Roewe 350: Android em movimento

A fabricante chinesa de automóveis Roewe (quem?) anunciou o início da produção do sedã médio 350, primeiro carro do mundo a chegar com o sistema operacional Android instalado.

O programa do Google, em sua versão 2.1, faz sua estreia no mundo das quatro rodas de carona no sofisticado sistema de localização e entretenimento do modelo. Além das funções convencionais de informar a localização do veículo e reproduzir CDs, DVDs, MP3 e rádios, o equipamento é capaz de se conectar à web via 3G e baixar atualizações automáticas com novos mapas e informações a respeito do trânsito.

Outra opção pra lá de ridícula inovadora é a possibilidade do motorista usar o equipamento para conversar com seus amigos em tempo real por um mensageiro instantâneo, o que certamente será uma excelente oportunidade para testar seu airbag e outros recursos de segurança.

O Roewe 350 1.5 de 105 CV e inicialmente deverá ser vendido apenas na China, por preços que variam de R$ 18 mil a R$ 33 mil. Será que ele chega no Brasil? [China Car Times]

Falando em smartphones, um porta-voz do Google confirmou ao site MobileCrunch que a loja online Android Market acabou de atingir a marca de 30 mil apps, contra as apenas 16 mil registradas em dezembro. O crescimento de pouco menos de 100% em três meses é similar ao registrado pela famosa iTunes App Store em seus primeiros dias. Atualmente, a loja da Apple conta com cerca de 140 mil programas.

Dados da empresa de desenvolvimento AndroidLib mostram que 61% das apps disponíveis para os celulares do Google podem ser adquiridas de graça pelos usuários, mas não está claro quantos desses programas podem rodar sem problema nas versões 1.5, 1.6 e 2.1 do sistema operacional, que está disponível em “diversos sabores” para diversos fabricantes.

A Android Market foi lançada no final de 2008 junto do HTC G1, primeiro smartphone a rodar o sistema do robozinho, mas só foi se popularizar conforme mais aparelhos com o programa foram chegando ao mercado.

Um levantamento feito pela empresa de pesquisa Crowd Science mostra que cerca de 70% dos proprietários de Blackberries pretendem trocar seus smartphones num futuro próximo por opções da concorrência, sobretudo pelo iPhone ou modelos com o sistema operacional Android.

Enquanto 90% dos consumidores das outras marcas pretendem continuar com smartphones do mesmo fabricante pelos próximos anos, cerca de 40% dos donos de aparelhos da Research In Motion estão pensando seriamente em trocar a cereja pela maçã e comprarem um iPhone, enquanto outros 30% lançam olhares de desejo para o Android. Quando perguntados especificadamente se substituiriram seus Curve, Bold ou Pearl pelo Nexus One, 32% dos consumidores da empresa afirmaram que sim, contra apenas 9% dos donos de iPhone, por exemplo.

De acordo com John Martin, CEO da Crowd Science, os proprietários de modelos da RIM “estão se cansando da marca por ela não ser tão ousada”.

Outros dados são que os donos de modelos com Android são mais jovens que os da concorrência, enquanto os que vão de iPhone pretendem usar seus aparelhos para diversão, e não apenas para trabalho. [Inquirer]

Nexus One: ainda longe de chegar ao seu primeiro milhão

O Nexus One, smartphone do Google, é o mais recente portador de um título que vem passando de mão em mão desde o lançamento do iPhone: ele é hoje considerado o mais forte candidato a ser o iPhone-killer. No entanto, assim como os outros portadores do título, o Nexus One também não está conseguindo fazer jus ao rótulo. No período em que o primeiro iPhone vendeu seus primeiro milhão de unidades, o celular do Google chega a apenas cerca de 135 mil unidades.

Em 2007, o primeiro iPhone — aquele que não tinha nem App Store, nem copiar/colar — levou 74 dias para chegar à simbólica marca de um milhão de unidades vendidas. Na próxima sexta-feira, 19 de março, o Nexus One chegará também no seu 74º dia no mercado, mas segundo estimativas da Flurry, empresa que mensura o uso de smartphones, o Nexus One terá chegado a apenas cerca de um oitavo da marca milionária.

