Benchmarks mostram que A5X não bate Tegra 3 em tudo
Mas novo iPad humilha tablet com Tegra 3 em desempenho gráfico.
Durante o anúncio do novo iPad, a Apple disse que o novo processador A5X teria desempenho gráfico quatro vezes maior do que o Tegra 3. A Nvidia não gostou nada dessa história e o porta-voz da empresa colocou em dúvida os métodos utilizados para se chegar ao suposto resultado, alegando falta de provas.
Agora temos os primeiros benchmarks para ver se o A5X é realmente tudo o que disseram. O Laptop Magazine fez os testes e confirmou: sim, o processador da Apple deixa o Tegra 3 comendo poeira no quesito desempenho gráfico. No GLBenchmark, que testa o desempenho em OpenGL, o Asus Transformer Prime obteve números quase cinco vezes menores do que o novo iPad.

Olha o Tegra 3 ali atrás...
A Apple não comentou muita coisa sobre o desempenho do processador lógico — o A5X continua com os mesmos dois núcleos do antecessor A5. Isso tem um motivo: em termos de processamento bruto, a Nvidia ainda leva a melhor. No Geekbench, que faz alguns cálculos malucos para estressar o processador, o dual-core A5X conseguiu metade do desempenho do quad-core Tegra 3, o que é bem compreensível.
Já no processamento de JavaScript, o A5X completou o teste mais rápido que o processador da Nvidia. Não dá para saber se a otimização do iOS pesou muito ou se o navegador do Android é simplesmente mais lento do que o Safari. Mas uma coisa é certa: a Nvidia não está indo nada bem com o Tegra 3; mesmo nos testes com o iPad 2, a Apple ainda levava a melhor em muitos quesitos.
É importante levar em consideração que os benchmarks não testam exatamente o desempenho dos processadores, mas sim dos tablets. Como o Transformer Prime é um dos melhores tablets com Nvidia Tegra 3, acho bastante válida a propaganda da Apple — pelo menos para os usuários finais, isso é o que realmente importa. Não é nada surpreendente que uma GPU projetada para trabalhar com resolução de 2048×1536 tenha performance tão acima dos concorrentes.
Com informações: The Verge








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Olha o Tegra 3 ali atrás… Acho que seria, lááá atrás… rsrsrsr
Posso estar enganado, mas o teste não deveria ser feito no A5X QuadCore, visto que foi este que a Apple afirmou ser 4 vezes mais rápido que o Tegra 3?
Na verdade apenas a GPU do A5X é quad-core. A CPU continua sendo dual-core, assim como o A5.
Eu sei disto, mas não foi a Apple que disse no lançamento que a sua GPU A5X Quad Core era 4 vezes mais rápida que o Tegra 3? Ou ela comparou também a CPU? Já estou com dor de cabeça…
Sim, a Apple disse que a GPU quad-core do A5X era quatro vezes mais rápida e foi exatamente isso que os benchmarks provaram (no teste do Laptop Magazine, o A5X foi quase cinco vezes mais rápido). Os testes serviram somente para dizer que o A5X não é melhor em tudo.
Resumindo: a propaganda da Apple estava certa.
Sobre o teste de processamento de Javascript é plausível que o iOS Safari seja melhor otimizado para processamento de javascript do que o navegador do Android. Trabalho desenvolvendo protótipos e afins para tablets e smartphones e posso afirmar que o desempenho do navegador dos Androids (Xoom vs iPad 1 e SII vs 3GS [isso mesmo, 3GS!!!]) é nítidamente inferior ao Safari.
Improvável. Acredito que o navegador do iPad 3 use aceleração por hardware (usando a GPU) e, por isso, o desempenho em processamento web seja superior, só isso.
O navegador do Android também usa aceleração por hardware desde o Honeycomb (3.0). E outra, o Transformer Prime recebeu o Android 4.0 lá em janeiro. Nessa versão o navegador usa o V8 pra processar javascript, o mesmo motor usado pelo Chrome no desktop.
Eu sei que usa, foi justamente o que eu disse. Ambos usam, mas a placa gráfica do iPad 3 é muito superior a Geforce do Tegra 3, e é daí que vem essa diferença.
Ramon, isto ocorre tanto em objetos que não utilizam aceleração, como também nos que utilizam-na.
A maior perda de performace acontece quando se faz algum tipo de animação gráfica. Mesmo utilizando propriedades CSS aceleradas via hardware os dispositivos android tem uma perda muito grande de desempenho.
Não foi exatamente isso que eu vi. Os benchmarks que ignoram completamente a placa gráfica estão dando vantagem ao Tegra 3 e seus quatro núcleos.
Com uma tela desse tamanho ainda ficou na frente em vários quesitos, acho que é um bom resultado.
Não sei mas benchmarks ‘corretos’ são quando são testados os mesmos testes nos dois ‘produtos’.
Imagina aqui testar uma geforce e uma radeon, porém a geforce numa resolução de 720p e a radeon na resolução 1080p.
