Acho que nunca comentei por aqui que sou viciado em estatísticas. É um tal de ficar o dia inteiro vendo visitas, ganhos, somando os dois, dividindo os dois, cruzando dados… Aliás, esse deve ser um mal de todo blogueiro.

Nas últimas semanas, eu estava viciado era em um recurso do iTunes, o “Top 25 Most Played”. Como o nome sugere, é uma lista que mostra as 25 músicas mais tocadas de todos os tempos.

Foi aí que uma coisa foi me levando a outra, e eu descobri que um certo site faz algo similar, e usa essas informações para cruzar um monte de dados (gostei desse termo) de dezenas de formas.

Dããã, pega esse Mobilon chegando atrasado na parada.

Pois é, eu nunca tinha usado o tal do Last.fm. Mas aposto que além de mim, muita gente também ainda não o fez.

Voltando ao assunto, digamos que eu expandi meus horizontes, digo, o vício. Se antes eu tinha uma listinha de 25 músicas, agora eu tenho uma tabela que me mostra as músicas e bandas que eu mais ouço. Eu ainda posso visualizar isso por períodos como: última semana, últimos 6 meses, etc.

Qual a utilidade disso? No iTunes nenhuma, mas em uma rede social como o Last.fm é deveras interessante. Por exemplo, quando você acessa o perfil de outra pessoa, ele te dá o grau de compatibilidade musical entre você e ela (ou ele, whatever). E conforme você vai ouvindo mais músicas, seus vizinhos musicais são encontrados dentro da rede, e exibidos na sua sidebar.

Outra coisa bem bacana, são as bandas relacionadas. Ao acessar o perfil de algum artista, o Last.fm lhe mostra uma lista de artistas com um som mais ou menos igual. Por trás deste recurso, não há um robozinho comparando os espectros, é um esquema todo colaborativo, que vai sendo treinado conforme o pessoal ouve mais músicas, e adiciona tags às mesmas.

É claro que assim como em qualquer rede social, nesta você também pode adicionar seus miguxos, entrar em grupos e enviar recados. Aliás, você pode ter até seu próprio blog dentro do Last.fm. Só tente imaginar quanta coisa legal dá pra fazer, quando se junta todos esses recursos com os dados musicais de milhões de usuários.

O Last.fm também funciona como um excelente canal de divulgação para bandas e gravadoras. Isto porque, além de indicar músicas novas aos seus usuários baseando-se no que eles gostam de escutar, o site também dá a oportunidade de conhecer tudo ali mesmo, através de streaming de audio. No momento só é possível escutar um trecho de 30 segundos de cada música, mas muito em breve será possível ouvir as músicas inteiras direto do site. Cool, isn’t it?

Tal recurso já está sendo testado nos Estados Unidos e na Inglaterra. E para não infringir nenhum direito autoral, irá remunerar os artistas e gravadoras, de acordo com o número de execuções de cada faixa. Aliás, um belo modelo, já praticado porcamente aqui no Brasil pelo Trama Virtual.

Tenho que dizer, é a melhor forma que encontrei até hoje de conhecer novas bandas, checar as discografias, nome das faixas, etc. Tudo muito bem organizado, com um layout agradável, e o melhor de tudo, se baseia na tal sabedoria das multidões.

Mas como nada é perfeito, tenho que comentar. Esteja preparado para comprar um HD novo, irá precisar. :D

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Você acha que passar tempo demais na frente do computador faz mal à vista? Até um tempo atrás, eu não acreditava nisso, mas depois de pesquisar um pouco o assunto posso afirmar: há um pingo de verdade nessa história.

Reza a lenda, que a claridade do monitor emite ondas alfas radioativas que corroem a retina alguma coisa que não faz bem para os nossos olhos. A verdade é que a própria claridade não faz bem para o olho. Esta radiação não causa danos físicos ao olho, mas a exposição prolongada pode provocar alguns sintomas temporários, como olhos vermelhos e lacrimejantes, sensibilidade à luz, e dificuldade para atingir o foco.

Você certamente já passou madrugadas no computador, e a sensação é que alguém jogou areia nos seus olhos, certo? O globo fica todo ressecado, e a vista começa a embaçar. Este ressecamento talvez seja o único e pior mal que o computador nos causa.

Isto acontece, pois ao ficarmos na frente do monitor, piscamos até cinco vezes menos! Como consequência, este ressecamento pode sim causar males à córnea.

Eu que trabalho o dia todo no computador, me pego nas situações citadas acima com freqüência, principalmente com relação a dificuldade para atingir o foco. É normal para mim abrir o meu leitor de feeds, e não conseguir passar do primeiro artigo. As letras parecem ensaiar um esquema de pirotecnia.

E tem mais, este cansaço visual não ataca apenas quem tem algum problema de visão. Eu sou prova viva disso, nunca precisei de óculos na minha vida.

Fique atento! Há algumas medidas que você pode tomar para melhorar a sua experiência na frente do computador. A mais clássica (e efetiva) é fazer intervalos regulares. Eu sei que é difícil (acredite!), mas tente se afastar do computador por alguns minutos, algumas vezes por dia. Trabalhar em ambientes escuros força a vista, mantenha a luz acesa sempre.

No que diz respeito a configuração da máquina, sempre deixe o monitor com o contraste no máximo, e o brilho (quase) no mínimo. Isso é uma lição que todo profissional de design e fotografia digital deve conhecer.

Mantenha a taxa de atualização do monitor na mais alta possível, o ideal é a partir dos 85hz. Monitores de LCD também são menos prejudiciais, pois não emitem elétrons, e deixam a imagem menos tremida.

