Dicas para preservar a bateria do notebook e celular

Enviado dia 27/02/08 às 11:04 amAutorThiago Mobilon Comentários 18 Comentários

Quando o assunto é baterias recarregáveis, estamos habituados a lembrar do famoso efeito de memória (ou vício para os íntimos). Este é um (d)efeito que enfrentávamos com as baterias de NiMn e NiCd, mas sinto dizer que as baterias de Li-ion estão livres deste inconveniente. Em palavras claras, as baterias dos atuais notebooks não viciam.

A vida útil destas baterias, varia de 500 a 800 ciclos completos de carga e descarga, e é aí que devemos nos precaver para que elas realmente cheguem até lá.

Células de ion de lítio quando expostas ao calor se deterioram, por isso evite deixar seu notebook em lugares quentes. Neste mesmo caso, elas podem vazar, ou até explodir. Por isso, não use o mesmo em cima da cama, ou em superfícies que tampem sua ventilação, é perigo na certa.

Nada de usar o aparelho no colo também. Neste caso, além de tampar a ventilação provocando super aquecimento, expor esta parte do corpo freqüentemente ao calor gerado pelo notebook, causa diminuição na produção de espermatozóides. É, o mal uso do notebook pode te deixar estéril.

Sabendo que a bateria não vicia, já temos a chave para a melhor forma de utilizar o aparelho: plugado na tomada, sempre que houver uma por perto. Desta forma você guarda a carga da bateria para quando realmente precisar dela.

Se você é do tipo prevenido, que leva mais de uma bateria na bolsa e alterna entre elas quando precisa, lembre-se de nunca usá-las até que se descarreguem completamente, e depois guardar de novo. Fazendo isso, você corre o risco de nunca mais conseguir carregá-la, já que as células oxidam muito rapidamente quando estão sem carga. É aconselhável que a bateria seja retirada ainda com carga (mesmo que mínima), e que ela seja recarregada não muito tempo depois disso.

As baterias de notebook são compostas por 3 a 9 células independentes, e um circuito que monitora a carga das mesmas. Esta monitoração é feita em cima do conjunto todo, logo, se as células estiverem fora de balanço, ou uma delas apresentar algum defeito, o fornecimento de energia pode ser interrompido em pouco tempo de uso. Este pode ser o grande vilão em alguns casos onde a duração da bateria cai drasticamente.

Em alguns casos, a solução pode ser fazer um calibramento de bateria. Isto nada mais é do que fazer um ciclo completo de carga e descarga, em conjunto com algum software do fabricante, para que o sistema passe a enxergar corretamente a carga contida nas células.

Update: Outra coisa que danifica as celulas das baterias de Li-ion, são quedas e batidas. Não achei interessante colocar isso antes, pois afinal, derrubando um notebook no chão, a última coisa que nos preocupa é a bateria. Em todo caso, vale lembrar que no caso de celulares isto é um problema constante, e por isso merece um pouco de atenção.

Atualmente, vários celulares estão sendo fabricados com baterias de Lithium-ion Polymer. Esta bateria possui basicamente as mesmas propriedades das baterias de notebooks, mas com o diferencial de possuírem um custo mais baixo de produção. Elas também são mais resistentes a danos causados por quedas e batidas, o que não lhes dá 100% de imunidade.

Alguns aparelhos ainda usam as baterias de Li-ion comuns, que são mais sensíveis a queda. Sendo assim, se você já deixou o celular cair várias vezes, ou expõe ele ao calor com freqüência, deve ter observado alguma mudança na duração da carga.

Em todos os casos, não é aconselhável que se toque os contatos da bateria, isto pode danificar a mesma. Na hora da limpeza, fuja de produtos de limpeza. O ideal é usar apenas um pano seco.

O ano de 2008 será o ano da mobilidade aqui no Brasil. Com o barateamento das tecnologias, e o aumento do interesse popular em dispositivos portáteis, a venda de notebooks deve ultrapassar a de desktops pela primeira vez! Sendo assim, este é o momento para entender um pouco melhor estas (não tão) novas tecnologias.

