Desde o dia 18/03, está acontecendo aqui em São Paulo o SAP Forum - o maior evento de negócios e tecnologia da América Latina. O tema principal este ano é sustentabilidade. Discutir mudanças de mercado, de forma que as companhias se tornem economicamente sustentáveis a curto médio e longo prazo.
Não menos importante, o tema também abrange um dos assuntos mais discutidos da atualidade - como fazer bom uso dos recursos naturais, que estão cada vez mais escassos.

Para onde será que vão todos esses copos e panfletos?
Estima-se que um evento como este, emita cerca de 82 toneladas de CO2! Neste cálculo, estão inclusos tanto as emissões aqui do evento, quanto as feitas pelos meios de transporte que trouxeram todo o pessoal para cá. Até aí não há como culpar ninguém, afinal, não há como vir andando - alguns até de outro país.
Lhes digo que com apenas uma volta pelo local, você já sai carregando um monte de folhetos, catálogos, guias, sacolas, etc. Isto sem falar nos brindes, e copos plásticos das águas e cafézinhos que você conseguir consumir (todos são de graça, e há um estande servindo, a cada 10 metros). Mas onde vai parar tudo isso?

Repare no único material orgânico: papéis e copos sujos de café
Em tempos de recursos naturais escassos, surge a dúvida: Será que o SAP Forum é um evento sustentável? Já que o tema deste ano é justamente este, não seria interessante eles começarem dando o exemplo? E que o fizessem melhor do que o pessoal do Campus Party, que separou o lixo, para depois juntar tudo novamente.
Talvez o senhor Marcus Vinicius Giorgi, Diretor de Marketing da SAP Brasil, devesse ter refletido melhor sobre o assunto, antes de afirmar: “O tema sustentabilidade traz à tona também a preocupação com o meio-ambiente e como melhor utilizar os cada vez mais escassos recursos naturais disponíveis“.
Ver todo este lixo sendo misturado, em um evento onde 85% do material descartado é reciclável (a maioria plástico e papel) é lamentável. Ainda mais por vir de uma empresa que levanta a discussão sobre sustentabilidade.
Não há dúvidas de que a SAP é uma das empresas líderes de seu ramo, e que entende muito de sustentabilidade financeira. Mas o que se vê aqui no forum, é mais uma grande corporação que pensou demais no lado econômico, e esqueceu do meio ambiente.

Todo bom Geek sabe que o console sensação do momento é o Nintendo Wii. Como diriam alguns adeptos, aquela coisa de ficar pulando e dando socos na frente da TV é um must. E não são só os GNS (Geeks Nerds e Simpatizantes) que pensam assim, empresas grandes também (ou a agência delas, pelo menos).
Durante o Campus Party, havia uma fila enorme no estande da TAM, só para jogar um pouquinho de Wii. Me lembrou até os velhos tempos de flíper no bar. Street Fighter 2 comandava, e ninguém sabia como soltava o rasatsatsúguen!
Aqui no SAP Forum, foi a vez da IBM usar o console de atração, mas eles foram um pouquinho mais longe (ou longe demais, whatever). Já não bastasse a cena incomum de um monte de executivos de terno e gravata, pulando com a raquetinha de tênis em frente ao televisor, há também duas pessoas vestidas com roupas temáticas.
Assim, você escolhe se ri dos executivos e suas raquetinhas, ou dos dois isentos que ficam com luvas de boxe fingindo que estão se socando enquanto os engravatados jogam.
Isso que é realidade virtual, huh?
Aviso: Este texto não deve ser considerado ofensivo, pois não passa de uma brincadeira bem humorada com a cena incomum.

Veja a cena. O cara sai feliz da vida das Casas Baiano, se exibindo para Deus e o mundo com um computador da marca Positivo debaixo do braço. É claro que o CPU dele é de última geração, afinal tem 2 Gigas de memória.
A felicidade dura até que alguém consiga explicar para o preyboy, que o computador dele não roda Crysis porque a placa de vídeo é onboard.
Não ficarei surpreso se você disser que já passou por algo parecido.
O mercado está infestado de câmeras de marcas horrendas, que quase fazem seu cafezinho expresso. É muito comum encontrar câmeras com resolução de 12 megapíxels para cima, a preço de banana, em 10 vezes sem juros. Mas será que o usuário comum precisa de uma câmera com resolução acima da média utilizada pelos fotógrafos profissionais? E principalmente, uma foto com zilhões de píxels é sinônimo de qualidade?
Curto e direto? Não, e não.
