João Brunelli Moreno

É jornalista, publicitário e usa a internet desde mil-novecentos-e-monitor-de-fósforo-verde. Não está certo se gosta de gadgets por eles serem poderosas ferramentas de comunicação que têm papel fundamental na difusão de conhecimento ou porque eles têm luzinhas brilhantes que piscam toda hora.

Dois dos pioneiros nas pesquisas em torno do formato MP3 estão envolvidos na criação de um novo tipo de arquivo para músicas chamado de “MusicDNA”.

Apresentado nesta segunda-feira na Midem, conferência sa indústria da música que acontece em Cannes, na França, a nova tecnologia utiliza basicamente os mesmos algoritmos de compressão de áudio da atualidade junto de tabelas XML capazes de armazenarem até 32 GB de informações sobre a faixa, como letra, capa dos disco, artigos na Wikipedia, posts no Twitter e notícias que são atualizadas dinamicamente pela web toda vez que a faixa é acessada.

Desenvolvida pelo criador do formato MP3, o alemão Karlheinz Brandenburg, e pela empresa Bach, de propriedade de Dagfinn Bach, criador do primeiro aparelho capaz de tocar músicas digitais em 1993, a novidade chega para “tornar os downloads legais mais atrativos”. Stefan Kohlmeyer, CEO da companhia, afirmou à rede de notícias BBC que “Se as gravadoras se esforçarem para oferecer conteúdo exclusivo para o formato, certamente teremos um produto premium nas mãos”.

A novidade deve chegar ao mercado até o meio deste ano e por hora apenas duas empresas inglesas assinaram acordos com a MusicDNA, o selo Beggars Banquet e a gravadora Tommy Boy Records. A Bach afirma que caso um de seus arquivos caia em sites de compartilhamento, ele se “congela” e deixa de passar por atualizações.

Mas mesmo antes de fazer sua estréia o novo formato já tem dois grandes rivais.

Um deles é a Apple e seu iTunes LP, que pretende usar sua sólida plataforma de distribuição de conteúdo para fornecer material exclusivo, nos mesmos moldes do MusicDNA, sobre as faixas que vende por apenas US$ 1,29. Outro é a ganância de seus criadores. Logo em sua apresentação o presidente da companhia dá dicas de um inevitável fracasso ao dizer que os novos arquivos poderão ser “vendidos até pelo dobro do preço de um MP3 comum”.

Por hora a companhia não informou se o formato é compatível com os players da atualidade nem como o conteúdo exclusivo será acessado.

Quem diria. O disco virtual Ubuntu One, aplicativo que permite que os usuários do sistema operacional aberto Ubuntu – e suas variações, claro – armazenem qualquer arquivo na nuvem está prestes a ser portado no Windows e Mac OSX pela empresa Pycon.

O serviço estreou no último mês de maio junto da geração 9.04 dos sistemas operacionais de sua empresa-mãe, a Canonical, oferecendo 2 GB de espaço gratuitos na web – o dobro do Google Docs, por exemplo.

De qualquer maneira, os que considerarem a quantidade insuficiente para sua demanda podem adquirir seu próprio latifúndio online de 50 GB diante de um pagamento mensal de módicos US$ 10 (R$ 17).

E são nesses clientes que a empresa está de olho ao chegar nas novas plataformas, num mercado que já tem como players mais notáveis os serviços Microsoft LiveMesh e o Dropbox, financiado pela Sequoia Capital, companhia que “descobriu” o Youtube, Yahoo e NVidia, por exemplo.

O lançamento do programa deve acontecer “nas próximas semanas”.

"Lucas Silva e Silva, direto do mundo da lua"

Um upgrade realizado nesta semana nos computadores da Estação Espacial Internacional tornou possível que todos seus astronautas possam desfrutar de uma conexão à web durante suas estadas fora do planeta Terra, informa a Nasa.

O novo sistema entrou no ar nessa sexta e foi “inaugurado” oficialmente quando o oficial T. J. Creamer se conectou à rede e postou uma mensagem em seu perfil no Twitter, o @astro_TJ:

Olá pessoal! Agora estamos AO VIVO twitando da Estação Espacial Internacional, e esse é o primeiro tweet do espaço! ; ) Mais tarde, mandem suas perguntas!

Anteriormente, todos os tweets enviados do espaço eram recebidos por e-mail pela equipe de controle na Terra e postados nas contas dos astronautas. Agora o novo acesso pessoal à web, chamado de Crew Support LAN, usa a estrutura de comunicação pré-existente entre o comando de solo e a estação para permitir a navegação da web sem intermediários.

Atualmente a Nasa é o órgão governamental que mais se empolgou com o Twitter e conta com aproximadamente 100 perfis, entre funcionários, astronautas, departamentos e projetos especiais.

No comando da Microsoft desde que Bill Gates pendurou as chuteiras, em junho de 2008, Steve Ballmer pode ser conhecido por tudo, menos por ser tímido – o clássico episódio da Monkey Dance que o diga.

Em visita à universidade Trevecca Nazarene, em Nashville, Tennesse, um estudante resolveu provocar o executivo e pediu que ele autografasse seu notebook, o que não seria nada demais se a máquina em questão não fosse um Macbook Pro com corpo de alumínio, fabricado por sua arqui-rival Apple. Sem perder o rebolado, o gordinho não pensou duas vezes antes de deixar sua marca na tampa do computador. Confira:

Dá pra imaginar o simpático Steve Jobs fazendo coisa parecida num HP ou num Dell? [TechFlash]

Será que vai precisa rebobinar?