Mais sobre o assunto:

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Este artigo foi escrito por uma sugestão do leitor Thássius Veloso. Se você quiser saber mais sobre algum tema, entre em contato!

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Coisas que me irritam no Mac OS X

Enviado dia 10/02/08 às 3:58 amAutorThiago Mobilon Comentários 38 Comentários

Antes de começar já solto o aviso: este texto é recheado de conteúdo inadequado para fan boys e Mac OS Xiitas. Vou manter a mesma linha de pensamento que sempre defendi aqui no TecnoBlog, aquela sem hipocrisias, que sabe que absolutamente nada é perfeito. Se você sabe lidar com isso, senta o dedo. Caso contrário, clique aqui para ver a versão anti-Microsoft desta mini-série.

Finder: Estrelando o primeiríssimo lugar desta lista, está um dos sistemas de gerenciamento de arquivos mais carente de todos os sistemas operacionais. Simplicidade é certamente uma das características do Finder. Tanto que chega a ser um defeito.

1 - Onde já se viu um gerenciador de arquivos não permitir recortar e colar arquivos? Quer coisa mais simples e prática que isso?! Pois é, no Mac OS ctrl+x e ctrl+v não existem. Para movimentar um arquivo, você tem que selecionar o dito cujo, arrastar em cima da pasta e soltar. Agora, se a pasta de destino estiver dentro de N diretórios, você terá que segurar o arquivo selecionado por alguns segundos em cima de cada pasta, e elas irão se abrir, até você chegar no diretório de destino. Mover arquivos desta forma nem seria tão ruim, não fosse a estrutura horrível do Finder.

2 - No Windows Explorer, vemos uma árvore de diretórios do lado direito, e o conteúdo da pasta do lado esquerdo. No Finder, temos uma seleção de atalhos que ocupam o lugar da árvore de diretórios, e isto definitivamente não é prático. Quer dizer, até seria, mas se além disso houvesse a tal arvore de diretórios. O modo de visualização que mais lembra o Explorer, é um que divide a janela do Finder em várias colunas, deixando tudo mais confuso ainda (questão de gosto, maybe).

3 - A ordenação dos arquivos também é muito confusa. Você pode ordená-los por nome, tamanho, classe, entre outros. Não importa qual destas você selecionar, arquivos e pastas se misturam na tela, bem diferente do Explorer, onde as pastas ficam em cima, e os arquivos embaixo.

4 - Arquivos de vídeo não possuem miniaturas. Pastas também não mostram seu interior através de miniaturas no ícone. Somente arquivos de imagem em si possuem este recurso, e ainda assim, não com a praticidade que há no Windows Vista. Lá, para configurar o tamanho da miniatura, é só deslizar um botão em uma barra e o tamanho dos arquivos muda em tempo real. Aqui no OS X, você tem que selecionar os modos de visualização da pasta antes.

Gerenciamento de Janelas: Quando fechamos uma janela no Windows, estamos na verdade encerrando o programa. No OS X, ao fechar uma janela, você está fazendo simplesmente isso! O programa continua em execução, comendo recursos da máquina.

A única utilidade disso, é tirar a janela ali da sua cara. Mas me digam, pra que existe a opção Minimizar então?

Padrão do Teclado: A questão do padrão não chega a ser muito contestável, já que cada empresa criou o seu, e se sobressaiu a que se popularizou mais. Mas alguns atalhos são realmente bem esquisitos no Mac, e fogem à máxima de simplicidade da Maçã. Por exemplo o atalho para excluir arquivos, que utiliza dois botões ao invés de um.

Há ainda alguns atalhos bem bizarros, que utilizam 4 teclas! Desde quando pressionar 4 teclas ao mesmo tempo é algo prático?

Softwares: Entendo que o sistema não é tão popular quanto o Windows, e só isto já justifica a quantidade pequena de softwares bons e gratuitos para Mac. Uma coisa que eu nunca tive costume de fazer no Windows é comprar softwares. Dada as excessões, eu sempre encontrava alguma solução Free ou até mesmo Opensource. Agora, já estou me acostumando com a idéia de ficar de olho em promoções de softwares. Sad but true.

