Kevin Butler, executivo responsável pelas vendas do console Playstation 3 nos EUA é a estrela de um novo comercial engraçadinho que apresenta o Playstation Move, que tem lançamento previsto para o final do ano. Além de mostrar mais detalhes do sofisticado sistema de reconhecimento de movimentos do console em ação, Butler não perde a chance de dar um tapa com luvas de pelica na Nintendo ao dizer que seu controle é capaz de reconhecer movimentos em três dimensões e chuta o balde ao falar do Projeto Natal, da Microsoft:

“O Move tem o que chamamos, no futuro, de botões. Eles são muito importantes para os milhões de pessoas de gostam de jogos de tiro ou qualquer coisa que não envolva segurar uma grande bola vermelha. Sério, quem quer fingir que sua mão é uma arma? Estamos na terceira série, por um acaso?”.

Ouch.

Assista todo o vídeo, que por hora está disponível apenas em inglês:

Ao subir no palco da CES 2010 no início do ano, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, apresentou algumas das inovações criadas pela Microsoft, além de mostrar alguns dispositivos ao público. Dentre eles estava o tablet da HP, que já estava sendo especulado bem antes de ser aparecer na mesa durante a apresentação. Ballmer exibiu o gadget, mas não deu preço, uma data definida para o seu lançamento ou detalhou suas especificações.

HP Slate, cheio de manchas

Entretanto essas informações foram extraídas, aparentemente, de um executivo da HP pelo site espanhol de tecnologia Clipset. Segundo eles, o HP Slate seria vendido por 400 euros (R$ 971) e estaria disponível para compra a partir de junho. Ele vai contar com um processador Atom, rodar Windows 7 (com suporte ao Adobe Flash), terá leitor de cartão de memória, conectividade USB, uma webcam traseira. Ainda não há confirmação do braço americano da HP, ou de qualquer outro.

O lançamento também estaria parcialmente definido, embora a falta de datas exatas ainda seja o caso. Ele deverá ser lançado em junho e passará a ser vendido em setembro na Europa. Não há previsão para a disponibilidade nos demais mercados. [Slashgear]

Roewe 350: Android em movimento

A fabricante chinesa de automóveis Roewe (quem?) anunciou o início da produção do sedã médio 350, primeiro carro do mundo a chegar com o sistema operacional Android instalado.

O programa do Google, em sua versão 2.1, faz sua estreia no mundo das quatro rodas de carona no sofisticado sistema de localização e entretenimento do modelo. Além das funções convencionais de informar a localização do veículo e reproduzir CDs, DVDs, MP3 e rádios, o equipamento é capaz de se conectar à web via 3G e baixar atualizações automáticas com novos mapas e informações a respeito do trânsito.

Outra opção pra lá de ridícula inovadora é a possibilidade do motorista usar o equipamento para conversar com seus amigos em tempo real por um mensageiro instantâneo, o que certamente será uma excelente oportunidade para testar seu airbag e outros recursos de segurança.

O Roewe 350 1.5 de 105 CV e inicialmente deverá ser vendido apenas na China, por preços que variam de R$ 18 mil a R$ 33 mil. Será que ele chega no Brasil? [China Car Times]

Ontem estive em uma palestra de Salim Ismail, ex-VP de Inovação do Yahoo! e atual diretor executivo da Singularity University, uma instituição de ensino americana de inovação que fica dentro da NASA e que é patrocinada pelo deus Google.

Salim é uma daquelas pessoas que acreditam que a tecnologia serve para o bem e ponto. Ele defente a inovação tecnológica como um benefício para o ser humano, às vezes até de forma meio arrogante, ignorando os efeitos que determinada tecnologia pode ter na sociedade.

Um dos dados apresentados por Salim durante a palestra é o seguinte: em 20 anos, o poder computacional será equivalente ao de um cérebro humano.

Assustador, né? E seguindo a lei de Moore, este poder continuará dobrando a cada 18 meses.

O Juarez já havia comentado aqui no TB que o iPhone é considerado por muitos uma extensão do nosso corpo. Nossa memória se tornou dependente desses gadgets e da internet, e quem já utilizou um iPhone-like no dia-a-dia não consegue abrir mão destas facilidades.

Somos de fato dependentes de nossos gadgets e computadores e isso significa que a cada dia que passa nós nos esforçamos menos e menos para memorizar as informações que recebemos.

É só pensar: quantos números de telefone você sabia de cabeça há 10 anos? Quantos sabe hoje?

Para ser sincero, durante a palestra eu mal consegui guardar os dados que Salim apresentava por mais de cinco minutos. Tive que recorrer ao iPhone.

Hasta la vista, baby.

Diferente dos computadores, o cérebro humano baseia-se na prática para se aprimorar. Seguindo esta lógica, então, podemos dizer que a tecnologia estaria deixando o ser humano menos inteligente? Qual seria o impacto disso em uma pessoa que nascesse e crescesse nesse ambiente tecnologicamente dependente?

Estaríamos ficando mentalmente menos capacitados por culpa da nossa própria inteligência (que ironia, não?) e isso aumenta na velocidade em que nos tornamos mais e mais dependentes desses pequenos cérebros artificiais.

