Brasileiro controla braço cibernético apenas com o pensamento
Publicado dia 03/12/09 às 02h11 por![]()
Cientistas italianos conseguiram criar um braço biônico controlado pelo cérebro. Com ele, vítimas de amputação poderão não apenas manipular o membro mecânico da mesma maneira que faziam com seu original orgânico, como também conseguirão até mesmo ter sensações como se o membro ainda estivesse lá.
A Università Campus Bio-Medico di Roma é responsável pela conquista científico-tecnológica e o brasileiro (com cidadania italiana) de 26 anos Pierpaolo Petruzziello foi o primeiro beneficiado pela nova tecnologia. Ele perdeu o antebraço em um acidente de carro há vários anos e, em novembro de 2008, passou por uma cirurgia que, através de eletrodos implantados no que restou de seu braço, conectou o sistema nervoso de Pierpaolo ao braço mecânico, de forma que a peça robótica funciona como uma verdadeira extensão do corpo do homem.
Nessa quarta-feira (2/12), o chefe de neurologia do projeto, Paolo Maria Rossini, apresentou os resultados do experimento LifeHand. Logo no primeiro mês com a prótese, Pierpaolo conseguiu comandar movimentos e experimentar sensações (como de pegar algo). A resposta da mão biônica aos comandos do cérebro foi correta em 95% das vezes, o que é um resultado extremamente animador (e melhor do que muitas pessoas descoordenadas jamais conseguirão atingir).
A União Européia já investiu 3 milhões de dólares ao longo dos cinco anos em que essa pesquisa tem sido desenvolvida e, se o progresso continuar assim, quem sabe em alguns anos já possamos estar convivendo com pessoas com braços robóticos como o de Luke Skywalker em Star Wars. Afinal, de vez em quando a ficção, através da ciência, vira mesmo realidade. [CNET / Fotos: Campus Bio-Medico di Roma]

O estudo foi conduzido com 24 voluntários de idades entre 55 e 78 anos cujos cérebros funcionavam normalmente. Metade deles já usava a internet todo dia enquanto a outra metade tinha pouca experiência online. No começo dos testes, eles realizaram buscas enquanto os pesquisadores tiravam ressonâncias magnéticas dos seus cérebros, monitorando mudanças da atividade neural. Depois disso, os voluntários foram instruídos a fazer, nas suas casas, buscas sobre tópicos determinados durante 1 hora, todos os dias, por duas semanas.





Você acha que passar tempo demais na frente do computador faz mal à vista? Até um tempo atrás, eu não acreditava nisso, mas depois de pesquisar um pouco o assunto posso afirmar: há um pingo de verdade nessa história.