gmail-big-dealO Google publicou no blog do Gmail uma explicação para a interrupção do serviço de emails por aproximadamente 100 minutos durante a tarde de hoje. A empresa disse o fato ocorrido hoje foi sim “coisa séria” (tradução livre para big deal) e pediu desculpas aos seus milhões de usuários.

Segundo a empresa, o problema todo ocorreu porque uma equipe desligou uma “pequena fração” dos servidores do Gmail para realizar upgrades de rotina no equipamento. O curioso é que fizeram isso com a certeza de que mudanças realizadas previamente permitiriam que não houvesse sobrecarga nos roteadores que direcionam tráfego do serviço. Infelizmente Murphy agiu e o pior aconteceu.

Alguns dos roteadores do Gmail não conseguiram responder à enorme demanda de requisições, e acabaram colocando todos os roteadores de requisição em funcionamento. Como em todo efeito cascata, a interface web ficou indisponível por mais de uma hora. O problema afetou usuários de todo o mundo.

De acordo com o relato de Ben Treynor, vice-presidente de engenharia do Google, a equipe do Gmail foi avisada da indisponibilidade em questão de segundos e logo começou a trabalhar numa solução para o problema. A decisão deles foi, então, colocar “UM MONTE” (jeitinho?!) de roteadores de requisição no ar, fazendo com que o serviço voltasse a funcionar.

O Google reitera que já está trabalhando para que um FAIL desse não aconteça novamente. A empresa afirma que o seu serviço de email ainda mantém o uptime (porcentagem de tempo que permanece online funcionando) de mais de 99,9%.

No fim da tarde de hoje, por volta das 16:50, usuários do Gmail, serviço de email gratuito do Google, puderam experimentar alguns minutos sem o acesso a suas mensagens, contatos e listas de tarefas.

Gmail: offline por XX minutos.

Gmail: baleiou por mais de uma hora.

Quem tentava acessar o http://mail.google.com/ dava de cara com uma página de erro no servidor. No título da página havia a indicação de erro 502, que normalmente alerta para sobrecarga nos servidores, muitas requisições simultâneas e alto tráfego de dados. O conselho da página, apresentada em inglês, era que os usuários tentassem acessar a página novamente em 30 segundos.

Mensagem de erro exibida pelo site.

Mensagem de erro exibida pelo site.

Os usuários do microblog Twitter não esconderam sua preocupação com o serviço. Assim que o Gmail começou a apresentar instabilidades, milhares de updates começaram a surgir. Esse escriba pode perceber que mais ou menos a cada 10 segundos apareciam cerca de 7 mil novos twits sobre o assunto. Rapidamente o assunto chegou aos Trending Topics, demonstrando a agilidade do Twitter em perceber o que está em voga.

Embora o site do Gmail tenha fica offline, o acesso via IMAP e POP3 continuaram funcionando normalmente. Aqueles usuários que por ventura utilizam clientes de email para computador como Outlook, iMail ou Thunderbird não perceberam a queda do serviço.

Por volta das 17:20 o site de status dos serviços do Google mostrava que o Gmail ainda estava fora do ar. Na mesma página era possível ver que, na segunda-feira (31), o serviço de email já havia passado por dificuldades técnicas.

Serviços do Google: somente Gmail fora do ar às 17:20.

Serviços do Google: somente Gmail fora do ar às 17:20.

Hoje mais cedo alguns internautas tiveram dificuldade de acessar o Gmail. Após fazer o login, eles recebiam uma página de erro 500, informando que o site estava temporariamente indisponível.

[Atualização às 17:45] A equipe responsável pelo Gmail publicou no blog do serviço um post no qual diz estar ciente dos problemas enfrentados por quem tenta acessá-lo através da web. Eles também afirmam já estar trabalhando na resolução do problema.

[Atualização às 18:20] Agora há pouco o Gmail voltou a funcionar. O tempo que o email do Google ficou fora do ar é de aproximadamente uma hora e meia.

[Atualização às 18:32] Há relatos de que os serviços de email da Globo.com e do iG, ambos com tecnologia fornecida pelo Google, também enfrentaram dificuldades enquanto o Gmail esteve fora do ar.

[Atualização às 23:58] O Google deu uma explicação para a falha do Gmail. Clique aqui para ler a matéria.

Usuário do Google Apps, suíte de aplicativos online do Google, poderão muito em breve testar a integração com o Google Wave, novo serviço que ainda está em fase de desenvolvimento. Até agora somente programadores (e alguns internautas mais malandros) tinham acesso à sessão de testes do Wave.

Para quem não sabe, o Google Wave foi anunciado em maio. Ele é uma ferramenta colaborativa que agrega e-mail, conversação em tempo real e edição de documentos em conjunto com outras pessoas. Poderá vir a ser, no futuro, a grande arma do Google contra o Outlook, aplicativo da Microsoft que faz quase as mesmas coisas e é onipresente no mercado corporativo.

