João Brunelli Moreno

É jornalista, publicitário e usa a internet desde mil-novecentos-e-monitor-de-fósforo-verde. Não está certo se gosta de gadgets por eles serem poderosas ferramentas de comunicação que têm papel fundamental na difusão de conhecimento ou porque eles têm luzinhas brilhantes que piscam toda hora.

Uma promoção. Longe de ser imperdível, mas melhor que nada.

Maçã com desconto pequeno é melhor que sem qualquer desconto, certo?

Como já foi comentado por aqui, a Apple Store Online tupiniquim prometeu aderir à tradição de oferecer descontos especiais na sexta-feira seguinte ao dia de ação de graças nos EUA, conhecida por lá como Black Friday. O problema é que as condições oferecidas pela lojinha podem ser um banho de água fria naqueles que esperavam a oportunidade pra se esbaldar.

Existem apenas dez itens em promoção: a linha Macbook Pro, com desconto de R$ 321, os iPod Nano com abatimento de R$ 41, e os iPod Touch, em que a redução é de R$ 71 para o modelo de 8 GB, R$ R$ 101 para o de 32 GB e R$ 121 para o de 64 GB.

Os outros itens são a suíte iWork, uma unidade de disco externa, o AirPort Extreme, dois fones de ouvido e o kit Apple + iPod, com preços encolhidos entre R$ 71 e R$ 7. Já a adorada linha de desktops iMac, os Mac Mini, Mac Pro, Macbook White, Air, iPod Classic e Shuffle tiveram seus preços inalterados.

Cabe observar que o e-mail enviado pela empresa anuncia a promoção no período de 00h01 até 23h59 dessa sexta, mas, para o desespero dos Macmaníacos que ficaram recarregando a página da loja, os preços no site só foram alterados pela manhã.

De qualquer maneira, os aplicativos para iPhone e iPod Touch estão sendo vendidos com desconto pela Apple Store.

[atualização 12h00] Enquanto por aqui os descontos são tímidos, nos EUA a conversa é um tanto diferente. Apesar do iMac e dos Macbook pro terem desconto de apenas US$ 101 (R$ 170) na Apple Store online norte americana, o site AppleInsider mostra que algumas autorizadas estão comercializando os produtos da marca com abatimentos bem mais generosos. Por exemplo, os Macbook Pros podem ser encontrados por lá por preços até US$ 300 (R$ 500) menores que o normal. Nada como um pouco de concorrência, não?

Colaborou Juarez Lencioni Maccarini

[Agradecimentos à leitora Adriana Baggio por nos apontar a falta de pontualidade da Apple]

Seja livre, use pianola!

Seja livre, use pianola!

Agora que o Mininova bateu as botas, provavelmente é hora de arrumar outra maneira de ouvir músicas. E que tal considerar uma solução que provavelmente (não dá pra ter certeza de nada nessa vida) é livre se perseguição da RIAA?

Esta mini pianola mecânica pode ser encontrada por US$ 16 (R$ 25) na Urban Outfitters e vem com uma tira em que é possível ouvir o clássico “Parabéns para você” e outras em que é possível fazer seus próprios furos (um furador especial vem junto para ajudar na tarefa) e compor sua canção.

O lado ruim é que o brinquedo não tem tela de LCD, touchscreen, bateria, fones de ouvido brancos, USB, capacidade de acessar a internet nem uma app store.

O lado bom é que é totalmente livre de dores de cabeça como DRM, direitos autorais e processos judiciais.

Acho que vale a pena.

secondlife1

Second Life: dezenas de usuários em todo o mundo.

A universidade de Edimburgo, na Escócia, teve uma idéia super revolucionária para permitir que seus alunos de ensino à distância não percam as festividades do final de seus cursos: organizou uma formatura pelo… Second Life.

Aos que ainda não eram nascidos nessa época, o Second Life foi uma mistura de jogo online com site de relacionamentos que se propunha a recriar o mundo real num ambiente virtual. Moda por um tempo entre os descoladinhos e espertalhões da web, aparentemente a idéia foi esquecida quando o meteoro que exterminou os dinossauros atingiu a Terra.

Enfim, de acordo com Fiona Littleton, professora de literatura da universidade, “é a primeira vez que eles tentam algo no estilo” e para dizer que a comemoração não será um fracasso absoluto ela completa avisando que “os estudantes poderão fazer o download das becas e a formatura é aberta a todos”. Entre os estudantes, há quem apóie a iniciativa: um deles, Younenn Leborgne, afirmou à BBC que “essa é uma boa idéia especialmente num curso à longa distância”.

