João Brunelli Moreno

É jornalista, publicitário e usa a internet desde mil-novecentos-e-monitor-de-fósforo-verde. Não está certo se gosta de gadgets por eles serem poderosas ferramentas de comunicação que têm papel fundamental na difusão de conhecimento ou porque eles têm luzinhas brilhantes que piscam toda hora.

Longe de ser mentira ou politicamente correto, o vídeo 1 Laptop per 3rd World n00b, criado por dois usuários do site UCBComedy, mostra o que as criancinhas podem encontrar ao se conectarem à web com os computadores do programa One Laptop Per Child. Apesar de não haver nada demais no vídeo, recomenda-se tirar criancinhas e pessoas sensíveis da sala:

No meio do turbilhão envolvendo as mais recentes falhas de segurança identificadas no decano navegador Internet Explorer 6, que tem em seus capítulos mais dramáticos uma rixa entre o Google e o governo chinês e com a Alemanha e França emitindo comunicados oficiais que pediam que os internautas do país evitassem o programa a qualquer custo, surge uma voz dissonante: o Reino Unido.

O órgão responsável pela segurança Web nas terras de vossa majestade parece ter caído na conversa da Microsoft de que a falha não é uma ameaça aos usuários comuns. “Não há evidências de que a versão com todas as correções do IE6 é mais ou menos segura que os outros navegadores”, afirmou o sub-secretário de estado lorde West.

A medida, claro, despertou a fúria de especialistas web no país, que para protestar resolveram criar uma originalíssima petição online no site governamental Number10.co.uk, que até o momento conta com cerca de 1,2 mil assinaturas. [Register]

Eis o Google Tablet, que por hora não passa de um estudo.

A equipe de desenvolvimento do Chrome OS postou no site oficial do projeto algumas projeções de como seria um tablet equipado com o sistema operacional peso-leve, que tem lançamento previsto apenas para o final do ano.

As imagens mostram um teclado virtual que pode assumir diferentes layouts na tela e inéditas barras de navegação lateral para o browser. Junto das fotos também há um vídeo em que o gadget mostra parecer maior do que suas fotos fariam supor.

Provavelmente a projeção deve ter caído como uma bomba para os lados de Cupertino, onde Steve Jobs já havia demonstrado seu descontentamento com o Google por eles “estarem tentando matar o iPhone” com seus telefones Android.

Por hora o “Google Tablet” é apenas uma projeção e não tem data de lançamento.

Em todo caso, dê uma olhada em seu vídeo de apresentação.

Um levantamento feito por um estudante chamado Sauhard Sahi na rede da universidade de Princeton mostra que apenas 10 dos 1021 arquivos que estavam sendo transferidos pelos graduandos não infligiam nenhum direito autoral. O estudo, realizado no segundo semestre de 2009, co-ordenado pelo professor Ed Felten e publicado no blog Freedem to Tinker monitorou apenas um tipo aleatório sem trackers do formato BitTorrent.

Os dados mostram que entre as dez torrents legais haviam duas distribuições do Linux, addons para jogos e programas em versões beta ou shareware. Já 46% eram filmes e programas de TV, 14% jogos e softwares, 14% pornografia, 1% e-books, 1% imagens e 14% não pode ser identificado. Os tão temidos downloads de músicas eram apenas 10% da soma. “Apenas um dos 145 arquivos pornográficos que estavam sendo baixados não era ilegal”, aponta o estudo.

Como lembra o Register, ao contrário dos outros formatos de troca P2P o formato BitTorrent não foi escrito especificadamente para facilitar a pirataria, mas sim como uma maneira de se transferir grandes arquivos pela web.

Pornografia: "foi mal aí, mano"

Em protesto contra a falta de suporte ao formato Flash imposta pela Apple ao iPhone, iPod Touch e no futuro iPad, Lee Brimelow, evangelista da Adobe e proprietário do independente The Flash Blog criou polêmica ao postar neste final de semana como diversos sites ficam sem o plugin.

Entre páginas de notícias, jogos e variedades havia o screenshot de um site adulto, o que foi visto como um golpe baixo por alguns especialistas, que interpretaram que a companhia estaria indo longe demais em sua briga com a empresa da maçã. Estrago feito, não demorou para que Brimelow tirasse a imagem do ar junto de um pedido de desculpas.

“Primeiro, este não é um blog oficial da Adobe. Depois, eu me desculpo pela imagem que postei com a intenção de ser humorístico. Não é surpreendente que a Adobe não tenha achado graça e por isso a tirei do ar” escreveu.

Do outro lado, o site Mashable reporta que Steve Jobs não anda muito contente com a Adobe. Num recente evento informal dentro da empresa da maçã, o salvador executivo teria afirmado que “A Adobe é preguiçosa e o Flash é problemático. Toda vez que um Mac trava normalmente é por causa do Flash. Ninguém mais usará o Flash, o mundo irá para o HTML5″.

