Claro anunciou 3G durante muito tempo.

Claro anunciou 3G durante muito tempo.

Em tempos de popularização do acesso à internet, a operadora de telefonia Claro decidiu que não vai mais oferecer planos de dados por meio da rede 3G. Pelo menos é isso o que os atendentes da empresa dizem quando algum cliente liga para a central de atendimento querendo assinar o serviço

Ao telefonar para o número 1052 e pedir mais informações sobre as formas de utilizar o 3G da Claro, consumidores são surpreendidos com a informação de que a empresa suspendeu a comercialização do 3G desde o início de março. Além disso, os funcionários da operadora afirmam categoricamente que não sabem quando ou se o serviço voltará a ser oferecido.

Questionado sobre como ter banda larga para notebook (com minimodem) na região do Rio de Janeiro, um atendente disse que a melhor opção é assinar um plano de 150kbps com limite de consumo de 5GB mensais pela bagatela de R$ 119,90. A tecnologia disponível para contratação do plano seria GPRS/EDGE (que são redes consideradas 2G e 2,5G, respectivamente).

Quando perguntei se o 3G não seria mais rápido que o GPRS/EDGE, o funcionário confirmou que é “muito mais rápido, com certeza”, mas que mesmo assim não poderia oferecer tal modalidade de conexão banda larga.

O 3G estaria suspenso tanto para conexões em notebooks como em planos de dados para celular, que não podem mais ser contratados. Em outra ligação, pedi que o pacote de dados 3G do meu celular, limitado ao consumo de 40MB mensais, fosse aumentado para pelo menos 200MB por mês. No entanto, a funcionária da Claro disse que poderia fazer a alteração, mas o pacote passaria a não ser mais 3G porque o serviço não é comercializado no Brasil.

Eu entrei em contato com a Claro, que negou que a oferta do serviço de conexão em alta velocidade tivesse sido interrompida para novos clientes.

“A Claro oferece a tecnologia 3G desde novembro de 2007 e atualmente disponibiliza oitoplanos de Banda Larga, sendo seis pós-pagos, com franquias de 100 MB, 250 MB, 500 MB, 1 GB, 3 GB e 5 GB; e dois pré-pagos, de 1 e 7 dias, todos com velocidade de até 1 Mbps.”, respondeu a Claro.

Com essa informação em mãos, tentei novamente saber mais sobre os planos 3G da empresa de telecomunicações, mas os atendentes insistem que o 3G da Claro não está mais disponível para assinatura.

Reprodução do site da Claro com informações sobre banda larga 3G.

Reprodução do site da Claro com informações sobre banda larga 3G.

O site da Claro continua mostrando que o cliente pode assinar banda larga 3G para notebooks por meio de minimodem, como você pode ver na imagem acima.

Até ontem (19) não havia consenso no que se tratava de desbloqueio de aparelhos celulares. O lado à favor dos clientes dizia que o desbloqueio deve ser gratuito, enquanto que o lado das operadoras queriam e cobravam multas dos clientes caso eles requisitassem a remoção do SIMlock dos seus celulares.

O argumento das operadoras é de que, devido ao desconto dado no preço do aparelho ao firmar o contrato de 12 meses, o desbloqueio do celular constituiria o cancelamento desse contrato. Por isso se fez a necessidade de cobrar a multa, para que o subsídio seja recuperado e a operadora não fique no prejuízo.

Não para a Anatel. Depois de uma reunião realizada ontem, a Agência Nacional das Telecomunicações determinou que ao pedir o desbloqueio, o cliente não está quebrando o contrato de fidelidade com a empresa de telefonia e, portanto, não deverá pagar taxa alguma. O usuário que quiser, poderá a qualquer momento exigir o desbloqueio do aparelho à sua operadora e não deverá ser cobrado por isso.

A decisão só começará a valer na semana que vem, quando for publicada no Diário da União. Até lá, aparentemente, as operadoras ainda podem requerer o pagamento de multa. É somente após a publicação da decisão essa prática se torna ilegal e deve ser denunciada.