A nVidia só vive de marketing no mercado mobile. Alguém lembra do smartphone mais poderoso do mundo? A Samsung atropelou o Atrix com o Galaxy SII…
Um pergunta: por que em smartphones Android temos uma variedade tão grande de processadores, mas nos tablets os top de linha são sempre Tegra 2?
Tenho a teoria conspiratória de que a nVidia paga às fabricantes para usarem o horroroso Tegra 2 nesses tablets “top de linha” e provavelmente o Tegra 3 deva ser mais barato: tudo isso para a nVidia conquistar a estabilidade e ter uma Apple da vida como futura cliente!
Se ela continuar tomando um coro da própria Apple, acho que essa estratégia não vai dar certo.
Ainda bem que não: no Windows Phone, por exemplo, é raríssimo ver hardware nVidia. Por que seria?
Rarissímo não, impossível. A Microsoft só permite Snapdragon.
Nem todos os tops de linha são Tegra. Alguns estão vindo com um da Qualcomm (pior que o Tegra), outros com o OMAP (bom) e tem uns dois da Samsung que têm o Exynos (excelente).
As vantagens do Tegra são:
1) Preço: A Nvidia fabrica em imensa quantidade e consegue vender quase à metade do preço que a Samsung cobra.
2) Apoio: Existe uma quantidade muito grande de ferramentas e de documentação sobre a linha Tegra, além das várias vantagens e parcerias oferecidas aos desenvolvedores de software.
Pior que o Tegra, só outro Tegra: o Adreno até faz bonito, cara!
Acontece que o Adreno é placa gráfica, e não processador. Os processadores da Qualcomm são muito inferiores à média. Eu, por exemplo, só comprarei um smartphone novo se o processador dele for Samsung ou TI OMAP. Talvez dê uma chance ao Tegra 3, se eles já tiverem corrigido aquele bug de decodificação de vídeo H264 que existia no Tegra 2 (tsc tsc tsc Nvidia).
E também depende de qual Adreno, né? A Adreno 220 é até boazinha, mas as inferiores (200~205) são péssimas.
“Placa gráfica” é falso cognato (popularizado por traduções apressadas) para placa de vídeo e é bom lembrar que estamos a falar de processadores gráficos mobile!
Não, não é. “Placa gráfica” é o nome que se dá para processadores feitos para efetuarem operações gráficas variadas, não necessariamente de vídeo. É um termo mais adequado que “placa de vídeo” porque, atualmente, boa parte das aplicações que demandam operações gráficas não estão diretamente relacionadas com vídeo, como por exemplo: aceleração de elementos web, CFD, processamento de grafos, roteamento, previsão do tempo e monitoramento biológico. Inclusive, algumas “placas gráficas” da AMD e da Nvidia não têm sequer saída de vídeo.
Por todos esses motivos, o termo “placa de vídeo” está sendo abandonado em prol do termo “placa gráfica”, mais genérico e mais abrangente.
Roda Crysis?
Daqui a pouco a Apple se emociona com os resultados e passa a fazer placa de vídeo.
Pena que vai ser só para iDispositivos.
Superaquece e é 5 vezes melhor que a NVIDIA. A Apple contratou a AMD/ATI pra fazer o processador?
PS: Sim, sei que só os antigos processadores da amd eram extremamente quentes. E sim, sei que hoje em dia a NVIDIA tá fazendo placas que batem de frente com a ATI. Posso fazer uma piada em paz?
Pelo o que eu saiba, a nVidia tem levado freqüentes surras da ATi (hoje AMD) no quesito desempenho/watt.
Tem levado surra no desempenho geral também. Tem GPU single-core da AMD superando várias dual-core da Nvidia, e o CrossfireX está anos-luz à frente do SLI.
Eu queria saber por quê a AMD está tão quietinha. Andou comprando umas marcas ai (RAM e talz), mas nada de aparecer no mercado móvel.
E a Intel que até hoje não mostrou nada de concreto em mobile.
Sei que eles poderiam fazer um processador ARM, mas ai não lucrariam tanto quanto o x86.
Acho que a AMD não quer passar vergonha em mobile.
Tinha um protótipo da Motorola que utiliza um modelo novo de Intel Atom. Não sei que fim deu, mas não pareceu ser nada muito interessante.
O protótipo da Motorola ficou esquecido mesmo. Mas esse novo Atom já foi confirmado para o “Orange Santa Clara” (sm, esse é o nome do aparelho) e ele supostamente é bem rápido.
Lembro vagamente (janeiro deste ano, uma apresentação em que a Intel cometeu uma das maiores gafes de 2012) uma notícia em que a Asus pretende lançar um tablet com o Intel Atom. Seria o mesmo chip?
Já tem o processador C-50 da AMD, só que ele é x86 e, por isso, gasta bateria demais para um tablet. Alguns tablets da Asus e da Acer têm ele, mas eles rodam Windows 7 e, por isso, não conquistaram muita atenção da mídia.
Sim, para tablets com Windows7 é bom, mas esses tablets estão mais para netbooks que para tablets como o iPad e os que usam Android.