Uma câmera de 12 megapíxels gera arquivos que vão ocupar espaço demais. A única utilidade em ter imagens com tamanha resolução, é para ampliar detalhes muito pequenos, ou fazer impressões gigantes. Apesar de gerar imagens de alta resolução, sensores de câmeras compactas não possuem a qualidade dos sensores de câmeras DSLR. Entre outros defeitos, eles captam muito ruído, o que já prejudicaria a ampliação.
Quem quer utilizar as fotografias para fins digitais (Orkut, MSN, Flickr), ou para impressões de até 20×25cm, não precisa de uma câmera com mais de 6 megapíxels. Eu diria 5, mas a pequena margem te salva no caso de precisar fazer algum recorte.
O principal fator a ser analisado aqui é a qualidade da imagem, afinal a maioria das câmeras à venda hoje em dia, tem pelo menos 6 megapíxels de resolução. Se não quiser ter uma surpresa desagradável, vale analisar algumas fotos tiradas pela câmera em questão, antes de adquirí-la. Observe a quantidade de ruído (chuviscamento colorido) produzido pelo sensor, veja se a tonalidade das cores te agrada, e como ficam as fotografias tiradas com flash em ambientes escuros.
Para isso, ferramentas como o Flickr são uma boa pedida. Através deste link, você pode obter informações sobre todos os modelos de câmera que estão em uso no site. Procure a câmera que você está interessado, e de uma observada nas fotos que o pessoal anda enviando. Logicamente, procure observar fotografias que não passaram pelo Photoshop antes de serem enviadas.
Em um setor onde o consumidor é seduzido por termos técnicos, e sensação de grandeza, todos estes cuidados são importantes antes de investir em um equipamento novo. E não se iluda por marcas, pois os grandes fabricantes também possuem suas iscas. Existem sempre modelos bons e modelos não tão bons. Capice?
Você já ouviu falar do PLC?
PLC (ou Power Line Communication) é a internet transmitida através dos fios de energia elétrica, conhecida também como BPL - Broadband over Power Lines. Esta tecnologia já existe há mais de 4 anos na Europa, sendo recentemente comercializada na Alemanha e na Suécia. Não é uma tecnologia que compete com os atuais provedores, mas sim uma alternativa para usuários que moram em locais onde o sinal das outras operadoras não chega.
Sabia que ele já está em funcionamento no Brasil, com cerca de 3 mil usuários? Pois é, e em 2008 este número deve dobrar!
Atualmente a velocidade do PLC brasileiro é muito baixa, atingindo apenas 4,5Mbps no transformador da rua. Mas a tecnologia pode transportar dados a uma velocidade de até 40Mbps. O transformador se encarrega de distribuir o sinal entre as residências, totalizando no máximo 50 casas
Se formos levar em conta que 50 casas estejam conectadas ao mesmo tempo, a velocidade compartilhada será de 90kbps. Uma velocidade baixa se comparada às atuais conexões de banda-larga, mas ainda melhores do que a de internet discada, e rede GPRS, e com a vantagem de que não é necessário discar para se conectar, pois a rede fica conectada constantemente.
Uma vez instalada, todas as tomadas da casa viram pontos de conexão, bastando ligar o modem externo para que ele se alimente de energia elétrica, e separe o sinal de internet para uma saída Ethernet. Aí é só plugar o fio na placa de rede do computador, ou a um roteador Wi-Fi, para que ele distribua o sinal pela casa.
Esta modalidade de internet tende a ser mais barata do que as demais, pelo simples fato de que todo cabeamento necessário para a distribuição do sinal já está instalado, conectado e funcionando. A rede elétrica é a única que chega a 98% das unidades habitacionais do país. Isto inclui comércio, residências, indústrias e zonas rurais. Esta soma de fatores, fazem do PLC uma ótima opção para projetos de inclusão digital.
A energia elétrica é transmitida na freqüência dos 50 a 60 Hz, enquanto que o sinal do PLC fica entre 1,7 a 30 Mhz. Por isso, os dois sinais podem passar pelo mesmo fio, sem que um interfira no funcionamento do outro. Eles também são independentes, e continuam funcionando mesmo que o outro pare de ser transmitido.
Pode ser necessário também, a instalação de um amplificador de sinal, e/ou filtros de linha, a fim de minimizar a interferência causada por certos eletrodomésticos como o secador de cabelo, chuveiro e a furadeira. Vale observar que o sinal do PLC não pode passar por filtros de linha, estabilizadores e no-breaks, já que os mesmos bloqueiam sinais de alta freqüência.
