Criado por um estudante russo de 17 anos de idade, o Chatroulette é uma página que permite que seus usuários conversem com pervertidos desconhecidos com a webcam e som ligados, mecanismo radical de socialização que vem fazendo sucesso pela rede desde seu lançamento, em dezembro.

Depois da curiosidade inicial o serviço estaria destinado ao inevitável esquecimento se não fosse um maluco sujeito identificado somente como Merton, que tem chamado a atenção depois de postar no Youtube um vídeo que aparece fazendo canções improvisadas ao piano, inspiradas nas pessoas com quem ele foi posto para conversar. De quebra, ele transformou um site quase totalmente frequentado por esquisitões de toda espécie em alguma coisa minimamente interessante. Confira:

Será que um pra lá de tradicional repentista brasileiro faria o mesmo sucesso por lá?

O FBI e outras agências federais americanas estão se infiltrando nas redes sociais com perfis falsos que visam juntar informações sobre suspeitos, simplesmente observando-os ou até mesmo se aproximando dos mesmos como “amigos” virtuais em buscas de informações que colaborem com as investigações.

Os agentes do FBI, por exemplo têm usado o Facebook pra determinar o paradeiro de fugitivos, ou checar alibis comparando as histórias que os suspeitos contam para as autoridades com o que eles escreveram no Twitter no período relatado.

O documento entitulado “Obtaining and Using Evidence from Social Networking Sites” (“Obtendo e utilizando evidências a partir de sites de redes sociais” em tradução livre) foi obtido pela Eletronic Frontier Foundation, um grupo de proteção aos direitos civis no mundo digital, como resultado do processo da fundação contra o Departamento de Justiça americano.

“O conhecimento é poder(…), pesquise todas as testemunhas em sites de redes sociais,” diz um trecho do documento.

Uma curiosidade: o documento lista as redes sociais mais populares em cada região, o que inclui a América Latina, onde os agentes são aconselhados a buscar informações (adivinhem…) no Orkut, claro. Outro trecho curioso é onde Ashton Kutcher é citado no tópico que discute o Twitter e o Facebook como mídia comparável aos jornais e TV. Para ler o documento na íntegra visite a cópia em PDF hospedada pela Eletronic Frontier Foundation em seu site.

Pesquisa liberada nesta-segunda-feira pela empresa Pew Internet mostra que apesar de 71% nos navegantes norte-americanos afirmarem ler diariamente notícias na web, apenas 7% deles estariam dispostos a abrir suas carteiras caso o acesso a esses sites passe a ser cobrado.

Os números mostram que apesar da grande maioria obter suas informações a partir de diversas páginas, 35% dos usuários afirmam ter um “site predileto” do qual são visitantes fiéis e de onde tiram a maior parte de suas informações. E mesmo neste caso não existe fidelidade que resista a alguns dólares: apenas 15% afirmam que assinariam por conteúdo, enquanto 82% iriram “procurar outro site” e 2% dizem que não saberiam o que fazer.

Apesar dos dados indicarem que as verbas para anúncios online tenha caído pela primeira vez desde 2002 (a crise, sempre a crise), os dados mostram que eles até que são bem populares: 45% dos entrevistados afirmam que clicam em anúncios freqüentemente, 35% às vezes, 15% dificilmente e apenas 5% nunca.

Bom lembrar que boa parte dos portais brasileiros ainda insiste na prática de fechar seus portões aos navegantes, e que o jornal norte-americano New York Times pretende começar a mandar uma fatura para seus leitores a partir do ano que vem.

O CEO do Twitter, Evan Willians, anunciou hoje durante a conferência SXSW, em Austin, no Texas, uma nova característica que será disponibilizada em breve na rede social e que permitirá a donos de websites uma integração mais completa com suas contas no Twitter. Willians afirma que ela deverá complementar a API, e não competir com serviços já existentes.

A plataforma vai ser chamada de “@Anywhere“, e deverá permitir que usuários do serviço sigam outras contas diretamente em sites que a integrarem, além de dar a opção para que eles enviem tweets a partir da própria plataforma.

Fãs de um colunista, por exemplo, poderão seguí-lo diretamente na sua página da web (caso ele insira o código javascript do @Anywhere no site) ou tuitar um link para a coluna atual, sem precisar abrir seu perfil no Twitter. Ao ser lançada a plataforma será integrada com sites como Yahoo, eBay, Amazon, YouTube, Bing e Digg, dentre outros sites com grande número de acessos. Ainda não há uma data determinada para a disponibilização da plataforma.

Já sobre o tão esperado modelo de negócios, Willians afirma que ainda não determinou um, mas que deve continuar experimentando com vários nos próximos meses. Ele cita os acordos com o Google e Microsoft como exemplos de tais experimentos. A estimativa é de que esse acordo tenha gerado US$ 25 milhões em receita para a rede social.

“Não imaginava que o mundo tivesse tantos idiotas até o momento em que comecei a usar a internet”. (Stanislaw Lem, escritor polonês)

Prezados leitores, vocês já tiveram a curiosidade – ou melhor, a coragem – de passar os olhos pelos comentários no site de vídeos YouTube?

