Entre os dias 15 e 18 de março a FIAP sediará uma série de palestras ministradas por grandes tecnólogos. O evento é resultado de uma parceria com a Singularity University (ou apenas ‘SU’), instituição de ensino sediada na NASA, e patrocinada por empresas como o grande Deus Google.

As palestras e workshops serão comandados por Dan Barry (ex-astronauta da NASA, Ph.D. em Engenharia da Computação pela Universidade de Princeton, especialista em robótica e inteligência artificial e professor da SU) e Salim Ismail (ex-VP de inovação do Yahoo!, especialista em internet e mídias digitais e Diretor Executivo da SU).

Mais informações sobre o evento aqui.

Sorteio de convites

O evento é exclusivo para alunos, professores, colabores e convidados da FIAP, mas o Tecnoblog foi convidado para acompanhar a palestra que acontece na quarta-feira (17), e ainda podemos levar com a gente mais dois leitores do blog!

A palestra de quarta será ministrada por ninguém menos que os próprios Dan Barry e Salim Ismael. Legal, né?

Para concorrer aos convites siga o perfil do TB no twitter e tuíte a frase abaixo:

http://migre.me/nK5H - Eu quero ir à palestra de Dan Barry e Salim Ismael com os editores do @tecnoblog

(clique aqui para tuitar automaticamente)

O sorteio dos convites será feito hoje às 19h através do Sorteie.me. Divulgaremos o resultado aqui no post e também lá no twitter do TB.

Só um adendo: só pode concorrer quem for residente da cidade de SP, ou puder garantir que estará lá no dia. Como o espaço é limitado, a FIAP quer garantir que todos os convidados estarão presentes (afinal ganhar o convite e não ir, seria uma bela mancada com nossos amigos tecnobloguianos, né? :P ).

Full disclosure: o Tecnoblog não recebeu um tostão por este post. A única coisa que ganhamos foram os convites, e aceitamos sortear por achar que a palestra poderia interessar à nós geeks apaixonados por tecnologia.

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Parabéns aos sortudos @gui_degroh e @gummyjuicerman! Favor entrar em contato com a gente o mais rápido possível para combinarmos a entrega dos convites!

Confiram o resultado do Sorteie.me aqui e aqui.

Clã tecnobloguiano no CParty!

Se você vai na Campus Party (que começa hoje em São Paulo), está oficialmente convocado a representar a nossa equipe no Ultimate ID Championship – um game no melhor estilo Super Trunfo, só que mais tecnológico!

O game irá premiar os vencedores da competição com brinquedinhos como quatro Playstations 3, cinco netbooks e o sortudo que fizer mais pontos no jogo ainda ganha uma viagem para conferir o Campus Party original em Madri, na Espanha.

Eis as equipes que estão na disputa: Tecnoblog, Sedentário & Hiperativo, Com Limão, Ah Tri Né!, Cerveja com Ogros e Nerdstock.

O jogo poderá ser disputado pelo site e também na arena lá na CParty. A grande diferença é que, jogando na arena, os seus pontos valem quatro vezes mais do que pelo site.

Para começar a jogar, você só precisa se cadastrar na equipe do TB no site, retirar o seu card RFID no estande da Telefônica e pronto! Agora é só  correr para fazer o máximo de pontos que você conseguir. :D

Além disso, as batalhas disputadas na arena do #uidc na CParty serão exibidas ao vivo no telão do jogo.

E os prêmios? Ah, os prêmios!

A tabela é a seguinte:

1º lugar: Uma viagem para acompanhar o Campus Party em Madrid na Espanha! Para quem não sabe, é de lá que o CParty vem.

2º ao 5º lugar: Um Playstation 3 para cada um!

6º ao 10º lugar: Um netbook cada.

11º ao 100º lugar: Kit UiDC – camisetas e agasalhos oficiais do jogo.

Não tem nada de sorteio, aqui quem faz mais pontos leva o melhor prêmio. Então acho melhor você não perder tempo. ;)

O líder da equipe que fizer mais pontos também ganha a passagem para o Campus Party em Madri. Em outras palavras, isso significa: cobertura especial do evento aqui no TB!

Nos encontraremos no estande do #uidc lá na CParty às 10h30 desta terça-feira, para dar o apito inicial do jogo. Estarei no aguardo dos companheiros Tecnobloguianos.

Let’s Rock!

PS: Similariedades embaraçosas no logo do nosso clã devem ser consideradas apenas uma infeliz coincidência.

Street View no Brasil: nós queremos mais

Como se sabe, os carros do Google Street View estão andando cá por essas terras, e por isso o Tecnoblog gostaria de fazer um pedido especial para seus leitores.

