Dia cheio de notícias para o Firefox 3.5. Primeiro ficamos sabendo que uma falha grave de segurança foi descoberta, e que ela colocaria em risco todos os usuários do FF mais recente que acessassem sites desconhecidos.

Agora vem a boa notícia: o Google finalmente lançou uma versão do Google Gears compatível com o Firefox 3.5. Se você já utilizava o aplicativo, deve baixá-lo nessa página. E se não usa, já está mais do que na hora de começar a usar.

Google Gears: aplicações web, armazenamento local e JavaScript. (Reprodução)

Gears: aplicações web, armazenamento local e JavaScript rápido. (Reprodução)

O Google Gears permite que arquivos de sites sejam armazenados localmente, para que haja edição de dados e visualização mesmo quando não há conexão com a internet. A suíte de aplicativos de escritório online Google Docs é um dos serviços que tiram proveito da tecnologia do Google Gears para permitir edição offline.

Outro serviço suportado pelo Gears é o WordPress. Donos de blogs que utilizam WordPress podem ir até o menu Tools (Ferramentas em português) e habilitar a função Turbo. Diversos arquivos, como imagens e scripts, serão baixados para o computador, permitindo que a área administrativa do site fique mais leve. [Download Squad]

A busca de imagens do Google, que já era boa, ficará ainda melhor. A empresa anunciou hoje uma nova funcionalidade que permitirá aos usuários filtrarem as imagens de acordo com a licença das mesmas. Tudo isso vai depender de as imagens estarem disponíveis sob licenças Creative Commons, que possuem diversas modalidades.

Lance Huang e George Ruban, engenheiros de software, disseram em post sobre a nova função que ela iria ajudar blogueiros a encontrarem licenças de uso de imagem de acordo com o perfil do blog. A busca por imagem com filtro de licenças também pesquisará imagens que estejam disponíveis em domínio público e licença GNU Free Documentation, dentre outras.

Filtros de licença no Google Imagens. (Reprodução)

Filtros de licença no Google Imagens. (Reprodução)

Para fazer uma busca de imagens com licenças mais flexíveis, é preciso ir ao http://images.google.com/ e clicar em “Pesquisa avançada de imagens” (ou salvar a página nos Favoritos do navegador, para acessá-la posteriormente com mais facilidade). Um dos filtros apresentados é do de “Direitos de Uso”, que tem as seguintes opções:

  • Não são filtrados por licença.
  • Marcadas para reutilização.
  • Marcadas para reutilização comercial.
  • Marcadas para reutilização com modificação.
  • Marcadas para reutilização comercial com modificação.

Os engenheiros alertam, no entanto, que é preciso checar na página da imagem se ela efetivamente apresenta a licença que o Google Imagens diz ter. Segundo eles, o Google Imagens não pode “garantir que o conteúdo linkado é verdadeiramente de domínio público ou disponível sob alguma licença”. [Google Blog]

Atualização: É com orgulho vergonha pesar que anunciamos o primeiro post-pato do Tecnoblog News! As imagens e detalhes eram todos falsos, aparentemente só o notebook parece ser verdadeiro. O autor do blog (que se intitula “~MC”) publicou um vídeo avisando da brincadeira e cita centenas de blogs, sites e tweets que repercutiram a história.

chromebeta2 Foi publicado ontem no blog oficial do Chrome, pouco depois do anúncio oficial da existência do Chrome OS, um FAQ dizendo quais serão os fabricantes de computadores que usarão o sistema operacional nos seus netbooks: Acer, ASUS, HP, Lenovo e Toshiba. O Google também anunciou que está trabalhando com a Texas Instruments e Freescale, fabricantes de tecnologias de semicondutores, e com a Qualcomm, fabricante de tecnologias sem fio.

Ontem também foi o dia em que as primeiras imagens do dito sistema vazaram. Em um blog hospedado no WordPress.com (criado só com o propósito de vazar as imagens), uma pessoa que supostamente trabalha em uma companhia que fornece peças à Acer diz que um representante do Google visitou a empresa e instalou o sistema em um modelo Extensa 4620Z, laptop lançado em 2007. O representante fez isso para provar que o Chrome OS pode ser instalado em qualquer notebook de 2007 ou 2008, embora ele diga que ainda não foi possível fazer testes de compatibilidade em muitos laptops e netbooks.