Se você utiliza os serviços do Google Apps, já pode se inscrever para testar o Google Wave no seu próprio domínio. O formulário em inglês pedirá informações como e-mail, o domínio no qual o Google Apps usado e também qual é o perfil do usuário (os mais afoitos que topam reportar bugs e participar de pesquisas; os intermediários, que aceitam responder uma ou duas pesquisas; e os basicões, que só querem mesmo usar).

Enquanto isso, o Google segue sem saber como definir exatamente o que será o Wave. Como rotular uma mistura de Gmail, Google Talk, Google Docs e Google Sites? [PC World]

vaiochrome

Enquanto a Microsoft batalha na Europa pelo direito de deixar o Internet Explorer como navegador padrão no Windows 7, o braço fabricante de computadores da Sony decidiu (depois de receber uma determinada quantia em dinheiro) que quem merece a posição é o Google Chrome e não só na Europa, mas em todos os PCs da linha Vaio. Segundo o Financial Times, esse é o primeiro acordo feito entre o Google e a Sony.

Apesar de dizer que o acordo ainda é um experimento, o Google confirmou ao jornal britânico que alguns modelos da linha Vaio, que engloba tanto notebooks quanto desktops, começaram a ser vendidos com o Chrome como browser padrão há algum tempo e que a empresa já está conversando com outros fabricantes para fechar acordos similares. Os detalhes financeiros do contrato não foram revelados, mas por enquanto apenas computadores vendidos pela Sony na América do Norte terão essa característica.

Com esse acordo é muito provável que o Chrome aumente a participação do mercado de navegadores, ultrapassando fácil os atuais 2,84% segundo a Net Applications. Resta saber se as demais fabricantes de navegadores, como Mozilla, Opera e Apple, seguirão o mesmo caminho fechando acordos com empresas como a Asus, a HP e outras marcas com grande número de usuários. [Mashable]

chromeicon1O Google corrigiu ontem (25) duas graves falhas de segurança do Chrome que poderiam levar um invasor a ter acesso a dados de um computador vulnerável e até mesmo executar códigos maliciosos dentro dele.

A primeira é uma falha no motor de Javascript do navegador. Essa falha permitiria que um script acessasse a memória, evadindo as verificações de segurança. Dessa maneira um invasor poderia se apropriar de dados do computador que sofresse o ataque, e até mesmo executar código arbitrário dentro da chamada sandbox, uma área no navegador isolada do resto do sistema.

A segunda falha grave consistia num erro que possibilitaria que uma página com código XML mal-intencionado levasse a aba a travar e também permitisse a execução de código arbitrário dentro da sandbox.

O Google não forneceu maiores detalhes por questões de segurança, mas promete tornar as falhas públicas assim que uma maioria de usuários estiver com seu navegador atualizado, e, portanto, livre da ameaça.

Além das duas falhas graves, outras mais brandas também foram corrigidas. A versão 2.0.172.43 — a mais atual versão estável do Chrome — corrige essas falhas e pode ser baixada aqui (para Windows XP ou Vista). [CNET/Google Chrome Releases Blog]

youtubereceitaBom, não exatamente todo mundo. Mas aqueles que tenham publicado algum vídeo no site e que mais cedo ou mais tarde se espalhou pela internet como fogo em posto de gasolina terão grandes chances. Donos desses vídeos virais poderão, a partir de hoje, optar por participar mais facilmente do programa de parceiros do YouTube e ganhar uma parte da receita gerada através dos seus filmetes. Sejam eles de crianças dopadas com gás anestésico ou da entrada dançante de um casamento.

A boa notícia é dada por Shenaz Zack, gerente de produtos, no blog de parceiros e negócios do YouTube. Segundo ele, quando um certo vídeo atingir um número considerável de visualizações (Zack não revela qual o número exato), o site irá convidar o usuário que fez o upload a participar do programa de parceria. Ele só precisa apertar o botão “Enable revenue sharing” (ativar compartilhamento de receita, em tradução livre) no vídeo específico e ter uma conta no Google Adsense para poder ser pago mensalmente.

O resto dos mortais (como eu) que quiserem se arriscar a entrar na parceria através da página usual, mesmo sem ter publicado um vídeo que tenha rendido milhares de visitas, podem receber uma mensagem dizendo que “sua conta provavelmente não irá se qualificar para o Programa de Parceiros do YouTube”. Um site dizendo que você não tem muita relevância na meritocracia informal da internet é um golpe certeiro no ego de (quase) qualquer um. [TechCrunch]

Em um post publicado hoje no blog oficial do Google, o gerente de produtos Dave Barth contou um pouco de como a colaboração dos usuários do Google Maps ajuda a companhia a determinar quando o tráfego de veículos de uma dada região está fluindo, problemático ou parado (alguém falou São Paulo?).

Trânsito em Nairóbi, Quênia. Se eles usassem Google Maps...

Trânsito em Nairóbi, Quênia. Se eles usassem Google Maps...

Segundo Barth, toda vez que um usuário utiliza o Google Maps para dispositivos móveis com a função “Meu Local”, o GPS do aparelho envia pequenos pacotes de dados para a empresa informando a que velocidade o veículo está andando. Uma vez que os dados de todos os celulares com Google Maps sejam agrupados, o Google consegue calcular como estão as condições de tráfego naquela região.

