado, isso fortalece a pirataria, o fato de nem toda loja ter o que você quer, eu escuto bandas que no Brasil ninguém nem deve conhecer, e eu não acho os CDs em R$ pra vender, como vou fazer? Não escutar? Vou lá e baixo todas as músicas e fico aguardando chegar no Brasil, e quando chega, um CD custa 50 reais, é mais lucro eu pagar a internet de um mês, e fazer download ilimitado de CDs do que comprar somente 1 por 50 reais, é isso que acontece, só compra CD original quem tem dinheiro sobrando, ou que gosta da banda e se esforça ou que quer vender em um futuro quando os CDs pararem de vender. A culpa da pirataria é das próprias empresas que querem dominar o mercado.
Um possível solução que foi até aplicada pela FBR (Gravadora) foi a seguinte: Lançaram por 3 dólares o chamado Single Club ( http://store.paramore.net/store/show/CH93L ) você paga e tem direito a fazer o download das próximas 3 músicas lançadas pela banda. Por que as gravadoras não lançam algo parecido, você paga uma assinatura mensal e tem direito de fazer o download quantas vezes quiser das músicas da banda que você assinou, é isso é só lucro, por que não tem gastos com impressão, mídias, capas, e entrega, só que eles preferem ter esse gasto e dominar o mercado, garanto que se fosse assim, a pirataria iria perder 60% da sua força, os outros 40% é devido ao fato da venda ser para outros países e não ter a conversão de moedas e ainda a pirataria que sempre vai existir.
Isso é apenas uma visão minha.
Eu acho que um cara que inventou a máquina de escrever a quase 2 séculos não podia esperar lucrar com isso por toda eternidade, o mesmo vale para as midias físicas, uma hora se tornaria ultrapassada e o modelo de distribuição do conteudo teria que evoluir. Já sobre filmes acho que deve-se perguntar até aonde é possível lucrar com isso, um filme cusa 80 milhões e só no cinema lucra 350 milhões, ainda vem pra dvd e Br lucrar mais uns horrores, não é o suficiente, ainda tem que lucrar mais? Outro ponto de vista é que armas de fogo matam milhões de pessoas no mundo todo, por que não prendem os fabricantes? Eles fabricam as armas, agora se elas vão ser usadas para matar em um assalto ou fornecer segurança para a população a questão é com quem a usa, o mesmo pro megaupload, se será usado para pirataria ou para hospedagem ou distribuição legal depende do usuário. Isso não é sobre pirataria, desvio de dinheiro ou vidas (no caso das armas), isso é sobre o lucro das grandes corporações, das industrias bilionárias, que certamente geram bastante emprego mas convenhamos o lucro mesmo esta nas mãos de alguns.
O fato é, hoje em dia os artistas da industria fonográfica não precisam mais das grande produtoras para lucrar, Rebecca Black é o exemplo disso por mais tosca que seja, as grandes gravadoras temem isso.
Vou entrar nessa conversa por um motivo, vejo os dois lados da conversa:
Eu baixo seriados e filmes por torrent, porém quando o filme é muito bom eu sempre compro pois gosto de ter a mídia física, box…
A verdade é que os preços são fora da realidade, enquanto Blu-ray’s saem por 18 dolares lá fora, aqui custam R$ 99,00, o acesso aos produtos não é fácil.
Acho que o Itunes é um bom exemplo de como o mercado pode dar a volta por cima da pirataria (uma pena que os valores ainda estão altos para nossa realidade).
Acredito que devemos valorizar a propriedade intelectual, mas também acho que o consumidor deveria ser tratado com mais respeito tendo acesso aos produtos por preços compatíveis.
“Agora parcela do público os explora economicamente ao não pagar pelo conteúdo que escuta, assiste, lê, joga etc. (…) O trabalho do artista ou produtor de conteúdo deve ser remunerado. Não é justo que a pessoa se envolva na gravação de um álbum ou o que quer que seja para, no fim das contas, descobrir que seu trabalho não foi comercializado e, devido a isso, ele não vai receber um tostão furado pela obra.”.
Concordo, os autores merecem retorno financeiro pelo trabalho criativo, com certeza! Mas pensemos o seguinte: a gente se assusta com o cachê que alguns atores recebem ao fazer um filme. Agora, imaginem que esse cachê é só uma porcentagem do que a produtora do filme ganhou. A Adele tá quebrando recorde atrás de recorde, ela tá fazendo grana? Com certeza! Mas tem uma corporação por trás dela que tá recebendo muito mais!