Eu comecei a usar internet antes do escritor Stanislaw Lem, morto em 2006. Portanto, a montanha de asneiras não me surpreende mais. Mas as declarações de ódio e intolerância estão se multiplicando, e isso me assusta muito.

Foi quando um amigo publicou um vídeo narrativo no YouTube que a sirene tocou. Para nossa imensa surpresa, ele foi bombardeado por comentários em inglês dizendo para que “ele falasse língua de gente” ou comparando os habitantes do nosso país com índios e símios. Nenhuma postagem a ver com o conteúdo de vídeo em si. Assustado, ele apagou tudo e encerrou a conta.

A situação não é muito diferente quando assistimos a trailers de filmes ou videoclipes de bandas musicais. Parece que tudo o que importa no mundo é a opção sexual do artista. Escolhas políticas ou religiosas também não passam em branco. Eu só soube que o vocalista de uma certa banda inglesa era ateu depois de ver, nesse mesmo serviço de vídeos, comentários que deixariam o próprio satanás enrubescido.

O mal não afeta só o YouTube. E os brasileiros não são nenhum poço de doçura.

Vocês se lembram da repercussão da história em que o apresentador Bóris Casoy tirava onda com garis? Pareceu-me que ninguém podia lamentar ou desaprovar o episódio sem um mínimo de etiqueta. Será que ofender o âncora com termos baixos torna essas pessoas melhores do que ele? Boa parte dos comentários que ressoaram web afora são mais condenáveis até do que a gafe jornalística em si!

Incrível como a falsa sensação de anonimato na internet desperta os instintos mais bestiais nos seres humanos. Dizem que quando você tira tudo de um homem – dinheiro, família e dignidade – é que ele mostra sua verdadeira face. Não precisa ir tão longe… Dê-lhe um login anônimo e apresente todas as maravilhas e possibilidades da rede mundial de computadores!

Não me lembro de quem ouvi esses dias a frase: “o Orkut é tão nocivo que estraga a vida até de quem não tem!”

Por fim, uma última observação. A maior queixa dos viventes nesse mundo moderno – a falta de tempo – parece não fazer sentido quando se analisa a internet. De onde as pessoas tiram tanto tempo para fofocar, plantar maledicências, criar perfis falsos, cutucar desafetos, soltar as amarras da inveja, atentar contra os direitos humanos ou simplesmente… Ofender? Isso as faz, de alguma maneira, se sentirem melhores? Fica a dúvida para os psicólogos dos novos tempos…

Paz na web

Desavenças e baixarias à parte, sabemos da importância da internet na disseminação da informação, da cultura e da comunicação globalizada. É bem verdade que o mundo se tornou outro depois da grande rede.

Porém será que isso justifica a abstrata indicação da internet para o Prêmio Nobel da Paz de 2010? Será que faltam pessoas de carne e osso no mundo para receberem o milhão de dólares que poderá catapultar suas iniciativas sociais? Que tal nossa Zilda Arns, que já concorreu uma vez e morreu heroicamente durante uma missão humanitária no Haiti?

Como bem brincou o pessoal no Twitter, vamos aproveitar e indicar o Macbook para o Pulitzer e o iPod para o Grammy!

Parabéns.com!

Foi Charles Hornig quem registrou o primeiro domínio .com da rede mundial de computadores como nós a conhecemos hoje. Hornig adquiriu Symbolics.com para sua fabricante de computadores Symbolics. Curiosamente, pouco mais de um mês depois de registrado o domínio, Hornig percebeu que apenas 1 dos 1008 servidores de email da época estavam configurados corretamente para aceitar mensagens partindo do endereço web da sua empresa.

Atualmente domínio .com mais velho da internet é gerenciado por uma empresa de investimentos, que comprou-o da Symbolics em agosto de 2009 e o transformou em um blog sobre domínios, hospedagem e outros assuntos envolvendo web. A empresa original (que agora usa o domínio www.symbolics-dks.com) sequer é mencionada.

De acordo com dados da VeriSign, a cada semana mais de 500 mil novos domínios .com são registrados e atualmente existem mais de 90 milhões deles. [TheRegister]

Carla Bruni: ela não tem quase nada a ver com esse texto, mas quem liga?

Um estudo realizado pela universidade francesa de Rennes mostra que a pirataria continua a crescer no país do croissant, apesar da polêmica “Lei dos três strikes” em vigor por lá desde o ano passado.

Em seu texto, o artigo aprovado pelo marido da Carla Bruni presidente Nicolas Sarkozy em junho do ano passado prevê que os navegantes que forem pegos fazendo download de arquivos ilegais podem receber até três advertências antes de ter sua conexão à web cortada e ainda serem levados ao tribunal, onde ainda podem ser condenados até a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 mil euros.

