Meu case de HD externo é igual coração de mãe: sempre cabe mais ‘fio’

Enviado dia 24/09/08 às 8:23 pmAutor Thiago Mobilon Comentários 14 Comentários

Um nerd que vive sem backup, leva mais ou menos a mesma vida de quem faz bungee jump: se a corda estourar, sua vida já era. E este era o meu caso até semana passada, quando resolvi mexer o traseiro, e ir atrás de um case externo de HD.

Aproveitando que eu estava de passagem por São Paulo para o Encontro de blogueiros na Microsoft, e a coletiva da Positivo, resolvi bater perna no Promo Center - o reino dos chineses na Av. Paulista. Comprei uma gaveta que parecia bem robusta, além de ser a primeira que eu consegui encontrar nesses lugares, com saída Firewire e suporte a interface Sata.

O vendedor (que não era chinês, e sim um negão afro-descendente deveras gente boa) me garantiu que o case vinha com todos os conectores necessários. Mesmo assim, resolvi abrir para checar. Nunca se sabe, né?

Tão logo abri a caixa e vi aquele monte de fios, deduzi que os conectores Sata estavam no bolo também. Na pressa -e com a mochila pesada nas costas-, efetuei a compra sem testar o case. E dá-lhe busão de volta para Americana.

Chegando aqui, comprei o HD na minha loja de confiança, por um preço bem amigável - apenas 140 reais por 250GB de espaço e 2 anos de garantia -o que indica que não é muamba- da Samsung. Dois anos antes, eu estava pagando 60 reais a mais, por um HD de 80GB.

Como meu case era high-tech, óbvio que peguei um HD com o padrão Sata2. HD IDE é tão anos 90!

Foi então que chegando em casa todo feliz, após preparar o território para a instalação do bichinho, vejo que nem todos os cabos estavam presentes. Na falta de um, o meu case xing-ling veio com DOIS cabos IDE, mas nenhum Sata!

Não que a falta de um cabo Sata seja problema para mim, tenho uma caixa cheia de cabos, parafusos e placas aqui em casa, dos meus tempos de manutenção. O problema é que um case externo tem espaço apenas para o HD, e alguns centímetros cúbicos a mais para fios pequenos. Colocar um cabo de dados Sata dentro do case, e ainda um cabo adaptador para alimentação é que seria um problema.

Mas, já dizia o ditado, para tudo na vida dá-se um jeito:

Agora, será que fecha?

E o mais importante, será que vai funcionar?

Pluguei o case no mesmo T onde o estabilizador do Mac está ligado, e… negativo zero meia. Nem sinal de vida!

Já me passava pela cabeça que eu tinha forçado demais os cabos, ou tocado a placa do case, sei lá! Mas felizmente foi só ligar em outra tomada para constatar que o problema era no T. Ou melhor, naquele entrada do T, pois as outras estavam operantes.

Com tudo funcionando, foi só plugar os cabos e formatar o HD. Após configurá-lo como drive padrão no Time Machine, o software já começou a fazer o primeiro backup. Tudo automático.

Agora pretendo fazer alguns testes de velocidade de transferência. Se dependesse apenas das interfaces que fiz questão de optar, tenho certeza que a taxa de transferência estaria muito boa. Mas vou ter que colocar na conta que o case que adquiri é um pouco mais xing-ling do que eu pensava.

Apesar que o preço não foi nem um pouco da China.

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WP Super Cache - veja como deixar seu blog ainda mais leve

Enviado dia 23/09/08 às 4:56 amAutor Thiago Mobilon Comentários 17 Comentários

Certa vez li um post, que ironizava uma série de coisas que todo blogueiro passa depois de um tempo de blog. Uma delas é que - a maioria um dia aprende na prática, que ainda não precisavam de um servidor dedicado.


A frase se referia a blogueiros que, depois de atingir o limite de planos de hospedagem mais simples, partiam direto para servidores parrudos, achando que precisariam mesmo de tudo aquilo.