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A minha conta bancária sempre foi na Caixa Econômica, e sobre isso nunca tive nada a reclamar. O Internet Banking também sempre foi muito bom, está sempre passando por reformas e melhorias de segurança. A última delas foi recentemente (~2 meses), onde para poder acessar a conta via web, se tornou necessário instalar um plugin no Firefox, e cadastrar o seu computador no sistema.

No processo de cadastramento, passei despercebido por uma opção que dizia algo assim: “Concordo que esta conta só poderá ser acessada a partir de computadores que utilizem o sistema operacional Windows, com o navegador Internet Explorer ou Mozilla Firefox.”. Na época eu só usava Windows mesmo, então whatever.

Bom, vamos adiantar um pouquinho a fita, para a parte em que eu ligo para o suporte, questionando o atendente sobre essa “medida de segurança”.

_ Mas me explique uma coisa. Por que diabos vocês fazem essa restrição só permitindo o uso de Windows? Me explique de qual forma a segurança aumenta, quando se “proíbe” o uso de sistemas como Linux ou Mac OS. - perguntei em um tom de sarcasmo

_ É porque esses sistemas são bastante utilizados por hackers. - respondeu o caboclo

_ Sim, são bastante utilizados, e não atacados. - respondi aumentando o tom de sarcasmo

Ele pensou um pouquinho, e logo respondeu: O senhor deseja que eu desative a opção?

Não! Eu liguei só para perguntar o telefone da pizzaria. Ok, essa parte ficou só no pensamento, (in)felizmente.

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Há algum tempo me pergunto qual será o futuro do e-mail. Esta tecnologia é quase tão velha quanto a própria internet, e ainda assim é um dos meios de comunicação mais utilizados do mundo. E isso só aumenta a cada dia.

Alguns apostam que o futuro do e-mail, é transformá-lo em um sistema em 3 dimensões. Não sei exatamente o que estão a imaginar quando falam isso. Talvez um comunicador ao melhor estilo Star Wars, vai saber.

Eu era do tipo que não dava muito valor para o e-mail. Dadas algumas raras exceções, quando preciso me comunicar com alguém, sempre dou preferência a algum comunicador instantâneo. E-mail passa longe das primeiras opções, não consigo achar ele prático.

Esta opinião mudou um pouco no último mês, devido às experiências que tive com um Nokia E61i (veja mais no blog Nokia IntelliSync). Ele começou a me mostrar, que dependendo de onde é acessado, esta velharia pode acabar se tornando uma ferramenta muito poderosa, produtiva, e prática.

Pode-se dizer que tenho a minha caixa de entrada guardada dentro do meu bolso, tão instantânea e acessível quanto um SMS, só que muito mais poderosa.

Ao voltar para o computador, o e-mail até perde a graça. Sério mesmo. Aqui na telona, só consigo enxergá-lo como um meio razoavelmente bom de transferir arquivos, e um belo carteiro moderno. Aliás, era este o conceito inicial de Eletronic Mail, certo?

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Todo mundo que passa o dia todo sentado na frente de um computador já teve algum probleminha com L.E.R., ou coisa parecida. A sigla L.E.R. significa Lesão por Esforço Repetitivo. Sabe aquele negócio de ficar mexendo o mouse pra lá e pra cá o dia todo? Então, faz um bem danado pro seu pulso! E pro meu também.

Faz dois anos que eu uso uma tala no pulso direito, afim de diminuir um pouco as dores que tenho por conta do meu vício digital. No começo do ano passado, eu ainda comprei um mouse pad daqueles com gel, que mantém o pulso na altura da mão. Depois disso eu raramente usava a tal da tala, até encarar o Mac OS X.

É incrível como a aceleração do mouse neste sistema consegue ser tão ruim! Os mouses da Apple tem fama de serem péssimos. Geralmente porque eles abusam no design, o que acaba prejudicando a ergonomia. Quem não se lembra daquele mouse redondo, que até hoje é motivo de piada?

Hoje vejo que o problema não é só no mouse, mas sim na forma com que o sistema interpreta o sinal. O meu mouse da Microsoft é o melhor mouse que já usei. Tanto nos Windows XP e Vista, quanto no Ubuntu, Fedora, Kurumin e Kalango. É isso aí. Pode excluir essa idéia de que o problema se dá pelo cruzamento de marcas (Microsoft em um Apple). No Linux funciona muito bem, obrigado.

Resultado, estou usando o mouse sem mouse pad. Aquele anti-L.E.R. que eu falei que comprei, foi aposentado. Nele o ponteiro se perdia de vez! E olha que ele é inteiro preto e revestido com uma malha anti-reflexiva.

Ainda não ficou tão preciso quanto era no Windows, mas só o fato de que o Mac Mini não faz um ruidozinho sequer, já compensa (demais!) o incômodo.

Por falar em Mac, já encomendei meu Mac OS X Leopard pela promoção dos 19 reais. Tomara que nele, esta parte tenha sido melhorada. Ou será que sou o único no mundo que reclama disso?

Update 05.01.2007: Por indicação do amigo Nando (que usa o mesmo Mac Mini + teclado e mouse Microsoft), baixei e instalei um driver original da Microsoft para Mac OS X. Agora ficou melhor, quase tão bom quanto no Windows.

Depois de instalar o pacote e reiniciar o computador, um novo item aparece nas Preferências do Sistema. Através deste, você pode regular a velocidade do mouse e do scroll. É possível também personalizar as ações de cada botão de forma universal, ou individualmente para cada aplicativo.

O meu mouse só tem 3 botões, mas agora, graças a esta funcionalidade, toda vez que eu clico com o botão do meio (scroll) o Exposé é ativado. Extremamente prático!

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