O problema da indústria com a pirataria não é EXATAMENTE o trabalho intelectual, isso é inocência! A indústria pouco se importa se o escritor da música, o autor da melodia, o ator, o diretor, o escritor do roteiro tá perdendo ou ganhando alguma coisa.
O problema é que eles se vêem ainda num mundo em que é inaceitável pra lucrar 10% a menos do que a 30 anos atrás e tentar acompanhar as tecnologias, adaptando ou criando novas formas de distribuição e comercialização. E se respaldam numa jurisdição que também não se atualizou às mudanças. Apesar de elas serem rápidas, elas já estão em curso há 20 anos.
Vamos fazer o seguinte? Vou bancar o ‘pirata’ e colar aqui um comentário sábio de um usuário do Tecnoblog, com o qual concordei totalmente, com propostas REAIS.
“Existe uma diferença mágica entre pirataria e compartilhamento. O que mais acontece é o compartilhamento.
As pessoas compartilham porque é possível e GRATUITO.
Mas quantas baixam uma música, fazem cópias em CDs e vendem, como se tivessem direitos sob aquele conteúdo – ato que é pirataria de verdade? Não conheço nenhuma pesquisa, mas a proporção deve ser beeeem divergente.
A coisa é que boa parte das empresas não toma vergonha na cara e admite que o mercado muda, pra então se ADAPTAR, porque, olha que engraçado: é natural das sociedades que elas MUDEM.
Coisas que já são feitas:
- Investir pro seu filmeco não ser só filmeco e fazer fãs que comprar produtos de coleção, como acontece com Star Wars e Lord of the Rings (filmes, séries, jogos, brinquedos…);
- Um jogo pode oferecer serviços pagos ou facilidades aos clientes pagantes (acesso a servidores oficiais, por ex.), e ainda fazer como a Bioware, por exemplo, que vende de bonés a papeis de parede pra colar na sua casa, com a imagem dos personagens dos jogos produzidos pela empresa, isso para não citar o exemplo de Serious Sam 3: BFE, onde um inimigo invencível é inserido numa cópia que é detectada como “pirata”;
- Um cantor ou banda pode utilizar as músicas como conteúdo promocional e não como produto final, e trazer renda com shows, participações em programas, produtos oficiais, gerando além de lucro, publicidade gratuita aos montes em redes sociais.
Adaptação, além de saudável, é muito mais viável e lucrativo a longo prazo que processar e prender Deus e o mundo, demonizando quem busca uma facilidade que a empresa de entretenimento é incompetente e não consegue ou quer oferecer.
Não compro CD pirata, mas baixo e compartilho sim, e me desculpe, ter acesso a algo gratuito que alguém disponibilizou porque quis não soa como crime e muito menos como falha de caráter. O mundo não é uma fofura, e pessoas não perdem empregos por causa dos piratas malvados, mas por incompetência de empresas que seguem modelos de negócio datados há pelo menos uns 20 anos.”
Creio que as empresas estão achando muito mais fácil processar pessoas e derrubar sites do que inovar e fazer um produto melhor do que o que a internet oferece… convenhamos, um vídeo em cam é muito pior do que um em blueray… se eles aumentassem pra uma qualidade que a internet não conseguisse acompanhar seria uma saída. Outra é que as empresas cairam nessa armadilha do digital porque barateava, creio que se as empresas deixassem de digitalizar seu produto tornaria muito mais difícil compartilhar e “cair na net”…
Também sou contra pirataria, consegui controlar baixar música ouvindo rádios etc… rádio era música free também… e a indústria de música se beneficiou muito disso, é impossível imaginar as empresas indo aí policiando as lojas por tocar música para os clientes…
Enfim, é um crime que virou costume, não tem como colocar na mesma cela um arrombador de lojas e um pai de família.. no geral, deixe o mercado se regular sem intrusão do governo…
Eu acho que é sempre importante pensar como seria se fosse o contrário.
Se você fosse um artista e visse seu trabalho sendo pirateado, mesmo que tenha feito sucesso, não ficaria bem puto?
Os artistas/donos de gravadora podem não estar passando fome, mas a quantidade de investimentos que uma gravadora vai fazer num artista depende de quanto ele vende – se ele vende pouco, mesmo sabendo que muita gente gosta do trabalho dele mas não compra, com certeza isso gera uma indignaćão.
