Kevin Butler, executivo responsável pelas vendas do console Playstation 3 nos EUA é a estrela de um novo comercial engraçadinho que apresenta o Playstation Move, que tem lançamento previsto para o final do ano. Além de mostrar mais detalhes do sofisticado sistema de reconhecimento de movimentos do console em ação, Butler não perde a chance de dar um tapa com luvas de pelica na Nintendo ao dizer que seu controle é capaz de reconhecer movimentos em três dimensões e chuta o balde ao falar do Projeto Natal, da Microsoft:

“O Move tem o que chamamos, no futuro, de botões. Eles são muito importantes para os milhões de pessoas de gostam de jogos de tiro ou qualquer coisa que não envolva segurar uma grande bola vermelha. Sério, quem quer fingir que sua mão é uma arma? Estamos na terceira série, por um acaso?”.

Ouch.

Assista todo o vídeo, que por hora está disponível apenas em inglês:

Dispositivos de armazenamento USB no Xbox 360 (Joystiq)

O site especializado em games Joystiq afirma ter obtido documentação confirmada por duas fontes independentes que revela que suporte a dispositivos de armazenamento via USB será em breve uma realidade no Xbox 360. O documento — que seria assinado por um Engenheiro Sênior de Desenvolvimento de Software da Microsoft — diz que, devido a um aumento na penetração de dispositivos de armazenamento USB de alta capacidade, uma atualização do sistema do Xbox 360 em 2010 permitirá que os usuários salvem e carreguem dados de jogo em um dispositivo USB. A atualização é esperada para o primavera americana de 2010 (outono aqui no Brasil).

Os gamers poderão, além dos saves, baixar jogos da Xbox Live, assim como DLC (Downloadable Content, “conteúdo baixável”). Eles poderão também armazenar no dispositivo USB jogos jogos completos provenientes de disco (ainda assim, o disco terá que ser colocado no drive para autenticação).

A principal restrição será a seguinte: cada dispositivo USB, independente de sua capacidade total, só terá 16 GB aproveitados pelo Xbox 360 para armazenamento, e um máximo de dois dispositivos serão autorizados por console, totalizando um máximo de 32 GB que podem ser utilizados dessa maneira. Mas para quem estava restrito às (bem mais caras) Memory Units de 512 MB da Microsoft, essa novidade pode ser ótima. [Joystiq]

Como deixei bem claro na última vez que abordei este assunto, sou um console gamer assumido. O motivo predominante é a conveniência, já que o console oferece uma experiência mais direta: coloque o disco na bandeja do aparelho, ligue a TV e pronto.

Entretanto, tenho um longo passado de PC gaming. Como todo moleque cujo pai trabalha com informática, fui apresentado ao meu primeiro computador bem cedo, quando tinha meus 7 ou 8 anos. E não demorou muito até conhecer os jogos de computador. Meus primos também eram fascinados por computadores – e pelos joguinhos -, e nosso interesse mútuo se retroalimentava sempre que íamos um à casa do outro jogar Prince of Persia ou Burger Time.

Por causa desse histórico, volta e meia eu dou uma chance aos jogos de computador. Tenho uma conta meio esquecida na Steam; comprei um jogo no Direct2Drive uma vez também. Aquelas coletâneas especiais com 3 ou 4 jogos antigos a preços módicos (a última que comprei incluia três títulos da série Command and Conquer) nunca me escapam. Meu netbook foi comprado primariamente com o intuito de jogar abandonwares no trabalho. Como meu gênero favorito de jogos (os de estratégia) só se desenvolve bem no PC, meu retorno esporádico ao teclado e mouse com a intenção de jogar é inevitável.

Outro dia eu estava numa loja de eletrônicos e avistei a seguinte pechincha:

Supreme Commander

Aos que  desconhecem, Supreme Commander é um “sucessor espiritual” (ou seja, não é uma sequência direta mas compartilha muitos elementos) de Total Annihilation – possivelmente um dos melhores RTSs já lançados. TA é um jogo que eu comprei em 1999 e celebro até hoje; por 10 pratas seria impossível eu não levar aquele jogo pra casa.

Comprei feliz.  No caminho pra casa, nostalgiei com minha noiva a respeito do fato de que quando eu era mais novo, era muito difícil ter jogos originais pois o preço deles no Brasil era abusivo; minha geração viveu com os demos das Revistas do CD-ROM. Eu mesmo só tinha uns três ou quatro jogos originais pra PC – os que vieram com minha SoundBlaster. Era outra época.

