No final do último mês de janeiro o Facebook anunciou a construção de um datacenter “verde” em Prineville, localizada no estado norte-americano de Oregon, com previsão de começar a funcionar “no começo de 2011”. Entre seus diferenciais que supostamente o fariam amigo das árvores, das águas e dos animais estariam seus servidores de baixo consumo, sistema de refrigeração ecológico e um sistema de recuperação de calor e uma tal “fonte de energia limpa”, que entre outras tecnologias fizeram a rede social receber uma série de congratulações da imprensa e de navegantes preocupados com questões ambientais.

A festa desandou demais que se descobriu que a tal eletricidade supostamente verde que movimentaria o site de relacionamentos viria da companhia PacificPower, que apesar de contar com uma usina hidroelétrica no estado do Idaho gera a maior parte de sua energia em usinas que queimam carvão mineral – combustível apontado como um dos grandes vilões do meio ambiente. E, claro, não demorou para que a descoberta gerasse alguns protestos pela rede.

“Google e Microsoft têm centro de dados na mesma região, mas utilizam eletricidade de usinas hidroelétricas, enquanto o Facebook preferiu utilizar uma solução poluidora”, afirma a petição “Impeça o Facebook de usar carvão mineral” postada no site Change.org. Essa é a primeira vez que uma empresa de tecnologia é publicamente criticada pela fonte de eletricidade escolhida.

Em reposta às críticas, um representante do Facebook afirmou ao site DataCenterKnowledge que “a maior parte da eletricidade usada nos EUA vem de diversas fontes, e que até seu lançamento o novo datacenter poderá ser considerado o mais eficiente do mundo”.

Então o jeito é esperar pra ver. [Greenercomputing]

Energia que alimenta... celulares

O lítio largamente utilizado como matéria-prima para a bateria de gadgets de toda espécie não é um material exatamente abundante da Terra. Atualmente suas maiores fontes estão localizadas no leito de lagos secos de sal na Bolívia e no Chile, e sua retirada é um processo complicado que envolve obrigatoriamente enormes quantidades de água.

De olho neste problema a designer Daizi Zheng desenvolveu uma bateria que ela afirma ser “mais durável e barata de produzir” que retira sua energia de – pasme – refrigerante qualquer outro líqüido adocicado.

A criação, que por hora é chamada apenas de biobateria, precisa apenas de açúcar, água e oxigênio para funcionar e a mágica da criação da eletricidade acontece quando as enzimas da bateria reagem com os carboidratos (açúcares) da mistura, e então produzem a tão desejada energia. De acordo com sua criadora, no futuro cada carga da novidade tem potencial de durar até três vezes mais do que as baterias atuais.

Como é de praxe nesses casos que as notícias boas vêm aos montes, a biobateria não tem qualquer previsão de data para chegar ao mercado.

Apresentação da IBM

Apresentação da IBM

Em uma apresentação feita em uma conferência na Alemanha, Bruno Michael, do escritório de pesquisas da IBM alemã apresentou um projeto da empresa para a construção de um datacenter que pelo menos em tese não deverá ser responsável por emitir nenhum grama de CO2 na atmosfera.

Em sua apresentação (.pdf), Michael afirma aponta que grande parte do consumo de energia elétrica de uma central de dados é gasto não no processamento de informações, mas sim no resfriamento de todo equipamento, que sempre opera em plena capacidade e é capaz de atingir a altíssimas temperaturas. A solução para o caso seria desenvolver novos processadores termicamente mais eficientes e construir novos sistemas de refrigeração líquida que possam transferir o calor dos equipamentos para outro lugar.

A mágica da emissão zero acontece quando se lembra que muitas vezes os datacenters são instalados em áreas urbanas, o que abre a possibilidade de usar esse “calor tecnológico” no aquecimento da vizinhança. Assim a economia de eletricidade ou combustível que o sistema proporciona compensa a emissão de CO2 gerada na produção da eletricidade usada por seus computadores, e no final todo mundo é amigo da natureza.

O primeiro datacenter com a tecnologia será construído em Zurique, na Suíça, e ainda não tem data pra entrar em funcionamento. [The Register]

x(Um software desenvolvido por Peter Hopton, inventor de Sheffield, UK, e lançado por sua empresa VeryPC na semana passada, permite que seu monitor permaneça ligado somente enquanto estiver realmente sendo utilizado.

O sistema utiliza um software de reconhecimento facial de código aberto e requer a utilização de uma webcam que irá monitorar a presença do usuário em frente ao monitor, ou onde quer que o mesmo vá ficar enquanto estiver utilizando o aparelho. Assim que

O aplicativo após ser ativado passa a monitorar a presença de um usuário em frente a webcam, e uma vez não consiga fazer o reconhecimento facial, desliga o monitor automaticamente ligando-o novamente assim que alguém entra novamente no campo de visão da webcam, fazendo o máximo de economia possível relativa ao uso do monitor, uma vez que ele só permanecerá ligado quando estiver sendo necessário.

Atualmente os computadores já possuem opções para o desligamento automático da tela após um determinado período sem uso, muitos usuários acham essa opção não tão funcional ou até mesmo incomoda, por exemplo, ao assistir filmes, problema que não ocorre com a nova solução.

Apesar de ser noticiado como uma boa forma de economizar energia, nada foi comentado sobre o aumento de energia necessária para manter mais um programa rodando continuamente e a webcam ativada. [News Scientist]

Já faz muito tempo que eu não posto nenhum lançamento de gadget aqui no TecnoBlog. Mas eu me interesso bastante por todo este lance de aquecimento global, e energia renovável, o que nos leva ao gadget do dia.