Caso você consiga tirar fotos de algum carro do serviço de mapas andando por sua cidade, envie a imagem junto de sua localização aproximada para o e-mail euvistreetview@tecnoblog.net e ajude-nos a fazer uma mapa da atuação dos carros do Google no Brasil. Sua imagem ficará junto de seu nome e outros dados que você queira que sejam divulgados – como Twitter ou Facebook, por exemplo – numa galeria dentro de nosso site.

E aí? Topa? Então confira três dicas para identificar os carros do serviço:

  • Por hora, eles estão rodando apenas nas principais cidades do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo ou Belo Horizonte, por exemplo.
  • Eles todos são do modelo Stilo, da Fiat. A fabricante italiana fez um acordo com o Google para ceder os carros para o projeto.
  • Em seu teto, eles têm uma grande câmera esférica no alto de um pedestal – no clique acima dá pra ver claramente como é. Esse é um modelo capaz de tirar fotos em 360º.
  • (bônus) Pelo menos no Reino Unido há relatos de que os motoristas não gostam muito de serem fotografados, o que deixa a missão ainda mais divertida. Mas não se preocupe, eles são inofensivos.

Se o Google está tirando fotos nossas, vamos tirar fotos deles! :-)

Muito obrigado!

O rei morreu. Viva o novo rei!

O rei morreu. Viva o novo rei!

Não parece, mas a história da troca de arquivos de música pela internet é tremendamente nova. Começou em 1999, quando o Napster conquistou o amor dos internautas e o ódio das gravadoras numa tendência que aparentemente nunca terá volta.

Desde então, já apareceram Gnutella, Audiogalaxy, Kazaa, Morpheus e outros serviços que tiveram histórias que seguiram mais ou menos o mesmo roteiro: apareceram, fizeram sucesso, foram processados e, se não sumiram, caíram no esquecimento.

Diversas ações judiciais já provocaram um bom estrago nos populares Pirate Bay e Mininova. Como já reza a velha cartilha da internet agora é apenas questão de tempo para aparecer outro serviço quente de troca de arquivos, e toda essa história acontecer mais uma vez.

Por isso o Tecnoblog fez uma lista com 10 buscadores de Torrent que têm tudo para estourarem nos próximos tempos.

Confira (os resultados não estão dispostos de uma maneira lógica):

Torrentreactor – Um clássico, que sabe-se lá como ainda não foi processado. Aproveite enquanto há tempo.

[atualizado] IsoHunt – Muito popular, mas começa a enfrentar seus primeiros problemas com a justiça.

BitSnoop - Com visual clean, semelhante ao do Google ou Pirate Bay, retornou resultados com um bom número de seeders e leechers em todos os testes.

Torrents.to - Seu grande diferencial é realizar pesquisas em diversos outros sites, como IsoHunt, Mininova, btjunie, EZTV, entre outros. O problema é que se esses outros sites saírem do ar, ele fica sem conteúdo.

Ahashare - Apesar do bom número de fontes, tem visual meio confuso e o sistema de busca não é nenhuma maravilha.

Leakz.net - O site é feio, mas tem uma grande biblioteca de jogos e de músicas.

Btjunkie – O visual poluído e confuso compensa a boa quantidade de resultados.

YourBittorrent – Nem bonito, nem feio, nem bom nem ruim. Pelo menos a busca funciona de maneira adequada.

Extratorrent – É pobre, mas é limpinho.

Monova – Permite que os usuários utilizem seus mesmos nomes de usuário cadastrados no falecido Mininova. Tem um anúncio chato logo em sua entrada.

LegalTorrentsNão espere encontrar os últimos hits de seu artista predileto neste site, que distribui apenas material aberto registrado com Creative Commons. Não tem potencial para ser um sucesso de público, mas pelo menos serve como plataforma para divulgação de novos talentos, certo?

E não se esqueçam, gafanhotos: o Tecnoblog não apóia a pirataria. Utilizem com responsabilidade.

(Quando consultei o Ibrace sobre o processo de certificação, acabei sendo convidado por eles para ir em um dos laboratórios afiliados para conhecer os aparelhos que eles usam para fazer os testes. Como o laboratório fica em Campinas e eu em Vitória, ficou meio difícil. Por sorte, o nosso redator João Brunelli mora perto de Campinas então pedi a ele que fosse no meu lugar. O cara voltou cheio de fotos e com a entrevista de Alexandre Sabatini, diretor comercial do Ibrace, que detalhou os testes pelos quais os aparelhos passam. Confira logo abaixo a reportagem e no final do post a galeria de fotos.)