Em outra palavras, ao usar o Google Maps, o usuário está ajudando a torná-lo um serviço melhor. Quanto mais pessoas utilizam o serviço da empresa e enviam dados sobre o trânsito de volta para os servidores, mais apurada fica a informação sobre as condições de tráfego. Dessa forma, torna-se mais fácil evitar congestionamentos, por exemplo. E se o usuário não conseguir evitar de entrar no engarrafamento, pelo menos poderá ajudar outras pessoas que utilizem o serviço de mapas do Google a evitá-lo.

Alguns celulares vendidos nos Estados Unidos, como o myTouch 3G, da operadora T-Mobile, e o Palm Pre já incluem o Google Maps com envio e recepção de informações sobre o trânsito. Uma vez que é um serviço gratuito, não há motivo para as pessoas desabilitarem a função (exceto a privacidade, mas o Google garante que os dados são enviados de forma anônima). A única bronca da empresa de Mountain View é com relação ao iPhone, que usa tecnologia do Google Maps mas não envia dados de tráfego. Uma pena, já que estamos falando de um dos smartphones mais vendidos naquele país. [Foto: joiseyshowaa]

O Google planeja lançar o Street View, serviço que permite visualizar imagens reais das ruas de uma determinada localidade, na Suíça, em Portugal e em Taiwan nos próximos dias. Mas o plano da empresa pode estar comprometido, pois ela foi proibida de oferecer o serviço no país famoso por seus canivetes.

Haspeter Thür, espécie de procurador responsável pela Proteção de Dados Federais e Informações, acusa o Google de não ter criado mecanismos para proteger a privacidade dos cidadãos do país ao oferecer o Street Views na localidade.

O órgão que Thür dirige criou uma página na web específica para suíços que queriam ter seus rostos removidos do Street View, mas a ofensiva do governo suíço não para por aí. Uma vez que o Google só poderia capturar fotos das ruas da Suíça mediante condições previamente negociadas, cabe ao procurador decidir se o serviço poderá ser lançado no país ou não. Thür tem o poder de proibir completamente a disponibilidade do Street View.

Sim, essa imagem está disponível no Google Street View. (Reprodução)

Sim, essa imagem está disponível no Google Street View. (Reprodução)

Um porta-voz do Google disse que a empresa recebeu poucos pedidos de remoção de rostos do Google Street View na Suíça e que estava surpresa com a proibição do serviço no país. O Google se ofereceu para responder questões relacionadas à proteção de privacidade dos suíços e demonstrar (novamente) como o Street View funciona. [Ars Technica/Foto: blog Google Street View Brasil (não oficial)]

O Google lançou ontem (20) mais um aplicativo para aparelhos que rodam o sistema operacional Android: o Google Listen, que pode ser traduzido para a estranha expressão “Google Ouvir”. O programa busca arquivos de áudio relevantes à busca, incluindo podcasts, e permite que o usuário baixe os arquivos resultantes ou faça streaming direto da web através da conexão wifi (caso o aparelho suporte) ou da rede celular.

Exemplo de podcast e busca salva (clique para ampliar)

Exemplo de podcast e busca salva (clique para ampliar)

A app também permite que o usuário assine o feed RSS de podcasts (que sejam na língua inglesa e já estejam indexados na busca) e seja informado quando um novo episódio estiver disponível. Outro recurso parecido é o de assinar buscas, que baixa os áudios relacionados com a busca feita pelo usuário sempre que houver um resultado novo.

O Google Listen, por estar incluído no Google Labs, ainda é um projeto na fase beta e exclusivo para celulares com Android. Não há previsão de quando ou se o programa será portado para outras plataformas, como o iPhone e Palm Pre. [TechCrunch]

pic_moedasFaz tempo que o AdSense vem testando fontes diferentes em seus blocos de anúncios, com o objetivo de gerar maior rentabilidade para o editor do site (e para o próprio Google, evidentemente). Teve gente que chegou a ver Comic Sans como fonte do corpo do anúncio, mas hoje a novela finalmente acabou.

A equipe que cuida do AdSense anunciou hoje quais fontes serão usadas pelo serviço e em que blocos de anúncio. São elas Arial, Verdana e Times New Roman. O esquema para exibição das fontes será o seguinte:

  • Arial: anúncios 728×90, 336×280, 120×600 e 120×240.
  • Verdana: anúncios 300×250, 160×600, 468×60, 250×250, 234×60, 125×125 e 180×150.
  • Times New Roman: anúncios 200×200.

Segundo o Google, a mudança na exibição das fontes só vai acontecer para os editores de sites que escolheram exibir anúncios com a “fonte padrão do AdSense”. Aqueles que preferiram determinar a fonte de cada um dos anúncios individualmente não terá a escolha alterada, mas a empresa recomenda que a mudança encoraje o editor a testar o anúncio com a fonte indicada.

Caso você seja editor de um site ou blog e ainda não tenha anúncios do AdSense, pode se cadastrar no serviço gratuito clicando aqui. [Imagem: Darren Hester]