Veja mais sobre o assunto:
- Usuários de internet via rede elétrica podem chegar a 6 mil este ano
- Cemig - Perguntas mais freqüentes sobre o PLC
- Entendendo a internet sob rede elétrica
- Wikipedia - PLC
Quando o assunto é baterias recarregáveis, estamos habituados a lembrar do famoso efeito de memória (ou vício para os íntimos). Este é um (d)efeito que enfrentávamos com as baterias de NiMn e NiCd, mas sinto dizer que as baterias de Li-ion estão livres deste inconveniente. Em palavras claras, as baterias dos atuais notebooks não viciam.
A vida útil destas baterias, varia de 500 a 800 ciclos completos de carga e descarga, e é aí que devemos nos precaver para que elas realmente cheguem até lá.
Células de ion de lítio quando expostas ao calor se deterioram, por isso evite deixar seu notebook em lugares quentes. Neste mesmo caso, elas podem vazar, ou até explodir. Por isso, não use o mesmo em cima da cama, ou em superfícies que tampem sua ventilação, é perigo na certa.
Nada de usar o aparelho no colo também. Neste caso, além de tampar a ventilação provocando super aquecimento, expor esta parte do corpo freqüentemente ao calor gerado pelo notebook, causa diminuição na produção de espermatozóides. É, o mal uso do notebook pode te deixar estéril.
Sabendo que a bateria não vicia, já temos a chave para a melhor forma de utilizar o aparelho: plugado na tomada, sempre que houver uma por perto. Desta forma você guarda a carga da bateria para quando realmente precisar dela.
Se você é do tipo prevenido, que leva mais de uma bateria na bolsa e alterna entre elas quando precisa, lembre-se de nunca usá-las até que se descarreguem completamente, e depois guardar de novo. Fazendo isso, você corre o risco de nunca mais conseguir carregá-la, já que as células oxidam muito rapidamente quando estão sem carga. É aconselhável que a bateria seja retirada ainda com carga (mesmo que mínima), e que ela seja recarregada não muito tempo depois disso.
As baterias de notebook são compostas por 3 a 9 células independentes, e um circuito que monitora a carga das mesmas. Esta monitoração é feita em cima do conjunto todo, logo, se as células estiverem fora de balanço, ou uma delas apresentar algum defeito, o fornecimento de energia pode ser interrompido em pouco tempo de uso. Este pode ser o grande vilão em alguns casos onde a duração da bateria cai drasticamente.
Em alguns casos, a solução pode ser fazer um calibramento de bateria. Isto nada mais é do que fazer um ciclo completo de carga e descarga, em conjunto com algum software do fabricante, para que o sistema passe a enxergar corretamente a carga contida nas células.
Update: Outra coisa que danifica as celulas das baterias de Li-ion, são quedas e batidas. Não achei interessante colocar isso antes, pois afinal, derrubando um notebook no chão, a última coisa que nos preocupa é a bateria. Em todo caso, vale lembrar que no caso de celulares isto é um problema constante, e por isso merece um pouco de atenção.
Atualmente, vários celulares estão sendo fabricados com baterias de Lithium-ion Polymer. Esta bateria possui basicamente as mesmas propriedades das baterias de notebooks, mas com o diferencial de possuírem um custo mais baixo de produção. Elas também são mais resistentes a danos causados por quedas e batidas, o que não lhes dá 100% de imunidade.
Alguns aparelhos ainda usam as baterias de Li-ion comuns, que são mais sensíveis a queda. Sendo assim, se você já deixou o celular cair várias vezes, ou expõe ele ao calor com freqüência, deve ter observado alguma mudança na duração da carga.
Em todos os casos, não é aconselhável que se toque os contatos da bateria, isto pode danificar a mesma. Na hora da limpeza, fuja de produtos de limpeza. O ideal é usar apenas um pano seco.
O ano de 2008 será o ano da mobilidade aqui no Brasil. Com o barateamento das tecnologias, e o aumento do interesse popular em dispositivos portáteis, a venda de notebooks deve ultrapassar a de desktops pela primeira vez! Sendo assim, este é o momento para entender um pouco melhor estas (não tão) novas tecnologias.
Mais sobre o assunto:
- Utilizando a bateria do Notebook corretamente
- Battery University
- Como preservar a bateria do seu notebook
- Notebooks HP - Calibrar a bateria do Notebook
- Wikipedia - Lithium-ion Battery
- Como aumentar a duração da bateria do celular e smartphone
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Este artigo foi escrito por uma sugestão do leitor Thássius Veloso. Se você quiser saber mais sobre algum tema, entre em contato!
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