O Yogen Max, é um gadget que gera energia elétrica, através de movimento do corpo. O funcionamento dele é básico (e bem óbvio), bastando colocar seu pé em cima do aparelho, e ficar bombeando até que a bateria do notebook esteja carregada.

Agora, não me pergunte quanto tempo demora para que a carga esteja completa. Se você precisará ficar a noite toda ‘bombeando’ ele ou não, é uma coisa que só saberemos em meados de 2009, que é a previsão de lançamento da bugiganga.

Mas pense: em qual situação um apetrecho desses se faz necessário?

A) Eventualmente, ao viajar para outra cidade.
B) Em um acampamento, ou ao escalar uma montanha.

Não tenho dúvidas que a maioria concorda comigo, quando digo que a mais correta é a letra B. Se imagine caminhando no meio do mato. Pernilongos, calor, aquela mochila -que já não está leve- nas costas, e tem que arrumar mais um espaço para colocar o tal do Yogen Max.

Ok, o princípio dele é legal, mas a utilidade é questionável neste modelo inicial.

Para quem se interessar, a empresa que vai fabricar o tal carregador também planeja lançar modelos menores e manuais. Assim será possível carregar não só notebooks, mas celulares, iPods, e gadgets menores.

Acesse o site para conferir a magnífica animação em flash, que mostra o produto em funcionamento.

Via: Coolest Gadgets

Este é o tipo de iniciativa que merece ser aplaudida em pé. A divisão Japonesa da Sharp, junto com a cidade de Sakai, e a empresa de eletricidade Kansai, estão planejando a construção de duas grandes centrais de geração de energia solar. Uma delas produzirá 10.000KW de energia, enquanto que a outra poderá produzir até 18.000KW!

Com essa iniciativa, a estimativa é que mais de 10 mil  toneladas de gás carbônico (CO2), deixem de ser emitidos na atmosfera anualmente.

A construção das centrais deve acontecer em 2010, e o início das operações em 2011. O custo total para a construção destas centrais, será algo em torno de 46,5 milhões de dólares (cerca de R$75 milhões).

Parece muito dinheiro, mas quais os custos para construção de uma usina termoelétrica, por exemplo? Sem falar em todos os benefícios ambientais.

Talvez seja um pouco cedo para adotarmos esta tecnologia em massa, visto que ela vem se aperfeiçoando bastante nos últimos anos, e principalmente, se tornando mais acessível. Mas é muito bom ver a atual maior potência mundial, dando este ótimo exemplo.

Ainda sonho com o dia em que os carros usarão motores elétricos. As concessionárias venderiam um kit com um painel solar, que poderia ser instalado no quintal de nossas próprias casas.

Durante o dia, você usa seu carro, e o painel recarrega uma bateria. Durante a noite, você pluga o seu carro na bateria, e o reabastece para o dia seguinte. Simples e eficaz, não?

Essas e outras idéias seriam perfeitas, não fosse as grandes corporações. Afinal, as petrolíferas sobreviveriam como?

via: CrunchGear | Engadget

Desde o dia 18/03, está acontecendo aqui em São Paulo o SAP Forum – o maior evento de negócios e tecnologia da América Latina. O tema principal este ano é sustentabilidade. Discutir mudanças de mercado, de forma que as companhias se tornem economicamente sustentáveis a curto médio e longo prazo.

Não menos importante, o tema também abrange um dos assuntos mais discutidos da atualidade – como fazer bom uso dos recursos naturais, que estão cada vez mais escassos.

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Para onde será que vão todos esses copos e panfletos?

Estima-se que um evento como este, emita cerca de 82 toneladas de CO2! Neste cálculo, estão inclusos tanto as emissões aqui do evento, quanto as feitas pelos meios de transporte que trouxeram todo o pessoal para cá. Até aí não há como culpar ninguém, afinal, não há como vir andando – alguns até de outro país.

Lhes digo que com apenas uma volta pelo local, você já sai carregando um monte de folhetos, catálogos, guias, sacolas, etc. Isto sem falar nos brindes, e copos plásticos das águas e cafézinhos que você conseguir consumir (todos são de graça, e há um estande servindo, a cada 10 metros). Mas onde vai parar tudo isso?

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Repare no único material orgânico: papéis e copos sujos de café

Em tempos de recursos naturais escassos, surge a dúvida: Será que o SAP Forum é um evento sustentável? Já que o tema deste ano é justamente este, não seria interessante eles começarem dando o exemplo? E que o fizessem melhor do que o pessoal do Campus Party, que separou o lixo, para depois juntar tudo novamente.

Talvez o senhor Marcus Vinicius Giorgi, Diretor de Marketing da SAP Brasil, devesse ter refletido melhor sobre o assunto, antes de afirmar: “O tema sustentabilidade traz à tona também a preocupação com o meio-ambiente e como melhor utilizar os cada vez mais escassos recursos naturais disponíveis“.

Ver todo este lixo sendo misturado, em um evento onde 85% do material descartado é reciclável (a maioria plástico e papel) é lamentável. Ainda mais por vir de uma empresa que levanta a discussão sobre sustentabilidade.

Não há dúvidas de que a SAP é uma das empresas líderes de seu ramo, e que entende muito de sustentabilidade financeira. Mas o que se vê aqui no forum, é mais uma grande corporação que pensou demais no lado econômico, e esqueceu do meio ambiente.