João Brunelli Moreno

É jornalista, publicitário e usa a internet desde mil-novecentos-e-monitor-de-fósforo-verde. Não está certo se gosta de gadgets por eles serem poderosas ferramentas de comunicação que têm papel fundamental na difusão de conhecimento ou porque eles têm luzinhas brilhantes que piscam toda hora.

As últimas brechas de seguranças descobertas no Internet Explorer, que vieram à tona depois da ameaça do Google em sair do mercado chinês depois que algumas contas de usuário de ativistas dos direitos humanos foram invadidas por hackers orientais, fizeram com que o Escritório da Segurança da Informação do governo alemão alertasse a todos os navegantes do país que evitassem usar qualquer versão do browser da Microsoft (6, 7, 8 e até a 9, ainda em fase de testes). Em seu comunicado oficial, o escritório governamental diz que navegador foi o “ponto em comum” em todas as invasões ou tentativas de invasões registradas do outro lado do mundo.

O órgão aponta que a própria Microsoft reconhece que seu programa vem apresentando algumas falhas de segurança que podem comprometer a privacidade de seus usuários e recomenda que em seu lugar o navegante prefira programas concorrentes, como o Firefox (atualmente o navegador mais usado por lá), Chrome, Opera e até mesmo do Safari, feito por sua arqui-rival Apple.

Por sua vez, a empresa de Bill Gates se defende afirmando que os riscos para os usuários comuns são “baixos”.

Thomas Baumgaertner, porta-voz da companhia na Alemanha lembra que “os recentes ataques feitos contra o Google tinham alvos certos e motivações bem específicas” e que “não foram registrados ataques contra pessoas comuns em outros pontos do mundo”. “Não existe qualquer ameaça à maioria absoluta dos internautas, e por isso não concordamos com a recomendação do governo”, completou à rede BBC.

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Já especialistas de segurança vêm se mostrando preocupados com a nova falha. “O código que fez com que as máquinas chinesas fossem invadidas já caiu na internet, e a Microsoft ainda não conseguiu lançar uma correção para o problema, o que significa que agora todos são um alvo em potencial”, afirmou o Graham Cluley, da empresa Sophos, à rede britânica.

De qualquer maneira, desde que o caso se tornou público a Microsoft vem pedindo que os usuários dos Internet Explorer ajustem o nível de segurança de seus browser para “alto” além de, claro, pedir que todos mantenham seus sistemas operacionais e antivírus devidamente atualizados. Mas para Cluley, isso pode não ser o suficiente: “Eles ainda estão analisando a primeira versão do malware chinês, enquanto novas versões podem estar sendo criadas”, completa.

Steve Wozniak: figuraça

Entre os cerca de 20 mil gatos-pingados que se dispuseram a comprar o smartphone Nexus One em sua primeira semana de vendas há uma figura pra lá de ilustre entre os fãs de tecnologia: o rei do rebolado Steve Wozniak, que ao lado de seu xará Steve Jobs, fundou a Apple na década de 30 70.

O gordinho havia acabado de receber seu aparelho quando apareceu para as filmagens de um programa educacional na rede de televisão NBC e parecia animado com sua nova aquisição, tanto que chegou a dizer – discretamente – que o aparelho já era seu gadget predileto. Ao ser perguntado sobre o aparelho eletrônico que mais gostava, ele se limitou a responder que “não é um produto da Apple, e o tenho desde ontem”. Em todo caso, Woz também lembra que é um feliz proprietário de outros dois – DOIS – iPhones.

Aliás, fã hardcore de tecnologia, independente da marca, Woz foi um dos poucos a receber a primeira geração do telefone para testes antes de seu lançamento oficial, e ao invés de se derreter em elogios, criticou o modelo por não dar suporte à rede 3G e ser pouco aberto a desenvolvedores, tanto que confessou ter hackeado seu próprio aparelho.

A operadora Tim anunciou nesta sexta que seguirá os passos da Oi e que a partir do próximo dia 1º de fevereiro passará a comercializar apenas aparelhos desbloqueados.

Em comunicado à imprensa a companhia afirma que a iniciativa faz parte da estratégia de deixar de oferecer descontos nos telefones celulares e focar suas vantagens nos planos, que tiveram seu período de fidelização aumentado de 12 para 18 meses. De acordo com seu diretor de marketing, Rogério Takayanagi, “o cliente já percebeu que não existe aparelho de graça. No final, o valor do aparelho acaba sendo pago na fatura”. Mas, no rodapé do texto, a operadora avisa que manterá os descontos nos aparelhos para os clientes que quiserem esta opção.

De resto, é o mesmo blábláblá de sempre envolvendo as palavras “inovação”, “exclusividade” e “vantagens para o consumidor” sem contar o novo clichê que deverá ser moda na próxima estação, o  “Queremos que os clientes permaneçam na nossa base pela qualidade do serviço, pela atratividade das ofertas e por um atendimento que funcione, e não em função do aparelho ou vinculo contratual”.

