YouTube: agora com legendas geradas automaticamente

A partir desta quarta-feira (4) o YouTube passou a tornar disponíveis legendas automáticas (auto-captioning, em inglês) a todos os usuários do YouTube. Com isso, o Google pretende tornar os vídeos mais acessíveis a deficientes auditivos e a pessoas do mundo todo que não entendem inglês.

O recurso — que estava em um beta exclusivo a usuários selecionados desde Novembro de 2009 — consiste em identificar automaticamente o que é falado no vídeo (através das tecnologias de reconhecimento de voz que o google usa no Google Voice e no Nexus One) e assim gerar automaticamente a legenda para o vídeo, mesmo que o usuário que o colocou no a não tenha adicionado nenhuma legenda. Outra possibilidade disponível assim que se gera a legenda é a de tradução automática para 50 idiomas, incluindo o português.

O recurso ainda não funciona com perfeição, principalmente se os vídeos tiverem ruídos que atrapalhem o reconhecimento (o ideal seriam vídeos com o áudio isento de ruídos e sons de fundo, contendo apenas a fala). Ainda assim, para quem é deficiente auditivo ou não entende a língua do vídeo, a transcrição é boa o suficiente para quebrar um galho.

Outra restrição do serviço é que, ao menos por hora, ele apenas transcreve a partir do áudio em inglês — aliás, eu ri bastante vendo os resultados potencialmente hilários obtidos quando o sistema tenta entender um vídeo em português, apresentando a legenda com as palavras em inglês que mais soam parecidas com o que é falado em português. Mas como o sistema roda nos servidores do Google, que claramente está investindo bastante em tecnologias de reconhecimento de voz para seus produtos, não se surpreenda se, sem aviso algum, o sistema for melhorando, passando a reconhecer melhor as palavras em inglês e até mesmo acrescentando reconhecimento de outras línguas. Na verdade, no anúncio no blog do YouTube o gerente de produto Hiroto Tokusei afirma que o Google planeja adicionar reconhecimento de fala a mais línguas nos próximos meses.

Além disso, outra vantagem o novo recurso é que o usuário que fez o upload do vídeo pode tomar uma legenda automaticamente gerada como base para criar uma legenda precisa. Basta que ele baixe a legenda automática, corrija o que estiver errado e faça o upload. Essa facilidade tem potencial para aumentar significativamente o número de vídeos com legendas precisas adicionadas pelos próprios autores, uma vez que o trabalho dos mesmos passará a ser muito menor.

Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.

As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.

Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]

[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?

Rick Astley nunca vai te machucar

Ao contrário do que foi inicialmente noticiado por sites de todo o mundo ontem – incluindo o Tecnoblog – aparentemente a gravadora Sony BMG não teve qualquer participação na temporária retirada do ar do vídeo original do RickRoll,  pegadinha que sacaneia n00bs com o clipe do sucesso oitentista Never gonna give you up, de Rick Astley.

Leia mais:

Questionado pelo site Mashable, o YouTube assumiu toda culpa pelo erro que retirou o vídeo  do ar por algumas horas. Confira uma tradução freestyle do comunicado oficial do site de vídeos:

“A cada minuto cerca de 20 horas de vídeo são enviados a nossos servidores, e por conta de tamanha demanda nós contamos com os membros de nossa comunidade, que conhecem nossas regras, para marcar os vídeos que eles consideram impróprios de alguma maneira. Nós rapidamente avaliamos os vídeos marcados e podemos os retirar do ar em menos de uma hora. Também temos um time dedicado a identificar e remover spam do site. Ocasionalmente uma conta é erroneamente identificada como fonte de spam e assim ela pode ser retirada do ar. Quando isso acontece, nós rapidamente somos capazes de identificar o erro e restaurar os vídeos, e canais removidos por acidente”.

Steve Jobs está feliz. Foi nessa quarta-feira que a iTunes Store, a loja de músicas da Apple, chegou a mais uma incrível marca: o dez bilionésimo (é assim mesmo que escreve, por mais estranho que possa parecer) foi baixado por algum consumidor.

A canção de número 10.000.000.000 baixada na iTunes é desconhecida, por motivos óbvios de privacidade. Mas ela serve para provar que a Apple conseguiu, de fato, desenvolver a melhor maneira de vender música por meio da internet, de forma completamente legalizada e cômoda para o usuário.

Também não é por acaso que a iTunes Store se tornou o maior vendedor de músicas online do mundo, vendendo muito mais que qualquer um dos outros concorrentes (para falar a verdade, na maior parte do tempo nós sequer lembramos deles). Aliás, a mesma iTunes Store é atualmente o maior vendedor de músicas do mundo, seja competindo apenas com lojas online, seja competindo com lojas físicas de tijolo e argamassa.

