Rafael Silva

Rafael Silva tem 25 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

Não é só o Geohot, criador do método de jailbreak conhecido como blackra1n, que consegue explorar a firmware do celular da Apple para modificá-la ao seu bel prazer. A prova disso aconteceu ontem, quando um dos desenvolvedores ligado ao iPhone Dev Team, David Wang, publicou um vídeo mostrando um hack deveras interessante: ele conseguiu instalar o Android no aparelho.

Segundo Wang, a modificação ainda está em estado alpha, já que alguns bugs aparecem por ele não se preocupado em implementar as extensões de driver específicas do Android. Mas ele afirma que ‘praticamente tudo funciona’. E ainda existe a possibilidade de rodar o iPhone OS no celular sem precisar reverter o hack: a opção de dual-boot é fornecida ao ligar o aparelho.

Esse não foi um hack criado do dia pra noite. A possibilidade de se rodar Linux num iPhone já existia desde 2008 e também foi demonstrado por Wang no próprio blog. E como o sistema operacional móvel do Google é baseado em Linux, foi só (!) uma questão de tempo para ele fosse portado.

Veja o demo da hack no vídeo abaixo.

[via CNET]

Se você está na internet há algum tempo, já deve ter visto uma ou outra notícia envolvendo o governo brasileiro e a gigante de buscas Google. Na maior parte das vezes, trata-se de um pedido de algum órgão do judiciário brasileiro ao Google requisitando dados de usuários que estariam quebrando a lei.

Essa grande quantidade de pedidos acabou colocando o governo brasileiro em um ranking não muito popular. Segundo a ferramenta Government Requests Tool liberada hoje pelo Google, o Brasil é o país que mais pede dados sigilosos à empresa. Atualmente, o Google tem 3.663 requisições do governo esperando para ser atendidas.

Além de requisitar dados, o Brasil também é campeão no pedido de remoção de dados da internet. São mais de 291 requisições, sendo que 82,5% delas já foram atendidas, de acordo com a empresa. 218 dos pedidos estão relacionados à conteúdo publicado no Orkut e outros 26 estão relacionados à conteúdo publicado no Blogger.

Esses são dados apenas do período entre julho e dezembro de 2009. Nenhum dos pedidos desse ano foi contabilizado ainda, mas o Google afirma que serão adicionados a cada 6 meses. Logo depois do Brasil, os quatro países com mais pedidos são os EUA, o Reino Unido, a Itália e a França.

O time ninja de tecnologia da Tecla Internet acaba de lançar o Cloud Computing Tecla, uma ótima solução para quem tem site ou e-commerce.

Pra quem não conhece, o Cloud Computing é um tipo de hospedagem que permite que o servidor tenha seu poder de processamento aumentado ou diminuído dinâmica e rapidamente. Em servidores dedicados comuns você raramente pode fazer um upgrade de memória RAM ou de HD e quando pode, o novo hardware pode levar horas para ser instalado.

Com o serviço de Cloud Computing da Tecla, essa atualização vai levar no máximo 40 segundos. E por ser um serviço de plataforma similar à da Amazon, as falhas de hardware são inexistentes, mantendo o site hospedado sempre no ar e bem rápido.

A equipe de ninjas da Tecla também oferece o melhor atendimento e suporte, além do melhor desempenho sem pagar os altos custos dos servidores tradicionais.

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Full disclosure: Esse artigo é um publieditorial.

Adobe Reader e IE foram campeões de ataque em 2009

Em pesquisa liberada hoje pela Symantec, a empresa lista o navegador da Microsoft e o leitor de PDFs da Adobe como os programas que foram os dois principais alvos de ataques na web em 2009. Apesar disso, do total de vulnerabilidades detectadas pela Symantec em 2009, o IE teve apenas 45 contra 169 do Firefox. Já os navegadores Safari, Chrome e Opera tiveram, respectivamente, 94, 41 e 25 vulnerabilidades detectadas. Na área de plugins, foram encontrados mais de 300 bugs de segurança, sendo 134 das tecnologias ActiveX, 84 do Java SE, 49 do Adobe Reader, 27 do QuickTime, 23 do Adobe Flash e 4 para extensões do Firefox. [via CNET]

Estava marcado para acontecer, era só uma questão de tempo. Bem como alguns modelos de TVs de CRT (alguém lembra?) eram vendidas com videocassete integrado e TVs de tela plana mais novas eram vendidas com leitor de DVD, as TVs de alta definição com leitor de Blu-ray embutido se popularizariam. A tendência está se tornando verdade já que a fabricante japonesa Sharp decidiu entrar na briga, depois da Sony ter anunciado a primeira desse tipo de TV, a KDL-40EX40B.

A adição foi feita na já conhecida linha AQUOS da empresa, que ganhou a adição de quatro novas TVs com essa característica. As modelos LC-52DX3, LC-46DX3 e LC-40DX2 tem, além do leitor de Blu-ray, suporte a resolução FullHD 1080p e tem telas com tamanho variando entre 52 e 40 polegadas. Já o modelo LC-32DX3 é vendido com tela de 32 polegadas e 720p de resolução. Todos eles têm, no mínimo, duas portas HDMI e saídas RGA, VGA e USB.

Os três primeiros modelos estarão disponíveis no mercado (japonês) a partir do dia 10 de junho. O quarto passa a ser vendido mais cedo, dia 20 de maio. A empresa não anunciou o preço dos novos aparelhos.

A Sharp também não anunciou quanto vai custar para consertar as TVs que eventualmente apresentarem defeitos nos seus leitores de Blu-ray. Não sei se os executivos da companhia lembram, mas isso era um grande problema com TVs com videocassete ou DVD. Quando um parava de funcionar, era necessário mandar os dois pro conserto. Aí você, que só comprou uma TV dessa por causa da conveniência perde os dois quando dá problema. E a conveniência morre aí.