Depois de um ou dois meses o cara sacava que a contratação daquele plano foi precipitada, e aí além do dinheiro desperdiçado, toca fazer toda a migração de novo.

Mas há algumas coisas que você pode fazer para deixar o seu blog mais leve, e adiar ainda mais o uso de servidores parrudos. É sabido que, quanto mais plugins você instala, mais código seu servidor vai processar antes de entregar cada página. Mas existe um plugin que serve exatamente para amenizar este processamento todo: o WP-Cache.

E para quem não o conhece, vai uma breve explicação de seu funcionamento abaixo.

Funcionamento básico do WP-Cache

Quando um leitor acessa um post, o servidor processa o PHP, e devolve apenas o HTML para ele. O WP-Cache entra no meio deste processo todo, pega uma cópia do HTML e salva em uma pasta dele. Assim, se aquela página for requisitada novamente em um certo período de tempo, o WP-Cache vai te manda o arquivo que ele já salvou pronto, mastigadinho.

Assim o servidor não tem que processar aquela página em cada carregamento, resultando em uma queda drástica no consumo de recursos, e aumento na velocidade de carregamento das páginas.

E qual o diferencial do WP Super Cache?

Para saber se aquela página que o leitor está acessando já está salva lá no servidor em HTML, o WP-Cache precisa fazer algumas requisições ao server. Desta forma, o servidor ainda precisará processar alguns scripts, mesmo que seja uma quantidade bem inferior de código.

O WP Super Cache é um plugin que utiliza todo o sistema de cacheamento do WP-Cache, mas trabalha diferente no último passo. Ele cria algumas regras no .htaccess indicando o diretório onde as páginas em HTML estão armazenadas, fazendo com que ele entre na mediação do usuário para com o servidor.

Give me numbers!

Eu uso o WP-Cache no TecnoBlog há anos. Migrei para o WP Super Cache sexta-feira, e me surpreendi bastante com os resultados.

Em geral, o processamento diminuiu 64%. Isso significa que -teoricamente- o número de acessos do TecnoBlog pode dobrar, que eu vou poder continuar no mesmo plano. Sem falar na velocidade de carregamento das páginas, que está muito mais rápida.

Concluindo…

Se você usa Wordpress, fica a dica. Seu bolso e seus leitores agradecem. ;)

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HTC Touch - a minha decepção do ano

Enviado dia 16/09/08 às 3:45 amAutor Thiago Mobilon Comentários 33 Comentários

Tenho viajado bastante no último ano, seja por trabalho ou lazer. Por eu trabalhar com internet, há a necessidade de estar sempre conectado, justamente por isso comecei a pensar em comprar um smartphone e assinar um pacote de dados. E justo quando eu estava para fazer isso (dezembro/2007), o blog da Nokia pintou na parada.

Mais do que internet grátis e um celular bacanudo por um mês, ganhei uma oportunidade de experimentar aquilo que eu estava para adquirir.

Desde então, comecei a estudar um aparelho que se adequasse às minhas necessidades, mas nenhum era completo. No meio dessas frustrações a minha paciência se esgotou, e eu resolvi partir para “comprar um só para quebrar o galho”.

Contrariei tudo o que eu sempre costumo falar para os leitores que me enviam emails com dúvidas. Para piorar, cometi o erro de “pagar caro para pegar na hora”, e comprei o aparelho que ilustra o título deste post.

O que mata no HTC Touch, é o fato de ele ser extremamente LERDO. Praticidade é tudo… tudo o que você não tem em um aparelho que engasga para executar a maioria das operações. O Windows Mobile também me decepcionou um pouco no quesito usabilidade, mas aí não é culpa do pobre do HTC.