Depois de anos vendendo as faixas individuais de músicas por US$ 0,99, a Apple adotou no ano passado uma forma de precificação mais variada: as músicas agora podem custar US$ 0,69, US$ 0,99 ou US$ 1,29. Ficou a cargo das gravadoras decidir qual preço cobrar pelas canções. Adivinhe qual é o valor cobrado pelas que estão no Top 10 da loja.

Se você chegou agora na internet (bem-vindo(a) e assine o feed do Tecnoblog), provavelmente não deve conhecer o RickRoll, um meme que habita a rede mundial de computadores há algum tempo. Ele consiste em sacanear seus amigos noobs enviando-os um link para um vídeo do YouTube e uma descrição interessante. Ao abrir, seu amigo vai perceber que o vídeo não é nada que foi descrito, mas sim o clipe da música “Never Gonna Give You Up”, do cantor americano Rick Astley.

"Never gonna give you up/ Never gonna let you down" #NOT

O vídeo se tornou um viral, atingindo mais de 30 milhões de views no site de compartilhamento de vídeos do Google. Esse número não deverá crescer mais, já que o vídeo original foi tirado do ar hoje pela atual detentora dos direitos autorais da música, a Sony BMG. Obedecendo ao chamado DMCA Takedown Notice (aviso de infração de copyright americano) enviado pela empresa, o YouTube não teve outra opção, senão tornar o vídeo inacessível (aqui está a prova, em forma de captura de tela).

Para ajudar a entender as possíveis causas para essa ação repentina por parte do braço musical da Sony, separei as três possibilidades mais plausíveis. 1: A Sony pode achar que vai ganhar mais dinheiro ao tirar o vídeo do ar, pois as pessoas irão comprar a música em vez de ver o clipe; 2: Os advogados da empresa têm bastante tempo livre e por isso vão tirar do ar todas as dezenas centenas milhares de cópias do clipe, começando pela enviada originalmente; 3: Algum executivo do alto escalão da companhia foi Rickroll’ado tantas vezes que se enfureceu e resolveu cortar o mal pela raiz.

Acredito que a terceira opção seja a mais crível. Ou, como se trata de uma gravadora, a menos estúpida. [Neowin]

[Atualização às 17:22]: Aparentemente a Sony voltou atrás na sua decisão e o vídeo está acessível novamente. Obrigado ao Matheus Bonela pela dica nos comentários!

A próxima versão do Ubuntu vai ganhar um sistema integrado a partir do qual usuários poderão comprar músicas. De acordo com o Download Squad, o mais baladado sistema operacional Linux do momento terá sua iTunes fornecida pela 7Digital, uma empresa de venda de canções baseada no Reino Unido.

Reza a lenda que a Ubuntu One Music Store vai estrear já o Ubuntu 10.04, conhecido como Lucid Lynx. Quem utilizar o SO gratuito poderá comprar faixas individuais por cerca de 99 centavos de libra, o equivalente a 2,77 reais (caro, não?). Num teste feito pelo Popeye.com, as canções do álbum “Discover Elvis Presley” eram ofertadas por esse valor, com qualidade de 320kbps e livre de DRM (sistema de proteção).

Confira abaixo imagens da loja.

Reza a lenda que o Amazon MP3 seria o fornecedor de músicas da Ubuntu One Music Store. Esse rumor, no entanto, não se confirmou e a Amazon perdeu a chance de marcar essa presença no ambiente Linux.

[Com informações: Popey Blog, Download Squad]

Assim como Bill Gates, o CEO da Walt Disney Company também emitiu sua opinião sobre o iPad. Com opinão contrária do fundador da Microsoft, para ele, o novo dispositivo da Apple “muda o jogo” da indústria de mídia e entretenimento.

Robert Iger (ou Bob Iger, como nós, mais íntimos, o chamamos) opinou sobre o iPad nesta terça-feira, após a Disney anunciar seus resultados do primeiro trimestre (844 milhões de dólares de lucro líquido, se estiver curioso). Leia o que disse Bob:

“Nós achamos que o iPad tem muito potencial. Poderia mudar o jogo em termos de nos permitir criar formas de conteúdo essencialmente novas. Será um grade dispositivo para se jogar games e assistir vídeos pela qualidade da tela.”
“A interatividade que [o iPad] nos possibilitará em um dispositivo móvel com tela de tamanha qualidade nos permitirá realmente começar a desenvolver produtos que são diferentes dos produtos que você vê em um computador conectado à internet ou em uma TV ou leitor digital.”
“Quando você pensa sobre a ABC, você pensa sobre um programa como LOST e poder não apenas assistir o programa, mas fazer todas as outras coisas que espectadores gostam de fazer com ele”.