Ministro Paulo Bernado em entrevista: banda larga do governo por até R$ 35 por mês.

Em entrevista durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro hoje, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo pretende criar um Plano Nacional de Banda Larga com grande abrangência territorial e valores na faixa entre R$ 25 e R$ 35 mensais.

O ministro afirmou que deve ser utilizada a rede de fibra ótica da antiga Eletronet, que hoje pertence ao governo. A utilização de cabos da rede elétrica também está sendo testada e é considerada mais uma opção. Nos locais onde não chegam cabos de fibra ótica ou da rede elétrica poderão ser usados sistemas de rádio ou acesso via satélite.

Paulo Bernardo afirmou que podem ser feitas parcerias com empresas privadas. “[A empresa] terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível.” O ministro ressaltou que não será admitida venda casada, onde a operadora oferece o serviço de internet condicionado à assinatura de uma linha de telefone fixo.

O debate sobre o assunto teria sido interrompido por conta da elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, mas, segundo o ministro, o assunto deve retornar à pauta no final de março ou em abril, após o lançamento do PAC 2. Ele espera que, uma vez apresentado, o Plano de Banda Larga seja aprovado com rapidez pelo Congresso Nacional.

“Temos observado que há uma demanda muito grande [pela banda larga]. Se a gente fizer uma boa proposta, com certeza o Congresso vai correr para aprovar. Todos sabemos que é muito importante diminuir o custo, facilitar o acesso”, disse o ministro.

A pretensão é de que, após lançado o plano, os cabos de fibra ótica estejam disseminados pelo país em dois anos. [Agência Brasil]

A Oi divulgou nessa terça-feira o balanço financeiro referente ao ano comercial de 2009. Os números, que normalmente são fabulosos em operadoras de telefonia, deixam um pouco a desejar: a empresa conseguiu prejuízo de R$ 436 milhões. Uma nota preta que vai deixar a supertele brasileira sem fazer grandes movimentações por algum tempo.

De acordo com analistas do mercado, o principal motivo para um prejuízo de meio bilhão de reais foi a incorporação da Brasil Telecom pela Oi, que foi concluída em 2009. Um enorme gasto teve que ser feito para pagar a compra e também para iniciar o processo de integração entre as duas empresas, o que resultou em demissões de funcionários em cargos que seriam duplicados na nova estrutura da Oi/BrT.

Outro motivo que também afetou negativamente a Oi foi o início das operações em São Paulo, onde a empresa não estava presente. Para oferecer telefonia celular aos paulistas, cerca de R$ 350 milhões foram gastos. A operação em São Paulo, no entanto, só deve sair do vermelho e começar a dar lucro no próximo mês.

A Oi tem valor de mercado estimado em R$ 40 bilhões.

Caso algum leitor queira mandar um dinheirinho para ajudar a pagar a dívida da Oi, é só me mandar um e-mail que eu respondo informando o endereço da sede da empresa, no Rio de Janeiro. Ou não. ;)

[via O Estado de São Paulo]

Justiça proíbe cobrança de ponto adicional

Como resultado de uma ação pública movida pelo Procon de São Paulo, a 6ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu uma liminar que determina que as operadoras de TV por assinatura não cobrem mais por pontos adicionais. Segundo a juíza responsável pelo caso, Cynthia Thomé, a “cobrança pela utilização do ponto extra afronta as normas regulamentares, assim como a norma legal”.

“Também há de ser considerado que não há serviço permanente e contínuo referente ao ponto extra. Em conseqüência, a cobrança por um serviço não prestado caracteriza enriquecimento ilícito e prática abusiva”, determinou a juíza.

Este último posicionamento vai de encontro aos subterfúgios utilizados por operadoras para cobrar por ponto adicional, colocando a cobrança “disfarçada” com nome de outro serviço que necessariamente teriam que ser contratos para se ter um ponto extra.