Eu acho bizarro gente que estuda comigo (faćo Análise de Sistemas) e acha um absurdo comprar o MS Office. Quando ele não tinha alternativas e o pacote mais barato custava mais de R$700, eu até entendia. Mas hoje, por R$199 pra 3 PCs, é difícil justificar.
Se ainda acha caro, usa o LibreOffice. Mas fazem questão de dizer que o MS Office é melhor.
Se é melhor – e veem mais valor nele, porque não pagar então? É curioso.
Fosse algúem não ligado no meio, dava pra tentar entender um pouco. Mas gente desvalorizando com o que trabalha é duro.
Botando mais uma lenhazinha nessa labareda de 5 metros de altura, há que se levar em conta também que, pelo compartilhamento de conteúdo, um determinado artista/filme/whatever ficará mais conhecido e poderá chegar a um público que, de outra forma, talvez não alcançasse. Com isso, já estaria sendo mais promovido mundialmente, em locais que nem imagina ser conhecido.
Não estou com isso defendendo a pirataria, de forma alguma, apenas apontando um contraponto. E outra, hoje já me parece muito claro que as pessoas não se recusariam a pagar um valor JUSTO para baixar um filme ou uma música na internet, como também me parece óbvio que há outras formas, bem menos truculentas e fascistas, de assegurar os direitos autorais de qualquer tipo de arquivo que circule na rede.
Concordo com a maioria das pessoas que aqui comentaram, e gostaria de adicionar meus dois centavos…
Nessa polêmica, temos que enxergar três grupos distintos: o público; os intermediários (empresários, gravadoras, etc); e os artistas.
O público quer o que os artistas produzem, seja como for. Se puderem pagar, legal! Se não puderem, “algum site” vai ter pra baixar.
O artista (artista de verdade, que faz pela paixão) quer seu trabalho divulgado, reconhecido, comentado.
Agora, os intermediários… Esses não estão nem aí para o talento do artista, tampouco para a falta de dinheiro do público. Eles querem grana, por pensar que, se não fosse por eles, os artistas nunca teriam sua fama.
“Pirataria” em si é um termo defasado, que já não se aplica ao mundo de agora, assim como os modelos de venda das gravadoras e estúdios. O que é pirataria? A reprodução ilegal de determinado conteúdo? Se for diferente, alguém me corrija, por favor. O ponto é, eu vou ao shopping comprar uma camiseta, e a loja está tocando uma música da Lady GaGa. Eu ouvi a música, mas não paguei por ela, e não comprei a camiseta. Não seria pirataria? Ouvir sem pagar? Acho que o mesmo se aplica às estações de rádio. A loja pagou por um CD da GaGa, e 300 clientes ouviram suas músicas sem pagar pelo CD.
Gostaria de aplicar este ponto à internet. Eu compro um CD da Adele, “rippo” para MP3 e jogo num blog, e 5000 pessoas fazem o download do CD. Só eu paguei, elas não. Isso fez um rombo para a gravadora? Talvez de uns R$ 150.000, estimando o CD em R$ 30. Agora, me diz quanto seria o ingresso para um show da Adele. R$ 100? E se estas 5000 fossem ao show dela?
Por favor, esse papo de que a indústria perde com a pirataria de CDs e DVDs é mais manjado que “seu cachorro tem telefone?”.
É como dois amigos comentaram aqui: não há como reproduzir a emoção de assistir um filme no cinema, ou ver seu artista/banda ao vivo. A culpa da pirataria não é do povo, é de quem mete imposto em cima de imposto e taxa em cima de taxa. Se o Blu-ray de lançamento custasse R$ 20, como é “lá fora”, no problem. Mas não, tem que ter olho grande…
Assim como o Filipe, participei do desenvolvimento de alguns jogos, que nunca deram retorno nenhum para a empresa onde trabalhei. Eles deram outros retornos: reconhecimento, indicações, etc.
E repito, concluindo: a culpa da pirataria não é da internet, nem do povo. É dos impostos e taxas sobre os produtos que levam o preço aos céus. Os artistas/atores/desenvolvedores ganham a menor fatia de toda essa grana.
Viva a Steam, iTunes, Android Market e todos os meios virtuais de distribuição de conteúdo.
Tenho um site de downloads “Pirataria de jogos” como você mesmo falou realmente existem boas almas que defendem a ação do fbi etc etc… Só que muitas dessas boas almas querem falar de casos mais explícitos assim digamos. MAS vamos falar sobre “o crime da pirataria” essas boas almas tem software original em todas as máquinas? O cartão de visita ou folder de sua empresa, elas sabem se a gráfica comprou as fontes? Tem direito nas imagens utilizadas? baixar um filme ou utilizar uma fonte pirateada da no mesmo. O problema do ser humano é sempre aceitar o que convêm, mas os pequenos erros que cometem sempre acham uma justificativa para aliviar. Sou radicalista tudo que é ilícito me atrai.