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Visão externa da câmara de testes

A norma da Anatel é basicamente uma tradução da norma norte-americana, mas isso não é um demérito: não são raros, em outros segmentos, histórias de produtos de qualidade diferenciada destinados a mercados mais evoluídos, enquanto os celulares vendidos no Brasil seguem o mesmo padrão dos vendidos na Europa e nos EUA. Mesmo assim, a norma nacional é mais rigorosa que a estrangeira sob alguns aspectos, principalmente os elétricos: “as fontes tipo 1, aprovadas para serem usadas na rede residencial dos EUA, por exemplo, não são usadas no Brasil por conta de riscos de incêndio”, diz Alexandre.

Existem três categorias de certificações. A categoria I é destinada a aparelhos de consumo final, como celulares ou modems, por exemplo, e sua licença precisa ser renovada a cada 12 meses, o que raramente acontece com os telefones: “Os aparelhos costumam ficar pouco tempo no mercado, e assim é raro que suas certificações sejam renovadas. Geralmente eles saem de linha antes”, conta Sabatini. Já a categoria II é destinada a equipamentos que emitem uma grande quantidade de radiofrequência, como roteadores WiFi ou antenas, por exemplo, e sua licença é válida por dois anos. A categoria III, por sua vez, é destinada basicamente a equipamentos de telecomunicação, como estações de telefonia celular, e sua licença tem validade indeterminada: “esses equipamentos são enormes, e uma vez tivemos que ir para o Japão testar um aparelho maior que a maioria das câmaras de testes de todo o mundo”, completa.

Visão interna da câmara de testes

Visão interna da câmara de testes

Os testes são realizados em laboratórios de certificação e o CertLab, um desses laboratórios, recentemente concluiu a construção de sua câmara de testes, a quarta do país e a primeira feita sem investimentos públicos. Nela, os aparelhos são submetidos a bombardeios de radiofrequências e deve sobreviver a elas sem perder sinal.

Também há testes de resistência elétrica, que verifica se o aparelho pode causar algum risco ao ser deixado na tomada e o SAR (Specific Absorption Rate, ou taxa de absorção específica), que mede a contaminação do corpo pelas ondas de rádio e que acabou com aquela lenda que telefones podiam causar câncer. Para realizar este teste, um braço mecânico fica em torno de uma espécie de pia com o formato de uma cabeça humana, cheio de um líquido que simula nossos orgãos internos e existe um líquido adequado para conferir como nosso corpo reage a cada frequência (850mHz, 900mhz, 1800mhz e 1900mhz).

Tecnoblog: Qual a importância da certificação?
Alexandre Sabatini: Garantir que o produto esteja de acordo com as normas da Anatel e ofereça segurança para o consumidor final.

TB: Quanto tempo um aparelho demora pra ser certificado
Alexandre: Depende, mas um telefone demora cerca de 30 dias para ser certificado.

TB: Quando o iPhone foi lançado, diversos aparelhos foram importados para o Brasil de maneira informal, sem certificação. Existe algum risco nisso?
Alexandre: Não exatamente. Apesar de ser o mesmo aparelho à venda nos EUA, o primeiro iPhone nunca foi testado no Brasil, então eventualmente um ou outro detalhe poderia ser revisto. O problema são os chineses, que muitas vezes são vendidos sem qualquer certificação, mas já aprovamos dois modelos.

TB: Desses com dois chips e televisão embutida?
Alexandre: Sim, esses mesmos.

TB: E o que pode acontecer se uma loja for flagrada vendendo equipamentos são certificados?
Alexandre: Os produtos são apreendidos e a Anatel aplica uma multa, que pode ser bem pesada. Há um tempo eles foram a uma exposição no Anhembi e fecharam vários stands que vendiam aparelhos sem documentação por exemplo. Se uma operadora for pega vendendo aparelhos não-certificados, ela poderá sofrer processos e até mesmo perder sua concessão.

TB: A legislação da Anatel sofre evoluções?
Alexandre: Sim, várias. A mais recente é um teste de SAR para conferir a taxa de absorção das ondas WiFi pelo corpo, feita pensando naquelas pessoas que usam o computador no colo.

Quando a loja online da Apple estreiou no Brasil, alguns usuários ficaram decepcionados com a ausência do novo iPod Touch contendo novos processadores gráficos e capacidades de 32 e 64 GB. Conversando com a assessoria de imprensa, o Thas foi informado de que isso aconteceu porque os novos iPods precisavam de nova homologação da Anatel para serem vendidos no Brasil. E eu achei que seria uma ótima desculpa para finalmente desvendar o mistério de como esse processo acontece: a certificação e homologação.