Levantei essa bola para Salim e a opinião dele foi um pouco diferente. Resumindo, a resposta pode ser entendida como: “não importam os meios, o que vale é que consigamos atingir o objetivo final (lembrar das coisas)”.

Para Salim, nosso cérebro possui uma quantidade específica de energia, e essa energia é gasta conforme dedicamos ela à diferentes tarefas do nosso dia-a-dia. Sendo assim, essa virtualização do nosso cérebro é benéfica, pois podemos aproveitar melhor esta energia para emoções, uma característica exclusivamente humana que a tecnologia nunca conseguirá replicar (ou assim esperamos).

Bancando o James Cameron, ainda podemos levar essa discussão a outro nível. Deixando de exercitar o nosso cérebro, não estamos apenas diminuindo a nossa capacidade mental, como estamos colocando todo o nosso conhecimento e características pessoais nas mãos de uma máquina.

Não sei se vocês leitores acreditam na possibilidade de uma “revolução das máquinas” como Hollywood retrata, mas se alguma coisa um dia sair errado, estaremos completamente vulneráveis. Uma geração inteira de seres humanos com capacidade de raciocínio reduzida, lutando contra nossa própria inteligência, agora pertencente à nossa criação.

E que fique registrado que o texto já ficou tão grande que eu nem falei sobre os protótipos de robôs que Salim mostrou lá na palestra. A presença dos robôs no nosso dia-a-dia é mais real do que imaginamos e isso também se aproxima na velocidade da lei de Moore.

O que você leitor tem a dizer sobre isso? Deixe sua opinião nos comentários.

A matriz da Panasonic, que fica localizada em Osaka, no Japão, anunciou hoje que o mercado nipônico vai ganhar televisores portáteis com capacidade de reprodução de discos Blu-ray. A série DMP-BV200 faz parte da família de produtos Viera, da empresa, e será vendida por cerca de 1,7 mil reais (no Japão). Além dos discos Blu-ray, as TVs serão capazes de reproduzir DivX, MPEG-4, MPEG-2, H.264, AVCHD, ISDBT, fotos em JPEG e músicas salvas em MP3. O dispositivo foi projetado para ficar no colo.

Panasonic DMP-BV200, com 10,1 polegadas.

Panasonic DMP-BV200, com 10,1 polegadas.

Embora os discos Blu-ray normalmente sejam recomendados para filmes disponíveis em alta resolução (de 1920p), a resolução desse televisor é de apenas 1024×600 pixels, o que tira um pouco do seu apelo comercial. De acordo com o comunicado da Panasonic, a bateria do produto deve durar 3,5 horas quando estiver reproduzindo filmes em Blu-ray (a recarga completa leva 5 horas).

A pergunta que não quer calar: por que o consumidor preferiria essa televisão de mil dólares a um laptop completo e com muito mais recursos pelo mesmo preço?

[via Electronista]

No fundo, é um netbook.

A belezoca da foto é o MP4-12C, supercarro desenvolvido pela McLaren Automotive, descendente da equipe de F1 com o mesmo nome, para enfrentar Ferraris, Porsches e Lamborghinis longe das pistas de corrida.

E o que isso tem a ver com tecnologia?

É que além do motor V8 3.8 biturbo de 600 cv e de seu chassi e carroceria inteiramente feitos em fibra de carbono, o carango tem em suas entranhas um computador de bordo que usa o velho conhecido processador Intel Atom de 1,6 GHz – aquele mesmo que equipa a maioria absoluta dos netbooks do mercado – rodando a Microsoft Automotive Plataform para controlar algumas de suas funções, como o sistema de som e localização do veículo.

Além disso, o sistema é capaz de usar seu bluetooth ou WiFi para se conectar ao smartphone de seu feliz proprietário, com a opção de sincronizar a agenda de seu dispositivo móvel com a do carro e de também prestar serviços como viva-voz, entre outros mimos. Toda essa parafernália é acessada através de uma tela em seu painel, mas não foi revelado se ela é sensível ao toque.

O preço do MP4-12C ainda não foi revelado, mas ele deve chegar às lojas até o começo de 2011. Não sei vocês, mas vou encomendar o meu na semana que vem. [McLaren]

Com algum atraso em relação a seus concorrentes, a japonesa Sony anunciou o lançamento de um controle sensível ao movimento para seu console PlayStation 3. Atendendo pelo nome de PlayStation Move, a novidade deverá chegar às prateleiras até o final do ano e deverá a ser a resposta da companhia ao Nintendo Wii e ao tão falado Projeto Natal que a Microsoft se prepara para disponibilizar ao Xbox 360.

Como já se tornou tradição em algum produtos Sony de uns tempos para cá, o novo aparelho não tem a simplicidade como de uma de suas características mais marcantes. Longe se ser apenas mais um controle, a “Plataforma Move” reúne as principais características de seus rivais e é composta por joystick equipado diversos sensores de movimento (incluindo uma bússola eletrônica), um sub-controlador e pela Playstation Eye Camera, responsável por captar, “com absoluta precisão”, o posição e ângulo do player em um espaço 3D e assim garantir “que as pessoas tenham a sensação de estar dentro do jogo”.

