Se você tem uma conta no MySpace, muito cuidado: os seus dados de usuários podem estar à venda na internet, disponíveis para que qualquer um os compre e faça com eles o que bem entender. Tais dados são mais voltados para pesquisadores e pessoas envolvidas no mercado musical e podem ser obtidos no site InfoChimps.

Atualizações sobre humor, fotos, eventos, listas de reprodução musical, nomes, códigos postais e posts em blogs são alguns dos dados que podem ser comprados no site. Munidos deles, pesquisadores poderão criar modelos de perfis de usuários de redes sociais, para citar uma das várias aplicações que são possíveis com esse tipo de informação sobre o usuário de internet.

O mais legal é que, ao concordar com os termos de serviço do MySpace, o usuário cede para o site os direitos sobre todos os dados que são armazenados. Ou seja, o MySpace passa a ser dono das informações ali publicadas e pode fazer o que bem quiser com elas… Como disponibilizar para que uma empresa parceira as venda.

Mas o MySpace já soltou uma nota oficial dizendo que “não está vendendo dados para a Infochimps. O MySpace provê a desenvolvedores, incluindo empresas como a Infochimps, acesso gratuito a dados disponíveis publicamente e em tempo real”. A empresa só esqueceu de dizer na nota que tem um acordo de partilha de receitas proveniente dos dados vendidos pela Infochimps.

[via PC World, Read Write Web, Slashdot]

“Os seios mostrar você vai”: 12 vezes mais pervertidos do que pervertidas no Chatroulette

Nem só de pianistas dotados do dom de improvisar é formado o corpo de usuários do Chatroulette. Robert J. Moore, CEO da RJMetrics, apresentou em um post como convidado do TechCrunch os resultados da pesquisa que sua empresa realizou sobre a demografia do Chatroulette, e, resumidamente, conclui-se que o serviço tem muitos homens, vários americanos e… um bom número de pervertidos!

Alguns destaques da pesquisa:

  • 72% dos usuários são homens sozinhos e 4% é um grupo de homens;
  • 9% são mulheres sozinhas, e 2% é um grupo de mulheres;
  • 11% dos chats são sem pessoa alguma aparecendo no vídeo (ou seja, é mais provável você falar com uma cadeira vazia do que com uma mulher sozinha!);
  • Cerca de 70% dos participantes têm entre 20 e 30 anos;
  • 47% estão nos EUA, o segundo lugar é da França (15%) e o Brasil nem é mencionando na pesquisa;

Agora um momento para falar dos pervertidos. Como não seria surpresa em um serviço em que pessoas são aleatoriamente colocadas em um chat de áudio e vídeo com um estranho (que às vezes pode ser bem estranho mesmo), há uma boa quantidade de material impróprio no Chatroulette. Para a pesquisa, foram considerados pervertidos todos aqueles que aparentavam não estar vestidos, mostravam nudez explícita ou pareciam estar cometendo… errr… “atos impróprios”, digamos assim…

O total de pervertidos foi de 13% dos participantes do Chatroulette, ou seja, cerca de um em cada oito chats em que você for parar terão algo inadequado na telinha. E desses pervetidos todos, apenas 8% são mulheres, o que, combinado com a participação de mulheres no serviço, significa que menos de 1% dos usuários totais são mulheres pervertidas. Ou seja, desistam rapazes, é duas vezes mais provável (entre 1% e 2%) encontrar uma imagem pedindo por nudez feminina (como a imagem acima) do que de fato ver uma mulher nua no Chatroulette.

Se você chegou aqui pelo Twitter, a página do post pode ter sido carregada quase 2 segundos mais devagar do que se você tivesse acessado pera URL própria do Tecnoblog. Essa é uma das conclusões as quais chegou uma pesquisa iniciada pela empresa WatchMouse, que mediu a confiabilidade de serviços de encurtamento de URLs na web.

