Ontem (16) a Microsoft liberou um aplicativo para Twitter no Zune HD. Acontece que um leitor do blog Engadget descobriu que tal aplicativo filtra palavras consideradas inapropriadas em sua timeline e substitui os caracteres por asteriscos. Para provar sua tese o leitor tuitou isso e o resultado você pode ver na imagem abaixo, vinda do Engadget:

zune-hd-twitter-filtro

O objetivo do filtro provavelmente é fazer com que o aparelho seja bom o suficiente para um ambiente familiar. Mas fica a minha pergunta: sempre que eu vejo algo escrito com **** fico mais curioso ainda pra saber o que está por trás daqueles sinais. Uma criança certamente tem a mesmíssima curiosidade e vai descobrir que aquilo era um palavrão.

Em outras notas sobre o aplicativo de Twitter para o Zune HD, o Engadget nota que o software é lento e não responde corretamente aos comandos na tela sensível ao toque. Também afirma que quando usando tal aplicativo a conexão WiFi ficou instável e caiu diversas vezes. [Engadget / The Mac Observer]

Outro dia escrevi aqui que estimativas indicavam que a plataforma Android tinha passado dos 20 mil aplicativos. Tratava-se de um estimativa não oficial fornecida pelo site AndroLib que conta o número de aplicativos e fornece uma forma de navegar por eles. Mas o Google resolveu se pronunciar para dar o número correto: 16 mil e contando.

Essa informação que passei no parágrafo anterior veio do Techcrunch, em texto do mesmo autor que falava da estimativa de 20 mil. Segundo ele o Google entrou em contato com o blog e forneceu essa informação “mais oficial”. Mas negou-se a passar outros tipos de informação como a proporção de aplicativos pagos versus gratuitos.

O mesmo Techcruch entrou também em contato com o AndroLib para que eles dessem seu parecer sobre essa diferença na quantidade de aplicativos contatos. Segundo o serviço, o Google pode ter contado apenas aplicativos para os EUA, ou está com números defasados e não os de hoje, ou não contam aplicativos que já figuraram no Android Market mas que foram retirados por algum motivo.

Vale lembrar que os aplicativos pagos da App Store surgiram junto com a loja em julho de 2008. O Android Market, quando foi ao ar em outubro de 2008, não tinha aplicativos pagos, que só forma introduzidos em fevereiro de 2009.

Os aplicativos pagos são o motor que alimenta a vontade dos desenvolvedores de criarem softwares para uma plataforma. O Android largou depois, está crescendo, mas não no mesmo ritmo do iPhone. Mas é uma plataforma que tem futuro. [Techcrunch]

dotcn

Malware ou Censura?

A China tornou mais difícil o registro de domínios “.cn”. Agora todos que quiserem registrar precisarão provar que tem uma empresa aberta através de algum documento ou certificado que aponte para isso. O objetivo é evitar que golpistas de internet usem domínios chineses para suas práticas criminais, além de limpar os domínios chineses de pornografia. Na prática isso impede que pessoas físicas tenham seus próprios sites.

Sites já existentes – são 10 milhões de domínios .cn – terão também que provar pertencer a alguma operação comercial, caso contrário serão tirados do ar. Uma pesquisa da McAfee apontou domínios chineses como a segunda maior fonte de malware da internet, apenas atrás de domínios “.cm”, dos Camarões. O “.cm” é provavelmente o mais usado por golpistas pois trata-se de um “typo” (erro de digitação) muito comum quando tentamos escrever “.com”.

O objetivo supostamente nobre pode esconder a verdadeira vontade do governo chinês que é impedir que cidadãos comuns tenham seus sites pessoais, o que pode ser considerado um bloqueio à liberdade de expressão, uma forma de censura velada. Em se tratando de China essa teoria nada conspiratória tem tudo para ser verdade. [The Register]

bing-iphoneA Microsoft acaba de lançar o Bing para iPhone. O aplicativo é bastante completo e além da busca – por voz e texto – inclui também o serviço de mapas do Bing e outras buscas específicas como imagens, filmes e notícias. Também, marca registrada do Bing, o fundo de tela do aplicativo apresenta pelo menos uma imagem bonita.

O Bing já existe para outras plataformas como o Windows Mobile e Blackberry. Também possui sua versão web mobile. Interessante sair um app para o iPhone da Apple, uma das grande “inimigas” da Microsoft.

Gostei da parte de configurações que permite escolher o sistema de medidas que você usar (métrico ou imperial), marcar o nível de segurança dos resultados de busca (moderado, restrito ou desligado para conteúdo ligado a sexo, por exemplo) e a opção de apagar o histórico de busca.