A decepção começou assim que eu abri a “caixa”.  As aspas são pelo fato de que não havia uma caixa, e sim uma embalagem de cartolina ao redor de uma simples caixa de DVD. Não havia manual, nem arte na parte posterior da caixa. Era só a caixa e um folhetinho com os comandos do teclado.

Se eu tentasse argumentar que esse é o motivo pelo qual estou criticando jogos de PC, obviamente seria um exagero. E o preço reduzido que paguei pelo jogo de certa forma justifica a embalagem mais simples. Mas é decepcionante abrir a caixa de um jogo e não ver nada além do disco.

O problema real começou após instalar o jogo (o que demorou quase vinte minutos e comeu oito gigabytes do meu HD). Tentei rodar e recebi isso na cara:

Pensei “ah, deve ser algum bug estranho no drive de DVD”.  Removi o disco e tentei novamente. E recebi a mesma mensagem.

Fiquei completamente sem reação. Após alguns minutos no Google, descobri que este é um problema aparentemente comum, mas ainda assim inexplicável. Entre as várias soluções propostas estava a idéia de fazer um update no jogo que talvez resolvesse o problema.

Acontece que a página de suporte do jogo estava fora do ar. Compreensível – já que o jogo é relativamente antigo -, mas deixar um consumidor sem aquilo que ele pagou é injustificável.

Volto ao Google. Chego a um fórum obscuro em que alguém sugere um patch que promete, entre outras coisas, resolver o problema do DVD. Instalo o troço e finalmente consigo rodar o jogo.

Os PC gamers hardcore devem estar rindo da minha “noobice”. “Como assim, ele desistiu de jogos de PC simplesmente porque teve que procurar um patch pro jogo?”. E é uma opinião válida. Usuários avançados vêem tais problemas de software não como uma chateação, mas um obstáculo cuja superação causa orgulho.

Entretanto, temos que ver isso pelo ponto de vista do público em geral. Não fosse eu alguém acostumado a resolver problemas de computador pesquisando soluções – e na real, o povão não é -, eu estaria com um disco inútil, 10 dólares mais pobre, e com o gosto ruim na boca de que teria sido mais sensato comprar a versão do Xbox 360 do mesmo jogo. Se eu tivesse feito isso, aqueles 40 minutos que demorou pra instalar o jogo, pesquisar o problema, baixar o patch e fazer update na instalação teriam sido gastos JOGANDO o jogo.

Eu tenho a impressão que o gamer atual, vindo do contexto de downloads de um clique e updates automáticos da PSN/Xbox Live/AppStore, se tornou mal acostumado. Esse tipo de experiência ruim como a que eu tive, quando existem alternativas em que você pode evita-la completamente, poderá se tornar um forte motivo pra que muitos tentem jogar no computador apenas uma vez.

A experiência mais user-friendly dos consoles teria o potencial de matar o PC gaming?

A GDC (Games Developers Conference) que aconteceu em Los Angeles São Francisco na semana passada tinha a receita exata para a criação de rumores sobre um possível sucessor do Nintendo DS: desenvolvedores de jogos com informações internas da indústria e blogueiros (e jornalistas) ansiosos por uma matéria. E foi o que aconteceu.

Imagem conceito do Nintendo DS2

Raymond Padilla, do blog RPAD, extraiu o máximo possível dos desenvolvedores com quem conversou. Segundo ele, o novo console portátil da Nintendo terá o poder de processamento do Nintendo Wii, um acelerômetro embutido e será liberado para venda no final do ano. Além disso, o DS2 deverá contar com duas telas grandes (maiores até do que as do DSi XL) que poderão ser usadas separadas ou como uma tela só, dependendo do jogo.

Obviamente, não importa quantas especificações sejam ‘vazadas’, o estado atual do Nintendo DS2 ainda é de rumor não confirmado pela empresa. A data mais próxima para um possível anúncio seria durante a E3 2010 (Electronic Entertainment Expo), que acontece entre os dias 15 e 17 de junho também na cidade de Los Angeles. Até lá, a imaginação fica por conta dos artistas gráficos. Um deles, Phil Nolan, é responsável pela imagem que ilustra esse post. [Kotaku]

Jogos a partir da nuvem começam em 17/ junho

O serviço de jogos na nuvem OnLive teve sua data de lançamento marcada para 17 de junho para os usuários de PC e Mac nos Estados Unidos. A assinatura mensal foi fixada em US$ 14,95 (cerca de R$ 26) e a compra ou aluguel de games custará um extra, mas a empresa ainda não entrou em maiores detalhes a esse respeito.

O serviço promete trazer diversos benefícios, tanto para os jogadores (que poderão jogar de qualquer computador básico e terão acesso instantâneo a todo potencial dos mais novos games) como para a indústria (que teria a pirataria diminuída e um canal de distribuição muito mais direto entre seus jogos e o consumidor).

