Cientistas italianos conseguiram criar um braço biônico controlado pelo cérebro. Com ele, vítimas de amputação poderão não apenas manipular o membro mecânico da mesma maneira que faziam com seu original orgânico, como também conseguirão até mesmo ter sensações como se o membro ainda estivesse lá.

A Università Campus Bio-Medico di Roma é responsável pela conquista científico-tecnológica e o brasileiro (com cidadania italiana) de 26 anos Pierpaolo Petruzziello foi o primeiro beneficiado pela nova tecnologia. Ele perdeu o antebraço em um acidente de carro há vários anos e, em novembro de 2008, passou por uma cirurgia que, através de eletrodos implantados no que restou de seu braço, conectou o sistema nervoso de Pierpaolo ao braço mecânico, de forma que a peça robótica funciona como uma verdadeira extensão do corpo do homem.

Nessa quarta-feira (2/12), o chefe de neurologia do projeto, Paolo Maria Rossini, apresentou os resultados do experimento LifeHand. Logo no primeiro mês com a prótese, Pierpaolo conseguiu comandar movimentos e experimentar sensações (como de pegar algo). A resposta da mão biônica aos comandos do cérebro foi correta em 95% das vezes, o que é um resultado extremamente animador (e melhor do que muitas pessoas descoordenadas jamais conseguirão atingir).

A União Européia já investiu 3 milhões de dólares ao longo dos cinco anos em que essa pesquisa tem sido desenvolvida e, se o progresso continuar assim, quem sabe em alguns anos já possamos estar convivendo com pessoas com braços robóticos como o de Luke Skywalker em Star Wars. Afinal, de vez em quando a ficção, através da ciência, vira mesmo realidade. [CNET / Fotos: Campus Bio-Medico di Roma]

Essa foi a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da UCLA, Universidade da Califórnia Los Angeles. Segundo Teena Moody, um dos pesquisadores, os resultados sugerem que fazer pesquisas online podem ser uma forma simples de exercício cerebral que pode ser empregado para melhorar cognição em pessoas mais velhas.

melhorarcerebroO estudo foi conduzido com 24 voluntários de idades entre 55 e 78 anos cujos cérebros funcionavam normalmente. Metade deles já usava a internet todo dia enquanto a outra metade tinha pouca experiência online. No começo dos testes, eles realizaram buscas enquanto os pesquisadores tiravam ressonâncias magnéticas dos seus cérebros, monitorando mudanças da atividade neural. Depois disso, os voluntários foram instruídos a fazer, nas suas casas, buscas sobre tópicos determinados durante 1 hora, todos os dias, por duas semanas.

Ao retornarem, os pesquisadores tiraram novas ressonâncias e perceberam que, ao fazer buscas na internet por um período relativamente curto de tempo, os idosos conseguiram mudar padrões de atividades cerebrais e até gerar mais atividade em certas áreas como a memória funcional e a de tomada de decisões.

Então se você, assim como eu, tem um parente já velhinho que vez ou outra te pede ajuda com essa tal de internets, mostre para ele o endereço do Google e ensine-o a pesquisar por si mesmo. O cérebro dele agradece. [Slashdot]

Com os gadgets se tornando cada vez menores, os componentes que fazem parte dele precisam seguir o mesmo passo. Um desses componentes que se provou difícil de miniaturizar foi a bateria. No entanto, ontem (7) um grupo de pesquisadores da Universidade de Missouri, liderados pelo professor Jae Kwon, anunciaram um protótipo de bateria que pode solucionar esse problema.

Bateria nuclear do lado de uma moeda de 1 cent

Bateria nuclear do lado de uma moeda de 1 cent

Um dos passos para torná-la eficiente foi quebrar um paradigma das baterias atuais, que usam componentes semicondutores sólidos. O protótipo desenvolvido pelos pesquisadores usa componentes líquidos, permitindo que ela tenha o tamanho de uma moeda. Além disso, ela poderá durar até 6 vezes mais do que as baterias convencionais, já que usa energia nuclear como fonte principal.