Vi que o C-50 tem TPD de 9W, bom para netbooks, mas péssimo para smartphones e tablets Android.
Eu tinha lido em algum lugar que a AMD iria produzir um chip ARM, mas não lembro onde vi isso.
O Rodrigo Brandão (diretor da AMD Brasil) disse numa palestra que eles pretendiam criar uma APU de 3W que roda Crysis 1 em Full HD, muito em breve, ainda na arquitetura x86. Na expectativa dele, a AMD pretendia entrar no mercado mobile como a Intel está fazendo, via x86 super-hiper-miniaturizado.
Eu acho que ambos são 2 ultra cabeças duras. x86 em um celular… e no tablet a bateria PIRA.
A AMD não pretendia entrar no mercado de celulares e sim no de tablets mesmo. Eles não podem desperdiçar todo o expertise deles numa arquitetura tocada há décadas assim, de repente. Se a AMD conseguir miniaturizar só mais um pouco as APUs dela, ela estará no mesmo nível das melhores fabricantes de processadores e placas de vídeo ARM, com a vantagem de ser retrocompatível com duas décadas de computação pessoal.
Imagine um tablet que rode Civilization V ou Skyrim. Isso não é possível num tablet ARM.
Isso seria muito interessante no dia em que as baterias forem decentes, e obviamente se não esquentar como o iPad 3.
Acho difícil, hein! Até dá para fazer uns macetes que prolongam a vida da bateria: mini-core, placa de vídeo híbrida, SSD/memória flash, mas acho impossível um x86 com placa de vídeo dedicada não esquentar.
As APUs da AMD são bastante frias para o padrão x86, mas elas esquentam quando são forçadas ao limite.
O problema da quentura seria no caso apenas problema de vender, porque eu como um bom geek prefiro fazer overclock e que se dane a temperatura. Porém a bateria continua sendo o gargalo, afinal o chip além de ter que operar “suavemente” (temperatura) ainda tem que se limitar a bateria ou não vende tanto assim.
Numa bateria de 6 células, dá para espremer 10 horas de bateria fazendo o que eu disse: placa de vídeo híbrida, usar um core de baixa potência quando a tela estiver desligada e dando adeus ao HD. Hoje em dia, acho que nenhum tablet tem 10 horas de bateria, nem mesmo o iPad.
O problema é que overclock num x86 vai jogar a temperatura para 50+ graus centígrados, você não vai nem conseguir segurar o tablet de tão quente que ele vai ficar.
E se eu quiser ficar as 10 horas jogando Crysis? É nesse ponto que eu quero chegar: as atuais baterias são um gargalo na tecnologia. Imagine um mundo em que as baterias durassem bem mais. O núcleo “extra” nem precisaria ser criado e ainda teríamos mais poder nos portáteis.
Aí você também já está querendo demais, né?
Não é de hoje que um processador precisa sacrificar desempenho para diminuir o consumo de energia. Esse paradoxo existe desde os princípios da computação (ainda na época dos mainframes) e eu duvido que um dia seja resolvido.
Daqui a cinco anos, surgirá um laptop/tablet/smartphone que vai rodar Crysis em Full HD durante dez horas, mas aí você não vai querer mais jogar Crysis 1 e sim o novo Crysis 4 em 4320p.
De qualquer forma, se você estiver interessado, as séries Vaio SA e SB da Sony têm uma bateria estendida que se acopla ao laptop. Ainda não dá para jogar Crysis em 1080p por dez horas, mas dá para se divertir nele a 768p (sem AA) por umas seis~sete horas.
Só estava explicando o porque da bateria ser um gargalo na tecnologia.
nVidia tem dinheiro pra gastar com pesquisa e desenvolvimento, isso é inegável. Mas agora acho que deveriam é investir mais ainda e fazer algo que realmente preste, porque até agora só marketing. Surra atrás de surra.
Só quero ver a “desculpa” deles pra esses resultados vergonhosos.
A AMD, que não é boba e nem nada, tá é quieta no canto dela esperando o momento certo de entrar no mercado. Particularmente acho que ela vai é ficar de fora dessa briga por algum tempo ainda.
Afff qual a diferença? Neste vídeo as imagens do Transformer Prime estão muito mais belas.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=TQlu39SIH6M
Uma observação que não tão clara no texto: no SunSpider (benchmark à direita do Geekbench) a vitória foi do iPad – passar pelo teste de JS em menos ms é melhor (-:
Mas é obvio q tem q ter uma GPU foda, com essa resolução monstra precisa de um fillrate monstro mesmo.
Mas no fim das contas o q vamos ter é graficos tecnicamente parecidos com os do iPad 2, porem com 4x mais pixels, o que é bom…
Mas é uma pena que se alguem ousar usar toda essa força pra fazer graficos 4x mais fodas numa resolucao menor, um monte de chatos vai reclamar =(
Será que o produto da apple tem aceleração físics, renderização completa, pois apenas rodar num eclan mairo não quer dizer muita coisa. Prefiro uma imagem bem trabalhada e definida a um monte de sombras que pouco se define.