O que as operadoras ainda estão autorizadas a fazer é cobrar pela instalação do ponto extra e pela manutenção da rede e dos decodificadores (o que me faz pensar que elas darão um jeito de encaixar aí a cobrança). Caso as determinações da liminar não sejam cumpridas, será aplicada multa diária de R$ 30 mil. [PCWorld Brasil]

A cara da loja online do Carrefour

A rede francesa de supermercados Carrefour deve estrear ainda nesta segunda-feira, dia 1º de março, seu site de e-commerce no Brasil. Inicialmente prevista para entrar no ar às 14 horas – o que não havia acontecido até o momento em que este post foi publicado, às 19h -  a nova loja deve chegar dispondo de cerca de 15 mil itens  distribuídos pelas categorias Eletrônicos, Informática, Eletrodomésticos, Telefonia, Eletroportáteis, Beleza e Saúde, Cine e Foto, Utilidades Domésticas e Cama, Mesa e Banho. Até o final do ano, a empresa pretende oferecer 80 mil produtos a seus clientes via web.

A companhia afirma que entre os recursos oferecidos pelo novo site estão a possibilidade de comparar produtos de uma mesma categoria além de uma sessão que promete oferecer dicas em vídeo e texto para seus clientes usarem seus produtos da maneira possível.

Num comunicado distribuído à imprensa, Jean-Marc Pueyo, diretor superintendente da empresa no Brasil, afirma que “com o novo canal, a empresa estará disponível em todo o mercado nacional”, seguido por um interminável blablablá a respeito de “vantagens para o consumidor”, “relacionamento” e “posicionamento de marca”.

Lembra-se do Motorola Backflip? O aparelho foi apresentado ao mercado norte-americano no início do ano, durante a CES 2010. Por mais estranho que possa parecer, ele é talvez o primeiro smartphone do mundo a permitir que visor e teclado fiquem frente a frente ou opostos um ao outro. Mais do explicar, dê uma olhada no vídeo que o nosso blogger Rafa fez durante o evento:

Pois bem. A Motorola e a Vivo anunciaram em conjunto nessa quinta-feira que o Backflip vai começar a ser vendido no Brasil ainda essa semana nas lojas da operadora. Mais tarde, como de costume, ele poderá ser encontrado também em operadoras de celular concorrentes da Vivo.

De acordo com a assessoria da Motorola, o Backflip sairá por R$ 499 na “oferta especial de lançamento”. No entanto, o consumidor precisará assinar um plano Vivo Você 200 (que dá direito a 200 minutos de conversação) que custa R$ 139,  junto de um plano Vivo Internet 500 MB, que atualmente custa R$ 79,90. Total no fim do mês: R$ 218,90.

O Backflip é o terceiro celular oficialmente vendido no Brasil rodando Android, a plataforma para dispositivos móveis do Google. Ele também conta com o Motoblur, aplicativo desenvolvido pela Motorola que concentra em apenas um lugar dados e atualizações de redes sociais variadas, como Twitter e Facebook.

A Motorola e a TIM anunciaram hoje em conjunto o lançamento do Motorola Quench, novo smartphone da fabricante norte-americana que vai rodar a plataforma Android e será vendido exclusivamente pela TIM no Brasil, até o final de março. Outras operadoras poderão vender o aparelho mais tarde, reforçando a estratégia de fazer parcerias entre operadora e fabricante de celular para novos lançamentos.

“Lançar o Motorola Quench em primeira mão no Brasil faz parte da nossa estratégia de constantemente buscar inovação e os melhores modelos para oferecer aos nossos clientes, além de continuarmos apostando na plataforma Android, que também trouxemos com pioneirismo para o País”, afirmou Leopoldo Tranquilli, diretor de marketing da TIM, em comunicado.

Motorola Quench rodando Android. Clique para ampliar. (Divulgação)

Motorola Quench rodando Android. Clique para ampliar. (Divulgação)

Segundo informações da Motorola, o Quench contará com Motoblur, a plataforma que a empresa desenvolveu como complemento ao Google Android e que permite forte integração com redes sociais, como Twitter, Facebook e MySpace (alguém ainda usa?). Em resumo, o complemento agrupa informações provenientes das diversas redes sociais e as exibe de forma intuitiva e fácil de entender.