Kwon esclarece que, apesar da palavra ‘nuclear’ parecer algo perigoso, a bateria é completamente segura. Esse tipo de energia já é relativamente comum em baterias de marca-passo, ferramentas de exploração sub-aquática e instrumentos usados em ônibus espaciais. O professor acredita que será possível diminuí-la ainda mais e torná-la ainda mais eficiente no futuro. [BoingBoing]

A imagem ilustra uma cadeia de DNA passando através do nanoporo

A imagem ilustra uma cadeia de DNA passando através do nanoporo, que a analisa.

A IBM pretende desenvolver um microchip que terá a capacidade de ler o DNA humano. O objetivo do projeto é desenvolver o tal leitor pessoal de DNA por um custo entre US$100 e US$1.000 cada (algo entre R$175 e R$1.750, no câmbio de hoje). Como parâmetro de comparação, o primeiro seqüenciador de DNA, o do Projeto Genoma Humano, custou pelo menos 3 bilhões de dólares.

As tecnologias que possibilitam a leitura rápida, barata e amplamente disponível do DNA têm o potencial de revolucionar a pesquisa bio-médica e ser o prenúncio de uma era de medicina personalizada”, declarou hoje Gustavo Stolovitzky, pesquisador da IBM.

A tecnologia utilizada baseia-se nos chamados nanoporos, orifícios nanométricos feitos no chip, através dos quais passariam moléculas do tecido a ser analisado pelos sensores que seqüenciariam o DNA.

Estima-se que a tecnologia esteja disponível em 5 a 10 anos. A medicina personalizada permitiria um tratamento mais adequado a pacientes, possibilitando que o médico baseie o tratamento em peculiaridades que só um exame genético poderia assegurar. Considerando o baixo custo do aparelho e o curto tempo para analisar o DNA (estima-se que cerca de 1 minuto), os pesquisadores da Big Blue esperam que a tecnologia acabe sendo amplamente utilizada e traga grandes benefícios à área de saúde. [ComputerWorld]

fibra-otica-15tbs

Fibra ótica em funcionamento. (SXC)

A Alcatel-Lucent, gigante francesa que mantém atualmente o Bell Labs, anunciou que seus pesquisadores conseguiram multiplicar a capacidade de transmissão dos cabos submarinos de telecomunicações por dez. A velocidade é impressionante.

Essa nova velocidade seria de 100 petabits por segundo.quilômetro. Não, você não leu errado, a forma de medição leva em conta e velocidade de transmissão de dados e a capacidade da fibra ótica de manter a velocidade de acordo com a distância percorrida.

Para nós, meros mortais, o que importa é que a nova tecnologia da Alcatel-Lucent garante velocidade constante de 15,5 Tbps (terabits por segundo) por 7 mil quilômetros. Seria o suficiente para transmitir 400 DVDs entre Paris, no continente europeu, a Chicago, em solo norte-americano, em apenas um segundo.

Mas não se anime. Por enquanto esse tipo de velocidade estará longe de chegar à sua casa. A fibra ótica na qual a Alcatel trabalha é usada em cabos submarinos que se estendem ao redor do mundo, nos oceanos, para manter as várias partes do planeta interconectadas. Não é à toa que quando um desses cabos se rompe – normalmente devido a acidentes envolvendo navios – o país que tira proveito do cabo submarino enfrenta problemas no acesso à internet. [Computerworld]

Recentemente várias pesquisas feitas em torno de games tem retornado resultados positivos. Em dezembro do ano passado um estudo publicado pelo jornal médico Psychology & Aging mostrou que jogos de estratégia em tempo real pode melhorar funções cognitivas em idosos. E em março desse ano pesquisadores da Universidade de Rochester, em Nova York, descobriram que games de tiro em primeira pessoa melhoram a visão. Ontem foi revelado mais um estudo desse tipo, que ajuda a provar que jogos não são só perda de tempo.