A animação é tanta com isso, espera só até eles descobrirem as webcams.

Três e você está fora.

Três e você está fora.

Até agora um dos países com as leis mais brandas em relação à troca de arquivos na rede, a Espanha vem considerando rever suas posições e adotar a infame “lei dos três strikes” já aprovada na França e Inglaterra.

De acordo com essa lei, um usuário pode ter sua conexão à internet cortada por até um ano caso seja flagrado três vezes baixando material ilegal.

Mas Viviane Reding, Comissária de Informação, Sociedade e Mídia da União Européia lembrou durante um encontro da Comissão do Mercado de Telecomunicações, realizada em Barcelona, que tais medidas podem ir contra a legislação do continente: “Ações que permitem a suspensão ao acesso à rede sem um julgamento adequado certamente vão de encontro aos nossos interesses”, disse. E aproveitou para fazer uma crítica direta à lei aprovada recentemente na França: “Reprimir as pessoas não resolve o problema da pirataria e ferem direitos e liberdades individuais dos cidadãos que são valiosos na Europa desde a revolução francesa”.

Em todo caso, Reding está longe de querer ver a Europa como um reduto de piratas virtuais. Na realidade, tudo o que ela pede é evitar eventuais exageros que podem (e vão) acontecer quando a lei, formulada basicamente por lobistas de grandes gravadoras, seja aprovada. [TorrentFreak]

Agora papel é demodê, mas há quem goste

Agora papel é demodê, mas há quem goste

Finalmente o Google deverá entrar no cobiçado mercado de livros eletrônicos, e de acordo com o jornal de negócios Nikkei a porta da frente para o novo serviço será o Japão, onde o serviço deverá desembarcar em breve.

Ao contrário do Google Books o novo serviço, que deverá se chamar Google Edition, será pago e comercializará títulos de pequenas e grandes editoras do país, que de quebra terão a liberdade de determinar seus próprios preços e ficarão com 63% do lucro da operação.

O lançamento deve acontecer nas próximas semanas e inicialmente o novo serviço deverá contar com cerca de 10 mil títulos. Europeus e americanos só poderão conferir a novidade da empresa no final do primeiro semestre de 2010.

Uma das maiores diferenças do Google Edition em relação a seus concorrentes – leia-se Amazon – será que os livros não serão baixados pelo usuário, mas sim ficarão disponíveis na rede, podendo ser acessados de mais de um dispositivo.

Agora só falta um e-reader, certo? [MarketWatch]

Get a Mac: estranha realidade

Get a Mac: estranha realidade

Essa é mais uma daquelas pesquisas que irão mudar o mundo: o Hunch, site que se apresenta como “um auxiliador de tomada de decisões” (mas hein?) divulgou uma pesquisa que aponta as inimagináveis diferenças entre usuários de computadores Apple e máquinas que rodam qualquer Windows.

Feita com mais de 70 mil usuários dos dois sistemas operacionais, os dados mostram que os usuários de Macs tendem a viver nas grandes cidades, gostam de serem percebidos como pessoas únicas e têm uma queda por arte moderna, design clássico, assistirem filmes de arte do cinema e programas de “faça você mesmo” na TV. Enquanto isso, “os PC” no geral vivem nos subúrbios, preferem design “moderno-genérico”, comédias românticas e assistir esportes na televisão, além de terem maior predileção por trabalharem com números.

Uau, quanta novidade </ironia>.

As propagandas Get a Mac e Laptop Hunters já vêm apontado essas diferenças há um tempo, mas é sempre bom ver uma opinião externa sobre o caso: enquanto a Apple mirou todos seus esforços mercadológicos num nicho de mercado freqüentado por consumidores exigentes (e quiçá esnobes), a Microsoft pouco se importa com esse tipo de segmentação e continua vendendo seu sistema operacional aos montes, o que contribui para os gostos meio genéricos de seus usuários.

mozdolar

O relatório a respeito dos resultados na Mozilla no ano fiscal de 2008 (.PDF) mostra que, pelo menos para a empresa criadora do Firefox, a tal crise econômica não existiu. Ainda que o pânico no mercado financeiro tenha diminuído alguns valores, os dados mostram que a fundação arrecadou US$ 78,6 milhões (R$ 133 milhões) no ano passado, um aumento de 5% em relação a 2007. O caixa relativamente gordo é usado no pagamento de seus quase 200 funcionários e para cobrir os custos de equipamentos e estrutura técnica.