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As informações levantadas pelos pesquisadores mostram que apesar do tráfego por sites de torrent tenha caído de 17,1% para 14,6% entre os últimos meses de setembro e dezembro, o total de pirataria no país aumentou 3% impulsionado sobretudo pelo crescimento de sites de troca de arquivos nos moldes do Rapidshare e Sendspace, considerados “mais seguros” para esse tipo de atividade. Ironicamente, o texto da “Lei dos três strikes” prevê que apenas trocas realizadas por mecanismos P2P são passíveis de punição, deixando a tarefa de se baixar um arquivo direto de um site longe de qualquer dor de cabeça legal.

Outra descoberta digna de nota dos pesquisadores mostra que os usuários que baixam arquivos da web estão mais inclinados a pagarem por conteúdo online, confirmando outros estudos semelhantes. “Isso mostra que ao desconectar usuários da rede a indústria da música pode estar se afastando de potenciais consumidores”, afirma o TorrrentFreak.

Agora o Twiitter quer saber o que está acontecendo e onde. (Divulgação)

A geo-localização realmente está cada vez mais em destaque ultimamente, e o Twitter acaba de dar mais um passo para popularizar o recurso. Antes o Twitter suportava geotagging por parte de aplicativos que enviavam essa informação, normalmente em um smartphone com GPS. Passa agora a ser possível anexar ao tweet informações da sua localização (a cidade, o bairro, o local exato… você escolhe o quão preciso) através do próprio twitter.com.

Os responsáveis pelo micro-blog sabem que nem todos querem divulgar ao mundo sua localização, então para adicioná-la aos seus tweets você primeiro vai precisar entrar na página de configurações da sua conta na rede social e ativamente optar por habilitar o recurso. Ainda assim, seus tweets não serão “geo-etiquetados” até que você confirme para o Firefox que deseja compartilhar sua localização e escolha, para cada mensagem onde quiser essa informação, que vai querer anexar sua localização. (Acho que ninguém vai poder reclamar que tuitou sua localização por acidente, você realmente tem que querer).

“As pessoas que escolhem adicionar esta camada adicional de contexto ajudam a tornar Twitter uma rede de informações mais rica para todos nós — dados de localização podem tornar tweets mais úteis,” disse o co-fundador da rede social, Biz Stone, no blog oficial da empresa.

Se depois você se arrepender de ter contado ao mundo onde estava (ou achar que pode ser roubado), o Twitter permitirá facilmente que se desabilite a funcionalidade e até mesmo se apague todos os dados de localização de seus tweets passados.

Por enquanto só foi confirmado oficialmente suporte para o Firefox 3.5 e Google Chrome sendo executados no Windows, mas versões anteriores do Firefox e o Internet Explorer também poderão ser utilizados, contanto que o Google Gears seja instalado. Para maiores informações, @Biz recomenda que se leia os artigos “How To Tweet with Your Location” e “About the Tweet With Your Location Feature”, ambos em inglês.

O Yahoo já foi maior

Dados da empresa de pesquisa ComScore mostram que, apesar dos esforços da Microsoft, o Bing tem feito pouco para ameaçar a soberania do Google no concorrido mercado das buscas pela rede. Pelo contrário, o grande prejudicado com sua presença tem sido seu amigo de fé e irmão camarada Yahoo, que assiste seus usuários lentamente irem embora.

Os números mostram que no último mês de fevereiro a participação do Google nas buscas foi de “apenas” 65,4% (-0,1% em relação a janeiro), contra 16,8% (-0,2%) do Yahoo e 11,5% (+0,2) do Bing.

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Apesar de parecerem variações modestas, os dados ficam mais claros quando comparados com os dos ano passado: em fevereiro de 2009 o Google tinha 63,3% do bolo, contra 20,6% do Yahoo e 8,2% do MSN – o Bing só foi lançado em julho de 2009.

Bom lembrar que no começo deste ano a Microsoft e o Yahoo selaram um acordo de cooperação em que o Bing passaria a dar vida ao sistema de buscas de seu parceiro, que por sua vez se limitaria a selar acordos comerciais.

Carmem Sandiego: ela não usa serviços de geolocalização

A partir do mês que vem os usuários do Facebook poderão fazer um novo tipo de atualização de status em seus perfis: além das clássicas notas com pensamentos, notícias, links e o inevitável Farmville (eca), poderão exibir sua localização geográfica em tempo real para seus contatos, a partir de uma app própria.

Segundo informações levantadas pelo jornal New York Times, o novo recurso está em fase final de desenvolvimento e deverá ser apresentado oficialmente nas últimas semans de abril durante a F8, conferência anual de desenvolvedores da rede social de Mark Zuckerberg.

A novidade mira no sucesso do FourSquare, serviço de geolocalização fundado há um ano pelos desenvolvedores Dennis Crowley e Naveen Selvadurai que tem se tornado muito popular entre os proprietários de smartphones. Como curiosidade, Crowley foi um dos responsáveis pelo site Dodgeball, que foi comprado em 2005 pelo Google e que hoje em dia é mais conhecido como Google Latitude.