[via Slashgear]

Em fevereiro escrevi um post sobre a escola do distrito de Lower Merion, no estado da Pensilvânia, que emprestava laptops para seus alunos e que, como bônus, também os vigiava nas suas casas usando a webcam embutida nos computadores. Algo assim não chega nem a beirar a linha do ilegal, ele sai chutando a porta da privacidade e tirando fotos.

Com o FBI cuidando do caso, algumas novas informações foram reveladas ontem. Dentre elas, foi descoberto que o programa espião instalado nos computadores tirava uma foto com a webcam e uma screenshot da tela de todos os computadores a cada 15 minutos. No total, quase 56 mil imagens foram encontradas nos servidores da escola por peritos de informática graças ao processo aberto pelo pai de Blake Robbins, que primeiro denunciou o caso.

Segundo a escola, o programa de rastreamento só era ativado quando um laptop era perdido ou roubado. Mas o diretor não explica como que mais de 400 fotos foram tiradas de Robbins quando este não reportou seu computador como roubado nem perdido.

[via Physorg]

Um dos editores do blog americano Gizmodo conseguiu um protótipo do que ele afirma ser a quarta geração do iPhone, e que está para ser anunciado pela Apple no dia 22 de junho. Ao ser encontrado, o iPhone estava dentro de uma capa que fazia-o parecer com o 3GS. Não se sabe quem perdeu o aparelho ainda.

Segundo o editor, o celular foi encontrado em um bar na cidade de Redwood, California, na semana passada e de alguma forma caiu nas mãos deles. A confirmação de que se tratava mesmo de um iPhone foi obtida depois que o aparelho foi aberto. Seus componentes estão marcados com “APPLE” e existem outras características já conhecidamente usadas pela companhia. Além disso, segundo a pessoa que o encontrou, o iPhone já estava rodando a versão 4 do sistema operacional, mas assim que foi comunicado como perdido, o sistema de formatação remota foi ativado e todos os dados perdidos.

Além da óbvia mudança de design, o novo iPhone conta com uma câmera frontal, flash, maior resolução de tela (ainda não se sabe qual exatamente a resolução já que não foi possível ligar o aparelho) e componentes mais miniaturizados do que antes.

Enquanto isso, em Cuppertino, Steve Jobs fumega de raiva. Ou ri descontroladamente satisfeito ao perceber que mais uma tática de marketing viral da Apple funcionou perfeitamente. Nunca saberemos.

[via Gizmodo]

Tem algum celular rodando Android? A Adobe quer a sua ajuda. Depois de liberar várias versões alpha, a empresa finalmente abriu hoje a inscrição para o programa de beta-testers privado das suas ferramentas Flash e Air para a plataforma móvel do Google. As versões que serão liberadas em beta serão 10.1 (Flash) e 2 (Air).

Interessados em testar e dar seu feedback à Adobe e entrar na caça aos bugs precisam criar uma Adobe ID e confirmar que quer receber a notificação através desse formulário, caso queiram testar o Air para Android, ou nesse formulário, caso queiram testar o Flash. É possível se inscrever nos dois programas, mas o pedido de notificação não garante automaticamente a participação em nenhum dos dois. As vagas, quando forem disponibilizadas, serão limitadas.

Já o programa de beta-testers da ferramenta Flash para a plataforma iPhone OS também tem data para começar: o próximo dia 30 de fevereiro do ano que vem. Marque essa data no seu calendário.

[via Slashgear]

Se a própria Microsoft não faz, os hackers tomam conta. Esse é o espírito em que foi criado o kit não-oficial de desenvolvimento de aplicativos nativos no Zune HD, o player multimídia da Microsoft. O grupo criador, denominado ZuneBoards Development Front, conseguiu explorar a firmware do aparelho para criar a ferramenta de programação.

Para ser bem claro, esse não é o primeiro hack nem a primeira ferramenta para criação de aplicativos da plataforma. A Microsoft já disponibilizava um kit de desenvolvimento para quem queria criar jogos ou aplicativos no Zune HD, chamada XNA. Mas de acordo com quem chegou a colocar as mãos na ferramenta, ela ainda é bastante limitada e não permite tirar vantagem de todo o poder do hardware do Zune HD.

Batizado de OpenZDK, o hack pode ser usado em todo e qualquer modelo de Zune e não requer que seja feita uma dança das cadeiras com um jailbreak ou uma firmware modificada. Esse kit de desenvolvimento dá capacidade aos desenvolvedores de criarem aplicativos com imagens 3D e até acessar dados na internet (dependendo do modelo do Zune), e isso era algo ainda não permitido pela XNA.

A ferramenta foi criada na semana passada e já tem site próprio com alguns programas de exemplo, para que tanto os desenvolvedores ou usuários tirem proveito da plataforma. De nada, Microsoft.

[via Electronista]

Algum empregado da Dell descontente com sua posição atual mandou hoje para o blog Engadget imagens e documentos mostrando os futuros tablets da empresa que rodarão o sistema operacional Android. A linha de modelos Streak vai contar com um tablet de 7 e outro de 10 polegadas e não se sabe mais nada além do tamanho da tela.

Segundo o documento recebido pelo Engadget, a versão de 7 polegadas vai ser liberada para venda no final do ano com e sem contrato com a operadora AT&T e a versão de 10 polegadas só vai ver a luz do dia em 2011.

Se eles são uma resposta ao iPad ou não, quem sabe. Mas é bom ver mais fabricantes entrando na área de tablets. Afinal com isso, alguma delas vai acabar fazendo alguma coisa certa algum dia. Ou ao menos espera-se.