Facebook: bom como rede social, péssimo como encurtador de URLs

A empresa monitorou os 14 serviços encurtadores mais usados durante o decorrer do mês, medindo a cada cinco minutos em algum dos seus servidores no mundo quanto tempo cada serviço demora para redirecionar o usuário para uma página. Tenha em mente que eles não mediram quanto tempo a página demorava para abrir, apenas o redirecionamento.

A pesquisa concluiu que os redirecionadores mais rápidos são o Goo.gl e Youtu.be, ambos controlados pelo Google, que geram um atraso máximo de pouco mais de 320 milissegundos. O mais devagar foi o Fb.me, usado pelo Facebook, que pode garantir até mais de 2 segundos perdidos na navegação do usuário. Sobre o uptime dos servidores, apenas o goo.gl e twit.tl (esse último administrado pelo Twitter) mantiveram-se no ar durante 100% do tempo monitorado. O menos confiável foi o Snurl.com, que ficou fora do ar durante 2% do tempo em que foi testado.

Snurl.com: sai do ar com mais frequência

Snurl.com: sai do ar com mais frequência

Em geral, a WatchMouse diz que encurtadores deixam a web mais devagar e podem expor o usuário a links maliciosos mais facilmente. Porém, eles trazem vantagens como a possibilidade de fazer tracking de estatísticas de clique. Fica a cargo do usuário decidir se a troca vale à pena. [Techcrunch]

Firefox 3.0: robôs

A fundação Mozilla, responsável pelo desenvolvimento do navegador Firefox anunciou o fim da linha para sua versão 3.0, que deixará de receber suporte de fábrica a partir do próximo dia 30 de março.

Um aviso deixado pela organização em sua wiki oficial afirma que a atualização 3.0.19, que deverá ser lançada no final desse mês, será a última correção de segurança e estabilidade feita para o programa, que a partir daí deixará seus usuários por conta de sua própria sorte. Os navegantes que quiserem manter seus computadores devidamente seguros e protegidos (ou seja, todo mundo) podem fazer a atualização para o Firefox 3.6 ou procurar as últimas versões do Chrome, Safari, Opera ou até mesmo do Internet Explorer.

Lançado no dia 17 de junho de 2008, o Firefox 3.0 (nome-código Gran Paradiso) foi recebido com festa por seus entusiastas junto de uma campanha chamada World Download Day, que fez o programa entrar para o livro do recordes depois de atingir a marca de 8 milhões de downloads em um único dia. Apesar de parecer prematuro, o final de seu suporte foi adiado diversas vezes por sua empresa-mãe por conta de atrasos no desenvolvimento de suas versões mais recentes.

O Firefox 3.0 sai de cena com sua família abocanhando cerca de 20% do mercado de navegadores de internet em todo o mundo e deixa como maior legado a estranha fixação por robôs de seus desenvolvedores. [Register]

Criado por um estudante russo de 17 anos de idade, o Chatroulette é uma página que permite que seus usuários conversem com pervertidos desconhecidos com a webcam e som ligados, mecanismo radical de socialização que vem fazendo sucesso pela rede desde seu lançamento, em dezembro.

Depois da curiosidade inicial o serviço estaria destinado ao inevitável esquecimento se não fosse um maluco sujeito identificado somente como Merton, que tem chamado a atenção depois de postar no Youtube um vídeo que aparece fazendo canções improvisadas ao piano, inspiradas nas pessoas com quem ele foi posto para conversar. De quebra, ele transformou um site quase totalmente frequentado por esquisitões de toda espécie em alguma coisa minimamente interessante. Confira:

Será que um pra lá de tradicional repentista brasileiro faria o mesmo sucesso por lá?

O FBI e outras agências federais americanas estão se infiltrando nas redes sociais com perfis falsos que visam juntar informações sobre suspeitos, simplesmente observando-os ou até mesmo se aproximando dos mesmos como “amigos” virtuais em buscas de informações que colaborem com as investigações.

Os agentes do FBI, por exemplo têm usado o Facebook pra determinar o paradeiro de fugitivos, ou checar alibis comparando as histórias que os suspeitos contam para as autoridades com o que eles escreveram no Twitter no período relatado.