Jesus Jobs: os fanboys da Apple já o veem dessa maneira há muito tempo.

A apresentação do iPad fez com que o semanário britânico The Economist colocasse o mais do que pop Steve Jobs vestido como um personagem bíblico em sua edição do dia 30 de janeiro.

Com o executivo devidamente trajado com um manto, auréola sobre a cabeça e com um iPad em suas mãos, em português sua manchete diz algo como “O livro de Jobs: Esperança, burburinho e o Apple iPad”. Os editores da revista justificam a arte de sua capa por entenderem que Jobs é um “guia e salvador” da empresa que fundou. [CNN]

O Google anunciou hoje que os serviços Google Docs e Google Sites deixarão de oferecer suporte ao navegador Internet Explorer 6, inimigo número um entre 11 a cada 10 desenvolvedores web e especialistas em segurança na rede.

Junto do clássico aviso que pede aos usuários que mantenham os programas de seu computador devidamente atualizados, a gigante da web afirma que a partir de agora os requisitos mínimos para usar os serviços serão os browsers IE7, Firefox 3, Chrome 4.0 ou Safari 3.0.

De acordo com dados da empresa NetApplications relativos ao último mês de dezembro, o IE 6 ainda é o segundo navegador mais utilizado no mundo, com 20,07% de audiência e logo atrás do líder IE8, que conta com 22,31%. Já o Firefox 3.5 está na terceira colocação, com 17,10% de audiência.

Essa não é a primeira vez que o Google abandona o suporte ao antigo programa da Microsoft em seus serviços. Desde agosto o Orkut exibe um aviso que pede aos usuários do decano IE6, lançado em 2001, que instalem um novo navegador em suas máquinas.

Pelo câmbio de R$ 1,88, os US$ 499 pedidos pelo iPad básico seriam R$ 938. Não se surpreenda se ele chegar por aqui custando o dobro disso.

Depois de dois dias, a Apple Brasil finalmente deu algum sinal de que de fato o tão falado iPad irá desembarcar por essas terras. Uma página em português dedicada ao gadget entrou no ar no site brasileiro da empresa da maçã, mas por hora com poucas novidades: todos os textos são uma tradução dos originais em inglês e o preço informado é o norte-americano, em dólares. Para quem quiser ver o site, é só acessar apple.com/br/ipad.

Dica do colega de Tecnoblog Juarez Lencioni Maccarini

Google genélico, né? (sic)

Pelo visto, a comoção em torno de uma possível saída do Google da China ainda anda provocando alguma comoção na terra do frango xadrez. Nesta quinta-feira dois sites “genéricos” em apoio a gigante da web no caso das invasões feitas contra contas de e-mail de defensores dos direitos humanos no país entraram no ar, o Goojje e o Youtubecn.

Enquanto o Goojje é uma página de buscas com um apelo para que a companhia norte-americana não encerre suas operações no país em sua página inicial, o Youtubecn coloca as mãos na massa e consegue exibir (por enquanto) vídeos do Youtube “de verdade”, bloqueado por lá.

Em entrevista para o site The Huffington Post, Xiao Qiang, especialista em internet chinesa da universidade de Berkeley, na Califórnia, afirma que o caso ainda pode ser fonte de uma série de dores de cabeça para seus criadores “por conta do roubo de propriedade do Google e com as leis chinesas”. “Não vejo esses dois sites sobrevivendo por muito tempo diante desses dois obstáculos”, completa.

Até o momento em que este post é escrito, as duas páginas ainda estão no ar. Em declaração oficial, o Google afirma que as duas cópias não têm nada a ver com a empresa.

Mal foi apresentado e o iPad já está no meio de uma grande polêmica por conta de seu nome. Se em português o termo “pad” pode ser traduzido como bloco de anotações, nos EUA ele também é utilizado para denominar absorventes íntimos, o que não demorou para virar piada por lá. E nem precisa ser piada nova: em 2006 o programa MadTV acidentalmente antecipou o nome do novo gadget da Apple num quadro de humor (vídeo abaixo).

Como se isso não fosse o suficiente, a fabricante japonesa Fujitsu também tem suas razões para não gostar do nome. Desde 2002 uma de suas subsidiárias comercializa um terminal para atendentes comerciais batizado com o mesmo nome da novidade da maçã e pelo visto a questão pode ser decidida nos tribunais.

E essa nem é a primeira vez que a Apple “acidentalmente” batiza seus produtos com nomes registrados por outras empresas. O próprio iPhone, lançado em 2007, foi pivô de uma polêmica semelhante com a Cisco, que tinha o registro da marca desde 2000.

Confira o vídeo do Apple iPad do MadTV:

[New York Times]