Ciência

Posts com as novidades da ciência no meio tecnológico.

A tecnologia de Water Displays não poderia ser mais simples. Ela consiste de uma projeção de imagem em gotas de água que caem com precisão de até milissegundos. Ela é usada ao redor do mundo centenas de peças publicitárias. Mas até agora ela estava restrita a ser usada apenas em uma camada, pois a luz emitida pelos projetores não podia passar para nenhuma camada subsequente. Uma empresa chamada AquaLux 3D conseguiu essa façanha. Seus criadores, os geeks da universidade de Carnegie Mellon, decidiram demonstrá-la jogando uma partida de tetris em 3D com a nova tecnologia.

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Eu não tenho muito o que reclamar do GPS. Usando o aplicativo do Google Maps para Nokia E71, é com ele que eu não me perco em São Paulo, cidade para a qual me mudei recentemente. No entanto, tem quem ache que a tecnologia por trás do GPS pode melhorar ainda mais. Para isso, um investimento de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) está sendo feito.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) conduziu um estudo sobre telefones celulares e câncer de cérebro durante a última década. Os resultados, no entanto, podem desanimar um pouco: foram considerados “inconclusivos” pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Isso significa, em outras palavras, que não podemos afirmar se o celular potencializa ou não o surgimento de câncer no cérebro.

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O futuro chegou. Em breve teremos nas nossas residências videofones com capacidade para transmitir imagens holográficas para qualquer parte do mundo (com cada ligação custando um rim esquerdo ou mais caro). Ao menos essa é a realidade em que pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, querem chegar.

Um subsetor da Universidade, chamado Instituto para Tecnologias Criativas, exibiu para o mundo ontem uma demonstração de uma chamada de videoconferência acontecendo em 3D. Um dos editores do blog Mashable foi no evento e gravou a demonstração em vídeo.

A tecnologia criada consistem em projetar vários vídeos de diferentes ângulos da pessoa na conferência em um espelho rodando em alta velocidade. Com a rotação, o vídeo é refletido para todos os diferentes pontos de visão. Com isso, a imagem mostrada aparenta ter três dimensões e o que é melhor: sem o uso de óculos.

Mais detalhes do projeto podem ser encontrados nessa página.

[via Mashable]

Se o projeto do artista plástico Gilberto Esparza chegar algum dia no Brasil, o rio Tietê na cidade de São Paulo bem que poderia usar um pouco dos serviços do seu robô. Segundo Esparza, o Nomadic Plants (nome oficial do robô, que significa Plantas Nômades em tradução livre) conta com um sistema baseado em energia microbiótica.

Esse sistema funciona da seguinte maneira: quando as plantas no seu corpo precisam ser alimentadas, o robô se move para alguma fonte de água. Ao chegar, ele absorve o líquido e um sistema filtra a água contaminada, decompõe seus elementos e cria energia a partir das microbactérias encontradas. A energia serve primariamente para alimentar os circuitos cerebrais do robô e o que resta é usado para manter vivas as plantas que vivem em simbiose dentro dele.

O robô fica em exibição na cidade de Gijón, na Espanha, até o dia 7 de junho.

[via Gizmodo]

Que os orientais já estão bem avançados no que se trata de robótica, o mundo inteiro já sabe. Mas quando se trata de robôs que podem ultrapassar obstáculos e chutar bolas de futebol, ninguém supera o Time 383, composto por estudantes brasileiros do Colégio Província de São Pedro, da cidade de Porto Alegre. A prova disso foi obtida na semana passada, quando o time gaúcho conquistou o título de campeão da competição FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology), regional do estado americano de Connecticut.

O Brazilian Buddy XI, nome do robô criado pela equipe, precisou chutar bolas na direção dos gols, ultrapassar obstáculos similares à quebra-molas e pendurar-se numa torre de ferro, tarefas executadas com precisão e eficiência exemplar. Na fase de classificação, o robô ficou em 3º lugar do total de 56. Já na regional disputada, ele ganhou nas finais com um placar de 7 a 4. Na semana anterior, o time também havia conquistado vice-campeonato na regional de Boston.

Apesar de não terem enviado nenhum vídeo do robô durante a competição, em janeiro o time publicou um do protótipo dele no YouTube. E a julgar pelos vídeos da equipe dançando YMCA no estádio durante o evento, posso apostar que eles se divertiram bastante. Parabéns ao Time 383! :D

Hoje, 30 de março de 2010, às 8h06 (horário de Brasília), o acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider) atingiu enfim sua meta de potência de 7 TeV (tera elétron-volts), e colidiu partículas sub-atômicas pela primeira vez. Agora físicos em todo o mundo aguardam ansiosamente pelos dados resultantes do experimento, que prometem abrir muitos novos caminhos para a ciência.

