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Meu pai foi pastor evangélico por muitos anos. Volta e meia a igreja que ele liderava se envolvia em projetos de ajuda comunitária no bairro humilde onde a congregação ficava. Foi aí que eu aprendi a palavra “mutirão”, que é o nome que se dá pra mobilização de um monte de gente com um objetivo em comum.

O termo geralmente implica que o trabalho está sendo feito gratuitamente, o que, apesar de não ser exatamente adequado neste contexto, ainda acho que pode ser utilizado para explorar um assunto do qual não falei antes na minha coluna. Estou me referindo ao Kickstarter e, mais especificamente, como ele virou meio que de uma hora pra outra um reduto de desenvolvedores sem dinheiro. Leia mais

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No momento em que escrevo estas linhas, uma boa parcela da comunidade gamer mundial comemora o lançamento do terceiro capítulo da franquia Diablo (alguns até já acumulam horas jogando). Dá até dor admitir isso, mas eu infelizmente fiquei de fora desse mega evento que é Diablo III — ou, pelo menos, por algumas semanas.

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Você já ouviu este argumento diversas vezes: “videogames são, mais do que nunca, uma forma de narrativa assim como cinema ou literatura”. Ou “games podem tratam de assuntos maduros e não podem mais ser dispensados como simples passatempo pra criança”. No geral, este discurso se condensa no já meio clichê “games também podem ser arte”.

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Minha relação com a Nintendo tem sido estranha nos últimos anos. Embora a Big N (quem inventou esse apelido, aliás?) tenha marcado a minha infância e me condicionado a ver o SNES, eternamente, como o melhor console produzido pela raça humana, minha postura crítica em relação a algumas decisões da empresa me rendeu a aparência de hater da Nintendo.

Talvez por isso tantos amigos no Twitter tenham corrido pra me dar as “boas novas”: pela primeira vez em mais de trinta anos, a Nintendo se viu anunciando prejuízo. Leia mais

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Lá em 2010, escrevi aqui no Tecnoblog um texto sobre o modelo freemium. De lá pra cá, o formato de games gratuitos com microtransações aparentemente deu tão certo que se expandiu além dos joguinhos casuais de celulares e começaram a ser adotados por grandes marcas, como o mais recente simulador de vôo da Microsoft ou Star Trek Online. Leia mais

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Quando você pensa na Sega, o que te vem à mente? Pra muitos, o nome da empresa evoca imediatamente a imagem do porco-espinho azul supersônico, que é efetivamente sinônimo visual da marca. Outros talvez lembrem do domínio que a empresa exercia no ramo de arcades (Ahh, muitas mesadas estouradas no House of the Dead!). Muitos lembrarão imediatamente do icônico jingle da marca, que precedia os jogos do tal porco-espinho azul. Leia mais

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Desde que a App Store surgiu em 2008, gamers brasileiros (um grupo já acostumado a complicações e dificuldades arbitrárias) foram recepcionados com mais um empecilho: a loja tupiniquim de apps não oferecia games.

O impasse, mal compreendido por muitos, obrigava nossos compatriotas a apelar para gambiarras como declarar-se argentino (!) e abrir uma conta na loja da App Store dos hermanos. E, em alguns outros casos (que levantem as mãos os infratores), isso servia como mais um pretexto pra piratear os games. Já não era mais uma questão de falta de dinheiro, argumentavam alguns: a chateação de ter que fazer esses malabarismos tornava-se quase uma justificava para obter os games por outras vias. Leia mais

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Se você é leitor constante desta coluna, deve saber que eu sou um arauto da tal “revolução gamer portátil”. Pelo menos é assim que já fui chamado por alguns detratores mais gentis; as alcunhas que me dão são, na maioria das vezes, impublicáveis.

Eu noto que há um sentimento de bastante má vontade dos gamers tradicionais em relação ao impacto de aparelhos celulares e tablets na indústria dos videogames. Creio que parte é a rejeição natural do que é novo (seres humanos são inerentemente reacionários a mudanças; os constantes redesigns do layout de qualquer rede social é um lembrete vívido disso), parte é a rivalidade histórica entre jogadores casuais e jogadores “de verdade”, digamos assim. Leia mais

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Uma lembrança feliz dos meus tempos de infância eram as partidas de Imagem e Ação. Cresci vendo meus pais reunindo-se ao redor da mesa da sala de jantar, berrando ensandecidamente diretamente na cara dos amigos e rodopiando uma ampulheta cheia de um pó azul que eu acreditava ser Omo Multiação. Leia mais

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Ver empresas se aventurando no ramo dos consoles é algo relativamente raro. Talvez você não lembre (ou nunca tenha parado pra pensar nisso), mas faz mais de uma década desde a última vez que presenciamos um novato entrando na guerra dos consoles, quando Bill Gates surpreendeu os gamers revelando o primeiro Xbox na Game Developers Conference em 2000. Leia mais