Ambas hoje (Apple e Microsoft) na verdade são mais “inimigas” do Google do que entre elas mesmo. E é sempre ótimo contar com alternativas ao Google Maps – por enquanto a busca do Google é insubstituível – que esse app do Bing oferece.

Este aplicativo não é o primeiro da gigante de Redmond para o iPhone. O primeiro foi o Seadragon, aplicativo para fotos. Também lançaram o Tag Reader e outros aplicativos menores. Como disse, o grande inimigo de ambas hoje é o Google. [Cnet]

navegadoresNesta quarta-feira (16) a União Européia retirou o processo antitruste que investigava formas de garantir competição nos navegadores web (browsers) dos Windows distribuídos nos países da UE. O caso foi retirado pois a Microsoft concordou em oferecer escolha de browsers a todos os seus usuários.

O caso evoluiu ao longo do tempo. Inicialmente a proposta da Microsoft era vender o Windows 7 sem o Internet Explorer na Europa. Depois a gigante de Redmond apresentou a ideia de uma página dentro do Internet Explorer pedindo às pessoas escolherem o seu navegador preferido.

Essa alternativa inicialmente causou polêmica pois haveria uma ordem específica na qual os navegadores apareceriam na tela o que poderia beneficiar um ou outro browser. Depois ficou decidido que esses navegadores apareceriam em ordem aleatória.

Outra polêmica que surgiu no caso foi o fato da Microsoft colocar esse sistema de escolha dentro do Internet Explorer. Esse fato ajudaria o navegador embutido no Windows. Depois das reclamações o formato final seria um software independente e que não tivesse nenhuma referência à Microsoft / Internet Explorer que não fosse a opção escolhida.

Google, Mozilla e Opera eram o lado oposto da Microsoft neste caso da União Européia. Eles certamente estão comemorando as conquistas neste momento. [The New York Times]

bitly-postNo que parece ser uma guerra de encurtadores de URL, o Bit.ly lançou na segunda-feira (14), logo após o anúncio do Goo.gl, seu serviço Pro. O Bit.ly Pro gerencia URLs curtas para outros sites e dá as mesmas ferramentas que o Bit.ly oferece além de ser uma alternativa segura por indicar o destino da URL mais facilmente.

Explicando melhor. O New York Times, por exemplo, usa o serviço Pro do Bit.ly nas URLs curtas no nyti.ms, simples assim. O Bit.ly Pro por enquanto engloba poucos – mas grandes – publishers online como o Techcrunch, The Huffington Post, The Onion e outros.

A ideia toda baseia-se na segurança que um link curto pode representar. A Cisco soltou um relatório recentemente falando que as URLs curtas podem representar problemas de segurança por não indicar o destino do clique. Com o Bit.ly Pro essa parte fica resolvida.

Pra finalizar, não que alguém se importe, mas o Facebook também lançou ontem o seu encurtador de URL, o fb.me.

android-20mil[Atualização 17/11 às 14:25] Leia o texto: Google diz: são 16 mil aplicativos para Android

Estimativas do site AndroLib indicam que a plataforma Android acaba de atingir os 20 mil aplicativos disponíveis para seus usuários. O Android Market surgiu em outubro de 2008 e demorou 10 meses até atingir os primeiros 10 mil apps. Para dobrar foram apenas 4 meses. O iPhone tem atualmente mais de 100 mil aplicativos na Apple Store.

O AndroLib é uma ótima alternativa ao Android Market na hora de navegar e procurar aplicativos para seu smartphone Android. O Google na verdade nunca cita a quantidade de aplicativos que o Android Market possui mas o AndroLib lista todos eles e fornece uma interface mais fácil de navegar. Por isso podemos considerar que a estimativa deles é relativamente precisa.

android-market-crescendo

É fácil ver que a plataforma Android tem potencial e que a base de desenvolvedores está crescendo apesar da insatisfação de alguns deles. Só olhar o gráfico acima que mostra o total de aplicações para Android e  notar que há uma tendência a crescimento. Segundo o AndroLib hoje cerca de 37% dos aplicativos para a plataforma do Google são pagos (ou seja, 63% são gratuitos).