“Começa a busca pela matéria escura, novas forças, novas dimensões e o Bóson de Higgs,” disse a porta-voz de um dos núcleos do LHC, Fabiola Gianotti. Rolf Heuer, diretor geral do CERN — a organização de pesquisas responsável pelo LHC — também se mostrou bastante animado com as conquistas científicas desta manhã: “é um ótimo dia para ser um físico de partículas”, disse ele.

O LHC tinha atingido o recorde de 3,5 TeV há cerca de 10 dias atrás. Hoje o LHC inicia um novo ciclo, no qual trabalhará por 18 a 24 meses com a energia de 7 TeV, já se preparando para a seguir colidir partículas com o dobro da energia: 14 TeV.
Veja no vídeo abaixo a reação dos cientistas no CERN ao ver que os feixes de prótons haviam colidido com sucesso pela primeira vez (a partir dos 50 segundos do vídeo):

LHC: em busca dos 7 TeV (Imagem: Wired)

O LHC (Large Hadron Collider) atingiu sua mais alta potência até o momento, levando-o um passo mais perto da potência máxima de 7 trilhões de elétron-volts e da meta das novas descobertas físicas às quais o acelerador de partículas pode levar dessa maneira.

O recorde anterior do LHC havia sido de 1,18 TeV (tera elétron-volt, ou trilhão de elétron-volt). Na manhã desta sexta-feira (19), raios de prótons com três vezes mais energia circularam pelo acelerador de partícula, estabelecendo o novo recorde de 3,5 TeV.

Como vocês devem ter percebido pelo fato do mundo ainda não ter acabado, o teste foi bem sucedido, o que deixou os cientistas muito satisfeitos e animados. James Gillies, Diretor de Comunicações do CERN — a organização de pesquisas responsável pelo LHC — disse que este foi um grande marco:

“É fantástico — realmente não há nada em nosso caminho para começar nosso programa em direção aos 7 TeV,” disse Gillies.

[ZDNet]

Ontem estive em uma palestra de Salim Ismail, ex-VP de Inovação do Yahoo! e atual diretor executivo da Singularity University, uma instituição de ensino americana de inovação que fica dentro da NASA e que é patrocinada pelo deus Google.

Salim é uma daquelas pessoas que acreditam que a tecnologia serve para o bem e ponto. Ele defente a inovação tecnológica como um benefício para o ser humano, às vezes até de forma meio arrogante, ignorando os efeitos que determinada tecnologia pode ter na sociedade.

Um dos dados apresentados por Salim durante a palestra é o seguinte: em 20 anos, o poder computacional será equivalente ao de um cérebro humano.

Assustador, né? E seguindo a lei de Moore, este poder continuará dobrando a cada 18 meses. Leia mais

Cientistas italianos conseguiram criar um braço biônico controlado pelo cérebro. Com ele, vítimas de amputação poderão não apenas manipular o membro mecânico da mesma maneira que faziam com seu original orgânico, como também conseguirão até mesmo ter sensações como se o membro ainda estivesse lá.

A Università Campus Bio-Medico di Roma é responsável pela conquista científico-tecnológica e o brasileiro (com cidadania italiana) de 26 anos Pierpaolo Petruzziello foi o primeiro beneficiado pela nova tecnologia. Ele perdeu o antebraço em um acidente de carro há vários anos e, em novembro de 2008, passou por uma cirurgia que, através de eletrodos implantados no que restou de seu braço, conectou o sistema nervoso de Pierpaolo ao braço mecânico, de forma que a peça robótica funciona como uma verdadeira extensão do corpo do homem.

Nessa quarta-feira (2/12), o chefe de neurologia do projeto, Paolo Maria Rossini, apresentou os resultados do experimento LifeHand. Logo no primeiro mês com a prótese, Pierpaolo conseguiu comandar movimentos e experimentar sensações (como de pegar algo). A resposta da mão biônica aos comandos do cérebro foi correta em 95% das vezes, o que é um resultado extremamente animador (e melhor do que muitas pessoas descoordenadas jamais conseguirão atingir).

A União Européia já investiu 3 milhões de dólares ao longo dos cinco anos em que essa pesquisa tem sido desenvolvida e, se o progresso continuar assim, quem sabe em alguns anos já possamos estar convivendo com pessoas com braços robóticos como o de Luke Skywalker em Star Wars. Afinal, de vez em quando a ficção, através da ciência, vira mesmo realidade. [CNET / Fotos: Campus Bio-Medico di Roma]