A pesquisa, que foi realizada pela Mind Research Network, mostrou que jogar Tetris aumenta a massa cerebral. Para chegar à essa conclusão, o instituto escolheu 26 garotas adolescentes e instruiu 15 delas a jogarem 15 minutos de Tetris todo dia durante 3 meses, enquanto que as outras 11 foram instruídas a não jogarem. Os pesquisadores então fizeram a ressonância magnética do cérebro de cada uma delas antes, durante e depois das partidas. O resultado da comparação entre os cérebros das que jogaram contra as que não jogaram foi a imagem abaixo.

cerebrotetris

Na esquerda, está o hemisfério esquerdo e na direita, o hemisfério direito. Na parte azul estão as áreas com funções cerebrais que ficaram mais eficientes em quem jogou Tetris e a parte vermelha demonstra áreas em que o córtex ficou mais denso. Ou seja, quem joga Tetris por ao menos 15 minutos todos os dias terá um cérebro mais rápido e com mais massa cinzenta.

O estudo completo tem 24 páginas e está disponível para download em inglês neste link (PDF). É importante notar que ele foi financiado pela Blue Planet Software, desenvolvedora do Tetris. [Wired]

A chamada realidade aumentada pode ser classificada como um método de visualização que mostra elementos do mundo real capturados por uma câmera, por exemplo, misturados com informações virtuais. Um bom exemplo de uso dela é o Metro Paris Subway (veja o vídeo), que foi o primeiro aplicativo do tipo a ser aprovado na AppStore da Apple. Ele usa dados do GPS e bússula para exibir na tela do iPhone dados sobre pontos turísticos da cidade de Paris, na França.

realidadelente

O conceito é novo, mas segundo o pesquisador de bionanotecnologia Babak A Parviz da universidade de Washington, ele poderá um dia se tornar indepentente do celular e passar a viver diretamente na retina dos olhos de quem quiser. A idéia é mostrar a informação que seria exibida na tela do celular nas lentes de contato usando nanocircuitos integrados.

Parviz também cita outros usos muito úteis desse tipo de lente, como medição de nível de glucose, monitoramento das funções vitais e até reabilitar a visão em pessoas com cegueira total ou parcial. O artigo completo publicado pelo pesquisador tem 4 páginas, está em inglês e detalha como as lentes são feitas, além dos vários testes já feitos em seres humanos e coelhos. Vale a pena dar uma olhada, nem que seja só para ver as figuras. [Slashdot]

Mulheres que usam o celular durante a gravidez, tem mais chances de dar à luz um filho com problemas comportamentais. Crianças que começam a utilizar celulares antes dos 7 anos de idade, também correm o risco.

É o que diz um estudo realizado pela UCLA e a AARHUS, com mais de 13 mil crianças que nasceram na Dinamarca no final da década de 90. Eles descobriram que as mães que usaram o celular duas ou três vezes por dia, aumentaram em 54% o risco da criança ter hiperatividade, problemas emocionais e dificuldades em se relacionar ao atingirem a idade de ir ao colégio. O risco aumenta proporcionalmente de acordo com a exposição da mãe e/ou da criança à radiação.

Mais curioso do que os resultados, é que nenhum dos pesquisadores sabe explicar o lado científico de tudo isso. Alguns começaram a cogitar que o risco pode estar associado a fatores comportamentais. Por exemplo, o fato de a mãe usar o celular, e assim dedicar menos atenção à criança.

Faz sentido? Não para mim.

Primeiro porquê se a dita está grávida, como ela pode dar atenção a uma criança que nem nasceu? E se já nasceu, o celular faria mal à criança pois ela não dá atenção à… ela mesma?

Se for assim, é melhor proibir todas as crianças e futuras mamães de assistirem televisão ou lerem livros. A saúde do seu filho pode estar em risco!

O que não faltam por aí, são pesquisas dizendo que a radiação do celular pode ser danosa à saúde. O problema é que sempre que alguém inventa de fazer uma pesquisa dessas, o resultado final vem acompanhado da palavra “pode”.