A Sony garante que tamanha sofisticação torna o conjunto capaz de registrar de maneira precisa qualquer tipo de movimento, “seja o golpe de uma raquete de tenis ou de pincel desenhando numa tela”. Além disso, o sistema também é capaz de reconhecer vozes, faces e conta com os clássicos botões analógicos que já existem hoje em dia em seu console.

Como era de de esperar, ainda não existem imagens do Move Motion nem não foi dada qualquer previsão de preço. [Sony]

Ao lançar o Kindle, a Amazon incluiu no gadget um navegador web. Poucos usuários do aparelho sabem disso, já que ele está escondido na sessão ‘Experimental’ do menu. Quem o descobriu sabe que a experiência de navegação é idêntica à dos celulares em 1998 no Brasil: vários links, páginas enormes e raras imagens. Mas isso poderá mudar nas próximas versões do Kindle.

Segundo um anúncio de vaga de emprego, a Lab126 (empresa subsidiária da Amazon responsável por desenvolver o Kindle) está procurando por um engenheiro de desenvolvimento de software, especificamente para ajudar a criar um ‘navegador web inovador’. Dentre as qualificações necessárias estão ter diploma da área de ciência da computação ou similar, conhecimento dos padrões web atuais e ter 3 anos de experiência na web.

O novo navegador pode tanto ser liberado nas próximas atualizações do Kindle ou pode estar presente apenas nas novas gerações do leitor de e-books da Amazon. Eu aposto na segunda opção, já que os Kindles vendidos até agora não tem uma tela específica para navegação web e também estão atados à um plano de dados que só permite download de livros. Isso pode ser facilmente resolvido com a adição de WiFi e uma tela de LED na terceira geração do gadget. Get on it, Amazon. [CNET]

Uma pesquisa conduzida pela ChangeWave Research indica uma grande demanda pré-lançamento para o iPad e que ele será um forte competitor no mercado de e-readers. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 10 de fevereiro e consultou 3.171 clientes.

O primeiro dado que surpreende é que o iPad apresenta uma demanda pré-lançamento maior do que a do iPhone original. Na época (abril de 2007) 3% dos entrevistados disseram que “muito provavelmente” comprariam o iPhone, e 6% disseram que as chances de comprar um era boa. No caso do iPad, esses números sobem para 4% e 9% dos entrevistas, respectivamente.

Outro dado significativo é o potencial de conquistar o mercado de e-readers que o iPad demonstra. Entre aqueles que já possuem e-readers — 68% deles tem o Kindle, da Amazon, seguido de longe por 10% do Sony Reader — quando perguntados se teriam comprado o mesmo e-reader que possuem se o iPad estivesse disponível na época da compra, menos da metade (45%) disse que teria comprado seu e-reader atual. Dos restantes, 27% teriam comprado o iPad e 30% ficariam na dúvida (o que, somando-se, estranhamente totaliza 102% dos entrevistados).

Fechando as estatísticas sobre o mercado de e-readers, dentre os pesquisados que disseram pretender comprar um e-book reader nos 90 dias subseqüentes ao lançamento do iPad, 40% pretendem comprar um iPad, 28% pretende comprar um Kindle, 6% pretendem comprar um Nook e apenas 1% pretende comprar um Sony Reader. Também é interessante notar que, dentre os que pretendem comprar o iPad algum dia, 36% diz que o fará dentro destes primeiros 3 meses, e até seis meses após o lançamento estima-se que 59% dos que pretendem comprar o novo gadget da Apple já o terão comprado.

Para uma mais clara visualização de todas essas porcentagens calculadas pela pesquisa você pode ver os gráficos expressando todas essas estatísticas comentadas (e mais algumas extras também) na galeria abaixo.

iLuv iMM178 e seu “bed shaker”

As lojas estão cheias de modelos de “rádio-relógios” (ainda se usa esse termo?) compatíveis com iPods e iPhones, mas essa dock da iLuv traz algo de novo a esse mercado: ela não apenas tenta te acordar com um alarme sonoro — da mesma forma que qualquer uma de suas concorrentes faz — como também faz tremer sua cama ou seus travesseiro para garantir que você irá, de fato, levantar da cama ao invés de apertar o botão de “soneca”, virar para o outro lado e fingir que nada aconteceu.

Esse feito é conseguido através de um pequeno dispositivo batizado de shaker (“chacoalhador”, por assim dizer) que deve ser colocado na cama para vibrar e acordar aqueles com sono mais pesado. O shaker também possui pequenos alto-falantes que podem também serem usados para ouvir sua música com maior discrição, colocando-o debaixo do travesseio, para só você o ouvir.

Esta maravilha tecnológica com potencial para acabar com seus atrasos no trabalho/estudo (ou não) atende pelo nada humano nome de iMM178 e tem preço sugerido de US$ 99,99 (coincidentemente, cerca de R$ 178).