Continuo adorando este sistema, que tem seus prós e contras como qualquer outro. O texto foi baseado nas minhas experiências com o Tiger, o que significa que algumas coisas podem ter mudado no Leopard. Mesmo assim dei uma pesquisada antes de publicar o texto, e não achei nada que alterasse as informações constatadas aqui.

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E foi assim que eu viciei no Last.fm

Enviado dia 02/02/08 às 4:21 amAutorThiago Mobilon Comentários 13 Comentários

Acho que nunca comentei por aqui que sou viciado em estatísticas. É um tal de ficar o dia inteiro vendo visitas, ganhos, somando os dois, dividindo os dois, cruzando dados… Aliás, esse deve ser um mal de todo blogueiro.

Nas últimas semanas, eu estava viciado era em um recurso do iTunes, o “Top 25 Most Played”. Como o nome sugere, é uma lista que mostra as 25 músicas mais tocadas de todos os tempos.

Foi aí que uma coisa foi me levando a outra, e eu descobri que um certo site faz algo similar, e usa essas informações para cruzar um monte de dados (gostei desse termo) de dezenas de formas.

Dããã, pega esse Mobilon chegando atrasado na parada.

Pois é, eu nunca tinha usado o tal do Last.fm. Mas aposto que além de mim, muita gente também ainda não o fez.

Voltando ao assunto, digamos que eu expandi meus horizontes, digo, o vício. Se antes eu tinha uma listinha de 25 músicas, agora eu tenho uma tabela que me mostra as músicas e bandas que eu mais ouço. Eu ainda posso visualizar isso por períodos como: última semana, últimos 6 meses, etc.

Qual a utilidade disso? No iTunes nenhuma, mas em uma rede social como o Last.fm é deveras interessante. Por exemplo, quando você acessa o perfil de outra pessoa, ele te dá o grau de compatibilidade musical entre você e ela (ou ele, whatever). E conforme você vai ouvindo mais músicas, seus vizinhos musicais são encontrados dentro da rede, e exibidos na sua sidebar.

Outra coisa bem bacana, são as bandas relacionadas. Ao acessar o perfil de algum artista, o Last.fm lhe mostra uma lista de artistas com um som mais ou menos igual. Por trás deste recurso, não há um robozinho comparando os espectros, é um esquema todo colaborativo, que vai sendo treinado conforme o pessoal ouve mais músicas, e adiciona tags às mesmas.

É claro que assim como em qualquer rede social, nesta você também pode adicionar seus miguxos, entrar em grupos e enviar recados. Aliás, você pode ter até seu próprio blog dentro do Last.fm. Só tente imaginar quanta coisa legal dá pra fazer, quando se junta todos esses recursos com os dados musicais de milhões de usuários.

O Last.fm também funciona como um excelente canal de divulgação para bandas e gravadoras. Isto porque, além de indicar músicas novas aos seus usuários baseando-se no que eles gostam de escutar, o site também dá a oportunidade de conhecer tudo ali mesmo, através de streaming de audio. No momento só é possível escutar um trecho de 30 segundos de cada música, mas muito em breve será possível ouvir as músicas inteiras direto do site. Cool, isn’t it?

Tal recurso já está sendo testado nos Estados Unidos e na Inglaterra. E para não infringir nenhum direito autoral, irá remunerar os artistas e gravadoras, de acordo com o número de execuções de cada faixa. Aliás, um belo modelo, já praticado porcamente aqui no Brasil pelo Trama Virtual.

Tenho que dizer, é a melhor forma que encontrei até hoje de conhecer novas bandas, checar as discografias, nome das faixas, etc. Tudo muito bem organizado, com um layout agradável, e o melhor de tudo, se baseia na tal sabedoria das multidões.

Mas como nada é perfeito, tenho que comentar. Esteja preparado para comprar um HD novo, irá precisar. :D

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Dilema: Computador faz mal à vista ou não?