O vistor é de 3,1″ (320×480 pixels), com tecnologia touchscreen para usar as funções do Motorola sem recorrer a um teclado físico. Curiosamente, a assessoria da Motorola informou que a interface do smartphone permite fazer uso do movimento de pinçar para dar zoom nas fotos. Se a Apple vai gostar disso são outros quinhentos.

Como a maioria dos smarts no mercado atualmente, o Quench vai funcionar em redes 3G, mas também terá acesso à internet por meio do Wi-Fi. GPS e Bluetooth completam o pacote básico do que é necessário para dizer que o aparelho é realmente um telefone inteligente.

Embora tenha Android instalado, o Motorola Quench vai rodar ainda a versão 1.5 do sistema do Google. O que não é nenhum espanto, uma vez que por enquanto somente o Nexus One, do próprio Google em parceria com a HTC, está autorizado a rodar o Android 2.1.

O preço? Ainda é um mistério.

A operadora de telefonia GVT anunciou na semana passada que ofereceria banda larga em Fortaleza sem dar mais informações sobre como o serviço será oferecido. Hoje a empresa disse que os fortalezenses poderão solicitar assinatura da telefonia e banda larga em “pouco mais de” 30 dias, que é quando as operações serão iniciadas na capital do Ceará.

Em comunicado, a empresa afirmou que as obras de construção da infraestrutura de telefonia para atender os moradores de Fortaleza vêm sendo executada desde dezembro do ano passado. O planejamento da empresa é de que a banda larga e os serviços de telefonia possam ser oferecidos ao mercado consumidor quando o cabeamento já cobrir 30% da capital (há cidades em que a GVT opera com cobertura que varia de 50% a 80% faz dez anos). Mais de R$ 62 milhões estão sendo gastos para que a estrutura esteja pronta o quanto antes.

Inicialmente, como qualquer operadora de telefonia, a GVT vai concentrar a instalação de sua rede nas “áreas mais centrais da cidade”. Em outras palavras, isso significa que moradores de bairros com muita gente ou bairros de padrão econômico mais elevado serão os primeiros a ter a telefonia e a banda larga da empresa. Os preços exclusivamente do acesso à internet em alta velocidade serão:

  • 3 Mbps por R$ 49,90;
  • 10 Mbps por R$ 69,90;
  • 15 Mbps por R$ 99,90;
  • 35 Mbps por R$ 199,90;
  • 50 Mbps por R$ 299,90;
  • 100 Mbps por R$ 499,90.

Os valores não incluem a assinatura de telefone, necessária para empresas que utilizam tecnologia ADSL na oferta de acesso à internet. A GVT afirmou que seus planos de banda larga não têm limitações com relação a limite de tráfego mensal (seja para download ou upload). Ainda segundo a empresa, profissionais poderão contratar uso de IP fixo à parte.

Os moradores de Fortaleza podem começar a comemorar. A operadora de banda larga GVT vai iniciar suas operações na cidade em breve, embora ainda não tenha divulgado a data exata de quando seus serviços poderão ser assinados. De acordo com informações levantadas pelo Diário do Nordeste, a GVT pretende entrar no mercado fortalezense com preços agressivos, promovendo a concorrência.

A GVT tem autorização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para operar em todo o Estado do Ceará, mas por enquanto sua atuação será restrita apenas à capital. Técnicos da empresa já estão instalando os cabos para distribuição de banda larga. Os bairros Aldeota, Benfica, Damas, Dionísio Torres e Parquelândia estão entre os que serão atendidos em breve pela empresa.

Não custa lembrar que a GVT recentemente ganhou injeção de capital com a compra de metade de suas ações pela Vivendi, gigante de mídia francesa. Além disso, a operadora tem sido agressiva na oferta de banda larga de alta velocidade, como no caso do GVT Power, que oferece conexão de 10 Mbps por apenas R$ 70 em algumas cidades (sem o valor da assinatura de telefone incluso). Entretanto, os consumidores de São Paulo e Rio de Janeiro continuam de fora da área de atuação da GVT; a telecom atende apenas a grandes corporações nos dois Estados.