Mas, como cobrar algo se os usuários se gabam por piratear suas cópias do windows/word/excell/photoshop?!
O MegaUpload foi pego de “bode expiatório”, só isso…. vcs realmente pensam que os “gigantes” querem acabar com a pirataria?!?!
Doce ilusão, meus caros…
Pirataria é “lucro” pra esses caras… Segue a equação:
Original caro -> pirataria -> divulgação em massa -> ações publicas anti-pirataria -> original menos caro (mas, mesmo assim, muito caro)
O usuário que pensa que ganha muito ao utilizar software/conteúdo pirata… na verdade, ele serve apenas de veículo…
“boa verdade é que estamos roubando”. Não, você esta compartilhando, copiando, não roubando. Roubar significa tirar algo de alguém, privar alguém de algo que a pessoa possuía naquele momento.
Não que compartilhar/copiar não seja passível de punição, mas devemos usar o termo correto nestas discussões.
Vocês estão dando o ibope que o infeliz quer com esse estrume, ignorem esse infeliz.
Como diz o amigo Scheldon, artigo no minimo lamentável de se ler, em um editorial como o tecnoblog, expressa uma opinião contraria a realidades de todos os fatos !
Na discussão sobre o Megaupload que vai tarde,- ( pois sobre a industria já existe textos bem explicativos para você ler e admitir que queria apenas ibope em seu post,- ( senhor santo que nunca usou nada que não fosse comprado devidamente ) – , fazendo assim gerar comentários e visualizações da sua pagina , para poder lucrar com seus anúncios ) – , estava aqui pensando, Thássius ! ele foi fechado por conta dos milhares de arquivos piratas que ali existiam em seus servidores né.
Ou por conta de uma má administração que na verdade, fazia da empresa sua mascara para lavar dinheiro !
Você acha mesmo que as milhares de pessoas que tinham conta “premium” ou mesmo “free” só usava pra compartilhar seus arquivos piratas ? Pensar nos arquivos legais que ali existiam e se perderam , passou em sua cabeça quando começou a redigir o artigo ?
Prender os donos e uma coisa, deixar de me dar acesso aos meus arquivos é outra !
Estou a mandar um e-mail para o FBI agora pra informar a eles dos meus piratas no skyDrive, e no icloud quem sabe assim eles não os fecham também !
Ps: não iria fazer um comentário, pois sei que ele apenas valoriza o seu artigo, mais francamente o editorial tecnoblog já foi melhor !
Nossa como pode voçe defender essas gravadoras,estúdios etc,se com a concorrençia dos sites eles não abaixam os preços,imaginem se retirarem todos do ar,com o monopólio vão poder elevar o preço as alturas,mas como voçe acha que no Brasil só tem “rico” seguiremos pagando um absurdo por DVDS,CDS etc
“O trabalho do artista ou produtor de conteúdo deve ser remunerado.”
Isso também é muito questionado. Pra muito cai na questão do que é arte? Seria a livre expressão que objetiva influenciar alguém, atingir alguém? Muitos defendem que a arte não tem dono. Se você quer cobrar por um trabalho artístico, você deixou de ser um artista de verdade. Virou como você disse na segunda parte da frase um “produtor de conteúdo”. Se alguém quer pagar pela sua arte ótimo, se não, fazer o que.
Viver realmente da arte talvez, como diziam nossas vós, não seja de futuro, no futuro. Vamos ver como as coisas vão caminhar. Uma coisa é certa, o compartilhamento de conteúdo e informação vai continuar, a internet veio e revolucionou o mundo e a forma como os copyrights funcionam. Pra mim é adapte-se, reinvete-se, mude, ou então morra (isso vai pras grandes indústrias, e até mesmo pros que se dizem prejudicados pela pirataria – lógico que o sentido de “morra” é metafórico).
Prezado Thiago,
O megaupload é um provedor de armazenamento remoto que dá a seus usuários a possibilidade de armazenar e/ou compartilhar arquivos na internet, ou seja, quem disponibilizava conteúdo protegido por direitos autorais eram SEUS USUÁRIOS, inclusive nos Termos de Uso do Serviço existia entre outras uma cláusula referente à proibição da disponibilização de conteúdo pirata que punia usuários que praticassem esses atos, podendo até acionar as autoridades para tal.
