Artigo: Criação e Reflexão

Enviado dia 11/10/06 às 9:01 pmAutorMarcelo Becker Spach 

Expandindo o pensamento científico - que tem como base a dúvida do simples poder de criação - para a área das ciências humanas, nos deparamos com um dos principais impasses para a produção exacerbada de tecnologia: O impacto social que a palavra criação carrega em seu significado. A interdisciplinaridade é imprescindível nessa questão. Devemos mesclar “high tech” com ética, para que não haja uma distorção do princípio da produção científica: Benefício Social.
O verbo CRIAR deve vir obrigatoriamente acompanhado do substantivo EVOLUÇÃO para que pensamentos chauvinistas (pensamento antiglobalização), imperialistas (extremamente ligado ao chauvinista, visando a afirmação nacional em forma de poder econômico-político) e de ódio gratuito, não encubram grandes avanços proporcionados pela revolução tecno-científica. Podemos tomar como exemplo a Medicina, com a criação de aparelhos precisos, telecomunicações, apresentando uma rapidez nunca antes imaginada, ou a educação, onde a informática se estabeleceu com uma grande categoria.
A pergunta aqui surge já acompanhada da incerta resposta:
Podemos considerar a biotecnologia e nanotecnologia “amigas�? do processo evolutivo?
Depende. Qual seria o benefício de uma explosão nuclear? Nenhum.

Criação em um contexto de instabilidade política mundial tende a se transformar em destruição, como é o caso das guerras promovidas pelos Estados Unidos, que usaram todo o seu potencial científico para destruir os países do Oriente Médio.

É fato, a ética deve se envolver na produção, pois o crescimento acelerado do conhecimento, sem uma prévia reflexão, pode ser usado para fins que, muitas vezes não condizem com a idéia de “evolução = benefício”. Os filósofos devem “brecar” os cientistas para uma produção consciente e tranqüila.
Já estão trabalhando na implantação de chips que trocam informações com o cérebro e enviam impulsos elétricos para a movimentação dos membros, se isso fora usado para outros fins que não sejam de benefício social, haverá um controle de pessoas via rádio e rede wireless. Impossível? Não, lembrando que nós nos assustamos com o simples laser.

Não queremos mais uma Alemanha Nazi-fascista ou uns “Estados Unidos” imperialista, promotores de Guerras por serem os donos temporários do saber. Antes da criação a reflexão.

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  1. [...] De fato é um feito fantástico, algo que começa a deixar os quadrinhos de ficção (como a capa da Sheila em Caverna do Dragão) para se tonar em realidade. Mas toda criação deste porte traz suas consequências e como prevê o Übergizmo não irá demorar muito até que este invento caia na posse dos militares. [...]

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