A combinação de crescimento da plataforma, uma gigante da internet por trás e uma plataforma mais aberta com menos restrições na aprovação de softwares, pode ser a receita para o sucesso e uma grande ameaça à Apple neste mercado. [MobileCrunch]

[Atualização 17/11 às 14:25] Leia o texto: Google diz: são 16 mil aplicativos para Android

A Microsoft retirou do ar o serviço chinês MSN Juku / Club MSN no final da noite desta segunda-feira (14). Mais cedo, no mesmo dia, o Plurk havia acusado a gigante do software de roubo de código do seu serviço, como noticiou o Tecnoblog. O MSN Juku apresenta agora uma página em chinês (screenshot abaixo) que logo redireciona para a home do Windows Live.

msn-juku-desculpas

O texto, segundo o Google Translator, diz algo como: “Caros usuários, nós o informamos que o serviço está temporariamente em manutenção e indisponível. Por favor, visite este site novamente mais tarde. Desculpas pelo inconveniente causado. Shanghai US msn Network Communications Technology Co., Ltd.”.

A Microsoft precisou aguardar amanhecer na China para resolver em parte o problema. Quando o assunto tomou os blogs e sites de notícia era madrugada em solo chinês. Segundo a empresa de Bill Gates o serviço MSN Juku foi feito por uma empresa externa contratada e não por ela mesma. Claro, isso não a isenta de responsabilidades no caso.

Essa não é a primeira vez que a fabricante do Windows é acusada de usar propriedade intelectual alheia em seus produtos. Recentemente descobriu-se que um instalador do Windows 7, que permitia donos de netbooks instalar o sistema operacional via USB, continha código open source sem estar licenciado desta maneira. A Microsoft retirou o software do ar e relançou semana passada sob GPL.

Vamos ver no que essa história vai dar. A maior empresa de software do planeta precisa tomar muito cuidado com o que faz para não manchar mais sua imagem que já não é muito boa. [CNet]

Googl-logoO Google, aquela empresa que quer dominar o mundo, acaba de lançar nesta segunda-feira (14) seu encurtador de URLs que atende pelo nome de Goo.gl. O serviço não é como os outros encurtadores que conhecemos como o Bit.ly ou Migre.me. O site do Goo.gl não permite o encurtamento de nada. O encurtamento está disponível através da barra de ferramentas do Google e do Feedburner.

Essa forma diferente de lidar com as URLs tem potencial de acabar por dominar o mercado pois boa parte dos blogs usa o Feedburner como fornecedor de seus feeds RSS e muita gente usa a barra de ferramentas do Google em seu navegador web.

Como todos sabem as URLs curtas ganharam importância gigantesca com o Twitter pois lá quanto menos caracteres melhor. E o Goo.gl pelo menos não é menor e nem maior em comprimento do que o atual líder do mercado.

Por enquanto o Google diz que não vai liberar a funcionalidade de encurtar URLs através do site goo.gl mas vai esperar a reação dos usuários à sua ferramenta para ver que rumos tomar. [Cnet]

[Atualização, 15/12 às 3:50] Leia os desdobramentos do caso em Microsoft retira MSN Juku do ar

O Plurk, serviço de microblog que tem uma interface bem diferente, postou nesta segunda (14) em seu blog oficial que há fortíssimos indícios que a Microsoft China tenha copiado descaradamente o código do seu serviço no recém lançado Club MSN/ MSN Juku.

O post é bem claro nas evidências a começar pela interface que é bastante similar. Segundo o Plurk, se fosse só isso, não teriam problemas. Ideias inovadoras costumam serem copiadas mesmo. Mas a investigação da equipe da startup foi mais a fundo e descobriu sequências inteiras de linhas de código idênticas ou muito similares ao do seu próprio serviço.

MSN Juku (acima) é muito similar ao Plurk (abaixo)

MSN Juku (acima) é muito similar ao Plurk (abaixo)

O Plurk era o serviço de microblog mais usado da China até que as autoridades do país bloquearam o acesso ao site. O MSN Juku foi lançado em novembro de 2009. A semelhança entre os dois serviços fez muita gente pensar que tratava-se de um acordo entre o Plurk e a Microsoft. A equipe do Plurk nega que tenha feito qualquer trabalho junto à gigante de Redmond.

A Microsoft é uma das maiores, se não a maior, empresa de software do planeta. E vive reclamando e fazendo campanhas para seus usuários não copiarem ilegalmente seus produtos. Segundo o New York Times um porta voz da companhia do Bill Gates disse que a empresa está investigando o assunto e deve dar alguma declaração em breve. [Wall Street Journal / The New York Times]

[Atualização, 15/12 às 3:50] Leia os desdobramentos do caso em Microsoft retira MSN Juku do ar