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Veja a posição dos satélites ao redor da Terra com o Google Earth

Enviado dia 09/09/08 às 5:03 amAutor Thiago Mobilon Comentários 7 Comentários

A Analytics Graphics Inc (ou simplesmente AGI) lançou no último dia 29 um arquivo KML, que -quando aberto no Google Earth- exibe a posição em tempo real de mais de 13 mil satélites ao redor da Terra.

Os dados são puxados da USSTRATCOM (Comando Estratégico dos Estados Unidos) - que monitora todos os objetos que estão na órbita da Terra - e então processados pela AGI, cruzando as informações coletadas com sua base de dados de satélites.

O arquivo pode ser baixado de graça através deste link. Depois de aberto no Google Earth, as informações serão atualizadas automaticamente a cada 30 segundos.

Clicando em cima de cada satélite, você ainda pode ver informações bem bacanas de cada um, por exemplo: data de lançamento, a quem (ou qual país) ele pertence, se ele está ativo no momento e até a inclinação (wtf?) do mesmo.

Para matar a curiosidade, dei uma fuçada em alguns dos satélites que estão sobre o Brasil neste momento. A grande maioria deles, tem como Owner a sigla US (United States?). A maioria também está inativa.

Só não entendi se isto quer dizer que o satélite não está em uso neste exato momento, ou se ele foi desativado e não é mais utilizado. A dúvida parece idiota, mas 80% dos satélites exibidos aqui estão marcados como inativos.

O vídeo acima é de autoria do Google Earth Blog. Eles também colocaram no ar uma página onde é possível usar o recurso alí mesmo, graças a um plugin do Google Earth. Infelizmente esta página só funciona no Windows por enquanto.

Via: Google Discovery

_____

Ps: Eu sei que o blog ficou um tempo parado, mas foi por que eu estava ocupado demais desenvolvendo a lista do post anterior, e trabalhando em outras novidades. Mas não se preocupe, já estamos de volta! :D

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Blogs brasileiros e seus assinantes de feed

Enviado dia 06/09/08 às 5:20 amAutor Thiago Mobilon Comentários 75 Comentários

Depois que você trabalha há um tempo com uma certa coisa, começa a fazer questionamentos sobre o seu verdadeiro potencial.

Quão longe conseguirei ir? Qual o tamanho que isto pode chegar?

Com meus blogs, estou sempre fazendo cálculos, checando a evolução dos mesmos, e vendo o que deu e não deu certo. Conquistar leitores inteligentes não é nem um pouco fácil.

É aquela história do joio e do trigo, só que na internet brasileira, tem muito joio pra pouco trigo (não que isto seja exclusividade nacional). E sendo o trigo apenas uma pequena parcela do total, você só vai conseguir atingir milhares de leitores se: a. O ‘total’ for um número bem generoso; b. Você souber transformar joio em trigo.

Eu fico com a alternativa A.

Aí você lembra que o país das bundas de fora fala em português, e para nossa desgraça, somos a maior nação do mundo falando a língua de Camões.

Quanto trigo tem para nós lá fora?

Esta não é a realidade, por exemplo, dos americanos, ou de qualquer outro blogueiro que escreva em inglês. E não é à toa que blogs -como o mundialmente famoso TechCrunch- já estão chegando na marca de 1 milhão de assinantes de RSS. O nosso maior blog de tecnologia tem apenas 22 mil assinantes, e já está há pelo menos 4 anos no ar.

Enfim, para matar a minha curiosidade -que ficou ainda mais aguçada depois de uma desconferência que participei no #blogcampsp-, resolvi fazer uma panorâmica do cenário nacional, para ter uma noção melhorada da realidade em que vivemos.

Comecei a montar então uma lista pessoal. Visitei cada blog das 20 páginas do ranking do blogblogs, e ainda peguei várias indicações através Twitter. Nosso alcance para encontrar blogs de umbigos paralelos é muito curto, e isto deixa a lista meio incompleta.

No final, resolvi compartilhar esta lista por aqui, publicando-a no Blog Day. Mas atualizar os números me custou nada menos que uma semana.

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