O Youtube anunciou em seu blog oficial que a partir desta sexta-feira passará a oferecer um novo serviço de aluguel de filmes pela rede. Por hora disponível apenas nos EUA, inicialmente a novidade permitirá que os navegantes paguem US$ 4 (R$ 7) para terem o direito de assistir aos filmes The Cove, One too many mornings, Homewrecker, Children of invention e Bass Ackwards, que fazem parte da programação do festival de cinema independente de Sundance, que acontece nos EUA. Os filmes estarão disponíveis para locação até o encerramento do festival, que acontece no próximo dia 31.

Apesar da programação ainda limitada, o site de vídeos afirma que nas próximas semanas pretende anunciar parcerias com outros estúdios e distribuidoras independentes para a disponibilidade de seu conteúdo na rede. “Oferecer seu conteúdo na web desta maneira permitirá ao artista ter um rígido controle a distribuição de seu trabalho, mantendo todos seus direitos”, escreveu a empresa no site.

Os pagamentos serão realizados através do Google Checkout, obscuro serviço de processamento de transações financeiras da gigante da web que existe desde 2006 e disponível apenas nos EUA e Reino Unido.

Por hora, os usuários brasileiros estão tão fora da festa que não é possível nem mesmo assistir aos trailers oficiais do festival de cinema, que têm seu conteúdo bloqueado desse lado do equador.

Pelo visto, a volta de Bill Gates ao Facebook e sua entrada no Twitter tinham segundas intenções.

Na noite de ontem, o executivo anunciou no seu twitter o lançamento de um blog pessoal, o The Gates Notes.

Desde que deixei a Microsoft as pessoas tem me perguntado no que ando trabalhando. (…) Tenho tido a sorte de conversar e aprender com verdadeiros especialistas em diversos campos. Costumo tomar uma porção de notas e enviá-las com outros por e-mail, para poder me aprofundar nos assuntos e creio que seja interessante compartilhar essas conversações de maneira mais ampla, num website

Por ora os assuntos que dominam seu blog são só as preocupações de Bill (estou ficando tão íntimo que resolvi o chamar pelo primeiro nome) com o Haiti, reações mais rápidas a uma pandemia como a gripe suína e sustentabilidade, além de compartilhar suas últimas leituras e viagens.

Aos interessados, vale uma visita.

Há pouco mais de uma semana a equipe de desenvolvimento do Google Docs anunciou que em breve o serviço ganharia a opção de poder armazenar arquivos de qualquer tipo, se transformando numa espécie de “Google Drive” com 1 GB de capacidade – o que não é muita coisa, mas há a opção de upgrades pagos por espaço.

Leia mais:

Na ocasião, foi informado que a novidade chegaria “aos poucos” a seus usuários, que seriam notificados por um “aviso na tela” assim que ela estivesse disponível. Pois bem, ao logar no Docs hoje, dei se cara com isso:

Novidade na área

A interface de upload é rigorosamente idêntica a usada anteriormente para subir arquivos para o serviço e sua página de visualização de imagens é assim:

Flickr, é você?

Até agora deu pra notar que a navegação é rápida e que os uploads foram feitos sem problema.

Mais alguém aí teve o “Google Drive” ativado em suas contas?

Uma garota saudita de 13 anos de idade foi condenada pela corte do Golfo de Jubail a levar 90 chibatadas na frente de suas colegas de classe por ter sido flagrada carregando um telefone celular equipado com câmera na escola. E, como se esse castigo não fosse o suficiente, ela ainda passará dois meses numa prisão por conta de sua abominável infração.

De acordo com o jornal The Daily Mail, por alguma razão as avançadíssimas leis locais proíbem a presença do gadget em suas escolas para meninas, e tamanha punição está longe de ser das mais pesadas aplicadas por lá, onde não raro infratores são condenados a afogamentos, decapitações ou crucificações públicas. E o caso está longe de ser uma raridade: só nos últimos três anos, outras 16 meninas foram condenadas a levarem entre 300 e 500 chibatadas por desrespeitarem seus professores.

No poder desde 2005, o rei Abdullah não vem medindo esforços para promover um “resgate moral” dos habitantes de seu feudo país, o que incluiu, entre outras coisas, a proibição de cinemas e teatros.

Os lançamentos de suas versões RC1 e RC2 nos últimos dias já davam a dica, mas sem dar qualquer pré-aviso, a Mozilla lançou a versão final do Firefox 3.6 nesta quinta-feira. Esta será a última grande atualização do browser antes da chegada de sua versão 4, esperada para acontecer em 2011.

A maior novidade do programa é a inclusão, entre seus itens “de série”, do addon Personas, que permite que o navegador seja personalizado e configurado com apenas um clique – novidade mais cosmética do que propriamente técnica que chega para combater os temas do Google Chrome, que têm feito algum sucesso. Debaixo do capô, também se destacam suporte aprimorado a HTML5, CSS  e Javascript.

Disponível em 70 idiomas, obviamente incluindo português, o download de sua versão para Windows tem 7,5 MB, linux, 9,5 e OSX, 18,4 MB. Para baixar o programa, é só visitar a página da Mozilla.

A crise de confiança deflagrada contra o navegador Internet Explorer na última semana fez com que o Firefox e o Opera registrassem aumentos consideráveis em seus downloads em todo o mundo.

Depois do alerta alemão contra o programa da Microsoft, o tradicionalmente ignorado Opera viu sua procura dobrar na Alemanha e aumentar 37% na Austrália, onde comunicado semelhante foi feito.

Apesar de não divulgar seus números globais, a Mozilla também aponta aumento de interesse sobretudo na França e na Alemanha, onde os downloads saltaram de 50 mil para 200 mil por dia. Os dados franceses não foram divulgados por ainda não terem sido auditados. [The Register]