Antes de mais nada, é bom esclarecer uma coisa: nem todo produto eletrônico que é vendido no Brasil precisa ser homologado, apenas aqueles que emitem sinais de radiofrequência (exemplo: Bluetooth e Wi-fi). Por isso os novos iPods Nano não precisaram ser certificados, pois só recebem sinais de rádio mas não os transmitem. Por outro lado, mouses sem fio, fones bluetooth, celulares com infravermelho, entre outros, precisam do selo da Anatel para serem vendidos. E desde 2007 a agência passou a exigir também certificações de carregadores e baterias de lítio de celulares.

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Fotos tiradas por laboratório designado pelo NCC

No entanto, esses produtos não são enviados diretamente para a agência. Eles passam por um OCD (Organismo de Certificação Designado), que por sua vez envia para um laboratório e testa todas as funções do aparelho. Essa é basicamente a parte mais interessante de todo o processo e será retratada em dois posts, um hoje e outro na terça-feira que vem. Além disso, esse é um trabalho que tenho certeza que boa parte dos leitores do Tecnoblog gostariam de ter: testar gadgets antes de qualquer brasileiro. E ser pago pra isso!

Para entender melhor os testes efetuados, consultei dois OCDs brasileiros especializados em certificação: O Ibrace, Instituto Brasileiro de Certificação, que foi criado pela Anatel, e a NCC Certificações. Ambas são organizações sem fins lucrativos baseadas em Campinas, SP. A NCC foi a responsável por testar e certificar a primeira versão do iPod Touch e o Ibrace fez o mesmo procedimento com o iPhone 3G e, como descobrimos há algumas semanas, com a terceira geração do iPod Touch.

Conversei por email com a Camila Lemos, engenheira da NCC. Ela contou quais são as medidas tomadas pelos laboratórios para evitar que fotos de um produto vaze, por exemplo, e também quais cursos de graduação podem servir como primeiro passo na área de testes e certificações, dentre outras coisas. Confira a entrevista a seguir.

Tecnoblog – A NCC foi a empresa responsável por fazer a análise laboratorial da primeira versão do iPod Touch, modelo A1213. Qual é o período normal em que um produto desse tipo fica em teste?
Camila Lemos – O tempo médio para a certificação de um produto, classificado como transceptor de radiação restrita – modulação digital – é de 25 dias úteis.

TB – Quais são as análises e testes pelo qual um produto desse tipo passa?
Camila – Para este produto são realizados ensaios funcionais relativos às tecnologias dele, assim como são realizados ensaios de segurança elétrica e ensaios de compatibilidade eletromagnética, cada ensaio tem sua própria resolução da Anatel . Além disto, os documentos analisados deste tipo de produto são: fotos internas, fotos externas, manual do usuário, especificação técnica, esquema elétrico, entre outros documentos que podem vir a ser necessário, caso a caso.

TB – Quantas pessoas são responsáveis por analisá-lo?
Camila – Duas pessoas, um engenheiro e um administrador de contratos.

TB – A empresa que pede a análise de produtos pode escolher o laboratório em que ele será analisado? Quantos laboratórios desse tipo existem ao todo no Brasil?
Camila – Sim, é o solicitante o responsável pela escolha dos ensaios laboratoriais, estando esta escolha limitada primeiramente aos laboratórios acreditados Inmetro. E existem pelo menos quatro laboratórios acreditados Inmetro que podem realizar os ensaios na integra atualmente no Brasil.

TB – O modelo A1213 do iPod Touch já havia sido revelado anteriormente, logo, não seria um lançamento inédito no Brasil. Lá fora, no entanto, já se especulava sobre a possiblidade da Apple lançá-lo antes mesmo do gadget ser revelado, devido ao vazamento de fotos. Quais as medidas que a NCC toma para prevenir que imagens de produtos em análise vazem na internet?
Camila – Todos os funcionais da empresa assinam um acordo de confidencialidade da informação, assim como informações só são trocadas entre as partes envolvidas no processo de certificação (NCC com o solicitante ou fabricante, e os laboratórios com a Anatel).

TB – Poder testar produtos antes de todos os brasileiros é algo muito cobiçado pelos mais ligados em tecnologia. Existe uma graduação específica? Se não, qual a área que mais se aproxima dela?
Camila – Não existe graduação específicica. Os responsáveis pelos ensaios de produtos são geralmente técnicos em eletrônica ou engenheiros elétrico/eletrônicos ou de telecomunicações. Os responsáveis por estes ensaios recebem treinamento técnico do próprio laboratório.