Boa parte do sucesso menor do que o esperado tem sido atribuído ao modelo de venda do Nexus One. O aparelho é vendido apenas pelo site www.google.com/phone, não sendo vendido em lojas físicas, nem de eletrônicos e nem de operadoras de telefonia celular. De fato, um aparelho de nível similar rodando o mesmo sistema Android, o Motorola Droid (conhecido em todo o mundo não-americano como Milestone), que é vendido do modo tradicional, chegou ao seu 74º dia no mercado com vendas na faixa de um milhão de unidades, a marca mágica que o Nexus One não conseguiu atingir. [Business Week]

Nada de multitarefa.

Nada de multitarefa.

Dessa vez a Microsoft fez a lição de casa, diretamente a partir do que a escola de Cupertino manda: criou uma plataforma para dispositivos móveis que não tenta reproduzir o ambiente de um computador convencional, com direito a interface bastante amigável e inovadora. Incluíram sincronização fácil com o PC. E, num surto jobsiano, decidiram que não haverá multitarefa nos aparelhos que rodarem o sistema.

É isso mesmo: assim como no iPhone OS (não me venha falar de Jailbreak, por favor) da Apple, que não permite mais de um aplicativo funcionando simultaneamente, o Windows Phone 7 também vai capar essa funcionalidade. Exceto pelo tocador de música, que poderá ser acionado a qualquer momento, todos os outros programas da plataforma deverão ser rodados de forma individual.

O modelo iPhone, no entanto, não para por aí. Assim como no caso da concorrente, a Microsoft também optou por manter notificações de aplicativos que conectam-se permanentemente com servidores, a fim de informar sobre atualizações e novas informações ao dono do aparelho. Com isso, há a falsa impressão de multitarefa. Lembra as Push Notifications (anunciadas durante a WWDC 2009), não?

Pelo menos a Microsoft já afirmou que, conforme a plataforma móvel for melhorada (em uso de bateria e de rede e previsão de gasto de recursos de aplicativos), a multitarefa poderá ser adicionada a outros aplicativos.

[via All About Microsoft]

Durante a MIX10, conferência de designers e programadores que acontece nos Estados Unidos, a Microsoft anunciou como vai ser o Windows Phone Marketplace, loja de aplicativos do Windows Phone 7 Series. O desenvolvimento será feito baseado em Silverlight e no framework XNA (ambos, obviamente, da Microsoft). O development kit para plataforma vai conter XNA 4.0, Visual Studio 2010, Expression Blend e um simulador do ambiente Windows Phone 7, para que o programador tenha todas as ferramentas para criar aplicativos.

Do ponto de vista do design, o Marketplace segue o jeitinho Microsoft de produzir interfaces. Uma visão panorâmica permitirá que o usuário navegue pelas opções e escolha os aplicativos que serão instalados no dispositivo móvel.

Marketplace do Windows Phone 7 Series. (Divulgação)

Marketplace do Windows Phone 7 Series. (Foto: Engadget)

Grandes desenvolvedores já trabalham com o Windows Phone 7. Alguns dos principais são: Electronic Arts, Namco, Seesmic e Pandora. Todos eles deverão ter aplicativos para o sistema quando ele for lançado, no fim do ano. No entanto, até o momento só há prévias de como os softwares irão funcionar.

A compra de aplicativos poderá ser feita de diversas maneiras. Diferentemente da App Store (ao menos por enquanto), o Marketplace do Windows Phone permitirá que o cliente teste o aplicativo antes de efetivamente pagar por ele. Por sinal, o pagamento poderá ser feito diretamente na conta de telefone, por meio da operadora de telefonia.

Assim como no caso do iPhone, o WP7 terá push notifications para aplicativos que não estejam aptos a rodar em modo multitarefa (pois é…). Dessa forma, o programa ficaria fechado, mas em constante contato com servidores que o manteriam informado sobre atualizações interessantes para o dono do aparelho.

[Atualização às 16:40] O Marketplace será a única forma de baixar softwares para aparelhos que rodem Windows Phone 7. Assim como na App Store, haverá uma equipe responsável por filtrar os aplicativos que serão disponibilizado aos clientes (ou não). Mas a Microsoft garante que não terá uma forma de aprovação espartana como a da Apple.