Vai chegar, chegou.Discretamente, sem fazer muito barulho, a nova geração dos iMacs, apresentada no último mês de outubro, está disponível no Brasil e pode ser encontrada em algumas lojas, como a Fast Shop e Fnac. O modelo básico da linha custa R$ 4.699 e conta com tela de 21,5 polegadas, processador Intel Core2Duo, 4GB de RAM e 500GB de HD. Convertido em dólares, o preço nacional é de US$ 2.685, bem mais que os US$ 1.199 (R$ 2.100) pedidos nos EUA pelo mesmo computador.

De acordo com uma fonte do Tecnoblog, a nova geração da máquina teve que ser homologada novamente para ser vendida no Brasil, o que explica sua demora para desembarcar por aqui. Em todo caso, ao tentar fazer uma compra, a data para sua saída do armazém é indicada como “indisponível”, o que mostra que ela ainda não está sendo entregue a seus clientes.

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Com informações de Alexandre Fugita

Apesar da crise do começo do ano, o final de 2009 registrou o maior aumento na venda de computadores domésticos dos últimos sete anos. De acordo com o Financial Times, o crescimento médio da indústria nos últimos meses de novembro e dezembro ficou entre 15% e 22%, estimulado sobretudo pela popularização dos netbooks e de outras máquinas de baixo custo, como os nettops, por exemplo.

Os dados da empresa de pesquisa IDC mostram que a fabricação de computadores aumentou 2,3% do período, enquanto a Gartner aponta um crescimento de 5,2%.

A maior fabricante de computadores do mundo continua sendo a HP, com 23% do mercado global de computadores, seguida, de longe, pela Acer, que tem 13,4% – um crescimento de 28% em relação a 2008. Já a Dell viu seus números caírem 5% e agora tem 12,5% do bolo. Os grandes destaques do ano foram a Lenovo e a Toshiba, com crescimentos de 42% e 30%, respectivamente.

Apple: um milhão de notebooks por mês

Uma fonte da empresa chinesa Quanta, contratada pela Apple para manufaturar a maior parte de seus Macbooks, Macbooks Pro e Air vendidos em todo mundo, afirmou ao site Digitimes que a empresa da maçã aumentou suas encomendas de computadores móveis, que variavam entre 300 e 400 mil unidades no começo de 2009, para um milhão de computadores no final do ano. Essa, inclusive, é a estimativa de vendas para este mês de janeiro em todo mundo.

Segundo a matéria, em 2009 a empresa de Steve Jobs comercializou 7 milhões de computadores, e anda animada com as encomendas – que provavelmente já incluem o vazado Macbook Pro i5. De qualquer maneira, apesar das fábricas operarem em plena carga, a produção deve cair 5% em fevereiro por conta de um tal Ano Novo Lunar que fará a China ter menos dias de trabalho no próximo mês.

Nexus One: devagar

Pelo visto, todo falatório em todo no smartphone Nexus One não fez com que ele se tornasse um sucesso de vendas em sua primeira semana no mercado. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Flurry, em seus primeiros sete dias apenas 20 mil aparelhos saíram das prateleiras, número 12 vezes menor que os 250 mil registrados pelo Motorola Droid e 80 vezes (!!!!) menor que os 1,6 milhão de iPhone 3GS vendidos em suas chegadas ao mercado.

Os motivos para esse insucesso inicial seriam vários. Enquanto a Motorola investiu inéditos US$ 100 milhões para divulgar seu novo aparelho, sua empresa-mãe, versada em anúncios online, tem preferido ficar longe das mídias tradicionais. Além disso, o sistema de vendas adotado até o momento não ajuda: o Nexus One é apenas vendido diretamente pelo Google aos consumidores, por preços que variam de US$ 529 (R$ 920) para o modelo desbloqueado a US$ 179 (R$ 320) junto de um contrato de fidelização com a operadora T-Mobile.

“O alto preço do aparelho desbloqueado, somado ao fato que ele vem sendo considerado uma ‘evolução’, e não uma ‘revolução’ no segmento talvez mostre que o Google não tenha se esforçado ao máximo para fazer com que o Nexus One fosse um ‘estouro’ em suas primeira semanas”, aponta o relatório, que acredita que as vendas irão deslanchar nas próximas semanas. [Phone+]

Wang Chen, diretor do Departamento de Informação e Propaganda do governo chinês afirmou ao jornal Financial Times que o país não cederá às pressões do Google para acabar com a censura de qualquer material potencialmente “perigoso” ao governo na internet.

Para ele, a companhia norte-americana “deve continuar com sua responsabilidade de zelar pela segurança da web no país”, além de negar qualquer envolvimento governamental com as invasões promovidas a contas de e-mail de ativistas dos direitos humanos dentro e fora da China: “somos uma constante vítima de ataques hackers e condenamos a prática”.

Em um longo texto postado num site governamental Chen afirma que a web 2.0, em que “os usuários são apenas receptores, mas também criadores de conteúdo” gera novos desafios para conseguir regulamentar a internet e reforça o atual formato de “auto-censura” imposto às companhias instalas por lá, afirmando que “todos devem fazer seu melhor para intensificar sua auto-disciplina e garantir a integridade da web”.