A restrição do serviço seria apenas a qualidade da conexão via internet entre o jogador e os servidores da OnLive. É por isso que o serviço, ao menos por hora, estará disponível apenas nos EUA, onde os datacenters da empresa estão localizados.

Há pessoas que acreditam que o OnLive será uma revolução (como os financiadores do projeto, que incluem AT&T, Time Warner e Autodesk, entre outros), outros apostam que o serviço será um fracasso. Agora já se tem uma data para começarmos a descobrir qual o verdadeiro impacto que o OnLive terá sobre o mercado de entretenimento eletrônico, um dos mais rentáveis do mundo.

Com algum atraso em relação a seus concorrentes, a japonesa Sony anunciou o lançamento de um controle sensível ao movimento para seu console PlayStation 3. Atendendo pelo nome de PlayStation Move, a novidade deverá chegar às prateleiras até o final do ano e deverá a ser a resposta da companhia ao Nintendo Wii e ao tão falado Projeto Natal que a Microsoft se prepara para disponibilizar ao Xbox 360.

Como já se tornou tradição em algum produtos Sony de uns tempos para cá, o novo aparelho não tem a simplicidade como de uma de suas características mais marcantes. Longe se ser apenas mais um controle, a “Plataforma Move” reúne as principais características de seus rivais e é composta por joystick equipado diversos sensores de movimento (incluindo uma bússola eletrônica), um sub-controlador e pela Playstation Eye Camera, responsável por captar, “com absoluta precisão”, o posição e ângulo do player em um espaço 3D e assim garantir “que as pessoas tenham a sensação de estar dentro do jogo”.

A Sony garante que tamanha sofisticação torna o conjunto capaz de registrar de maneira precisa qualquer tipo de movimento, “seja o golpe de uma raquete de tenis ou de pincel desenhando numa tela”. Além disso, o sistema também é capaz de reconhecer vozes, faces e conta com os clássicos botões analógicos que já existem hoje em dia em seu console.

Como era de de esperar, ainda não existem imagens do Move Motion nem não foi dada qualquer previsão de preço. [Sony]

A AppStore, apesar do estabelecido sucesso e da imensa penetração de mercado, sofre muito com a pirataria – desenvolvedores que mantém registros de usuários online usando seus apps comentam que pra cada 10 usuários conectados aos seus servidores, houve 2 vendas. A dificuldade de piratear aplicativos e jogos no iPhone está no mesmo patamar daqueles brinquedos pra crianças de três anos, em que você precisa encaixar a formas geométricas nos buracos de formato correspondente. E não pense que a falta de escrúpulos é uma característica exclusiva do brasileiro, não – a pirataria na AppStore come solta ao redor do globo.

Além da pirataria, há um outro problema no horizonte que assustava desenvolvedores há algum tempo – a entitulada “corrida ao fundo do poço”. O ecossistema da AppStore condicionou o consumidor a esperar incontáveis apps de 99 centavos; na mente do usuário comum, este é o preço “padrão” da loja virtual.

O problema é que volta e meia desenvolvedores mais ambiciosos dedicam o tempo e o dinheiro pra produzir jogos que fogem do molde de simples minigames com tela de toque e se aproximam muito do padrão de um console portátil dedicado. E pra recompensar o esforço, a base do preço precisa ser um pouco maior – 7, 8, 9 dólares. A quantia não pareceria absurda, não fosse a impressão do usuário comum da AppStore que 99 centavos é o valor “certo” de um jogo.

O modelo, diziam os especialistas da área, parecia inviável. Ao passo de que jogos de produção mais onerosa eram lançados e fracassavam nas vendas (ou se submetiam a descontos bastante significantes apenas pra tentar recuperar o gasto de desenvolvimento), o incentivo pra esse tipo de produção despencava. E a lista dos jogos mais vendidos seria dominada por clones de bejeweled, paciência e joguinhos de sons de peido, tudo por 99 centavos – aniquilando o crescente potencial da plataforma pra jogos “de verdade”.

Entra a ngmoco:), uma empresa de desenvolvimento de jogos pra iPhone e iPod touch iniciada por um ex-executivos da Electronic Arts e da Sega. A gamehouse introduziu o modelo “freemium“, que significa “grátis pra jogar, com uma lojinha onde você pode comprar itens por dinheiro de verdade”. O primeiro jogo a trazer esse modelo foi Eliminate Pro, um jogo de tiro em primeira pessoa.