O documento entitulado “Obtaining and Using Evidence from Social Networking Sites” (“Obtendo e utilizando evidências a partir de sites de redes sociais” em tradução livre) foi obtido pela Eletronic Frontier Foundation, um grupo de proteção aos direitos civis no mundo digital, como resultado do processo da fundação contra o Departamento de Justiça americano.

“O conhecimento é poder(…), pesquise todas as testemunhas em sites de redes sociais,” diz um trecho do documento.

Uma curiosidade: o documento lista as redes sociais mais populares em cada região, o que inclui a América Latina, onde os agentes são aconselhados a buscar informações (adivinhem…) no Orkut, claro. Outro trecho curioso é onde Ashton Kutcher é citado no tópico que discute o Twitter e o Facebook como mídia comparável aos jornais e TV. Para ler o documento na íntegra visite a cópia em PDF hospedada pela Eletronic Frontier Foundation em seu site.

Pesquisa liberada nesta-segunda-feira pela empresa Pew Internet mostra que apesar de 71% nos navegantes norte-americanos afirmarem ler diariamente notícias na web, apenas 7% deles estariam dispostos a abrir suas carteiras caso o acesso a esses sites passe a ser cobrado.

Os números mostram que apesar da grande maioria obter suas informações a partir de diversas páginas, 35% dos usuários afirmam ter um “site predileto” do qual são visitantes fiéis e de onde tiram a maior parte de suas informações. E mesmo neste caso não existe fidelidade que resista a alguns dólares: apenas 15% afirmam que assinariam por conteúdo, enquanto 82% iriram “procurar outro site” e 2% dizem que não saberiam o que fazer.

Apesar dos dados indicarem que as verbas para anúncios online tenha caído pela primeira vez desde 2002 (a crise, sempre a crise), os dados mostram que eles até que são bem populares: 45% dos entrevistados afirmam que clicam em anúncios freqüentemente, 35% às vezes, 15% dificilmente e apenas 5% nunca.

Bom lembrar que boa parte dos portais brasileiros ainda insiste na prática de fechar seus portões aos navegantes, e que o jornal norte-americano New York Times pretende começar a mandar uma fatura para seus leitores a partir do ano que vem.

O CEO do Twitter, Evan Willians, anunciou hoje durante a conferência SXSW, em Austin, no Texas, uma nova característica que será disponibilizada em breve na rede social e que permitirá a donos de websites uma integração mais completa com suas contas no Twitter. Willians afirma que ela deverá complementar a API, e não competir com serviços já existentes.

A plataforma vai ser chamada de “@Anywhere“, e deverá permitir que usuários do serviço sigam outras contas diretamente em sites que a integrarem, além de dar a opção para que eles enviem tweets a partir da própria plataforma.

Fãs de um colunista, por exemplo, poderão seguí-lo diretamente na sua página da web (caso ele insira o código javascript do @Anywhere no site) ou tuitar um link para a coluna atual, sem precisar abrir seu perfil no Twitter. Ao ser lançada a plataforma será integrada com sites como Yahoo, eBay, Amazon, YouTube, Bing e Digg, dentre outros sites com grande número de acessos. Ainda não há uma data determinada para a disponibilização da plataforma.

Já sobre o tão esperado modelo de negócios, Willians afirma que ainda não determinou um, mas que deve continuar experimentando com vários nos próximos meses. Ele cita os acordos com o Google e Microsoft como exemplos de tais experimentos. A estimativa é de que esse acordo tenha gerado US$ 25 milhões em receita para a rede social.

“Não imaginava que o mundo tivesse tantos idiotas até o momento em que comecei a usar a internet”. (Stanislaw Lem, escritor polonês)

Prezados leitores, vocês já tiveram a curiosidade – ou melhor, a coragem – de passar os olhos pelos comentários no site de vídeos YouTube?

Eu comecei a usar internet antes do escritor Stanislaw Lem, morto em 2006. Portanto, a montanha de asneiras não me surpreende mais. Mas as declarações de ódio e intolerância estão se multiplicando, e isso me assusta muito.