“A importância que cada governo dá à segurança na internet é diferente. Sob o ângulo da segurança nacional, segurança da informação e segurança cultural, devemos responder ativamente aos desafios da segurança na internet e encontrar um caminho para desenvolver uma web com as características chinesas, e para isso precisamos de cooperação internacional”, escreveu, numa frase com cinco palavras “segurança”.

Flores. Pois é.

O Wall Street Journal reporta que diversos moradores de Pequim têm mostrado sua gratidão ao Google por ter furado o “Grande Firewall da China” depositando flores em frente à sua sede no país. Alguns internautas chegaram à criar o termo “Googlebye” por conta da iminente saída da empresa do país. [Foto]

O Google iniciou uma crise política entre EUA e China na noite da última terça-feira depois que anunciar em seu blog oficial que está cogitando a abandonar suas operações no país oriental por conta de possíveis ataques cibernéticos “sofisticados e coordenados” feitos contra contas do Gmail de ativistas dos direitos humanos no país.

Sem mencionar o governo local, a gigante da web afirma que iniciou suas investigações em dezembro, depois que duas contas tiveram seus dados acessados por um “grupo hacker chinês”, e identificou que “dezenas” de outros defensores dos direitos humanos na China, EUA e Europa estavam tendo seus dados monitorados por terceiros: “essas contas não estavam sendo acessadas por brechas de segurança, mas sim por causa de malwares instalados nas máquinas dos usuários”, completa o texto.

“Esses ataques, combinados com as tentativas ao longo do ano passado em limitar a liberdade de expressão na web, nos levam a concluir que devemos refletir a respeito da viabilidade de nossas operações e negócios na China. Decidimos que não estamos mais dispostos a continuar a censurar nossos resultados no Google.cn e assim, ao longo das próximas semanas, discutiremos com o governo local quais são as possibilidades de oferecermos resultados não-filtrados e dentro da lei. Nós reconhecemos que isso potencialmente pode significar o final das operações do Google.cn e de nossos escritórios no país”, afirma o post, escrito por David Drummond, chefe jurídico da gigante da web.

Diante da tradicional intransigência do governo em relação ao assunto, analistas políticos apontam que a saída do Google do mercado local seja “iminente”, o que fez suas ações caírem 2% no mercado internacional.

Em atividade no país desde 2006, por muitas vezes o Google foi criticado por defensores da liberdade na web por sua convivência pacífica com a censura imposta a qualquer conteúdo potencialmente negativo ao governo local, em que qualquer resultado indexado por sites de buscas precisa ser aprovado pelo Departamento de Informação e Propaganda antes de ser disponibilizado ao público.

A agência de notícias Reuters reporta que logo depois do comunicado o Google.cn começou a exibir resultados anteriormente bloqueados, como, por exemplo, as fotos do massacre na Praça da Paz Celestial em 1989. De Honolulu, Hillary Clinton, secretária de Estado do governo norte-americano afirmou que o caso “levanta preocupação e perguntas” e diz esperar que líderes do governo chinês se pronunciem sobre o caso.

Reação chinesa

A rede de notícias BBC diz que em seu blog oficial o chefe de desenvolvimento do Baidu, sistema que atualmente detém cerca de 60% das buscas chinesas (e que chegou a ficar fora do ar por algumas horas no começo dessa semana por conta de um ataque) afirma que a decisão do Google foi estimulada sobretudo por seu fracasso em dominar o mercado no país: “O que o Google diz me deixa doente. Se eles querem desistir por interesses econômicos, então que o digam”, escreveu.

Com 340 milhões de navegantes, o mercado de buscas na China movimentou US$ 1 bilhão (R$ 1,75 bilhões) em 2009, sendo que deste montante US$ 600 milhões (R$ 1 bilhão) foram diretamente para os bolsos da companhia norte-americana, que tem apenas 31% do mercado por lá.

Com os rumores a respeito do tal tablet da Apple dominando a agenda de especulações a respeito dos futuros lançamentos da maçã, até que a boataria a respeito da próxima geração do iPhone demorou para começar. Mas claro, hora ou outra ela ia começar.

De acordo com o jornal Korea Times, seguindo sua tradição a Apple deverá apresentar a nova geração do iPhone no meio de ano, provavelmente entre os meses de abril e junho.

Entre suas novidades, o aparelhinho deverá contar uma nova tela LED, como a do Nexus One (provável), câmera de maior capacidade (necessário), videochamada (um clássico dos rumores que nunca vira realidade), processador de dois núcleos (duro de acreditar) e bateria removível (mais duro de acreditar ainda).

Quanto ao nome, o jornal coreano chama o aparelho de “4G iPhone”, sem especificar se a sigla significa quarta geração ou que ele operará no sistema de telefonia 4G. De acordo com a publicação, os dados foram fornecidos por uma empresa local chamada KT, que afirma ser fornecedora da Apple.

Uma coisa é certa: até junho os boatos deverão ser tantos que farão o fictício xPhone, paródia alemã que mostra um smartphone com câmera de 48 megapíxel, torradeira e recarregador de baterias de carro chorar de vergonha por sua falta de recursos. Em todo caso, conheça o xPhone: