Carla Bruni: ela não tem quase nada a ver com esse texto, mas quem liga?

Um estudo realizado pela universidade francesa de Rennes mostra que a pirataria continua a crescer no país do croissant, apesar da polêmica “Lei dos três strikes” em vigor por lá desde o ano passado.

Em seu texto, o artigo aprovado pelo marido da Carla Bruni presidente Nicolas Sarkozy em junho do ano passado prevê que os navegantes que forem pegos fazendo download de arquivos ilegais podem receber até três advertências antes de ter sua conexão à web cortada e ainda serem levados ao tribunal, onde ainda podem ser condenados até a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 mil euros.

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As informações levantadas pelos pesquisadores mostram que apesar do tráfego por sites de torrent tenha caído de 17,1% para 14,6% entre os últimos meses de setembro e dezembro, o total de pirataria no país aumentou 3% impulsionado sobretudo pelo crescimento de sites de troca de arquivos nos moldes do Rapidshare e Sendspace, considerados “mais seguros” para esse tipo de atividade. Ironicamente, o texto da “Lei dos três strikes” prevê que apenas trocas realizadas por mecanismos P2P são passíveis de punição, deixando a tarefa de se baixar um arquivo direto de um site longe de qualquer dor de cabeça legal.

Outra descoberta digna de nota dos pesquisadores mostra que os usuários que baixam arquivos da web estão mais inclinados a pagarem por conteúdo online, confirmando outros estudos semelhantes. “Isso mostra que ao desconectar usuários da rede a indústria da música pode estar se afastando de potenciais consumidores”, afirma o TorrrentFreak.

Entre os dias 15 e 18 de março a FIAP sediará uma série de palestras ministradas por grandes tecnólogos. O evento é resultado de uma parceria com a Singularity University (ou apenas ‘SU’), instituição de ensino sediada na NASA, e patrocinada por empresas como o grande Deus Google.

As palestras e workshops serão comandados por Dan Barry (ex-astronauta da NASA, Ph.D. em Engenharia da Computação pela Universidade de Princeton, especialista em robótica e inteligência artificial e professor da SU) e Salim Ismail (ex-VP de inovação do Yahoo!, especialista em internet e mídias digitais e Diretor Executivo da SU).

Mais informações sobre o evento aqui.

Sorteio de convites

O evento é exclusivo para alunos, professores, colabores e convidados da FIAP, mas o Tecnoblog foi convidado para acompanhar a palestra que acontece na quarta-feira (17), e ainda podemos levar com a gente mais dois leitores do blog!

A palestra de quarta será ministrada por ninguém menos que os próprios Dan Barry e Salim Ismael. Legal, né?

Para concorrer aos convites siga o perfil do TB no twitter e tuíte a frase abaixo:

http://migre.me/nK5H - Eu quero ir à palestra de Dan Barry e Salim Ismael com os editores do @tecnoblog

(clique aqui para tuitar automaticamente)

O sorteio dos convites será feito hoje às 19h através do Sorteie.me. Divulgaremos o resultado aqui no post e também lá no twitter do TB.

Só um adendo: só pode concorrer quem for residente da cidade de SP, ou puder garantir que estará lá no dia. Como o espaço é limitado, a FIAP quer garantir que todos os convidados estarão presentes (afinal ganhar o convite e não ir, seria uma bela mancada com nossos amigos tecnobloguianos, né? :P ).

Full disclosure: o Tecnoblog não recebeu um tostão por este post. A única coisa que ganhamos foram os convites, e aceitamos sortear por achar que a palestra poderia interessar à nós geeks apaixonados por tecnologia.

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Parabéns aos sortudos @gui_degroh e @gummyjuicerman! Favor entrar em contato com a gente o mais rápido possível para combinarmos a entrega dos convites!

Confiram o resultado do Sorteie.me aqui e aqui.

Em março de 2005 o ICANN – instituição independente que regula endereços da web – negou o pedido da empresa ICM Registry para a criação do domínio .xxx, exclusivamente destinados a sites pornográficos, alegando que eles “feriam as políticas de igualdade e neutralidade na rede”. O caso, como era de se esperar, foi parar nos tribunais.

Na última segunda-feira um júri independente da Associação Americana de Arbitragem, formado inclusive por um juiz da Corte de Justiça norte-americana, concluiu que a decisão tomada há três anos foi “equivocada”. “Os argumentos apresentados há três anos para negar a criação dos domínios .xxx não foram consistentes o suficiente”, afirma o veredito, que também condena o ICANN a bancar os US$ 475 mil (R$ 855 mil) gastos no processo mais US$ 241 mil (R$ 434 mil) pelos honorários dos advogados da ICM.

Mas esse não é o sinal verde para a criação dos sites .xxx.

O jornal The Register lembra que a o ICANN não é obrigado a aceitar a decisão de um tribunal independente, enquanto seu presidente, Rod Beckstrom, prefere manter as portas abertas: “o domínio .xxx voltou à nossa pauta e será votado novamente em nossa próxima reunião, que deve acontecer daqui um mês em Nairobi”, escreveu em um post no blog do órgão.

Vint Cerf, que dirigia a comissão de votação do ICANN na época que o domínio .xxx foi rejeitado afirmou estar “decepcionado” com a decisão.

A Biblioteca Britânica, que mantém em seu acervo cerca de 150 milhões de itens entre livros, periódicos, filmes, músicas, patentes, mapas, selos e outras produções anunciou que disponibilizará aproximadamente 65 mil clássicos da literatura inglesa na web, de graça, em formato “compatível com os principais e-books do mercado”, como o Kindle, por exemplo.

As versões que cairão na rede serão as primeiras edições de títulos de autores como Charles Dickens ou James Joyce, entre milhares de outros, e manterão a tipografia e as ilustrações de suas raras versões de papel, muitas vezes publicadas há alguns séculos. Um exemplo é a obra Razão e Sensibilidade, publicada em 1811 pela escritora Jane Austen e que tem sua edição original, naturalmente de papel, avaliada em alguns milhares de euros.

A digitalização das obras está sendo feita sem qualquer custo (uia!) desde 2005 pela Microsoft e os navegantes poderão baixar os livros de seu interesse a partir do meio do ano. Caso o leitor faça questão de ter a obra de papel em suas mãos, reproduções impressas das primeiras edições estarão à venda na Amazon por preços que variam de R$40 a R$ 60. [Times]

A Sony Ericsson apresentou o Aspen, seu novo smartphone que pretende conquistar algum mercado alegando ser “ecológico”. Membro da família de produtos da linha Greenheart, o modelo usa 50% de material reciclado para a construção de sua carcaça, o que deve dar mais ou menos uns 20 gramas de plástico por unidade.

Deixando o papo natureba de lado, o modelo roda o Windows Mobile 6.5.3, conta com teclado Qwerty completo, câmera de 3.2 megapixel, Bluetooth, tela de 2,4 polegadas sensível ao toque (hein?), GPS, WiFI, leitor de cartões e apps para Google Maps, Youtube, Facebook, Windows Live Messenger e outras perfumarias.

O Aspen será disponível nas cores preto e prata e deve desembarcar nas prateleiras no segundo semestre deste ano. [Sony Ericsson]

Um ativista chinês e um grupo russo de defesa dos direitos humanos, ambos com forte atuação na internet, estão entre os nomeados para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2010, reporta a Forbes.

Tradicionalmente os nomes dos concorrentes para receber a honraria são mantidos em sigilo absoluto pela organização do Prêmio por 50 anos, mas algumas vezes alguns dos indicados podem ser revelados pelos responsáveis por fazer suas indicações aos sub-comitês da laureção.

Os russos foram nomeados por Erna Solberg, líder do partido conservador noruegês, que indicou a ativista Svetlana Gannushkina e sua organização Memorial por denunciar a violência e assassinatos promovidos pelo governo local contra ativistas dos direitos humanos.

Já o ativista Liu Xiaobo, defensor dos direitos humanos e liberdade de expressão na China foi indicado por Kwame Anthony Appiah, professor de filosofia da universidade de Princeton e presidente da Pen American Center – organização que defende liberdades pessoais em todo o mundo.

Nos dois casos os indicados usaram a internet como uma ferramenta de “diálogo e debate para promover a paz e a democracia”.

Não custa lembrar que recentes invasões a contas de e-mail de ativistas dos direitos humanos na China provocaram um desconforto entre o Google e o governo local.

Um levantamento feito por um estudante chamado Sauhard Sahi na rede da universidade de Princeton mostra que apenas 10 dos 1021 arquivos que estavam sendo transferidos pelos graduandos não infligiam nenhum direito autoral. O estudo, realizado no segundo semestre de 2009, co-ordenado pelo professor Ed Felten e publicado no blog Freedem to Tinker monitorou apenas um tipo aleatório sem trackers do formato BitTorrent.

Os dados mostram que entre as dez torrents legais haviam duas distribuições do Linux, addons para jogos e programas em versões beta ou shareware. Já 46% eram filmes e programas de TV, 14% jogos e softwares, 14% pornografia, 1% e-books, 1% imagens e 14% não pode ser identificado. Os tão temidos downloads de músicas eram apenas 10% da soma. “Apenas um dos 145 arquivos pornográficos que estavam sendo baixados não era ilegal”, aponta o estudo.

Como lembra o Register, ao contrário dos outros formatos de troca P2P o formato BitTorrent não foi escrito especificadamente para facilitar a pirataria, mas sim como uma maneira de se transferir grandes arquivos pela web.

Google genélico, né? (sic)

Pelo visto, a comoção em torno de uma possível saída do Google da China ainda anda provocando alguma comoção na terra do frango xadrez. Nesta quinta-feira dois sites “genéricos” em apoio a gigante da web no caso das invasões feitas contra contas de e-mail de defensores dos direitos humanos no país entraram no ar, o Goojje e o Youtubecn.

Enquanto o Goojje é uma página de buscas com um apelo para que a companhia norte-americana não encerre suas operações no país em sua página inicial, o Youtubecn coloca as mãos na massa e consegue exibir (por enquanto) vídeos do Youtube “de verdade”, bloqueado por lá.

Em entrevista para o site The Huffington Post, Xiao Qiang, especialista em internet chinesa da universidade de Berkeley, na Califórnia, afirma que o caso ainda pode ser fonte de uma série de dores de cabeça para seus criadores “por conta do roubo de propriedade do Google e com as leis chinesas”. “Não vejo esses dois sites sobrevivendo por muito tempo diante desses dois obstáculos”, completa.

Até o momento em que este post é escrito, as duas páginas ainda estão no ar. Em declaração oficial, o Google afirma que as duas cópias não têm nada a ver com a empresa.

Como já é tradição no TB, faremos nessa quarta o live blogging do evento que a Apple vai apresentar a partir das 16:00 (horário de Brasília) no Yerba Buena for the Arts, em São Francisco. Portanto, por volta das 16:00, “sintonize” no canal Live do Tecnoblog e acompanhe tudo o que estiver rolando no evento ao vivo.

O convite do evento já deixou claro que vem coisa nova por aí:  “Come see our latest creation”, algo como “venha ver nossa mais recente criação”. Além disso, Steve Jobs, o CEO da Apple, afirmou nessa semana que “um novo e importante produto” será apresentado ao mercado. Os analistas estão alucinados com a ideia de que um tablet PC (PC?!) da empresa da maçã seja revelado hoje.

Há quem diga que o suposto iTablet conseguirá executar aplicativos do iPhone OS e também do Mac OS. Também há quem diga que acordos com operadoras (em especial a Verizon nos Estados Unidos) já estão a caminho. Entre os rumores ainda há quem afirme categoricamente que Jobs e sua trupe vai reinventar o mercado de e-books.

Só há um jeito de saber: acompanhando o Live do Tecnoblog amanhã. E é claro que as novidades também serão publicadas por aqui, no decorrer do dia. A gente te espera lá!

TechCrunch: caído

Um dos blogs mais influentes no Vale do Silício, o TechCrunch foi vítima de um ataque nesta-terça feira e até o momento em que este post era escrito continuava fora do ar. No lugar de sua página inicial os invasores colocaram uma mensagem que já foi retirada do ar. Já outros de seus blogs, como o CrunchGear, aparentemente não sofreram com o ataque.

Comandado por Michael Arrington, o site foi aberto em 2005 e atualmente recebe cerca de 9,9 milhões de visitas diárias. Em 2008, teve algum destaque pela imprensa internacional por conta de sua tentativa de lançar um tablet chamado CrunchPad, mas o negócio naufragou e renasceu sob a tutela de investidores independentes com o nome de Jojo.