Ainda segundo a pessoa que tirou as fotos, foram necessários apenas 10 minutos para instalar o sistema e 25 segundos de reboot. Há dois métodos de navegação: Exploration e Browser. O primeiro usa algo parecido com o Windows Explorer e o segundo ativa uma versão do Google Chrome (o navegador) para buscar arquivos. Ela também diz que os netbooks que vierem com o sistema Chrome instalado terão uma tecla específica no teclado (como a do Windows) com o já conhecido símbolo do sistema em 3D. [Slashdot / Engadget]

Logo-Google-Chrome-OS-ProvisorioO Google anunciou durante a madrugada dessa quarta (08) o desenvolvimento de um sistema operacional open source, chamado por enquanto de Google Chrome OS. Segundo post oficial, o OS será um “sistema operacional leve que inicialmente terá como alvo os netbooks”.

De acordo com a previsão inicial, o novo sistema só estará disponível para usuários finais no segundo semestre de 2010. A empresa planeja, no entanto, liberar o código-fonte do sistema ainda em 2009.

Baseado em kernel de Linux, o Google Chrome OS funcionará em chips x86 e ARM. A plataforma para desenvolvimento de aplicativos deverá ser a própria web; ficará a cargo do programador decidir quais tecnologias vai usar. Uma vez que os aplicativos deverão ser desenvolvidos de acordo com padrões web, eles também estarão disponíveis para usuários de Windows, Mac e Linux.

A empresa afirma que já está trabalhando com fabricantes de computadores para incluir o sistema operacional em netbooks no próximo ano.

Ainda de acordo com o post oficial, o Google prosseguirá normalmente com o desenvolvimento do Android, plataforma de código aberto para dispositivos móveis como celulares e smartphones. Já o Google Chrome OS será voltado “para pessoas que passam a maior parte do tempo na web”, seja em netbooks ou em desktops convencionais.

[Valeu @micaelsilva e @danielfilho pelo alerta! / Google Blog]

Usuários de iPhone e iPod Touch que quiserem receber notificações instantâneas de novas mensagens nas suas contas do Gmail poderão ter essa habilidade no futuro, se a Apple permitir que o aplicativo GPush seja vendido na AppStore. Até o momento, só é possível receber notificações Push através de contas de email Exchange, MobileMe e Yahoo! Mail, mas não com contas Gmail.

As notificações Push para o iPhone servem para substituir a característica multitarefa que não está habilitada para aplicativos de terceiros, apenas para as originais da Apple. Essas notificações passam pelo servidor da Apple e só então são enviadas para o iPhone através da rede celular. No iPod Touch, essa transmissão ocorre apenas quando o dispositivo está conectado a uma rede wifi.

O GPush funciona usando o protocolo IMAP IDLE, similar ao Push, redirecionando os dados para o servidor do desenvolvedor que então autentica a conta do Gmail nos servidores Google e busca novas mensagens, então é possível que exista uma pequena demora entre o recebimento de novas mensagens e a notificação. O desenvolvedor também disse que o preço do aplicativo será US$ 0,99. [Gizmodo]

scren-gmail-betaDepois de 5 anos de lançado, o serviço de email do Google saiu hoje da fase de testes BETA. O anúncio no blog oficial cita as diversas características que foram integradas à ele com o passar dos anos, dentre elas o bate-papo em 2006, suporte aos protocolos POP e IMAP em 2007 e Video-chat e Labs em 2008.

O Diretor de Produtos do Gmail, Keith Coleman, também cita que nesses 5 anos a cultura do rótulo “BETA” se desenvolvou bastante na web e o resultado final é que esse rótulo é algo do passado, tanto no Gmail como para todos os outros Google Apps: Calendar (“Agenda” no Brasil), Talk e Docs, embora os dois últimos ainda tenham ‘BETA’ nas suas respectivas marcas.

Para os saudosistas resistentes à mudança que sentirem falta da palavra BETA na logo, há uma opção “Back to Beta” na aba Labs das configurações do Gmail que faz ela reaparecer. [Gmail Blog]

landgoogleO departamento de ‘visão computacional’ do Google anunciou ontem (22) que fez avanços significativos na área. A descoberta é tão importante que Jay Yagnik, que dirige o departamento, disse que ela planeja apresentar a pesquisa durante a conferência de Visão Computacional e Reconhecimento de Padrões, que está acontecendo essa semana em Miami.

Em poucas palavras, pode-se dizer que a nova ferramenta é um tipo de detecção de rostos, só que usada especificamente para monumentos. Seu uso é simples: se você encontrar na web uma foto de um monumento histórico e não faz a mínima idéia de qual é, basta inserir a URL da imagem no mecanismo de busca que ele usará técnicas de correspondência de pixels e reconhecimento de padrões e retornará dados específicos da estrutura, como nome e local, além de mostrar outras imagens parecidas.