Nem todos sabem disso, mas a Disney é proprietária não só dos famosos parques e personagens, mas também de diversos estúdios de cinema e canais de TV, como por exemplo a ESPN e a ABC (que exibe a famosa série LOST). Além disso a empresa comprou com ações a Pixar em 2006, o que tornou Steve Jobs, o CEO da Apple, o maior acionista individual da Disney. Daí podemos imaginar que, quando Bob Iger fala do iPad, ele provavelmente fala tanto com conhecimento de causa como com certa parcialidade, pois não seria surpresa alguma se soubéssemos que ele recebeu uma unidade pré-lançamento das mãos do próprio Steve Jobs. [MacDailyNews/Physorg]

Podemos dizer que existem duas formas de usar o WordPress. Há o WP instalável no servidor – que nós usamos aqui no TB -, disponível para download no WordPress.org, e o WP como serviço de publicação gratuito, que pode ser acessado em WordPress.com. O primeiro é completamente personalizável de acordo com o gosto do usuário, enquanto que o segundo tem diversas limitações.

Uma das limitações era com relação ao conteúdo multimídia que podia ser inserido no WP.com. Para evitar que códigos maliciosos sejam inseridos nos blogs do serviço, muitos itens em HTML são proibidos, inclusive de players de vídeo. Essa proibição era válida para o Videolog, mas não mais.

Botão do WP no Videolog. (Reprodução)

Botão do WP no Videolog. (Reprodução)

Donos de blogs no WordPress.com já podem embeddar (embarcar?) conteúdos do Videolog. A equipe do site brasileiro inseriu um botão abaixo do reprodutor com a marca do WP. Basta copiar o código – algo como [videolog 515326] – e inserir no corpo do post, como se fosse um texto normal. Quando o post for publicado, o vídeo vai ser exibido normalmente para o usuário.

Bom ver que serviços brasileiros estão ganhando destaque internacional!

Recentemente o YouTube anunciou a opção de exibir seus vídeos em um player baseado unicamente em HTML5, que dispensa o plugin do Flash. Logo na seqüência o Vimeo — provavelmente o principal concorrente do Google na área de vídeos sob-demanda online — deu a seus usuários também a opção de assistir a vídeos via HTML5.

As vantagens e restrições são basicamente as mesmas que o YouTube apresenta. Usuários do Firefox (mesmo na recém-lançada versão 3.6) continuarão sem opção além de usar o Flash Player. Isto porque o codec Ogg Theora — o único com o qual o Firefox é compatível — não será suportado pelo Vimeo, apenas o codec H-264. Segundo o blog da equipe do Vimeo, essa escolha foi feita porque “no momento, h264 nos permite a maior flexibilidade para exibir [vídeos] em diversos aparelhos e players com o mesmo arquivo.”

Além de apenas ser compatível apenas com o Chrome, Safari e o Internet Explorer com o Chrome Frame, os vídeos não serão exibidos em tela cheia, e apenas cerca de 65% dos vídeos atualmente hospedados na plataforma serão imediatamente passíveis de serem exibidos via HTML5. Dito isto, quem quiser clicar no link “Switch to HTML5 player” sob os vídeos poderá esperar uma performance mais rápida e leve do que com a utilização do plugin do Flash.

YouTube: agora via HTML5

A requisição número um dos usuários do YouTube era ter seus vídeos exibidos através do padrão HTML5 ao invés de Flash. O público pediu, o Google atendeu: nessa quarta-feira (20), o YouTube anunciou em seu blog oficial que estão implementando uma versão experimental de um player de vídeo utilizando HTML5.

Isso significa que, com um browser compatível com HTML5 e os codecs adequados, assistir a vídeos será tão simples quanto abrir uma página tradicional da web, sem ser preciso instalar ou utilizar qualquer plugin.

Para testar a nova funcionalidade você deve estar utilizando um navegador compatível — Chrome, Safari ou Internet Explorer com o Chrome Frame — e visitar o TestTube (ou essa página especialmente dedicada ao HTML5) para habilitar o novo modo de visualização.

Há algumas restrições. Se o vídeo tiver propagandas, ele será reproduzido usando o plugin do Flash, e o modo de tela cheia não é suportado pelo HTML5 também. Ainda assim, esse pode ser uma passo importante em direção à utilização do HTML5 como novo padrão de reprodução de vídeo, o que tem potencial para ser mais leve que o Flash, o atual padrão.