Bia Kunze

Bia Kunze, também conhecida como Garota Sem Fio, teve seu primeiro celular 3 anos antes do seu primeiro PC. É consultora em tecnologia móvel, palestrante, professora e comentarista da rádio CBN. A paixão pela mobilidade é orgânica: ela não tem a menor paciência de ficar sentada na frente de um computador. Twitter: @garotasemfio. Facebook: Bia Kunze

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Da semana retrasada pra cá, venho acompanhando com interesse a repercussão dos leitores do Tecnoblog às notícias que concernem a banda larga popular. Como bem sabemos, o governo quer baratear o acesso à internet de alta velocidade aos brasileiros. Mas como isto está sendo proposto é alvo de muita polêmica. Leia mais

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A internet revolucionou costumes e comportamentos de muitas maneiras. Uma delas é o trato com nosso idioma. As novas gerações possuem certa liberdade com as palavras, dando origem à abreviaturas exóticas e neologismos.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, não sou contra a linguagem digital. Leia mais

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Há alguns anos os computadores de mesa desafiaram profissionais e empresas a manter a saúde dos usuários. Quando monitores, mouses e teclados se tornaram finalmente ergonômicos, vieram os laptops e estragaram tudo. Como monitor, teclado e computador estão ligados entre si, fica bem mais complicado automonitorar a postura o tempo todo.

Conversei com uma fisioterapeuta que comentou que não há mais idade certa para que os primeiros sintomas da “laptoptite” se manifestem. Aos 20 anos, dores já são comuns. E tem gente que mal alcançou os 30 anos e já convive com uma LER crônica, tornando-se dependente de antiinflamatórios. A dica dela é: não ficar no laptop mais que 3 ou 4 horas por dia, e, mesmo assim, fazer interrupções com espaço de tempo considerável – de 15 minutos a meia hora! Leia mais

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Imagine-se caminhando por uma praça pública onde circulam cerca de 1.000 pessoas. De megafone em punho, você faz uma declaração racista. O que aconteceria? Excetuando-se a possibilidade da agressão física imediata, dá para fazer um paralelo desta situação com a internet em tempos de redes sociais. Dentre as 1.000 pessoas, um tanto se indignou, outro tanto ignorou, e outra parcela passou a mensagem para frente. Difícil saber o número total de pessoas que acabou recebendo a mensagem, mas foi o suficiente para que a Justiça entrasse em ação.

E quem acha que isso não dá em nada, errou. Recentemente, a estudante de Direito que declarou no Twitter que nordestinos eram lixo e deveriam ser afogados foi processada. Leia mais

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Na obra A Reforma da Natureza, de Monteiro Lobato, a boneca Emília decidiu “consertar” coisas na natureza que lhe parecessem sem cabimento. Junto com sua amiga Rãzinha, começou ajeitando imperfeições. Mas como sua personalidade é um tanto peculiar, logo resolveu reinventar qualquer coisa que lhe desse na telha. Assim, os livros entraram na lista: Leia mais

Como um adolescente comemorava seu aniversário no início dos anos 90, e como faz 20 anos depois?

Início dos anos 90

A patota se reuniu no intervalo de aula, após cada um pensar em lugares bacanas para comemorar o anversário do Juca. Foi complicado chegar a um consenso. Além de duros, como qualquer adolescente, a mesada estava mais do que racionada depois que o governo confiscou a poupança de todo mundo. Foi preciso escolher uma lanchonete boa e barata e uma balada com o mínimo de consumação. Leia mais

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Recentemente rolou no fórum do Tecnoblog um tópico bastante peculiar: Estudo diz que Twitter e Facebook causam depressão.

Não fui atrás do estudo para ver o que dizia, mas me pus a refletir no quanto a vida de muita gente hoje está em função de redes sociais. Claro que é saudável manter contato com os amigos, seja por  telefone, pessoalmente e agora, pelas redes de relacionamento online, onde compartilham-se eventos, gostos comuns, anseios e expectativas. Leia mais

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Assim como todo bípede com acesso a um mouse, entrei na onda das compras coletivas, mas não durei muito. Cinco cupons depois, abandonei a modinha.

Isso foi pouco antes dos sites de desconto terem se tornado uma febre que mudou radicalmente o comportamento dos internautas. Quando se trata de estatísticas, os números ligados a essa modalidade de comércio são tão grandes quanto os descontos oferecidos: calcula-se que, em 2010, o faturamento chegou perto de 1 bilhão de reais. Leia mais

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Recentemente ajudei um profissional que dava seus primeiros passos em internet móvel no seu Android novinho. Ele estava feliz da vida com a mobilidade, mas com um mistério em mãos. Tínhamos que descobrir para onde estava indo todo seu tráfego de dados, uma vez que ele usava só emails e alguns aplicativos baixados do Market. Navegador, nunca nem abriu.

O pacote modesto de 250 MB seria suficiente para suas necessidades. Em casa e no escritório tem Wi-Fi disponível. Só umas 2 ou 3 vezes por semana ele passava algumas horas na rua, onde precisava usar para responder emails, enviar planilhas e tomar notas de clientes.

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Sempre haverá quem ache que a reclamação contra os altos preços dos smartphones e tablets é coisa de classe média consumista. Pior quando tal discurso vem da própria classe média.

Está na hora de deixar de lado esse discurso antiburguês e compreender que está na hora de aproveitarmos nossa bonança econômica para botar a mão na massa naquilo que realmente fará diferença na vida dos brasileiros: a educação. Hoje, acesso a tecnologia é sinônimo de cultura, informação, conhecimento, e, por consequência, prosperidade.

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