[via Engadget, Electronista]

Hoje a Opera Software lançou para Android a versão beta do Opera Mini 5, assim trazendo à plataforma móvel a mais recente versão de um dos mais populares navegadores do mercado móvel.

Um dos motivos para a popularidade do browser nesse nicho é o fato de os dado serem comprimidos pela Opera Software em até 90% antes de serem enviados ao Opera Mini no celular, segundo a empresa. O benefício é sentido na velocidade de carregamento das páginas e no bolso, caso seu plano tenha o tráfego limitado em menos Megabytes do que você gostaria.

Outros destaques do beta são a navegação por abas e o (já tradicional recurso do Opera) Speed Dial, que mostra uma grade de nove miniaturas com seus sites preferidos logo que o browser é iniciado. Para baixar o aplicativo é preciso visitar o link m.opera.com/next a partir de seus dispositivo com Android ou procurar pelo Opera Mini 5 no Android Market.

Falando em iPhone, dados levantados pela empresa de análise Localytics indicam que o iPhone ainda não faz sucesso dentro dos escritórios – pelo menos, não a trabalho. Em uma pesquisa feita com os usuários do telefone da Apple realizada nos EUA e Canadá mostra que o uso de apps no aparelho tem menores índices durante o horário de batente, atingindo seu pico exatamente nos momentos de folga de seus proprietários. Aos finais de semana, o uso do aparelho dispara. Confira:

Em sua análise a empresa aponta que “o iPhone ainda é um gadget feito sobretudo para uso pessoal, fora das horas de trabalho” (hey, isso é bom, certo?), o que “reflete diretamente em suas estratégias de marketing e de venda de apps”. Antes de tirar outras conclusões, o texto lembra que “o principal uso do iPhone em ambiente de trabalho pode não ser necessariamente ligado a seus aplicativos, como realizar ligações ou enviar e receber e-mails, por exemplo”.

Dois pesquisadores de uma empresa de segurança chamada TippingPoint Digital conseguiram criar aquela que é considerada a primeira botnet feita unicamente a partir de smartphones. Usando um inocente programa de previsão do tempo com um código malicioso escondido entre suas linhas, os pesquisadores Daniel Tijerina e Derek Brown conseguiram obter dados de cerca de 8 mil proprietários de iPhones e de aparelhos que rodam o sistema operacional Android.

Apesar da dupla afirmar que “ninguém foi prejudicado” com o experimento, entre os dados coletados estavam os números dos aparelhos e a localização geográfica dos smartphones, obtida via GPS, o que mostra o potencial de estrago que uma simples brecha de segurança num dispositivo móvel pode provocar.

A app maliciosa, conhecida como WheaterFirst, não foi distribuída nas lojas oficiais de aplicativos do da Apple e Google, mas sim em sites alternativos feitos para donos de aparelhos que passaram por jailbreak, como Cydia, SlideMe ou Modmyi. [Sophos]

O diretor de tecnologia da Verizon Wireless, operadora americana de telefonia, afirmou ao Wall Street Journal que a empresa pretende começar a vender aparelhos aptos a se conectar à rede 4G já em meados de 2011. De acordo com Anthony Melone, a rede 4G denominada de LTE (Long Term Evolution, ou Evolução de Longo Prazo) deve ser inaugurada ainda nesse ano.

Fibra ótica em funcionamento. (Flickr: -eko-)

Fibra ótica em funcionamento. (Flickr: -eko-)

Para 2011, a operadora pretende começar a vender celulares que façam uso da rede, que tem alta velocidade de dados. Por enquanto, a promessa é de que esses aparelhos funcionem tanto na rede 4G quanto na rede 3G (a exemplo do que acontece com aparelhos 3G que também funcionam em 2,5G).

O diretor aproveitou para já fazer um alerta: é provável que a Verizon Wireless não ofereça pacotes de dados ilimitados para seus clientes. Depois de anos ofertando acesso à internet sem limite, as operadoras finalmente começam a pensar em formas de tarifar todo esse consumo, que demanda investimentos bilionários na expansão das redes de telecomunicações.

O 4G LTE atinge velocidades de 170 Mbps para download e 50 Mbps para upload. Pelo menos foi essa velocidade que a T-Mobile e a Nortel conseguiram em testes na Alemanha. Promissor, não? Eu quero. [ZDnet/WSJ/-eko-]