O jogo te dá um número pre-determinado de “células energia”. Ao jogar, você as gasta. Quando as células acabam, você precisa esperar que elas recarreguem pra poder jogar de novo. Se você quiser continuar jogando, basta comprar células na lojinha do jogo. Se você quiser jogar sem gastar nenhum centavo, você pode, mas o tempo de sua jogatina será limitado.

Na teoria parecia válido, mas logo ficou claro que o esquema não funciona num contexto de competição – os jogadores que não estivessem dispostos a gastar dinheiro não estariam presentes o bastante pra dominar o jogo; aqueles que gastaram mais teriam mais experiência e portanto familiaridade com Eliminate Pro. E isso, por sua vez, desencoraja novos jogadores.

A própria ngmoco:) admitiu que o modelo não funcionou conforme o esperado em Eliminate. Meses mais tarde, a empresa aposta novamente no modelo freemium, dessa vez com WeRule. O jogo é uma espécie de Colheita Feliz pro iPhone – um simulador de cidade em que você pode comprar “mojo” pra acelerar as construções e colheitas.

Em WeRule, os defensores argumentam, o modelo funciona melhor – como não há uma competição real, não há a necessidade de gastar dinheiro. Basta experimentar o jogo com a demora natural de qualquer jogo de simulação.

Entretanto, ainda há críticos. Muitos apontam que o jogo capitaliza em cima da impaciência humana – ao ver as cidades melhores desenvolvidas de seus amigos, até mesmo o jogador mais casual se sente tentado a acelerar suas construções, trazendo ao cenário do jogo uma competição indireta e forçando-o a gastar dinheiro. E pior do que gastar um valor pré-definido num jogo (seja 1 ou 10 dólares), não há um limite de quanto você acabará gastando em WeRule. No screenshot há uma opção de comprar 800 mojos por cinquenta dólares, um valor cinco vez maior do jogo mais caro da AppStore.

Por um lado o freemium permite ao jogador experimentar o jogo completo sem o pre-requisito de gastar dinheiro – o que inibe a pirataria (por que piratear um jogo gratuito? Os desenvolvedores não lucram com o download por si só, e sim com os jogadores que gastarão na lojinha). Por outro lado, há o perigoso potencial de acabar gastando uma quantia maior do que você esperava gastar. Eu mesmo meio que caí nessa armadilha, comprando dois frascos de 30 mojos por 10 dólares ao todo.

Seria um clássico exemplo do barato que sai caro, ou estamos vendo chifre em cabeça de cavalo?

O NDK (Native Development Kit, ou kit de desenvolvimento nativo) do Android recebeu uma atualização ontem (8) que pode deixar usuários do iPhone com alguma inveja. O novo kit vem com suporte a desenvolvimento utilizando gráficos OpenGL ES. Isso permite que desenvolvedores criem jogos tão bons ou até melhores do que os disponíveis para o iPhone ou Palm Pre, que já têm essa biblioteca gráfica disponível há algum tempo.

Além disso o novo NDK apresenta uma nova nomenclatura de versões para diminuir a confusão entre desenvolvedores que achavam que a versão 1.6 do kit só serviria para a versão 1.6 do Android. E pra que não exista confusão, o SDK é liberado em versões diferentes do NDK, que permite que programadores criem aplicativos com código nativo em C ou C++ e precisa ser usada em conjunto com o SDK do Android.

A má notícia é que apenas versões 2.0 ou superiores do Android poderão rodar os jogos desenvolvidos com OpenGL, devido ao requerimento de um processador mais rápido. Nessa categoria estão os celulares Nexus One e o Motorola Droid, que aqui no Brasil é chamado de Milestone. Programadores que não fizerem uso de OpenGL nos seus aplicativos poderão rodar os programas desenvolvidos com esse novo NDK nas versões 1.5 ou superiores do sistema operacional móvel.

[TheRegister]

O Steam diz olá para o Mac. (Divulgação)

Depois de rumores e provocações, enfim a Valve anunciou oficialmente a chegada de sua plataforma Steam para Mac. Além de sua plataforma de venda e distribuição de games com toques de rede social, a Valve também afirmou que seus jogos também serão portados para o Mac (todos em versões nativas), incluindo sucessos como Half-Life 2, Counter-Strike, Left 4 Dead 2 e Team Fortress 2.

A integração com a versão para PC do Steam promete ser totalmente transparente. Quem já tiver comprado a versão para PC de um jogo da Valve (ou de seus parceiros que adotarem a mesma política) poderá baixar gratuitamente a versão para Mac. Além disso, o multiplayer online poderá ser jogado entre Macs e PCs nos mesmos servidores sem problema algum através da nova funcionalidade chamada Steam Play, segundo a Valve. E tem mais, combinando o Steam Play ao Steam Cloud, um gamer jogando no seu PC do trabalho (coisa feia! :P ) poderá chegar em casa, ligar seu Mac e continuar exatamente de onde parou.