Enviado dia 16/01/08 às 5:25 pmAutorThiago Mobilon Comentários 14 Comentários

Você acha que passar tempo demais na frente do computador faz mal à vista? Até um tempo atrás, eu não acreditava nisso, mas depois de pesquisar um pouco o assunto posso afirmar: há um pingo de verdade nessa história.

Reza a lenda, que a claridade do monitor emite ondas alfas radioativas que corroem a retina alguma coisa que não faz bem para os nossos olhos. A verdade é que a própria claridade não faz bem para o olho. Esta radiação não causa danos físicos ao olho, mas a exposição prolongada pode provocar alguns sintomas temporários, como olhos vermelhos e lacrimejantes, sensibilidade à luz, e dificuldade para atingir o foco.

Você certamente já passou madrugadas no computador, e a sensação é que alguém jogou areia nos seus olhos, certo? O globo fica todo ressecado, e a vista começa a embaçar. Este ressecamento talvez seja o único e pior mal que o computador nos causa.

Isto acontece, pois ao ficarmos na frente do monitor, piscamos até cinco vezes menos! Como consequência, este ressecamento pode sim causar males à córnea.

Eu que trabalho o dia todo no computador, me pego nas situações citadas acima com freqüência, principalmente com relação a dificuldade para atingir o foco. É normal para mim abrir o meu leitor de feeds, e não conseguir passar do primeiro artigo. As letras parecem ensaiar um esquema de pirotecnia.

E tem mais, este cansaço visual não ataca apenas quem tem algum problema de visão. Eu sou prova viva disso, nunca precisei de óculos na minha vida.

Fique atento! Há algumas medidas que você pode tomar para melhorar a sua experiência na frente do computador. A mais clássica (e efetiva) é fazer intervalos regulares. Eu sei que é difícil (acredite!), mas tente se afastar do computador por alguns minutos, algumas vezes por dia. Trabalhar em ambientes escuros força a vista, mantenha a luz acesa sempre.

No que diz respeito a configuração da máquina, sempre deixe o monitor com o contraste no máximo, e o brilho (quase) no mínimo. Isso é uma lição que todo profissional de design e fotografia digital deve conhecer.

Mantenha a taxa de atualização do monitor na mais alta possível, o ideal é a partir dos 85hz. Monitores de LCD também são menos prejudiciais, pois não emitem elétrons, e deixam a imagem menos tremida.

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Eu, meu Mac e o atendente da Caixa Econômica Federal

Enviado dia 11/01/08 às 11:00 amAutorThiago Mobilon Comentários 15 Comentários

A minha conta bancária sempre foi na Caixa Econômica, e sobre isso nunca tive nada a reclamar. O Internet Banking também sempre foi muito bom, está sempre passando por reformas e melhorias de segurança. A última delas foi recentemente (~2 meses), onde para poder acessar a conta via web, se tornou necessário instalar um plugin no Firefox, e cadastrar o seu computador no sistema.

No processo de cadastramento, passei despercebido por uma opção que dizia algo assim: “Concordo que esta conta só poderá ser acessada a partir de computadores que utilizem o sistema operacional Windows, com o navegador Internet Explorer ou Mozilla Firefox.”. Na época eu só usava Windows mesmo, então whatever.

Bom, vamos adiantar um pouquinho a fita, para a parte em que eu ligo para o suporte, questionando o atendente sobre essa “medida de segurança”.

_ Mas me explique uma coisa. Por que diabos vocês fazem essa restrição só permitindo o uso de Windows? Me explique de qual forma a segurança aumenta, quando se “proíbe” o uso de sistemas como Linux ou Mac OS. - perguntei em um tom de sarcasmo

_ É porque esses sistemas são bastante utilizados por hackers. - respondeu o caboclo

_ Sim, são bastante utilizados, e não atacados. - respondi aumentando o tom de sarcasmo

Ele pensou um pouquinho, e logo respondeu: O senhor deseja que eu desative a opção?

Não! Eu liguei só para perguntar o telefone da pizzaria. Ok, essa parte ficou só no pensamento, (in)felizmente.

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