Foi quando um amigo publicou um vídeo narrativo no YouTube que a sirene tocou. Para nossa imensa surpresa, ele foi bombardeado por comentários em inglês dizendo para que “ele falasse língua de gente” ou comparando os habitantes do nosso país com índios e símios. Nenhuma postagem a ver com o conteúdo de vídeo em si. Assustado, ele apagou tudo e encerrou a conta.

A situação não é muito diferente quando assistimos a trailers de filmes ou videoclipes de bandas musicais. Parece que tudo o que importa no mundo é a opção sexual do artista. Escolhas políticas ou religiosas também não passam em branco. Eu só soube que o vocalista de uma certa banda inglesa era ateu depois de ver, nesse mesmo serviço de vídeos, comentários que deixariam o próprio satanás enrubescido.

O mal não afeta só o YouTube. E os brasileiros não são nenhum poço de doçura.

Vocês se lembram da repercussão da história em que o apresentador Bóris Casoy tirava onda com garis? Pareceu-me que ninguém podia lamentar ou desaprovar o episódio sem um mínimo de etiqueta. Será que ofender o âncora com termos baixos torna essas pessoas melhores do que ele? Boa parte dos comentários que ressoaram web afora são mais condenáveis até do que a gafe jornalística em si!

Incrível como a falsa sensação de anonimato na internet desperta os instintos mais bestiais nos seres humanos. Dizem que quando você tira tudo de um homem – dinheiro, família e dignidade – é que ele mostra sua verdadeira face. Não precisa ir tão longe… Dê-lhe um login anônimo e apresente todas as maravilhas e possibilidades da rede mundial de computadores!

Não me lembro de quem ouvi esses dias a frase: “o Orkut é tão nocivo que estraga a vida até de quem não tem!”

Por fim, uma última observação. A maior queixa dos viventes nesse mundo moderno – a falta de tempo – parece não fazer sentido quando se analisa a internet. De onde as pessoas tiram tanto tempo para fofocar, plantar maledicências, criar perfis falsos, cutucar desafetos, soltar as amarras da inveja, atentar contra os direitos humanos ou simplesmente… Ofender? Isso as faz, de alguma maneira, se sentirem melhores? Fica a dúvida para os psicólogos dos novos tempos…

Paz na web

Desavenças e baixarias à parte, sabemos da importância da internet na disseminação da informação, da cultura e da comunicação globalizada. É bem verdade que o mundo se tornou outro depois da grande rede.

Porém será que isso justifica a abstrata indicação da internet para o Prêmio Nobel da Paz de 2010? Será que faltam pessoas de carne e osso no mundo para receberem o milhão de dólares que poderá catapultar suas iniciativas sociais? Que tal nossa Zilda Arns, que já concorreu uma vez e morreu heroicamente durante uma missão humanitária no Haiti?

Como bem brincou o pessoal no Twitter, vamos aproveitar e indicar o Macbook para o Pulitzer e o iPod para o Grammy!

Parabéns.com!

Foi Charles Hornig quem registrou o primeiro domínio .com da rede mundial de computadores como nós a conhecemos hoje. Hornig adquiriu Symbolics.com para sua fabricante de computadores Symbolics. Curiosamente, pouco mais de um mês depois de registrado o domínio, Hornig percebeu que apenas 1 dos 1008 servidores de email da época estavam configurados corretamente para aceitar mensagens partindo do endereço web da sua empresa.

Atualmente domínio .com mais velho da internet é gerenciado por uma empresa de investimentos, que comprou-o da Symbolics em agosto de 2009 e o transformou em um blog sobre domínios, hospedagem e outros assuntos envolvendo web. A empresa original (que agora usa o domínio www.symbolics-dks.com) sequer é mencionada.

De acordo com dados da VeriSign, a cada semana mais de 500 mil novos domínios .com são registrados e atualmente existem mais de 90 milhões deles. [TheRegister]