Certificado emitido pelo NCC para o iPod Touch

Certificado emitido pelo NCC para o iPod Touch

TB – Em quais casos a manutenção da certificação é realizada?
Camila – No caso do iPod Touch, transceptor de radiação restrita – modulação digital, classificado na categoria II pela Anatel, a manutenção é realizada a cada 24 meses. Assim, pelo menos três meses antes do vencimento do certificado do OCD, o solicitante do processo de certificação deve iniciar o processo de manutenção para que este não venha a ter que parar de comercializar o produto se o certificado do OCD vencer e assim o certificado de homologação entrar em suspensão.

O processo de manutenção consiste na verificação de possíveis alterações ou não do produto, assim como avaliação de seus documentos. Havendo substituição de ensaios aplicáveis ao produto, ensaios de adequação à regulamentação vigente serão exigidos.

TB – Qual o papel da Anatel no processo?
Camila – A Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel recebe todos os documentos necessários relacionados ao processo de certificação, faz a verificação desses documentos e da análise técnica realizada pelo OCD e só então homologa o produto. É somente após a publicação da homologação do produto pela Agência, que o produto pode ser comercializado.

Na terça-feira que vem mostraremos algumas das máquinas usadas pelos laboratórios para efetuar testes, além de uma entrevista exclusiva com Alexandre Sabatini, diretor comercial do Ibrace. Mais detalhes sobre o regulamento necessário para se abrir um OCD e as categorias nas quais os produtos são encaixados podem ser encontrados nessa página do site Teleco.

Quem ainda não era cliente da NET e estava pensando em contratar os serviços da empresa precisará concordar com um novo contrato de adesão, que entrou em vigor no dia primeiro de julho. A partir desta data, todos os novos assinantes são obrigados a pagar uma taxa de instalação, além de serem obrigados a continuar utilizando os serviços da empresa por pelo menos 12 meses.

Na teoria, o contrato de fidelidade servia apenas como uma troca de favores entre o assinante e o provedor. O primeiro se comprometia a continuar utilizando o serviço por um determinado período de tempo, e em troca, recebia alguma bonificação do provedor – na maioria das vezes, na forma de isenção na taxa de instalação.

Neste novo modelo inventado pela NET, caso o usuário aceite a condição da fidelidade, ganha em troca apenas um desconto. A taxa de instalação que sairia por R$249,00 em seu valor integral, é baixada para R$60,00, divisível em até 6 parcelas (dependendo da região).

Ironicamente, este novo modelo entra em vigor justamente no momento em que a Telefônica (uma das principais concorrentes da NET) está proibida de comercializar novas assinaturas de seu serviço de internet banda larga, o Speedy.

Não faz o menor sentido obrigar o novo assinante a continuar utilizando o serviço por 12 meses, uma vez que ele não está recebendo nada em troca. A justificativa do setor de televendas da NET é que os serviços de instalação são prestados por uma empresa terceirizada, e isso gera custos à eles.

Bem, tenho certeza que 12 meses utilizando o serviço, são mais do que suficientes para cobrir os gastos da NET com a tal empresa.

Para confirmar se este modelo estava mesmo sendo comercializado em território nacional, entramos em contato com o setor de televendas do Rio de Janeiro. A confirmação das informações foi imediata.

O Tecnoblog também entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da NET, para ver se conseguíamos uma posição oficial sobre o assunto. A resposta foi um tanto contraditória:

A informação não procede. Não cobramos taxa de instalação de Virtua nos contratos com fidelidade.

Na Central de Relacionamentos, a resposta foi parecida com a da Assessoria de Imprensa. Segundo eles, caso o contrato de fidelidade seja aceito, nenhuma taxa de instalação é cobrada do assinante. Já se o mesmo não concordar com o contrato, será cobrada uma taxa de R$ 120,00 pela instalação do serviço.

Ainda não ficou claro para mim, se o modelo está sendo utilizado apenas em contratos do NET Virtua, ou se é válido para todos os outros pacotes. Apesar de o setor de televendas da empresa já estar comercializando este pacote desde o dia 01/07, ainda não conseguimos uma confirmação dos altos escalões da NET sobre o assunto. Estamos aguardando uma resposta mais completa dos assessores da empresa.

Update 20/07/2009: Mais de uma semana se passou desde nosso último contato com a Assessoria da NET, e ainda não recebemos nenhuma resposta. A essa altura, já não acho que vamos receber mesmo. =P