Para que o avanço fosse possível, o Google se aproveitou de aproximadamente 40 milhões de imagens de monumentos Geotagueados nos seus serviços Picasa e Panoramio. Eles também usaram a Wikitravel, que se auto-entitula o “guia mundial de viagens”, como fonte de fotos que foi verificada por experts.

A ferramenta ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento, mas a empresa avisa que ainda não sabe ao certo se irá integrá-la ao seu leque de serviços. Caso seja, certamente virá acompanhada de “BETA” no canto inferior direito da logo. [CNET News]

Prova A no caso Google X Bing

Com o crescimento do que a Microsoft chama de ‘máquina de tomar decisões’ que é o Bing, o Google se sentiu incomodado e decidiu mostrar que o sistema de busca mais usado na web pode, e muito bem, ser usado para tomar as mais variadas decisões. E um link de “Descubra a Web” com uma pequena descrição na home é tudo que o Google precisou para mostrar essa habilidade.

A página entitulada”Explore a busca do Google” fornece links rápidos para buscas de clima, informações sobre voos, conversão de unidades, mercado de ações, calculadora, horários de filmes e alguns outros. Ainda nela, há dois links destacados na sidebar azul. No primeiro link, o Google exibe seus engenheiros de buscas em uma série de vídeos. No segundo, estão descritas algumas das experiências de pessoas que usaram o Google. E dentre elas, estava a história que deu título a esse post.

Aguardemos a resposta da Microsoft que, megalomaníaca como ela é, vai dizer que um cientista encontrou a cura do câncer procurando no Bing. [Mashable]

Prévia de como será a escolha (Clique para ampliar)

Prévia de como será a escolha (Clique para ampliar)

Phil Farhi, gerente de produtos do YouTube, anunciou ontem no blog de Parcerias e Anunciantes que colocou em fase de testes um programa de escolha de anúncios. Uma pequena parcela dos usuários que acessarem o site receberão um aviso antes do vídeo pedindo para escolher entre ver o uma propaganda longa antes do vídeo começar ou ver de 3 a 4 propagandas mais curtas durante a exibição do vídeo.

Nem todos os vídeos receberão a possibilidade de escolha, mas apenas aqueles em que o YouTube já mostra anúncios durante a exibição. Caso o usuário não faça sua escolha escolha em um tempo determinado, a opção padrão será a de mostrar pequenos comerciais durante o vídeo. Uma contagem regressiva será exibida para que o usuário saiba quanto tempo lhe resta antes que a opção padrão se inicie.

Farhi também disse que a equipe do YouTube está “constantemente testando uma variedade de opções para achar o formato de propaganda certo para o conteúdo certo no YouTube”. Vale relembrar que nem todos que acessarem o YouTube participarão do teste, mas dependendo dos resultados, é possível que decidam numa opção definitiva quanto ao posicionamento dos anúncios. [CNET News]

Novo iGoogle. (Clique para ampliar)

Novo iGoogle. (Clique para ampliar)

O Google anunciou que fez uma repaginação do iGoogle, serviço que agrupa conteúdo de diversas fontes a escolha do usuário, para que esteja em conformidade com as exigências de usuários do iPhone e do Android.

O novo iGoogle para dispositivos móveis já está disponível em http://www.google.com/m/ig. É preciso clicar em “Experimente o novo iGoogle para celular!” para conhecer as novidades do serviço.

“Nós estamos animados em liberar uma versão beta melhorada do iGoogle para iPhone e dispositivos que utilizem Android. Essa nova versão é mais rápida e mais fácil de usar”, disseram Dan Zivkovic e Zhen Wang, engenheiros de software do Google.

Resumos dos artigos produzidos por fontes de conteúdo escolhidas pelo usuário são exibidos na mesma página, para que o internauta não precise utilizar a conexão de dados para carregar outras páginas. No entanto, nem todas as fontes de conteúdo permitem a exibição de artigos completos no próprio iGoogle. Nesses casos, o usuário é redirecionado para a página onde o artigo foi originalmente publicado.

Segundo o Google, a nova versão do iGoogle para iPhone e Android terá suporte a abas e também a widgets desenvolvidos por terceiros. A reportagem do TB News testou o serviço, mas não conseguiu visualizar as abas anunciadas pelo Google.

O novo iGoogle está disponível em 38 idiomas, incluindo o português do Brasil.