O Steam para Mac e os respectivos jogos nativos para a plataforma serão distribuídos em Abril, e a Valve espera que outros desenvolvedores parceiros também lancem suas versões para Mac no mesmo prazo. O primeiro jogo da Valve que será lançado simultaneamente para Mac e PC será Portal 2, no fim do ano. O Mac está sendo considerado pela empresa uma “plataforma de prioridade 1”, e portanto todos os novos jogos futuros serão lançados simultaneamente em suas versões para Mac, Xbox 360 e Windows, assim como os updates que serão liberados simultaneamente para Mac e PC.

“A inclusão do WebKit no Steam e da OpenGL na [engine] Source nos dá muita flexibilidade em como seguimos adiante com essas tecnologias,” disse o diretor de desenvolvimento do Steam, John Cook. “Estamos trabalhando com a Apple e as fornecedoras de GPUs para nos assegurarmos de tirar a maior vantagem de suas capacidades. […] A Apple tem sido uma grande parceira até aqui e esperamos que nosso relacionamento com ela cresça ao longo do tempo.”

[AppleInsider: 1 e 2]

Crédito da imagem: Kotaku

A Sony às vezes parece o equivalente “videogueimico” do Michael Scott, personagem fictício da série The Office - assim que eles começam a se dar bem, alguma coisa dá errado e causa dano considerável nos esforços deles.

Um exemplo recente disso é o PSP Go!, que trazia duas coisas que os donos dos portáteis predecessores queriam há muito tempo – armazenamento embutido, e títulos disponíveis por distribuição digital. Se a expectativa dos geeks é um bom medidor de sucesso, o PSP Go! deveria ter vendido mais que pilhas num convento.

Entretanto, preços altos (tanto do console quanto dos jogos) e a falta da habilidade de baixar gratuitamente os jogos que você já comprou tornaram o novo portátil extremamente intragável. E o resultado é que o PSP Go! não passou de uma tentativa fracassada de relançar o console.

Volte a fita pra semana passada, dia 28 de fevereiro. Vi no twitter um colega reclamando de problemas no seu PS3 – subitamente, nenhum jogo carregava mais, ele não conseguia logar na PSN, e seus jogos baixados exibiam uma mensagem enigmática que sugeria que o jogo não tinha autorização válida pra ser rodado.

Depois, um outro amigo manda uma mensagem similar, com uma informação nova – todos os seus Trophies, que são “prêmios” colecionados pelos gamers que atingem certos objetivos secundários no jogo, sumiram.

Logo em breve um terceiro gamer, menos controlado, veicula sua reclamação com auxílio do caps lock e e com todos os impropérios que ele conseguiu enfiar em 140 caracteres.

A notícia se espalhou feito piolho numa classe de primário. Cada dono de PS3 lia os tweets, ligava seu próprio PS3 pra verificar se este também foi afetado, e se juntava em seguida ao coro “meu PS3 morreu, o que está acontecendo?”

Parecia que estávamos presenciando algum tipo de evento global. Finalmente, a Sony se pronuncia no seu twitter oficial:

We’re aware that many of you are having problems connecting to PSN, and yes, we’re looking into it. Stay tuned for updates.

A mensagem era acalentadora, mas confusa – o problema não era simplesmente conectar à PSN; consoles sem conexão a internet também foram afetados pelo problema. Vários jogos que sequer têm modo online também não rodavam mais.

De repente atentamos à coincidência da data fatídica – 28 de fevereiro. Programadores sabem que esta data é problemática, por causa dos anos bissextos que adicionam um dia ao calendário e costumam causar todo tipo de conflito em sistemas digitais.

Assim que começaram a sair notícias de que o PS3 havia resetado a própria data de volta a 1999, ficou evidente que estávamos lidando com um problema relacionado a datas conhecido como “leap year bug”, ou “bug do ano bissexto”. A boa notícia é que embora algumas consequências do bug às vezes sejam mais duradoras (alguns Trophies aparentemente se perderam pra sempre, por exemplo), ele vai embora por si só no dia seguinte.

A Sony não é a única a cometer esse descuido – no ano passado um problema similar paralisou Zunes por um dia -, mas isso levanta dúvidas sobre a competência do sistema online deles. Já sofri uma vez com o aparente despreparo da Sony a lidar com segurança de contas da PSN, e embora seja apressado condena-los inteiramente por causa desse bug, isso nos faz pensar – quando é que a Sony pisará na bola de novo, e quais serão as consequências da próxima vez.