Se a radiação do celular faz realmente mal para a saúde, então deveremos passar por problemas muito maiores do que hiperatividade, problemas emocionais e dificuldades em se relacionar. Afinal, todo mundo já sofreu de algum destes distúrbios um dia.

Em tempos onde tudo-o-que-é-eletrônico-tem-wireless, alguém já parou para pensar que a radiação do celular é nula se considerarmos o montante? Olhe ao seu redor e comprove!

Só cuidado para não entrar em pânico.

via: The Independent

imagem: Sprkels

Você acha que passar tempo demais na frente do computador faz mal à vista? Até um tempo atrás, eu não acreditava nisso, mas depois de pesquisar um pouco o assunto posso afirmar: há um pingo de verdade nessa história.

Reza a lenda, que a claridade do monitor emite ondas alfas radioativas que corroem a retina alguma coisa que não faz bem para os nossos olhos. A verdade é que a própria claridade não faz bem para o olho. Esta radiação não causa danos físicos ao olho, mas a exposição prolongada pode provocar alguns sintomas temporários, como olhos vermelhos e lacrimejantes, sensibilidade à luz, e dificuldade para atingir o foco.

Você certamente já passou madrugadas no computador, e a sensação é que alguém jogou areia nos seus olhos, certo? O globo fica todo ressecado, e a vista começa a embaçar. Este ressecamento talvez seja o único e pior mal que o computador nos causa.

Isto acontece, pois ao ficarmos na frente do monitor, piscamos até cinco vezes menos! Como consequência, este ressecamento pode sim causar males à córnea.

Eu que trabalho o dia todo no computador, me pego nas situações citadas acima com freqüência, principalmente com relação a dificuldade para atingir o foco. É normal para mim abrir o meu leitor de feeds, e não conseguir passar do primeiro artigo. As letras parecem ensaiar um esquema de pirotecnia.

E tem mais, este cansaço visual não ataca apenas quem tem algum problema de visão. Eu sou prova viva disso, nunca precisei de óculos na minha vida.

Fique atento! Há algumas medidas que você pode tomar para melhorar a sua experiência na frente do computador. A mais clássica (e efetiva) é fazer intervalos regulares. Eu sei que é difícil (acredite!), mas tente se afastar do computador por alguns minutos, algumas vezes por dia. Trabalhar em ambientes escuros força a vista, mantenha a luz acesa sempre.

No que diz respeito a configuração da máquina, sempre deixe o monitor com o contraste no máximo, e o brilho (quase) no mínimo. Isso é uma lição que todo profissional de design e fotografia digital deve conhecer.

Mantenha a taxa de atualização do monitor na mais alta possível, o ideal é a partir dos 85hz. Monitores de LCD também são menos prejudiciais, pois não emitem elétrons, e deixam a imagem menos tremida.

sap-crowd-enlarged.jpg

A cada dia que passa, novas fontes geradoras de energia limpa são descobertas. Desta vez, Thaddeus Jusczyk e James Graham, dois estudantes graduados do MIT, desenvolveram uma tecnologia chamada de Crowd Farm (“fazenda da multidão” em português), que capta o movimento sobre o chão, e o transforma em energia elétrica.

O Crowd Farm é como um segundo assoalho, que se comprime ligeiramente com a força que lhe é imposta. Ele poderia ser colocado em lugares bastante movimentados, tais como edifícios públicos, estações de metrô e até em apresentações musicais.

Um passo humano, gera eletricidade suficiente apenas para acender duas lampadas de 60w e por um único segundo. É pouco, mas se multiplicarmos este pequeno passo em escalas gigantescas, já teríamos uma quantia interessante de energia limpa e o melhor: inesgotável.

O único empecilho no momento, é que apesar de ser fácil de replicar o Crowd Farm, seus componentes são caros demais para serem implantados em grande escala.

Mais informações: MIT News