Os dados também mostram que a Mozilla gastou US$ 49,4 milhões em 2008, índice 33% superior ao ano anterior. Do montante, US$ 31,2 milhões foram para o desenvolvimento de softwares, US$ 6,2 em marketing, US$ 9,8 em despesas administrativas e US$ 1 milhão em doações para outras organizações, incluindo uma esmolinha de US$ 100 mil que foram destinados para o suporte do formato Ogg Theora Media.

Apesar de fazer algum dinheiro a partir de investidores ou doações, boa parte de seu dinheiro vem de empresas como o Google em troca de um destaque na caixa de buscas do navegador. De acordo com Mitchel Baker, CEO da Mozilla, o fato da gigante da internet ter lançado o Chrome não é uma ameaça: “a competição é benéfica por nos fazer trabalhar com mais empenho”, escreveu em no blog da companhia, onde também lembra que diariamente seu programa tem cerca de 110 milhões de usuários.

Como lembra o Ars Technica, a estrutura organizacional da Mozilla é um tanto diferente. A Fundação Mozilla é uma organização sem fins lucrativos que detém os direitos intelectuais do browser, enquanto a Mozilla é um braço comercial que procura por acordos e que está sujeita à tributação.

Um gadget não precisa ser útil para ser legal, certo?

Um gadget não precisa ser útil para ser legal, certo?

Olhe bem para o gadget da foto. Ele tem cara de smartphone, jeito de smartphone mas definitivamente não é um smartphone. Com o pouco inspirado nome de USB Wireless Handheald Keyboard and Touchpad o aparelho é uma espécie de teclado de bolso que pode controlar qualquer computador com Windows a até 9 metros de distância.

O aparelho tem um teclado QWERTY completo e esse quadrado cinza não é uma tela, mas sim um trackpad que permite controlar o mouse à distância.

Fanáticos por tecnologia podem alegar que o aparelho pode ser uma boa na hora de fazer apresentações ou para controlar o PC à distância enquanto o estiverem usando como media player como justificativas para gastarem US$ 62 (R$ 105) com o brinquedo. Em todo caso, vejam um vídeo de apresentação:

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

No último final de semana os usuários chineses do navegador Opera Mini – usado em dispositivos móveis como celulares e smartphones – foram notificados a fazerem uma atualização para uma versão do programa desenvolvida especificamente para o país. Mas no lugar de melhorias na navegação ou interface, deram de cara com o bloqueio de diversos sites proibidos por lá.

De acordo com a BBC News, por alguma razão o Opera Mini conseguia furar o bloqueio do Grande Firewall da China e acessar páginas consideradas ilegais – como o perigosíssimo Facebook, por exemplo – mas o “defeito” foi “corrigido” na atualização.

Não demorou para que o caso começasse a ser comentado pela web, com usuários condenando a empresa norueguesa, que por sua vez nega tudo. Em um comunicado a Opera Software apenas diz que “a diferença entre a versão chinesa e a internacional é a maneira que ela conecta aos servidores e lida com a compressão de dados, oferecendo maior velocidade por um menor custo”.

De qualquer maneira, bom lembrar que o imenso poderio econômico da China já foi capaz de mudar o discurso de muitas empresas que se apresentam como amigas da liberdade no resto do mundo. Um exemplo é o Google, que informalmente adota o slogan “não seja mau” e que não teve pudores ao aceitar a determinação do governo local para bloquear o acesso a algumas páginas.

Eles estão por todos os lados e querem seu cachorro.

Eles estão por todos os lados e querem seu cachorro.

Atenção: o Rio de Janeiro é a cidade com mais zumbis em todo mundo. Mas calma, não é o caso para temer comedores de cérebro à beira mar na cidade maravilhosa.

De acordo com um post no blog da empresa de segurança McAffe, a sede dos jogos olímpicos de 2016 é medalha de ouro em números de computadores zumbis, enquanto a prata fica com Pequim. Istambul, na Turquia, conquistou o bronze nessa competição às avessas, seguida por Moscou. Numa curiosa semelhança com o filme “Eu sou a lenda”, a cidade americana com mais zumbis é Nova York.

Para quem não sabe, computadores zumbis são aqueles contaminados por vírus que permitem que sejam controlados remotamente por crackers para o envio de pragas online ou ataques DDoS, os mesmos que nos últimos tempos derrubaram o Twitter e o Facebook.

De acordo com a empresa de segurança, o alerta serve para reforçar aos habitantes de todas as cidades do mundo a importância em se manter seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

Uau, que novidade.