Quantas vezes você não chegou até um link do megaupload na intenção de baixar conteúdo pelo qual não pagou, e encontrou uma mensagem semelhante a mensagem abaixo?
“Link Indisponível. O link não está mais disponível por infringimento aos termos de uso”
Baseando-se na sua teoria, o Youtube deve ser desativado e seus proprietários e gestores devem ser presos, por que alguns usuários publicam vídeos protegidos por direitos autorais.
Vale lembrar que o youtube – assim como quase qualquer outro provedor de serviços online disponível na internet – também tem suas políticas de punição a usuários que cometem pirataria, que vão de bloqueio e desativação da conta até o acionamento de autoridades… Daí vem a importância de ler aquele chato “Termo de Uso e Política de Privacidade” disponível na hora que você se cadastra em um site. Ao se cadastrar em um site você concorda que estar de acordo com tudo que está escrito no documento de Termos de Uso do Serviço, mesmo não tendo lido o documento disponibilizado.
Outra comparação bem próxima de nós todos, que espelha a sua teoria, é a possibilidade de desativação deste site “tecnoblog.net” pelo simples fato de no seu post conter palavras como Warner, Disney etc que são protegidas por direitos autorais, e você não obteve concessão de seus proprietários para citá-las no seu post.
Então, quem escreveu o texto fui eu.
Sobre o uso de palavras como Warner e Disney: são marcas registradas para fins comerciais. Elas podem ser citadas normalmente e por qualquer um, desde que não seja para vender produto nem nada do tipo, sabe? Para fins de informação e jornalismo não há problema algum.
É muito simples entender a Internet neste contexto. O artista sempre foi explorado pelas gravadoras, porque precisava delas no passado, e seu lucro vinha realmente, de shows. Agora, as gravadoras não são mais necessárias, distribuição de música gratuita gera mais fãs e mais público para shows, o que faz com que artistas sejam tão remunerados ou até mais do que anteriormente.
Defender direitos autorais, principalmente na Internet, é defender corporações que não ligam a mínima pro público
Texto lamentável. Não vou nem me dar ao trabalho de argumentar!
Ninguém vai impedir os chineses de copiarem tudo. Isso vale para a internet. Se eles querem diminuir a pirataria, que facilitem os preços para os consumidores.
O que acho irônico, é que de todos os sites de upload, o mega upload é o que menos merecia ser fechado. Quantas vezes você já não tentou baixar um arquivo “pirata” no mega upload e encontrou uma mensagem dizendo que o arquivo foi removido por ser pirata?
Eu diria que tive essa mensagem mais de 80% das vezes que tentei usar o mega upload.
Por um lado ta certo, mas vamos focar no Brasil, como se compra um filme original, ou um CD original que tem valores absurdos?! Um filme original custa mais ou menos 44 reais! Um blue ray
vale R$ 79,00 entao é foda!
Vamos alguns pontos.
Sobre empresa deixou de arrecadar X valor, mentira isso não quer dizer que aquele numero de pessoas iria assistir o filme.
Eu mesmo assisto por ano 3 a 4 filmes que me interessão no cinema.
Os outros nem faço questão alugaria na locadora os melhorzinhos e esse monte de lixo que esta sendo produzido ano apos ano continuaria ser ser assistido.
Agora imagina se 15% da população protesta contra as gravadoras deixando de ir no cinema qual grande seria o prejuiço para elas? Não seria muito maior do que é!
Sinto informar que não assistiria nenhum filme nacional no cinema, esperaria para assistir na TV ou na locadora, não da pra afirmar que 6 milhões de pessoas teriam ido ao cinema.
Se o preco de cd ,dvd, produtos, e etc nao fossem tao caros nao haveria isso pois daria pra comprar no caso eles querem explorar o comsumidor achando que so eles tem aquele produto ” Quem tudo quer nada tem” As emrpesas querem tanto dinheiro que acabam perdendo para a pirataria , pra que o windows custa 500 a 800 reais naoa cham que e um abuso se custa-se muito menos todos teriam e eles ganhariam o dobro que ganham
Só pra citar meu próprio exemplo. Tenho toda a coleção de Guerra Nas Estrelas original, mas só decidi comprar depois que assisti, baixado no eMule, ainda antes do lançamento no Brasil, o “A Vingança dos Sith”. Tenho instalado no meu Mac um programinha bobo, chamado “My Living Desktop” ( antigo Serene Saver ). Ele roda filminhos próprios o que você mesmo pode filmar com suma câmera como “pano de fundo” no lugar das fotos. Pois bem, comecei baixando o em sites torrents com seria e tudo. Mas já fazem uns 3 anos que eu o compro regularmente ( fazendo upgrades, naturalmente). Custa 39 dolares e o upgrade 19. Achei que o desenvolvedor merece meu dinheiro. Compreendi o esforço que ele faz. Na última versão me convidou para ser desenvolvedor dele ( pra testar uma nova versão para Lion ), com a promessa de ganhar o upgrade. Mesmo assim fiz questão de pagar de novo pra ele….Acho que esse pessoal de Hollywood está dando murro em ponta de faca…
A questao é a seguinte: se alguem usa tal produto e continua a usar os produtos da mesma empresa, ela quer que a empresa continue a produzi-los. Ao baixar de graça, o usuario nao tem interesse em prejudicar o produtor. A raiz do problema se encontra na exploraçao. Um filme, que ja fez sucesso nos cinemas de todo o mundo e agora é vendido em blu-ray, custar o que custa é um absurdo. O custo de produçao com certeza ja foi quitado ou esta prestes a ser quitado na propria exibiçao nos cinemas.
Sites como megaupload, apesar de alguns fazerem vista grossa, nao tem como eliminar TODOS os arquivos piratas. É simplesmente impossivel. O numero de arquivos enviados diariamente é muito grande. É como se fosse procurar agulha no palheiro.
Para isso servia a funçao de denunciar. Lembro bem que quando algum arquivo era identificado pela empresa no servidor do megaupload, ele era rapidamente retirado.
A luta contra pirataria suprimindo as fontes da msm pode segurar a situaçao, mas nao vai melhorar. Cabe aos produtores começarem a se tocar de que o lucro obtido por cada copia nao precisa ser tao alto.
Isso meu amigo chama-se Involução..
Retrocesso Intelectual..
Megaupload ñ vai fazer falta, estava usando somente fileserve.
Jogo original – R$ 200.00
Filme original – R$ 69.00
CD original – R$ 25.00
Total = R$ 294.00
Ou seja, uma pessoa para se destrair, precisa gastar metade de um salário minimo. Se tu, que escreveu este artigo, ganha muita grana para bancar isso não conhece o que é a realidade. Nem todo mundo tem dinheiro para pagar e usufruir de originais que diga-se de passagem são um roubo. A solução para esse pessoal que não tem condições FELIZMENTE é a pirataria e ela tem que continuar.
O Steam é um grande exemplo no mercado de games! Depois que conheci o Steam, não senti falta de baixar jogos piratas. Paguei US$23 no jogo mais caro que já comprei até hoje, e não acho essepreço absurdo, levando em conta o numero de horas de diversão proporcionadas (isso somente na campanha singleplayer).
Outro grande exemplo é o Netflix. Não baixo mais filmes! e o preço é justo.
Existem alternativas baratas sim para baixar conteudo legalmente. Não é nem coerente utilizar o preço de um CD (em mídia) para justificar o download de músicas, sendo que o mesmo CD no itunes pode ser encontrado por cerca de US$6!
Fala sério… quando não tenho dinheiro pra usar um seviço (me refiro a serviços de lazer), eu não uso! Se eu precisar ou quiser, eu pago! porque é justo! porque se alguem precisar do meu serviço, eu também precisarei ser remunerado! e é assim que a economia anda.
————————————- Relatório dos Comentários ——————————–
1. Baixava no MU quem não estava disposto pagar pelo conteúdo: Estes vão continuar usando o http://www.megaupload2.com que vai sair amanhã;
2. Os defensores de Propriedade Intelectual que circula livremente pela internet já até baixaram no MU, mas por pura devoção à ideia de contribuição às indústrias passarão a pagar pelos conteúdos que o FBI não deixa mais ninguém ver. Ok, esteja à vontade;
3. Parabéns aos leitores pelo debate de qualidade gerado. Menos a alguns aí que, né gente!
Para você já vai tarde, mas para pessoas como eu que tinham backup no Megaupload foi uma grande perda, isso traz um precedente perigoso, porque de um hora para outra tira qualquer coisa do ar. O que separa um Megaupload de um dropbox? Ou de qualquer armazenamento na “nuvem”? Melhor cada um ficar com seus arquivos nos HD´s porque essa história pode ir longe (até demais)